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Posts com a Tag Cinema nacional

sábado, 17 de setembro de 2016 Filmes, Notícias | 16:30

Netflix lança segunda edição de prêmio que promove cinema independente nacional

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Cena do filme "Califórnia", que concorre ao prêmio Netflix Foto: divulgação

Cena do filme “Califórnia”, que concorre ao prêmio Netflix
Foto: divulgação

A Netflix lançou nesta semana a segunda edição do Prêmio Netflix, que tem como objetivo dar visibilidade à produção independente do cinema brasileiro. São dez filmes finalistas pré-selecionados, e dois desses filmes poderão ser assistidos por mais de 83 milhões de pessoas em mais de 190 países onde a Netflix está presente. Um será escolhido por voto popular e outro por um painel de jurados formado por grandes nomes do cenário cultural brasileiro composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores Hugo Gloss e Lully de Verdade.

Os filmes que disputam o seu voto, que pode ser registrado aqui, são “Ventos de Agosto”, “Califórnia”, “Obra”, “Levante”, “O Último Cine Drive-In”, “A História da Eternidade”, “Porque Temos Esperança”, “My Name is Now, Elza Soares”, “Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” e “À Queima-Roupa”.

Os vencedores do Prêmio Netflix 2016, que serão anunciados no dia 5 de outubro,  ganharão um licenciamento global no serviço. Em 2013, o filme vencedor do Prêmio Netflix foi “Apenas o Fim”, de Matheus Souza.

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terça-feira, 13 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes | 19:07

Cininha de Paula estreia como diretora de cinema no filme “Duas de Mim”

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A experiente diretora de TV Cininha de Paula, cujos principais créditos correspondem a “Pé na Cova” e “Aquele Beijo”, arriscou em sua estreia como cineasta. No filme “Duas de Mim”, que ela dirige e tem coprodução do Telecine, Thalita Carauta e o cantor Latino também estão estreando como protagonistas no cinema.

 “Fiquei dois meses esperando a Thalita. Ela é a minha estrela. Tô bem cercada! A Iafa Britz (da produtora Migdal Filmes) me deu muita liberdade para montar o casting. Para fazer uma comédia você precisa ter quem sabe fazer comédia. Mais que um cantor, Latino é um comediante. É uma pessoa que nasceu vencedora. Por ter atravessado tudo o que passou e chegar onde chegou. Ele leva a vida com muito humor”, defendeu ela, sobre o longa, no qual Thalita vive Suryellen e Latino, Chicão, e com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2017.

A experiente Cininha de Paula no set de "Duas em Mim" (foto: divulgação)

A experiente Cininha de Paula no set de “Duas em Mim”
(foto: divulgação)

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016 Diretores, Filmes, Notícias | 05:30

“Tungstênio” será o novo filme de Heitor Dhalia

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O cineasta Heitor Dhalia (Foto: divulgação)

O cineasta Heitor Dhalia
(Foto: divulgação)

O cineasta Heitor Dhalia se prepara para começar as filmagens de “Tungstênio”, seu novo longa-metragem. Com produção da Paranoid e coprodução da Globo Filmes, o filme é baseado no livro homônimo de história em quadrinhos de Marcello Quintanilha, publicado pela editora Veneta, o qual já foi premiado por unanimidade no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, na categoria thriller.

“Tungstênio” trará quatro personagens para o centro da narrativa: um policial, que atua movido por seus instintos, sua esposa, que está decidida a separar-se, um pequeno traficante, cujo principal interesse é sobreviver mais um dia, além de um ex-sargento do exército, saudoso de sua vida na caserna.

Diante desse cenário, os protagonistas se verão imersos em uma trama aparentemente banal, mas cuja escalada em tensão os conduzirá à negação dos próprios sentimentos. Em uma busca desenfreada por escolher os caminhos que lhes pareçam mais corretos, os personagens inevitavelmente enfrentarão conflitos pessoais diante da impossibilidade de seguir à risca suas escolhas racionais.

As filmagens estão agendadas para novembro desse ano e as locações serão na Bahia.

O livro de Marcello Quintanilha, que é considerado um dos principais quadrinistas brasileiros, será adaptado para o cinema pelos roteiristas Marçal Aquino e Fernando Bonassi. O projeto de Heitor Dhalia conta ainda com a consultoria artística de Guel Arraes.

Diretor de filmes como “À Deriva”, “O Cheiro do Ralo” e “Serra Pelada”, paralelamente ao novo longa, Dhalia já tem outro projeto em andamento. Trata-se do filme “O Diretor”, que retratará o envolvimento de um renomado e polêmico diretor de teatro com uma jovem e bonita atriz, durante a remontagem da peça “Hamlet”, de Shakespeare. O longa trará à tona questões como abuso, assédio, difamação e, principalmente, o limite entre o desejo e a ética.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016 Atrizes | 18:25

Maeve Jinkings é homenageada na 9ª edição do Festival de Cinema de Triunfo

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A atriz em cena do filme "O Som ao Redor"

A atriz em cena do filme “O Som ao Redor”

Em sua nona edição, o Festival de Cinema de Triunfo ganha fôlego novo, contemplando a diversa e recente produção audiovisual pernambucana e nacional. De 8 a 13 de agosto, 33 curtas e longas-metragens em competição vão ganhar a tela do Cine Theatro Guarany, um dos mais belos equipamentos públicos e também patrimônio material do estado.

Nesta edição, o Festival prestará homenagens a atriz Maeve Jinkings que tem parceria de longa data com o cinema de Pernambuco. Sendo assim, reconhecida pela importante contribuição no desenvolvimento da produção audiovisual do Estado. “Em julho de 2009 vim a Recife filmar ‘Passageira S8’, primeiro de uma série de filmes que viria a realizar em Pernambuco”, comenta a atriz. “Naquela ocasião escutei falar de um festival de cinema que ocorreria numa linda cidade no sertão do Pajeú chamada Triunfo. A cidade permaneceu em meu imaginário desde então, por isso é uma honra e um prazer enorme ser convidada a estar no Festival para ser homenageada”, completou.

Leia entrevista da atriz ao iG em que ela fala da carreira no cinema e do sucesso alcançado na televisão

Maeve Jinkings nasceu em Brasília, mudou-se aos cinco anos para Belém do Pará, onde se formou em Comunicação Social. De lá, seguiu para São Paulo, onde estudou artes dramáticas. Em 2009, filmou um curta-metragem no Recife, o primeiro de uma série de trabalhos no Estado. Sua parceria com a produção de cinema pernambucano resultou até hoje em mais de dez longas, entre eles “Aquarius” (2016), “Açúcar” (em finalização), “Boi Neon” (2016), “Amor Plástico e Barulho”, “Boa Sorte Meu Amor” (2013), “Era Uma Vez Verônica” (2013) e “O Som ao Redor” (2013).  Sua estreia em teledramaturgia ocorreu em 2015, na novela “A Regra do Jogo”. Maeve também tem atuado como preparadora de elenco, atividade que desempenhou nos filmes “Sem Coração” e “Big Jato”.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016 Filmes, Notícias | 16:59

“A Loucura entre Nós” reflete sobre os limites entre loucura e normalidade

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A loucura“A Loucura entre Nós” tem um objetivo tão nobre quanto complexo. Refletir sobre as fronteiras da normalidade. Tatear as diferenças, sejam elas sutis ou abissais, entre o que é “normal” e o que é “loucura”.

O filme acompanha pessoas que tentam se reintroduzir no tecido social após experiências em hospitais psiquiátricos.

“A Loucura entre Nós” é o primeiro longa metragem da diretora Fernanda Fontes Vareille e terá sua estreia nacional nesta quinta-feira (4) em Salvador, Rio de janeiro e São Paulo, seguindo para mais dez cidades nas semanas seguintes: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Niterói, Porto Alegre, Recife e São Luís.

Leonor e Elisângela, duas mulheres de realidades sociais bem distintas, são as personagens do filme. Ao dar voz àqueles que, muitas vezes, compõem uma parcela da população negligenciada, a obra abre ao público um universo novo e cheio de contradições. O filme divide suas cenas entre as ruas da capital baiana e a realidade entre muros, salas e portões do Hospital Juliano Moreira. Neste último, uma equipe enxuta de quatro pessoas filmou em clima de imersão.

Extremamente generosas com a câmera, as personagens têm muito a dizer e despem-se completamente para o olhar do público, revelando muitas coisas que, ainda hoje, permanece como tabu quando se fala de questões envolvendo o sofrimento mental.

Ao mostrar o exato momento em que um grupo de pessoas sai do hospital para conquistar autonomia nas suas relações com suas famílias – e com a própria cidade – o filme dialoga também com questões absolutamente contemporâneas em relação à reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial no Brasil.

Confira abaixo uma entrevista com a diretora do filme

Entrevista com Fernanda Vareille from Aguas de Março Filmes on Vimeo.

 

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quinta-feira, 28 de julho de 2016 Notícias | 18:14

Estudante descoberto pelas redes sociais protagoniza filme de Danilo Gentili

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Focado no seu mais novo projeto, o filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”, o comediante Danilo Gentili acaba de revelar um dos protagonistas do longa, que é inspirado no livro homônimo do humorista e apresentador. O estudante Bruno Munhoz, de 12 anos, encontrou com Gentili para acertar os últimos detalhes de sua participação. O elenco reúne ainda o ator Carlos Villagrán, mais conhecido como o Quico de Chaves, que será o vilão da produção que será dirigida por Fabrício Bittar. Gentili ficará responsável pela adaptação da própria obra.

As filmagens têm início em agosto e o longa tem estreia nacional agendada para 2017.

Essa será a segunda adaptação de um livro de Gentili. O próprio roteirizou “Mato Sem Cachorro” (2013), estrelado por Bruno Gagliasso e Leandra Leal. O próprio Gentili tinha uma participação no filme que marcou sua estreia no cinema.

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terça-feira, 26 de julho de 2016 Notícias | 21:17

Mostra em São Paulo destaca cinema de afirmação da africanidade

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Cena do filme “O negro da senzala ao soul” , uma das atrações da mostra  (Foto: divulgação)

Cena do filme “O negro da senzala ao soul” , uma das atrações da mostra
(Foto: divulgação)

A 12ª edição da Mostra Internacional do Cinema Negro está em cartaz em São Paulo até o dia 29 de julho e destaca produções brasileiras como “O negro da senzala ao soul” (1977), “Casa Grande & Senzala” (1995), “Raça Negra” (1974), “Arte pirulitar” (2016), “Carnaval em Lá Maior” (1955), “Suzana e o presidente” (1951) e do Reino Unido, como “Abbey Community Centre, 40 years” (2016) e “A place called home…challenging perceptions and changing realities” (2015).

“O evento tem o objetivo de divulgar a dimensão pedagógica do cinema negro, contribuindo em favor da construção da imagem de afirmação positiva da africanidade”, afirma o cineasta, antropólogo e curador da Mostra, Prof. Celso Luiz Prudente, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O engenheiro brasileiro Paulo Rufino, radicado em Londres, assistiu à curadoria.
A exibição dos filmes ocorre na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso de Lima (na rua Henrique Schaumann, 777) e no Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664). Em todas as exibições, a entrada é gratuita.

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domingo, 24 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 06:00

“Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, ganha novo vídeo de bastidores

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Sonia Braga em cena de "Aquarius" (Foto: divulgação)

Sonia Braga em cena de “Aquarius”
(Foto: divulgação)

“Aquarius” acaba de divulgar o segundo vídeo de making of com imagens dos bastidores e curiosidades sobre as filmagens, realizadas durante oito semanas, no Recife, entre agosto e setembro de 2015. Ao todo, serão divulgados cinco vídeos até a estreia  comercial do longa, no dia 1º de setembro.  “Aquarius” foi escolhido como filme de abertura do 44º Festival de Cinema de Gramado, e Sonia Braga será homenageada com o Troféu Oscarito. O segundo longa-metragem de ficção de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”) teve sua estreia mundial na França, como parte da seleção oficial competitiva do festival de Cannes e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney e no Transatlantyk Film Festival, na Polônia.

No filme, conhecemos a história de Clara (Sonia Braga), uma escritora e jornalista aposentada, moradora do edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira mar do bairro de Boa Viagem, no Recife. Dona de um apartamento repleto de discos e livros, ela precisa lidar com as investidas de uma construtora que pretende demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016 Diretores, Notícias | 06:00

Hector Babenco ganha retrospectiva na Cinemateca Brasileira e na TV paga

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

A Cinemateca Brasileira preparou uma retrospectiva do grande cineasta Hector Babenco, morto na última semana. Nascido em Mar del Plata na Argentina, em 1946, Babenco mudou-se para o Brasil aos 19 anos e naturalizou-se brasileiro em 1977. Em 1975 lança seu primeiro longa-metragem, “O rei da noite”, com marcantes interpretações de Paulo José, Marília Pêra e Vic Militello.

Baseado num caso policial, “Lúcio Flávio, o passageiro da agonia” foi um grande sucesso de bilheteria e recebeu diversos prêmios em 1977. Seu filme seguinte é uma de suas obras-primas, “Pixote, a lei do mais fraco” (1980), presença constante em listas de maiores filmes da década de 1980. Na sequência, em 1985, “O Beijo da Mulher Aranha”, produção internacional falada em inglês, que recebeu o Oscar de melhor ator e o prêmio de interpretação masculina em Cannes para William Hurt e pelo qual Babenco foi indicado ao Oscar de melhor diretor.

Em 1987 dirige Jack Nicholson e Meryl Streep em “Ironweed”, e ambos são indicados ao Oscar pelos papéis. Ambientado na região amazônica e com atores brasileiros e estrangeiros, lança em 1990 “Brincando nos campos do Senhor”, uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos. Em 1998 lança “Coração Iluminado”, drama autobiográfico selecionado para o Festival de Cannes. Em seguida realizaria seu maior sucesso de bilheteria, “Carandiru” (2003), também exibido no Festival de Cannes. Em 2007 o diretor retorna a Buenos Aires para as filmagens de “O passado”, estrelado por Gael Garcia Bernal, no qual Babenco aparece como um projecionista de cinema.  Este ano lançou “Meu amigo hindu”, seu último longa, com Willem Dafoe.

Toda a programação, que pode ser conferida no site da Cinemateca, tem entrada franca.

Para quem não está em São Paulo, uma boa opção é acompanhar a retrospectiva pelo Canal Brasil. “O Beijo da Mulher Aranha” é o filme desta quinta-feira (21); “Carandiru” é será exibido nesta sexta-feira (22). Na próxima semana serão exibidos “Coração Iluminado”, “Pixote”, “Lúcio Flávio” e “Brincando nos Campos do Senhor”. As sessões começam sempre às 22h.

CINEMATECA BRASILEIRA
ENDEREÇO
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br

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terça-feira, 19 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 07:00

Carolina Dieckmann faz mulher vítima de estupro em “O Silêncio do Céu”

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(Foto: Pedro Luque)

(Foto: Pedro Luque)

Filmado no Uruguai e falado em espanhol, “O Silêncio do Céu” traz o ator argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) e a brasileira Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) como protagonistas. A trama tem como tema central um casal de classe média lidando com a violência doméstica e com um silêncio sombrio e perturbador que dão o tom do filme.

Após ser vítima de um estupro dentro de sua própria casa, Diana (Dieckmann) escolhe manter o trauma em segredo. Mario (Sbaraglia), seu marido, também tem algo a esconder. O silêncio que toma conta do casal ao longo dos dias se transforma, aos poucos, em uma peculiar forma de violência.

O roteiro é assinado por Lucía Puenzo (“XXY”), por Sergio Bizzio, autor do romance “Era el Cielo”, obra em que se baseia a história, e por Caetano Gotardo. O elenco conta ainda com o ator Chino Darín (“En Fuera de Juego”) e com as atrizes Mirella Pascual (“Whisky”) e Paula Cohen (da novela “I Love Paraisópolis”). “O projeto nasceu com o intuito de reunir talentos da América Latina. Partimos de uma obra argentina adaptada por grandes roteiristas também argentinos, dirigida por um brasileiro cuja obra é internacionalmente reconhecida, que é o Marco Dutra, e com um elenco diverso formado por argentinos, uruguaios e brasileiros. E filmar no Uruguai, com equipe local, consolidou a nossa proposta de aproximar as fronteiras latino-americanas”, explica o produtor Rodrigo Teixeira.

Marco Dutra dirigiu ao lado de Juliana Rojas “Trabalha Cansa” (2011), premiado em Cannes. Depois apresentou o terror “Quando Eu era Vivo” (2014).

Foto: Pedro Luque

Foto: Pedro Luque

“Gosto muito da ideia de trabalhar em terra estrangeira um tema que já havia abordado em São Paulo, que é minha cidade natal e onde realizei os meus filmes anteriores. Uma casa (e um corpo) de classe média, um ambiente de suposta segurança, vítima de uma ruptura logo na primeira cena”, explica Dutra. “No caso de ‘O Silêncio do Céu’, a violação é concreta, física, uma violação do próprio corpo. Como lidar com o que vem depois? É possível encarar com lucidez uma violência deste nível? E, acima de tudo, como não deixar o próprio silêncio amplificar e perpetuar esta violência?”.

O filme, produzido pela RT Features e distribuído pela Vitrine Filmes, tem estreia programada para os cinemas brasileiros no dia 22 de setembro.

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