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Posts com a Tag Cinema nacional

terça-feira, 19 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 07:00

Carolina Dieckmann faz mulher vítima de estupro em “O Silêncio do Céu”

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(Foto: Pedro Luque)

(Foto: Pedro Luque)

Filmado no Uruguai e falado em espanhol, “O Silêncio do Céu” traz o ator argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) e a brasileira Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) como protagonistas. A trama tem como tema central um casal de classe média lidando com a violência doméstica e com um silêncio sombrio e perturbador que dão o tom do filme.

Após ser vítima de um estupro dentro de sua própria casa, Diana (Dieckmann) escolhe manter o trauma em segredo. Mario (Sbaraglia), seu marido, também tem algo a esconder. O silêncio que toma conta do casal ao longo dos dias se transforma, aos poucos, em uma peculiar forma de violência.

O roteiro é assinado por Lucía Puenzo (“XXY”), por Sergio Bizzio, autor do romance “Era el Cielo”, obra em que se baseia a história, e por Caetano Gotardo. O elenco conta ainda com o ator Chino Darín (“En Fuera de Juego”) e com as atrizes Mirella Pascual (“Whisky”) e Paula Cohen (da novela “I Love Paraisópolis”). “O projeto nasceu com o intuito de reunir talentos da América Latina. Partimos de uma obra argentina adaptada por grandes roteiristas também argentinos, dirigida por um brasileiro cuja obra é internacionalmente reconhecida, que é o Marco Dutra, e com um elenco diverso formado por argentinos, uruguaios e brasileiros. E filmar no Uruguai, com equipe local, consolidou a nossa proposta de aproximar as fronteiras latino-americanas”, explica o produtor Rodrigo Teixeira.

Marco Dutra dirigiu ao lado de Juliana Rojas “Trabalha Cansa” (2011), premiado em Cannes. Depois apresentou o terror “Quando Eu era Vivo” (2014).

Foto: Pedro Luque

Foto: Pedro Luque

“Gosto muito da ideia de trabalhar em terra estrangeira um tema que já havia abordado em São Paulo, que é minha cidade natal e onde realizei os meus filmes anteriores. Uma casa (e um corpo) de classe média, um ambiente de suposta segurança, vítima de uma ruptura logo na primeira cena”, explica Dutra. “No caso de ‘O Silêncio do Céu’, a violação é concreta, física, uma violação do próprio corpo. Como lidar com o que vem depois? É possível encarar com lucidez uma violência deste nível? E, acima de tudo, como não deixar o próprio silêncio amplificar e perpetuar esta violência?”.

O filme, produzido pela RT Features e distribuído pela Vitrine Filmes, tem estreia programada para os cinemas brasileiros no dia 22 de setembro.

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quarta-feira, 13 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 21:00

Jean-Claude Bernardet estrela “Fome”, filme que discute relação da cidade com moradores de rua

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Fome” de Cristiano Burlan, estreia dia 4 de agosto nos cinemas brasileiros, semana que Jean-Claude Bernardet, protagonista do filme, completa 80 anos. Jean-Claude é um dos mais importantes pensadores de cinema do Brasil, tendo sido professor de cinema da USP, roteirista de muitos filmes importantes para filmografia nacional e se aventurado como ator em filmes como “Periscópio” (2012) e “O homem das multidões” (2013).

Aqui o foco recai sobre os elementos invisíveis da cidade. Nas veredas da metrópole paulistana, um velho homem (Jean-Claude Bernardet) abandona o passado e deambula na invisibilidade. Carrega consigo apenas um carrinho, alguns trapos e a velhice. Depois que se viu a morte é possível morrer de amor por alguém?

A atmosfera do filme é sombria e cinzenta, como a vida nas grandes metrópoles. Acompanha-se a rotina de um morador de rua – um professor de cinema aposentado e que por opção resolveu abandonar tudo – e os encontros que vai tendo pela cidade.

Uma aluna, a partir de um trabalho sugerido por seu professor, busca moradores para entrevistá-los sobre a vida nessas condições. Ela acaba encontrando esse professor-mendigo e desenvolve uma relação com ele. Outro encontro se dá com um ex-aluno, e ambos são forçados a rever suas vidas. Nesse caos violento, surge uma oportunidade para o amor.

A coluna ainda não assistiu à produção, mas a julgar pelo trailer, disponibilizado abaixo, dos nomes envolvidos na obra, e pela proposta em si, já se pode dizer que “Fome” é dos filmes mais interessantes do ano na cinematografia nacional.

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terça-feira, 12 de julho de 2016 Bastidores, Notícias | 21:09

“O País do Cinema”, no Canal Brasil, é programa obrigatório para quem gosta de cinema

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Foto: divulgação

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Quem gosta de cinema e tem carinho especial pelo cinema nacional – e os números de cinéfilos que se enquadram nesta categoria só faz aumentar – precisa conhecer o programa “País do Cinema”, um dos destaques atuais da programação do Canal Brasil.

No programa, ainda em sua primeira temporada, a atriz Fabiula Nascimento recebe realizadores, diretores, produtores, técnicos e intérpretes para colocar em pauta uma abordagem crítica e informativa da produção nacional. Nesse primeiro ano, o foco consiste na produção brasileira nascida já no século XXI.

Entre os entrevistados, estão nomes como Jorge Furtado, Caio Blat, Fabrício Boliveira, Laís Bodanzky,Fernanda Torres, Andrucha Waddington, Lírio Ferreira e Cláudio Assis.

No episódio desta semana, Fabiula recebe o diretor Marcus Bernstein e a atriz Fernanda Montenegro para falarem sobre o filme “O Outro Lado da Rua”. Eles vão falar sobre a construção dos personagens e a relação entre a equipe, formada, ainda, pelo grande ator Raul Cortez, morto em 2006.

O programa é realmente dedicado a quem gosta de cinema e propõe mais do que um olhar saudoso sobre produções brasileiras. Há perguntas incômodas. Fabiula sabe ser cortês, mas sabe problematizar também. A ideia do programa é refletir sobre a produção nacional e, justamente por isso, a postura da apresentadora – uma atriz que surgiu no cinema e depois aconteceu na televisão – não poderia ser diferente.

“O País do Cinema” é um acerto e tanto do Canal Brasil, que reconhecidamente destaca e promove o cinema brasileiro com grande afinco e entusiasmo e que aqui presta mais uma contribuição à sétima arte de cor verde e amarela.

O episódio inédito de “O País do Cinema” vai ao ar às quintas-feiras, às 21h30. Os horários alternativos de exibição são às sextas, às 13h, e aos domingos, às 17h.

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Filmes, Notícias | 17:42

Divulgado primeiro making of de “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho

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Sonia Braga em cena de "Aquarius" (Foto: divulgação)

Sonia Braga em cena de “Aquarius”
(Foto: divulgação)

Acaba de ser divulgado o primeiro vídeo com imagens dos bastidores e curiosidades sobre as filmagens de “Aquarius”, segunda longa-metragem do cineasta Kleber Mendonça Filho. A produção filmou em Recife entre agosto e setembro de 2015, durante oito semanas.

Este é o primeiro de uma série de cinco vídeos, que serão divulgados até a estreia  comercial do longa, no dia 1º de setembro.  No material promocional ficamos sabendo que o filme conta com 42 personagens e que nas 12 de semanas de produção foram consumidas 850 horas de trabalho. “Aquarius” teve sua estreia mundial na França, como parte da seleção oficial competitiva do festival de Cannes e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney há uma semana. O longa também estará no próximo mês no Festival de Karlovy Vary (na República Tcheca), no Festival Internacional de Cinema da Nova Zelândia, e no Festival Internacional de Cinema de Melbourne; e em agosto, no Festiva de Sarajevo, na Bósnia.

O longa apresenta a história de Clara (Sonia Braga), uma escritora e jornalista aposentada, moradora do edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira mar do bairro de Boa Viagem, no Recife. Dona de um apartamento repleto de discos e livros, ela precisa lidar com as investidas de uma construtora que pretende demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento. Também estão no elenco Maeve Jinkings (“O Som ao Redor”), Irandhir Santos (“O Som ao Redor”), Humberto CarrãoZoraide ColetoCarla Ribas (“A Casa de Alice”), Paula de RenorFernando Teixeira (“Baixio das Bestas”), Barbara ColenDaniel PorpinoJulia Bernat (“Aspirantes”), Pedro Queiroz, entre outros.

A distribuição da fita no Brasil compete à Vitrine Filmes.

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sábado, 9 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 07:00

Murilo Rosa é o Diabo e ele funda sua própria igreja no trailer de “A Comédia Divina”

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A comédiaToni Venturi (“Cabra-Cega”, “Latitude Zero”, “Estamos Juntos”) está de volta com um filme insuspeito. “A Comédia Divina” é uma sátira abusada dessa eterna luta entre o bem e o mal. O Diabo visita Deus para falar de um assunto de interesse de ambos: os homens. Deus, na forma de uma mulher negra, personagem da atriz Zezé Motta, vai logo avisando ao Diabo, interpretado por Murilo Rosa: “Os homens não são fiéis, filho. Por isso criei o cachorro!”.

O elenco tem como um de seus destaques Monica Iozzi, que vive uma jornalista manipulada pelo Diabo.  Preocupado com sua baixa popularidade, o Capeta decide abrir sua própria igreja na Terra para conquistar seguidores. Para ter sucesso em seus planos, apodera-se de uma emissora de televisão usando a ambiciosa repórter Raquel  (Iozzi) que quer entrevistá-lo para um furo jornalístico. O roteiro, escrito por José Roberto Torero, Marcos Aurelius Pimenta, Caroline Fioratti e Venturi, adapta para os dias atuais um dos mais famosos contos de Machado de Assis, “A Igreja do Diabo”.

O filme deve chegar aos cinemas em setembro.

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quinta-feira, 16 de junho de 2016 Filmes | 21:50

“Eu fiquei muito feliz com a atuação de José Loreto”, diz José Aldo sobre filme biográfico

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Foto: José Aldo

Foto: José Aldo

Grande estreia deste final de semana nos cinemas brasileiros, “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo” dramatiza a trajetória de vida do lutador de MMA e ex-campeão dos penas do UFC José Aldo Júnior. Manuara e flamenguista,o lutador aprovou o filme dirigido por Afonso Poyart (“Dois Coelhos” e “Presságios de um Crime”) e se emocionou ao ver na tela a sua história de vida, como pode ser conferido no vídeo abaixo.

“Fico lisonjeado pela oportunidade que estou tendo de vivenciar isso. Fiquei muito feliz com a atuação de José Loreto, acho que ficou uma história muito real, que vai entrar na cabeça de todo mundo”, disse Aldo, que também comentou sobre a relação com o pai, interpretado no filme por Jackson Antunes. “Todas as cenas com o meu pai trouxeram uma emoção muito grande, tudo o que eu fiz, que passei e o que eu tentei ser na minha vida foi graças a ele. Falar no meu pai, lembrar tudo o que a gente viveu junto e ver isso no cinema é uma emoção muito grande.”

 

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Bastidores, Filmes, Notícias | 19:57

Começam as filmagens da comédia “Divórcio 190” no interior de São Paulo

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Murilo Benício é um dos destaques do filme (Foto: Gui Maia)

Murilo Benício é um dos destaques do filme
(Foto: Gui Maia)

As filmagens de “Divórcio 190”, comédia romântica com direção de Pedro Amorim (“Mato sem cachorro”), já começaram no interior de São Paulo. Murilo Benício e Camila Morgado interpretam o casal principal.

A trama acompanha a estória de Júlio e Noeli, casal que enriquece ao criar um molho de tomate que se torna um sucesso nacional.  Com o passar dos anos e o excesso de dinheiro, os dois se distanciam. Um mal entendido provoca a separação do casal, dando início a cenas de confusão repletas de humor.

O roteiro é de Paulo Cursino (“De Pernas pro Ar”, “Até que a Sorte nos Separe” e “O Candidato Honesto”).

“Uma das coisas que me atraiu foi o pano de fundo ser no interior do Brasil”, afirma o diretor Pedro Amorim. “É uma história que tem como tema o agronegócio e os personagens principais são ‘Rei e Rainha’ do tomate. Isso nunca foi contado, ao menos, não de forma tão abrangente”, observa.

Para o produtor LG Tubaldini Jr, rodar o filme em Ribeirão Preto não só tem valor afetivo, já que seus primeiros curtas-metragens foram filmados na cidade, mas também representa variedade. “Trazer o filme para cá foi um sopro de novidade, oxigenar um pouco as comédias românticas que na maioria das vezes ficam no eixo Rio-São Paulo”, explica.

Além de Murilo Benício e Camila Morgado, o elenco conta com Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dip, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi e Jonathan Weel, entre outros.

O diretor Pedro Amorim e a atriz e apresentadora Sabrina Sato (Foto: Gui Maia)

O diretor Pedro Amorim e a atriz e apresentadora Sabrina Sato
(Foto: Gui Maia)

“É um filme para meninos e meninas, homens e mulheres, porque fala sobre família. Também é sobre a cultura do divórcio e do casamento, sobre o que facilmente se perde por falta de comunicação e como advogados sanguinários podem tirar o foco do que é mais importante na sua vida” afirma Amorim. “É uma comédia romântica antropológica, com pitadas de ação, sobre o interior do Brasil”, completa.

“Divórcio 190” ainda não tem previsão de estreia nos cinemas.

 

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quarta-feira, 15 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 22:54

“Cinema Novo”, de Eryk Rocha, chega aos cinemas brasileiros em novembro

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Foto: divulgação

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“Cinema Novo”, que recebeu o prêmio L’Œil d’or  (Olho de Ouro) de Melhor Documentário do Festival de Cannes de 2016, finalmente sua estreia no Brasil confirmada. O longa chega aos cinemas em novembro.Distribuído por aqui pela Vitrine Filmes, o longa segue carreira festivais afora. A  próxima parada será em Munique.

A  revista francesa Cahiers Du Cinéma publicou recentemente uma crítica do documentário, ressaltando o caráter atual do movimento latino -americano: “O Cinema Novo é o cinema do futuro:  Eryk Rocha restitui a força criativa, a energia incandescente, o desejo e a paixão de um movimento que nunca deixou de ser contemporâneo”.

“Cinema Novo” é um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro.

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quarta-feira, 1 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 20:25

“Campo Grande” estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Rio e de São Paulo

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O excelente “Campo Grande”, terceiro filme da cineasta Sandra Kogut, estreia nesta quinta-feira (2) em seis salas do Rio de Janeiro e duas de São Paulo. A distribuição do filme, premiado nos festivais do Rio e de Havana, é da Imovision. A cidade carioca foi sede da pré-estreia do longa na última segunda-feira, 30 de maio, no Espaço Itaú Botafogo. A cineasta falou ao iG durante o Festival do Rio sobre a produção que versa tanto sobre abandono materno como sobre o caos urbano instalado no Rio de Janeiro. Confira aqui!

A diretora Sanda Kogut e as estrelas mirins de "Campo Grande" na pré-estreia carioca do filme (Foto: AgNews)

A diretora Sanda Kogut e as estrelas mirins de “Campo Grande” na pré-estreia carioca do filme
(Foto: AgNews)

O fundador da imovision, Jean-Thomas Bernardini, discursa antes da exibição do filme (Foto: Ana Paula Amorim)

O fundador da imovision, Jean-Thomas Bernardini, discursa antes da exibição do filme
(Foto: Ana Paula Amorim)

Crise política como janela da alma

O ano era 1963. O Brasil vivia um período turbulento, com o governo em crise, o Congresso em chamas, denúncias de corrupção na imprensa e um golpe a caminho. Neste país dividido, um brasileiro anônimo, Antonio Trindade, entusiasmado com as propostas de reformas do presidente João Goulart, sai de Minas Gerais com mulher Nancy Emediato e três filhos para tentar realizar em Brasília, cidade ainda em construção, o maior sonho de sua vida: achar o paraíso na terra. Este é apenas o ponto de partida do novo filme de André Ristum (“Meu País”), também em estreia em São Paulo. Eduardo Moscovis estrela.

Nada de Stallone!

Inédito nos cinemas brasileiros, “As Mercenárias” já está disponível para os brasileiros por meio da plataforma on demand Looke. A exemplo do que ocorre na versão masculina, a produção reúne atrizes que também tiveram o auge de suas carreiras nas décadas de 80 e 90. Zoe Bell (“Bastardos Inglórios”), Kristanna Loken (“Em Nome do Rei”), Vivica A. Fox (“Kill Bill”) e Brigitte Nielsen (“Rock IV”) encabeçam o elenco.  

 Em “As Mercenárias” a filha do presidente dos EUA é capturada e mantida presaUm time de elite feminino é convocado para infiltrar na prisão feminina local e realizar um ousado resgate. A locação custa R$ 9,90 e a aquisição definitiva do filme corresponde a R$ 29,90.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Bafos de Hollywood

Semana agitada para o jornalismo de celebridades. Se Hollywood está em polvorosa com  agitado divórcio de Johnny Depp e Amber Heard, em meio a denúncias de violência doméstica, Hollywood também se volta para um bafo, digamos, mais profissional. A atriz britânica Keira Knightley recentemente foi criticada pelo diretor John Carney, que a dirigiu no delicioso “Mesmo Se Nada Der Certo”. Carney disse ao “The Independent” que foi uma experiência pesarosa dirigir Knightley e que “jamais voltaria a trabalhar com supermodelos”. A atriz não se pronunciou, mas muitos cineastas que já trabalharam com ela, como Mark Romanek e Lynn Shelton, saíram em sua defesa. Resultado? Carney voltou atrás e se disse “envergonhado” por ter dito o que disse. Hollywood e suas estranhezas…

Keira e Carney: Nada de BFF  (FotoReprodução/ Eonline)

Keira e Carney: Nada de BFF
(FotoReprodução/ Eonline)

 

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quinta-feira, 19 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 17:03

“Amores Urbanos” rejeita ideias prontas e faz elogio do amor possível

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Foto: divulgação

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Julia (Maria Laura Nogueira) acorda ao lado do namorado e descobre que ele é namorado de outra mulher que está fazendo um escândalo na garagem do prédio pela cena que acabou de presenciar no apartamento. O rapaz se vira para Júlia e diz “Por favor, vai embora daqui”. Essa cena fracamente desorientadora abre “Amores Urbanos”, primeiro filme de Vera Egito.

A produção aborda com um improvável misto de afeto e inquietação as desventuras amorosas de três amigos na faixa dos 30 anos que moram em São Paulo. Ao lançar luz sobre as conturbadas relações de Júlia, que se descobre grávida desse sujeito que a enganara durante tanto tempo, Diego (Thiago Pethit), que resiste às pressões do namorado Luan para que morem juntos, e Mica (Renata Gaspar), incomodada com o fato da namorada (Ana Cañas) resistir a assumir o namoro com ela para os amigos, Egito tece uma pequena e saborosa crônica sobre a crise dos 30 anos. Algo tão comum, mas nem por isso banal, na atualidade.

A contemporaneidade dos conflitos norteia o registro. Não apenas no foro do amor, mas também em outros aspectos. “Eu tô na merda, o Di tá na merda e você sempre dizendo que tá tudo ótimo”, observa Mica a uma Júlia ainda desorientada lá pela metade da fita. Mais do que retratar esses amores que se metamorfoseiam fugazmente, Egito oferece a seus personagens os sabores e dissabores da maturidade. Nesse escopo, seu filme é abrilhantado pelas atuações naturalistas de um elenco sem vícios e com muito tesão pela história contada.

Sem julgar seus personagens, mas permitindo que eles se julguem destemidamente, “Amores Urbanos” se ajusta àquele cinema que se pretende reflexivo do tempo e do espaço. A urbanidade, discretamente contemplada por força orçamentária, ganha vivacidade nos diálogos e nos desencontros dos personagens.

Cuidadosa, Egito evita os clichês na resolução dos conflitos aventados, mas recepciona as convenções contemporâneas que fazem sentido às verdades que seus personagens defendem ao longo do filme. Corajoso e espirituoso, “Amores Urbanos” é um filme que faz sentido principalmente para quem rejeita ideias prontas.

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