Publicidade

Posts com a Tag cinema

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 Filmes, Notícias | 15:42

“Venon” ganha 1º trailer promissor e cheio de clima

Compartilhe: Twitter

Durante muito tempo a Sony se revirou com a ideia de fazer um universo expandido do Homem-Aranha. Duas versões do herói aracnídeo depois e uma bem-sucedida parceria com a Marvel colocaram o estúdio em outro patamar em relação a essa propriedade intelectual. Pelo menos até 2020, o Aranha – que atualmente é Tom Holland – integra o Universo cinematográfico da Marvel e o estúdio desenvolve projetos com bom potencial comercial em paralelo.

Venon

Um desses projetos é a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que chega em dezembro e cujas primeiras imagens exibidas na CCXP 2017 são de arrepiar e empolgar muito. O outro é “Venon”, cujo primeiro trailer foi liberado nesta quinta-feira (8) causando grande agitação nas redes sociais.

Leia também: Sony eleva o nível da CCXP com atrações surpresas e surra de conteúdo inédito

“Venon” chega um pouco antes, em 4 de outubro, nos cinemas brasileiros. O personagem surgiu nas HQs em 1988 e logo conquistou o posto de um dos vilões mais populares do universo do Aranha. Nas HQs já atravessou por muitas fases como anti-herói e teve até títulos próprios. Venon é um simbionte alienígena que precisa de um hospedeiro para sobreviver. Esse hospedeiro já foi até mesmo Peter Parker, mas mais frequentemente é o fotógrafo Eddie Brock.

É justamente este o personagem que ganha o cinema e será interpretado por Tom Hardy no filme assinado por Ruben Fleischer (“Zumbilândia” e “Caça aos Gângsteres”). O elenco faz lembrar os tempos áureos dos filmes do Batman e surge estrelado. Além de Hardy, há Michelle Williams, Woody Harrelson e Riz Ahmed, além de Tom Holland.

A primeira prévia é alvissareira. Pouco se diz sobre a trama exatamente, mas é possível intuir um tom mais sombrio e dramático afastando a produção do cromossomo da Marvel, o que pode ser muito positivo. A escolha de Fleischer para a direção mostra que o humor pode ser uma peça-chave no longa, mas não sua força-motriz. Hardy, por seu turno, costuma adensar anti-heróis com força e propriedade e filmes como a nova versão de Mad Max ratificam isso.

 

Autor: Tags: , , ,

sábado, 25 de novembro de 2017 Filmes, Notícias | 11:30

Boa safra de indies vai com força para o Oscar 2018

Compartilhe: Twitter

Foram divulgados nesta semana os indicados ao Independent Spirit Awards, premiação do cinema independente americano que ganhou bastante projeção nos últimos anos por antecipar os principais concorrentes e vencedores do Oscar. Na safra de 2018 se destacaram “Me Chame pelo seu Nome”, “Corra!” e “Lady Bird”.

Com seis indicações, "Me Chame pelo seu Nome" lidera corrida pelo Independent Spirit Awards

Com seis indicações, “Me Chame pelo seu Nome” lidera corrida pelo Independent Spirit Awards

Não houve grandes surpresas na lista divulgada pelo Spirit, a despeito de alguma esquizofrenia. “Lady Bird”, por exemplo, que marca a estreia de Greta Gerwig na direção emplacou indicações nas principais categorias, mas Gerwig não foi lembrada entre os diretores. O elogiado “Três Anúncios para um Crime” recebeu nomeações para os intérpretes e roteiro, mas ficou de fora da categoria principal. Há outros casos, mas esses dois talvez sejam os mais emblemáticos dessa curiosa circunstância.

Curioso também é o fato de que filmes indies financiados por gente enrolada nos casos de assédio em Hollywood ficaram totalmente de fora, caso de “Terra Selvagem”. O distanciamento de Hollywood provocou a exclusão absoluta de “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro.

“Projeto Flórida”,  “Bom Comportamento”, o chileno ‘Uma Mulher Fantástica”, “Artista do Desastre” e “I, Tonya” são outros filmes que brigam por vagas no Oscar.

Não é de hoje que o cinema independente americano vive grande fase e a safra de 2017 é especialmente entusiasmante como atestam os indicados a melhor primeiro filme, com destaque para o ótimo “Columbus”.

Nas próximas semanas conheceremos os indicados ao Critics´Choice Awards (6/12) e Globo de Ouro (11/12).

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 5 de junho de 2017 Análises | 16:00

A guerra do estúdios ao site Rotten Tomatoes e a restabelecida energia da crítica de cinema

Compartilhe: Twitter

Paramount e Disney abrem fogo contra o site agregador de críticas Rotten Tomatoes e falam em cancelar sessões para a imprensa de seus grandes lançamentos. Mas essa “guerra” não é essencialmente nova em Hollywood

via GIPHY

É um tanto comum a percepção de que a crítica de cinema é uma arte moribunda. Muito pouca gente se abaliza por uma crítica na hora de ir ao cinema ou escolher um filme para assistir. Se internet e redes sociais hoje são senhoras do hype, um fenômeno interessante envolvendo a crítica de cinema aconteceu: o site agregador de críticas Rotten Tomatoes passou a servir como uma referência. É justamente essa referência, e a crítica por tabela, que estão no centro de uma polêmica envolvendo alguns dos principais estúdios de cinema.

Leia também: “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” prepara adeus a Jack Sparrow

Paramount e Disney culparam o Rotten Tomatoes pelo pífio desempenho comercial de “Baywatch”, do primeiro, e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, do segundo, nos cinemas. Na lógica desses estúdios a baixa aprovação crítica, “Baywatch” tem cotação de 19% enquanto “A Vingança de Salazar” tem pouco mais de 40%, afugentou a audiência do cinema.

Leia também: Dwayne Johnson e Zac Efron esbanjam química nos bastidores de “Baywatch”

O Rotten Tomatoes tem, de fato, muitos problemas enquanto conceito. Ele parte do pressuposto que uma resenha se resume a avaliar positiva ou negativamente uma produção – uma demanda mais do público médio do que da crítica em si. A gradação é outro ponto questionado. Uma nota “C+” é alinhada entre as críticas positivas enquanto um “B-“, nitidamente uma nota superior, entre as negativas.  Ainda assim, a queixa dos estúdios não procede.

"Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar" não emplacou junto a crítica e vai mais ou menos na bilheteria

“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” não emplacou junto a crítica e vai mais ou menos na bilheteria

É sintomático em uma indústria que prioriza o seguro em detrimento do risco e aposta em franquias e histórias consolidadas, que grande parte dos lançamentos de uma temporada naufrague. Com produções cada vez mais caras – “Piratas” custou US$ 320 milhões e o “barato” Baywatch”, US$ 69 milhões -, a necessidade dos estúdios produzirem sucessos também é cada vez maior.

O público sabe o que quer e o que não quer. Um quinto “Piratas” desperta menos curiosidade do que o primeiro “Mulher – Maravilha”. Nesse sentido, o Rotten Tomatoes, que sustenta a exagerada marca de 93% de aprovação para o filme de Patty Jenkins, nada mais é do que um reflexo do interesse do público. Ainda que todos esses filmes gozem de menos prestígio junto à crítica do que “Corra!”, um hit do cinema independente que já amealhou mais de US$ 200 milhões nas bilheterias dos EUA.

Leia também: “Mulher-Maravilha” é acerto da Warner em Hollywood, no cinema e na vida

A Paramount ameaçou não fazer sessões de seus filmes para a imprensa. Puro recalque, diria Valesca Popozuda. O problema não é a crítica. O problema é a qualidade dos filmes e, ainda que com conotação negativa para os estúdios, a percepção e critério mais sofisticados da audiência em relação à variedade de opções no cinema. A ideia de sabotar a crítica de cinema paira já há algum tempo, mas imbróglios como esse inadvertidamente acabam por fortalecê-la.

Autor: Tags: , , , ,