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Posts com a Tag Distribuição de filmes

terça-feira, 26 de janeiro de 2016 Diretores, Notícias | 19:09

Cinema em São Paulo presta homenagem a Ettore Scola com exibição especial de seu último filme

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Cena do filme "Que Estranho Chamar-se Federico": fluxo de homenagens ao cinema italiano (Foto: Divulgação)

Cena do filme “Que Estranho Chamar-se Federico”: fluxo de homenagens ao cinema italiano
(Foto: Divulgação)

Ettore Scola deixa saudades. A morte do cineasta na última semana deixou um sentimento de orfandade em muitos cinéfilos que se viram cativados pelo neo-realismo italiano. Certamente um dos grandes autores que o cinema já conheceu, quis o destino que o último filme do cineasta fosse uma carta carinhosa a outro grande mestre italiano, Federico Fellini. É a vez de Scola ser homenageado e o cinema Reserva Cultural, localizado na imponente Avenida Paulista, em parceria com a distribuidora Imovision, vão exibir ao longo desta semana o filme “Que Estranho Chamar-se Federico”, sempre às 21h20.

A obra-prima do cineasta, que agora cresce em tamanho por ter sido selada como sua última, retrata vida e obra de Federico Fellini, seu amigo, colega jornalista e ícone do cinema italiano do pós-guerra. Com imagens de arquivo e uma retrospectiva desde a estreia de Fellini em 1939, como jovem designer, até seu quinto Oscar em 1993, o filme é feito de fragmentos, impressões e momentos reconstruídos através da imagem.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014 Análises | 18:19

Brasil tem circuito exibidor de cinema desequilibrado, mas regular é a solução?

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A Agência Nacional do Cinema (Ancine) estuda medidas para controlar o que seu presidente, Manoel Rangel, classificou como “lançamentos predatórios” no circuito comercial de cinema brasileiro. Em entrevista à Folha de São Paulo, Rangel observou que filmes como “Jogos vorazes: a esperança – parte 1”, lançado em mais de 1.300 salas em todo o país, expulsam outras fitas das salas e homogeneízam a oferta.

Rangel diz ser importante construir um entendimento que possa demover essa prática que, na avaliação dele, mina o hábito de se frequentar cinema – uma vez que a diversidade de filmes estaria sendo frontalmente reduzida. A Ancine, no entanto, não descarta a aplicação de medidas efetivas para regular essa “ocupação predatória”.

O novo "Jogos vorazes" resgata a polêmica: como agir para equilibrar o circuito exibidor no Brasil?  (Foto: divulgação)

O novo “Jogos vorazes” resgata a polêmica: como agir para equilibrar o circuito exibidor no Brasil?
(Foto: divulgação)

Não é nova a queixa de distribuidores independentes e produtores nacionais sobre a prolixidade dos lançamentos dos blockbusters hollywoodianos. Tampouco é inédito o aceno da Ancine de implementar algum tipo de regulação de mercado. Há pouco tempo foi imposta, sob muitos protestos e um êxito que começa a ganhar forma, a lei da TV paga que estabelece cotas para o audiovisual brasileiro. À Folha, Rangel disse que a preocupação da Ancine, no tocante ao mercado exibidor de cinema, será garantir a pluralidade e a diversidade. Mas é tênue a linha entre regulação de mercado e cota para a produção nacional. O mercado exibidor já se manifestara contrariamente a qualquer tipo de intervenção por parte da Ancine para regular o setor. A China, o país que gera mais bilheterias para as produções hollywoodianas depois dos EUA, recentemente estabeleceu uma cota para o lançamento de produções hollywoodianas no país. E mesmo filmes com lançamento internacional, como “Interestelar” estreiam tardiamente no País. É lógico que não se deve esperar por algo tão radical no Brasil. Tampouco desprezar a preocupação exposta por Rangel. Mas é preciso entender que o mercado exibidor não pode ser coagido a abdicar de buscar o lucro. Investir em cultura é contribuir para a construção desse entendimento aventado por Rangel. Nesse sentido, iniciativas como o resgate do Cine Belas Artes em São Paulo precisam ser louvadas e destacadas.

É preciso distinguir o cinema de complexo de shopping, mais afeito ao entretenimento fast-food, do cinema de rua, artigo cada vez mais raro, que carrega o ônus (pois carece de incentivos) de ser o oásis do cinema de arte, dos filmes mais autorais. Justamente por isso, muitos filmes ditos alternativos só têm lançamentos em São Paulo e Rio de Janeiro, cidades que ainda mantêm esses espaços. Criar leis intervencionistas e regulatórias é mais fácil do que arregaçar as mangas, estipular metas e investimentos e buscar o colaboracionismo.

Não custa lembrar que o tema cultura foi solenemente ignorado nas últimas eleições presidenciais. Já passou da hora de mudarmos mais do que o discurso, o jeito de fazer as coisas no Brasil.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Análises | 06:00

Internet ganha força como plataforma de lançamento de filmes

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Depois de mudar os termos na distribuição da música e ajudar a encerrar a era das videolocadoras, a internet já viabiliza uma mudança de paradigma na distribuição de filmes. Não. Os cinemas não vão fechar. Há uma certa magia no ritual sociocultural de ir ao cinema que não se pode dispensar. Dos encontros românticos ao momentos em família, passando pelo ardoroso fervor cinéfilo, o cinema goza de uma perenidade insuspeita. Mas o cinema precisará aprender a conviver com uma novíssima maneira de distribuição de filmes. Analistas da indústria e gente do cinema como Steven Spielberg e Steven Soderbergh, que em 2005 lançou “Bubble” simultaneamente no cinema, na TV e na internet, vêm preconizando isso há algum tempo.

O anúncio quase que simultâneo de que “O tigre e o dragão” ganhará uma sequência que será lançada apenas nos cinemas IMAX e na Netflix, e de que a saga “Crepúsculo” reviverá em cinco curtas-metragens feitos para a internet, praticamente marca o ponto da virada na maneira como se distribui filmes.

"Crepúsculo" vai voltar, mas de um jeito bem diferente...

“Crepúsculo” vai voltar, mas de um jeito bem diferente…

Em parceria com a escritora de “Crepúsculo”, Stephanie Meyer, a Lionsgate vai produzir um concurso para escolher cinco mulheres cineastas para serem responsáveis pelos curtas. “The storytellers: new creative voices of The Twight Saga” terá um júri composto pelas atrizes Kristen Stewart, Kate Winslet, Octavia Spencer, Julie Bowen , pela roteirista Jennifer Lee, pela diretora Catherine Hardwicke (do primeiro “Crepúsculo”) e por Cathey Schulman, presidente do instituto Women in Film, organização que promove a mulher na indústria cinematográfica.

Na outra ponta, a Weinstein Company, dos irmãos Harvey e Bob Weinstein, que estiveram a frente da revitalização do cinema independente americano nos anos 90, firmou parceria com a Netflix para lançar “O tigre e o dragão:  a lenda verde” por meio da gigante da internet. A data já está marcada: será no dia 28 de agosto de 2015. Se você não tiver acesso aos cinemas IMAX dos EUA e da China, só poderá ver a sequência, pelo menos a princípio, no catálogo da Netflix.

A oscarizada Kate Winslet agrega prestígio a um concurso que ambiciona mais do que escolher cinco diretoras de curtas-metragens (Foto: divulgação)

A oscarizada Kate Winslet agrega prestígio a um concurso que ambiciona mais do que escolher
cinco diretoras de curtas-metragens
(Foto: divulgação)

A ideia dos Weinstein é mudar o jogo novamente. Combinados, os dois projetos expandem as possibilidades. Não só para produtores, indústria e distribuidores, arrendando mais players e interesses, mas para o público.

A ideia da Lionsgate, de dar sobrevida a “Crepúsculo”, é especialmente engenhosa. A web é um ambiente próspero para experimentações e a franquia “Crepúsculo”, como mostra o sucesso de “50 tons de cinza”, egresso de um fórum de fãs da obra de Stephanie Meyer, tem um potencial ainda longe do esgotamento. Além da possibilidade de revelar novos talentos, a Lionsgate inova ao extrapolar os limites convencionais de uma franquia cinematográfica. Em uma época em que todos os anos os cinemas são invadidos por sequências e remakes, podemos estar vislumbrando um redimensionamento do futuro do negócio chamado cinema.

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