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terça-feira, 23 de junho de 2015 Críticas, Filmes | 18:39

Cheio de simbolismos, “Divertida mente” é o mais novo gol de placa da Pixar

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É consenso que a Pixar não entregava um filme digno do proeminente, embora enxuto, legado da companhia desde “Toy Story 3” (2010). “Divertida mente” (EUA 2015) chega para dirimir a empresa comandada por John Lasseter que vinha tendo sua originalidade questionada.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Em “Divertida mente”, acompanhamos Riley e sua família se adaptarem a nova vida em São Francisco após uma repentina mudança de Minnesota, onde a menina nasceu. Riley, uma criança de 11 anos, precisa se ajustar a essa nova realidade. O que inclui novas amizades, novos hábitos, entre outros. No entanto, o filme, escrito e dirigido por Peter Docter (“Up – altas aventuras”) não foca em Riley ou em sua família, mas sim nas emoções de Riley. Alegria, tristeza, raiva, nojinho e medo ocupam a sala de controle do cérebro da menina, onde se passa praticamente toda a ação de “Divertida mente”. O filme mostra como é o convívio dessas emoções e como este é decisivo para as interações de Riley com o mundo a seu redor.

Pedagógico sem ser didático, “Divertida mente” fala com carinho das emoções mais básicas do ser humano. Ora com humor, ora com singeleza, crianças e adultos são tocados por uma trama essencialmente simples, mas fecundada por muita criatividade e imaginação.

Devido a uma confusão na sala de controle, Alegria e tristeza são arremessadas para fora do local. Se aí está uma oportunidade para desbravarmos o restante do cérebro de Riley, estabelece-se, também, o conflito central do filme. Alegria e tristeza precisam achar um jeito de retornar à sala de controle para evitar uma completa descaracterização da personalidade de Riley. É a senha para que Docter trabalhe a importância de se respeitar as emoções, de dar espaço para que sejam cultivadas em seu tempo e ritmo. Mesmo aquelas que, à princípio, desejamos evitar, como é o caso da tristeza.

Seja pela fineza do humor, há espaço até para citações cinéfilas, pela agudeza do simbolismo para os adultos ou mesmo pela efetividade com que explicita a engenharia das emoções para os pequenos, “Divertida mente” é um gol de placa da Pixar. É um filme para se apaixonar. O encantamento pode variar de grau de espectador para espectador, mas é uma contingência deste que é um dos melhores filmes de 2015.

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