Publicidade

Posts com a Tag Eddie Redmayne

sábado, 26 de novembro de 2016 Críticas, Filmes | 17:15

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” expande universo de Harry Potter com graciosidade

Compartilhe: Twitter

Para quem é fã de Harry Potter e do magnífico universo criado por J.K Rowling é impossível não se embasbacar com “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, regresso a este universo cinco anos após o fim da franquia nos cinemas. O livro, lançado em 2001, era um mimo de Rowling para os fãs, já que a obra é citada em “A Pedra Filosofal” e Newt Scamander é ensinado em Hogwarts.

Eddie Redmayne em cena de "Animais Fantásticos e Onde Habitam"

Eddie Redmayne em cena de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”

Orçado em U$ 200 milhões e com praticamente toda a equipe dos últimos exemplares de Harry Potter no cinema, inclusive o diretor David Yates, “Animais Fantásticos” é um deslumbre visual do início ao fim. É, também, um exercício interessante para quem gosta desse universo, já que não se trata de uma adaptação convencional. Estreia de Rowling como roteirista, esse primeiro de um total de cinco filmes, se incumbe de apresentar a comunidade mágica dos EUA. É na Nova York de 1926 que Newt (vivido com o misto de coração e caretas esperado de Eddie Redmayne) desembarca. Ele acaba de dar uma volta ao mundo para catalogar e recolher criaturas fantásticas que o mundo mágico ainda não compreende por completo. Quem dirá os trouxas, ou não-mágicos como preferem os americanos.

Esse choque entre as tradições dos mundos bruxo americano e inglês, representado pelo introspectivo Newt, preenche o primeiro ato do filme. Rowling aproveita o ensejo para fazer sutis referências ao passado segregacionista da América. Uma bem-vinda metáfora. Aliás, à medida que a produção avança, elas se acumulam. Assim como as referências à franquia original, da qual ainda que seja um derivado, “Animais Fantásticos” precede em termos cronológicos.

Há, contudo, imperfeições. A necessidade de conceber um vilão para aferir dinamismo ao filme, e sustância à pretensa nova franquia gera certo desequilíbrio nesse primeiro “Animais Fantásticos”. Todo o arco dos Segundos Salemianos, cuja sombria personagem de Samantha Morton é a principal face, é muito mal desenvolvido. Colin Farrell não consegue, ou não faz questão de esconder a vilania de seu personagem, Graves, que só deveria se revelar no terceiro ato. As cenas do Congresso Mágico são demasiadamente tímidas e o clímax da fita mais lembra “Os Vingadores” do que qualquer “Harry Potter”. Os acertos, porém, são mais significativos. As criaturas mágicas são realmente de encher os olhos e atiçar a imaginação. A química do quarteto principal funciona às mil maravilhas, com destaque para a embrionária história de amor entre o trouxa Jacob Kowaski (Dan Fogler, a melhor coisa do filme) e Queenie (Alison Sudol) e Eddie Redmayne acerta o compasso na caracterização de Newt. Não soa nada forçoso os paralelos entre ele e Harry Potter.

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” não traz o frescor do primeiro Harry Potter e nem seria possível. Tampouco é uma produção à prova de críticas, mas traz consigo uma magia que une magos e trouxas: a nostalgia. E o cinema já provou reiteradamente que esta costuma ser infalível.

Autor: Tags: , , , ,

sábado, 19 de dezembro de 2015 Atores, Atrizes, Diretores, Listas | 16:11

Retrospectiva 2015: As dez personalidades do ano no mundo do cinema

Compartilhe: Twitter

No ano que o feminismo marcou Hollywood, as mulheres são maioria na lista do Cineclube entre as dez personalidades do ano no mundo do cinema. Nada a ver com a correção política. Elas foram notícia e estiveram presentes em alguns dos grandes filmes do ano. A lista a seguir faz uma síntese de quem brilhou em 2015 no cinema.

10 – Samuel L. Jackson

Foto: (reprodução/New York Times)

Foto: (reprodução/New York Times)

No ano em que voltou a protagonizar um filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, Samuel L. Jackson se divertiu pacas no cinema. Foi novamente Nick Fury em “Vingadores: A Era de Ultron” e tirou um sarro da onda de filmes de espiões em “Escola de Espiões”. No meio tempo, voltou a colaborar com Spike Lee no musical “Chi-Raq”. O melhor, porém, foi o vilão de língua presa de “Kingsman – Serviço Secreto”.

9 – Eddie Redmayne

Foto: Divulgação/Prada

Foto: Divulgação/Prada

O ator começou o ano ganhando o Oscar de melhor ator. Para onde ir depois disso? Ele assegurou o protagonismo de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prequela da franquia Harry Potter. Mas não foi só, Eddie Redmayne se despede de 2015 com indicações a prêmios por seu sensível trabalho em “A Garota Dinamarquesa” e mira no Oscar novamente. Nos vemos por aqui em 2016?

8 – Regina Casé

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

A atuação sensível e sutil da atriz em “Que Horas ela Volta?” lhe valeu o destaque nesta lista. Dona de um talento dramático tão robusto quanto inusitado, Casé foi a personalidade do cinema nacional mais comentada em 2015. Até mesmo de forma pejorativa, como no lamentável episódio em que os cineasta Claudio Assis chamou-a de gorda durante um debate sobre o filme em Pernambuco.

7 – Amy Schumer

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Ninguém aconteceu mais do que ela neste ano em Hollywood. A comediante de 34 anos, que já fazia sucesso na cena de stand up e na televisão americanas, debutou no cinema em grande estilo com “Descompensada”; a comédia agradou crítica e público e chegou ao Globo de Ouro. Não obstante, Schumer ainda estrelou um inesquecível ensaio inspirado em Star Wars para a revista GQ.

6 – Elizabeth Banks

Elizabeth Banks

Foto: divulgação

Ela esteve este ano no último filme da franquia “Jogos Vorazes” , em “Magic Mike XXL” e na série “Wet Hot American Summer”, mas o que garantiu sua posição nessa lista foi “A Escolha Perfeita 2”. Nenhum filme dirigido por uma mulher fez tanto dinheiro no ano. Banks desbancou o favoritíssimo “Mad Max: Estrada da Fúria” em seu fim de semana de estreia nas bilheterias americanas.

5 – Daisy Ridley

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

Você talvez ainda não a conheça. Nenhum problema. Ela só tem pequenas produções inglesas e participações em seriados britânicos no currículo. Mas… Em 2015 ela protagonizou nada mais, nada menos do que “Star Wars: O Despertar da Força”. O mundo de Reidley jamais será o mesmo. Afinal, agora ela tem a força a seu lado.

4 – Tom Hardy

Foto: reprodução/Esquire

Foto: reprodução/Esquire

Ele estrelou o melhor blockbuster de 2015, mas Tom Hardy foi todo versatilidade no ano. Além de assumir muito bem o Mad Max que imortalizou Mel Gibson no ecrã, Hardy investigou um serial killer nos anos de chumbo da União Soviética em “Crimes Ocultos” e surgiu em dose dupla no filme de gangster “Legend”. Não obstante, ainda deu vida ao antagonista de Leonardo DiCaprio no já badalado e cult “O Regresso”.

3 – Katherine Waterson

Foto: reprodução/W

Foto: reprodução/W

O ano começou com ela seduzindo Joaquin Phoenix e a nós todos em “Vício Inerente”. Estava ali uma mulher capaz de convencer o ex-namorado a investigar o sumiço do atual. Depois de aparecer “Queen of Earth”, “Steve Jobs” e “Dormindo com outras pessoas”, Waterson termina 2015 com a notícia de que será a protagonista da sequência de “Prometheus”, mais uma prequela de “Alien” assinada por Ridley Scott. Ela também estará em “Os Animais Fantásticos e Onde Habitam”. O mundo é sua ostra.

2 – Michael Fassbender

Foto: Reprodução/New Yorker

Foto: Reprodução/New Yorker

Fassbender assumiu o papel que ninguém queria assumir: Steve Jobs; e pode voltar ao Oscar pela ousadia de desaparecer na pele do controverso magnata criador da Apple. Mas Fassbender também estrelou uma violenta versão de “Macbeth”, de Shakespeare, e um western intimista, “Slow West”, elogiado em Sundance. Foi um ano movimentado para o alemão de ascendência irlandesa e 2016, com um novo X-men e a adaptação para cinema do game “Assassin´s Creed”, promete ser mais ainda.

1 – Alicia Vikander

Foto: Reprodução/New York Times

Foto: Reprodução/New York Times

A sueca caiu como um verdadeiro tsunami em Hollywood. Na verdade, ela já estava por lá em filmes como “O Quinto Poder” (2012) e “Anna Karenina” (2013), mas o pequeno indie “Ex-Machina: Instinto Artificial” mudou o jogo. As participações em “O Agente da U.N.C.L.E” e ‘Pegando Fogo” ajudaram a expandir o charme da atriz e a consagração deve vir com “A Garota Dinamarquesa”, em que ela ofusca o oscarizado Eddie Redmayne. 2015 é o ano Vikander no calendário de Hollywood.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 Críticas, Filmes | 18:49

Eddie Redmayne afere alma ao encomendado “A teoria de tudo”

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Stephen Hawking é, por muitas razões, um personagem que merece tratamento pelo cinema. “A teoria de tudo” (Inglaterra, 2014) é, sob muitos aspectos, a mais encorpada e reverente elaboração a respeito do genial físico e astrofísico britânico, hoje com 73 anos de idade. O que torna o filme dirigido por James Marsh, de “O equilibrista”, potencialmente mais interessante é o fato de que Hawking (Eddie Redmayne) não é a figura central aqui. O interesse por ele é equalizado com o interesse por Jane (Felicity Jones), sua primeira mulher e muitos diriam o grande amor de sua vida e pela história de amor que os uniu por tantos anos.

Se essa estratificação tira de “A teoria de tudo” certa autoridade em evocar para si o rótulo de biografia ou mesmo de filme a respeito da obra de Hawking, afere méritos mais louváveis como o de humanizar um personagem que parecia destinado a suprir apenas à curiosidade mórbida das pessoas. Oferece, também, um insight valoroso sobre a vida conjugal de um casal de interesses e convicções muito distintos e unidos pela poderosa semântica do amor.

Baseado no livro de Jane Hawking, “A teoria de tudo” cobre basicamente do momento em que a relação de Jane e Stephen começou até o momento em que ela se metamorfoseou em uma amizade distante, mas acolhedora.

Muito bem dirigido, com uma trilha sonora envolvente e uma história francamente interessante por se desvelar, “A teoria de tudo” se beneficia enormemente do talento de Eddie Redmayne. É sua energia inesgotável e esfuziante que dá cor e tonalidade ao filme. A potência dramática de Redmayne em cena acaba por destacar as limitações da obra. É um daqueles casos em que o ator é maior que o filme.

Formulaico e caprichado, o filme só tem a ganhar com a opulência de seu protagonista. Esquivando-se das polêmicas e sutil na abordagem da passagem mais melindrosa do livro de Jane, quando a relação amorosa com Stephen ganha um terceiro vértice, “A teoria de tudo” parece talhado para agradar à primazia seus homenageados.

Não se trata de um filme inesquecível como outros feitos sobre gênios geniosos, mas de uma produção sofisticada por um ator disposto a inflexionar seu personagem, mas refém de uma direção incapaz de se desvencilhar das responsabilidades umbilicais.

Entre prós e contras, salva-se um filme delicado, não exatamente genuíno, mas capaz de provocar emoção na mesma medida em que flerta com a indiferença. Um ônus do caminho escolhido pela realização em que só Redmayne se solidifica como unanimidade para a audiência.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 Notícias | 22:40

Primeira imagem de Eddie Redmayne em “The danish girl”

Compartilhe: Twitter

Eddie Redmayne está sob os holofotes e depois de ser premiado com o Oscar por uma atuação cheia de fisicalidade em “A teoria de tudo”, no qual interpretou o físico Stephen Hawking, o ator inglês de 33 anos está gravando “The danish girl”, novo filme do diretor Tom Hooper, com quem já trabalhara em “Os miseráveis” (2012).

Na produção, a fisicalidade será novamente um eixo central na composição do ator que fará um homem que se submete à uma cirurgia para mudar de sexo.

O filme mostra a vida do pintor dinamarquês Einar Wegener que, em 1931, foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo, tornando-se uma mulher e passando a se chamar Lili Elbe.  A estreia está prevista para 2016, mas a primeira imagem de Redmayne travestido foi liberada agora na esteira de sua semana vitoriosa.

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Como curiosidade, fica o registro de que Nicole Kidman estava envolvida com o projeto e ela seria a protagonista enquanto a produção estava sob os cuidados do cineasta sueco Thomas Alfredson (“O espião que sabia demais”). Os direitos da produção, adaptado do livro de David Ebershoff, passaram por muitas mãos em Hollywood até pararem sob a guarida de Hooper e o projeto receber sinal de verde.

O belga Matthias Schoenaerts (“Ferrugem e osso”) e a americana Amber Heard (“Fúria sobre rodas”) completam o elenco da produção.

Autor: Tags: , , ,

domingo, 14 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 10:00

Cinco atores que merecem atenção

Compartilhe: Twitter

Eles ainda não são totalmente conhecidos do grande público, mas já estão fazendo sucesso em certos círculos da crítica e, mais importante ainda, fazendo bom cinema. Alguns devem estourar e fazer sucesso, ainda que temporário. Embora nenhum deles apresente a convencional estampa de galã, o que une esses cinco atores entre 20 e 32 anos é o talento e o faro para bons projetos.

Adam driver

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

Ele ganhou o prêmio de melhor ator pelo filme italiano “Hungry hearts” no último festival de Veneza há uma semana. Mas, talvez, você o conheça da série “Girls”, exibida no canal pago HBO. Driver não é bonito, convenhamos, mas há uma mística de macho moderno nele que não se consegue desviar. Talvez por isso ele esteja numa crescente irrefreável em Hollywood. O ator esteve nos últimos filmes dos irmãos Coen (“Inside Llweyn Davis – balada de um homem comum”) e de Steven Spielberg (“Lincoln) e está no próximo de Martin Scorsese (“Silence”). Mas é uma “bobeirinha” chamada “Star Wars” que recodificará seu status na Meca do cinema. Driver está no elenco do Episódio VII, que será dirigido por J.J Abrams, em papel ainda não especificado. Especula-se que ele será um dos vilões da trama.

Eddie Redmayne

Eddie Redmayne - GQ

Ele é o mais velho dessa lista e o que há mais tempo busca um lugar ao sol no cinema americano. Inglês, Redmayne tem “sangue azul” como dizem os plebeus, já que descende de uma família de nobres britânicos. Ele cantou na mais recente versão de “Os miseráveis” (2012), apaixonou-se por Marilyn Monroe em “Sete dias com Marilyn” (2011) e coadjuvou em filmes diversos como “A outra” (2008) e “Pecados inocentes” (2007). Mas é com “A teoria de tudo” (2014), em que dá vida ao físico Stephen Hawking, que Redmayne deve ganhar respeito e espaço para mostrar um talento verdadeiramente nobre.

Ezra Miller

Ezra Miller - instagram

Ele é dessa geração dos anos 90 que ajudou a fundar o conceito de hipster. Ezra Miller ainda vai fazer 22 anos, mas já provou ter talento inversamente proporcional à experiência de vida que carrega. A primeira vez que impressionou foi em “Bastidores de um casamento” (2011), apenas seu terceiro filme. Na fita, estrelada por um punhado de nomes famosos, é ele quem rouba a cena. Depois foi o Kevin do fascinante e perturbador “Precisamos falar sobre o Kevin”, sobre a complexa relação de desamor entre uma mãe e um filho que acaba responsável por uma chacina em uma escola. Por fim, Ezra Miller brilhou no sensível “As vantagens de ser invisível”, elevado à aura cult por uma juventude hipster como ele.  No fim do ano, Miller estará na mais nova adaptação de “Madame Bovary”, símbolo da literatura pré-feminista.

Ansel Elgort

Ansel Elgort - GQ

Se você esteve no planeta terra em 2014, é do sexo feminino e tem entre 10 e 16 anos, já sabe de quem estamos falando. O primeiro filme desse aspirante a galã de 20 anos foi o remake de “Carrie – a estranha”, lançado no ano passado.  Neste ano, “causou”, como dizem os jovens, com os lançamentos de “Divergente” e “A culpa é das estrelas”. Boa pinta, Elgort revela predicados que muitos astros trintões por aí não tem.  Tanto que Jason Reitman, diretor dos ótimos “Juno” (2008) e “Amor sem escalas” (2009), o chamou para seu novo filme, “Homens, mulheres e filhos” que será lançado no final do ano nos EUA e em janeiro de 2015 no Brasil.

Miles Teller

Miles Teller - instagram

Ele também está na franquia “Divergente” e será o Sr. Fantástico no reboot que a Fox está preparando para o “Quarteto fantástico”. Dessa lista, Teller é quem mais se experimentou (e convenceu) em gêneros variados. Da comédia “Namoro ou liberdade” (2014) ao drama “The spectacular now” (2013). Teller se adapta com muita facilidade às mais distintas propostas narrativas. Do solene e complexo “Reencontrando a felicidade” (2010) ao besteirol “Projeto X: uma festa fora de controle”. Esse ecletismo já começa a ser valorizado em Hollywood.

Autor: Tags: , , , , ,