Publicidade

Posts com a Tag Esquadrão suicida

segunda-feira, 15 de agosto de 2016 Análises, Filmes | 15:06

Entenda como “Esquadrão Suicida” virou o abacaxi do ano

Compartilhe: Twitter
O diretor David Ayer no set de "Esquadrão Suicida"

O diretor David Ayer no set de “Esquadrão Suicida”

“Esquadrão Suicida” está nos cinemas e está fazendo um estrago. No bom e no mau sentido. É bastante consensual que o filme não é o produto que a Warner Brothers esperava. As refilmagens que aconteceram no início deste ano e as diferentes versões para elas apresentadas pelo cineasta David Ayer, a prolixidade de Jared Leto e o ressentimento que ele não faz questão de esconder de ter muitas de suas cenas cortadas da versão final do filme, a recepção ruim da crítica, a queda de braço entre fãs do filme e o site agregador de críticas Rotten Tomatoes são alguns dos sintomas da complexidade que é “Esquadrão Suicida”, o filme mais problematizado do ano.

Leia mais: Olha ela! Cinco razões que fazem de  “Esquadrão Suicida” um filme da Arlequina

Em dez dias em cartaz, a produção já arrecadou mais de US$ 466 milhões segundo dados do site Box Office Mojo. É difícil rotular um filme que ostenta essa arrecadação de fracasso. Além do mais, contra todos os prognósticos, a fita de David Ayer manteve a primeira colocação nas bilheterias americanas – apesar da queda de 67% entre uma semana e outra.

Leia mais: “Esquadrão Suicida” quebra recordes e supera críticas negativas

SuicideMuita gente rotulou o filme como uma sequência informal dos dois Batmans dirigidos por Joel Schumacher nos anos 90 e consideradas as piores adaptações de HQs a terem surgido nos cinemas. A comparação, essencialmente pejorativa, não está de todo errada. Do colorido à relação deturpada entre os vilões, “Esquadrão Suicida” tem muito daqueles filmes. É o pastiche, no entanto, que o aproxima ruidosamente do que as fitas de Joel Schumacher têm de pior. David Ayer primeiro disse que o filme que está nos cinemas é a sua versão. Foi um impulso compreensível de defender a obra que, a despeito das inúmeras intervenções do estúdio, segue com a sua assinatura. Em menos de duas semanas, porém, Ayer já mudou o tom – e a versão dos fatos – algumas vezes.

Ele ousa contar detalhes que não estão no filme – e o porquê só podemos especular – que indicam um filme completamente diferente no arranjo narrativo. “Este é o filme que teve as melhores reações nos testes com o público”, ouviu de uma fonte ligada ao estúdio o site The Wrap, uma das principais referências na cobertura dos bastidores de Hollywood.

Em outra entrevista, a Empire, Ayer disse que montar “Esquadrão Suicida” foi a pior experiência de sua carreira, dando a dica do quão difícil foi ajustar sua visão às demandas do estúdio. É muito perceptível e este foi o tom das primeiras impressões da coluna, bem como da crítica do filme no iG, que há dois filmes brigando para existir em “Esquadrão Suicida”. Isso ajuda a entender como “Esquadrão Suicida”, que teve um primeiro trailer sombrio e um terceiro já com certo humor ligeiro, virou esse abacaxi. Ainda que esteja fazendo dinheiro, e com mais velocidade do que “Batman Vs Superman”, parece seguro dizer que o filme não deve romper a mágica e obstinada meta da Warner de US$ 1 bilhão. O que deve levar o estúdio a pressionar ainda mais “Mulher-Maravilha”, sua próxima produção a ganhar os cinemas.

A pressão já começou e a diretora Patty Jenkins já se viu na necessidade de negar rumores de que o filme seria “uma bagunça”. A Warner precisa confiar na visão de seus cineastas. Depois de trocar o controle criativo das produções ligadas ao universo DC, com Geoff Johns substituindo Zack Synder, a Warner se projeta neste sentido. Mas é preciso deixar um fracasso ser um fracasso honesto. “Esquadrão Suicida”, para todos os efeitos, um fracasso enrustido, parece destinado à orfandade. Ninguém vai assumir a paternidade do abacaxi que o filme mais aguardado do ano se transformou.

Jared Leto: ressentimento e lobby por um spin-off com Coringa e Arlequina

Jared Leto: ressentimento e lobby por um spin-off com Coringa e Arlequina

 

Autor: Tags: ,

sábado, 13 de agosto de 2016 Filmes | 08:30

“Esquadrão Suicida” ganha vídeo de bastidores inédito

Compartilhe: Twitter

“Como você faz a audiência se apaixonar pelos vilões?”, indaga o cineasta David Ayer neste vídeo inédito de “Esquadrão Suicida” liberado pela Warner. O featurette apresenta cenas de bastidores da produção que já arrecadou mais de US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais.

O vídeo traz, ainda, depoimentos dos astros Will Smith, que interpreta o Pistoleiro, Margot Robbie, a Arlequina, e Viola Davis, que vive a personagem Amanda Waller.

Crítica: “Esquadrão Suicida” peca por falta de honestidade e ritmo hesitante, mas diverte

 

Autor: Tags:

terça-feira, 2 de agosto de 2016 Críticas, Filmes | 16:47

“Esquadrão Suicida” é filme sem medo de ser pop

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

E se o próximo Superman arrancar o telhado da Casa Branca e sequestrar o presidente dos EUA? Essa premissa, discutida em uma reunião com as principais autoridades da defesa dos EUA no primeiro ato de “Esquadrão Suicida”, é a base fundadora do filme de David Ayer que chega nesta quinta-feira (4) aos cinemas brasileiros e que o Cineclube já assistiu.

Amanda Waller, interpretada com fúria silenciosa por Viola Davis, propõe o seguinte ao governo dos EUA: pegar a escória entre a escória e colocá-los para ser uma linha de defesa dos EUA em face da crescente ameaça dos meta-humanos.

Leia também: Foi difícil retratar a sociopatia de minha personagem, diz Viola Davis sobre “Esquadrão Suicida”

Apesar da resistência inicial, a ideia é encampada e o “Esquadrão Suicida”, composto por Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), El Diablo (Jay Hernadez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Magia (Cara Delevingne) e Amarra (Adam Beach), ganha forma com os reforços do coronel Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara).

Depois de um primeiro ato desenhado para apresentar os personagens, “Esquadrão Suicida” apresenta uma escalada de ação, regada a piadinhas no melhor estilo “casa das ideias”. Há uma versão do diretor submergida em uma produção destinada para as massas. “Esquadrão Suicida” é um filme que mete o pé na porta querendo muito ser pop e o é com muita música, fan service (toda a participação do Coringa, extremamente dispensável, nada mais é do que um fan service sofisticado) e essa ideia boa demais que não é explorada a contento. Esses seres, de certa forma, especiais, mas profundamente marginalizados em “um mundo de monstros e homens que voam”, como tão bem define Amanda Waller em um dado momento.

Leia mais: Pressionado, “Esquadrão Suicida” detém o futuro da DC nos cinemas

A dicotomia entre bem e mal, desses personagens que se identificam como vilões, mas são compelidos a atuar, ainda que de forma violenta, para os bonzinhos, existe somente pelo hype. Algo que pode ser percebido na caracterização do Pistoleiro de Will Smith. Esse cara mau com o ponto fraco que é a filha dele ganha a mesma coloração de outros heróis vividos pelo ator como James West (“As Loucas Aventuras de James West”), agente Jay (“MIB – Homens de Preto”) e o capitão Steven Heller (“Independence Day”).  Não há uma reflexão legítima sobre as circunstâncias que esses personagens se encontram.  Talvez seja o El Diablo, o único da trupe com superpoderes de fato e que aos poucos renuncia a uma autoimposta abstinência deles, que com seu arco enseje algum tipo de luz nesse sentido.

Autor: Tags: , ,

domingo, 31 de julho de 2016 Análises, Filmes | 07:00

Pressionado, “Esquadrão Suicida” detém o futuro da DC nos cinemas

Compartilhe: Twitter

Esquadrão (4)Não é segredo nenhum que “Esquadrão Suicida” é um dos filmes mais aguardados do ano. Na semana do lançamento do filme nos cinemas de todo o mundo, parece válido dispensar um olhar sobre o que representa, afinal, a produção milionária da Warner Bros.

A ideia de se produzir um filme sobre o Esquadrão ronda os corredores do estúdio desde 2008, quando o Coringa de Heath Ledger impressionou o mundo em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Contudo, foi o cineasta David Ayer quem formalizou uma proposta para o estúdio e recebeu o sinal verde.

Ayer, que escreveu o excelente roteiro de “Dia de Treinamento” (2001), construiu uma carreira como cineasta com thrillers essencialmente urbanos como “Reis da Rua” (2008) e “Tempos de Violência” (2005). “Corações de Ferro” (2014), seu último filme antes de mergulhar de cabeça em “Esquadrão Suicida”, já sinalizava mais ambição. Mas é o filme baseado nos vilões da DC Comics que deve levar Ayer a outro patamar em Hollywood.

Leia mais: Foi difícil retratar sociopatia de minha personagem, diz Viola Davis sobre “Esquadrão Suicida”

A Warner, que não revela o orçamento do filme, também aposta alto na produção. Sob “Esquadrão Suicida” pairam as expectativas do estúdio de ter um verão lucrativo, já que “A Lenda de Tarzan” e “Invocação do Mal 2” vão bem, mas não vão maravilhosamente bem para competir com titãs como “Guerra Civil” e “Procurando Dory” e garantir alguma competitividade no ano. Há quem calcule que o filme – somado o extensivo gasto com o marketing – consumiu cerca de US$ 200 milhões do estúdio. É compreensível o investimento. A Warner não conseguiu obter os efeitos, financeiros e de prestígio, pretendidos com “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” e sabe que o universo DC no cinema depende do sucesso de “Esquadrão Suicida”. Mais: da percepção de sucesso! “Batman Vs Superman” faturou mais de US$ 870 milhões globalmente, mas foi percebido como um fracasso. Em parte devido às críticas pouco amistosas; em parte porque teve um orçamento parrudo e não beijou a marca do US$ 1 bilhão, que virou rotina para a concorrente Marvel.

O cineasta David Ayer orienta Will Smith no set

O cineasta David Ayer orienta Will Smith no set

“Esquadrão Suicida” é, portanto, o que pode dar liga ao universo DC no cinema ou forçar a Warner a uma nova reavaliação de curso. A apresentação do estúdio na Comic-Con, no último fim de semana, fez crer que o filme faz por merecer o otimismo que desperta.

Convém lembrar, porém, que a despeito de David Ayer dizer em entrevistas que “fez o filme que queria e com plena liberdade”, a produção passou por refilmagens. Segundo boatos circulados na imprensa de entretenimento dos EUA, para inserir mais humor. A sombra da Marvel, como se pode observar, ainda é muito grande e o recente trailer de “Liga da Justiça” atesta isso mais do que qualquer outra coisa.

Mas “Esquadrão Suicida” não é um game changer, como dizem os americanos, apenas para David Ayer, a Warner e para os heróis (ou vilões) da DC Comics. Will Smith, que quando gozava do status de maior astro de Hollywood no início da década passada dizia que jamais faria outro filme baseado em HQ (ele já havia estrelado MIB e suas sequências), vê em “Esquadrão Suicida” a principal válvula de sua reengenharia de carreira.

Mais do que reencontrar o sucesso, Smith precisa recuperar sua credibilidade como astro de cinema. Por isso, dividir a responsabilidade com Jared Leto e Margot Robbie é uma estratégia acertada. O bônus, no entanto, paga tanto quanto o risco e Smith corre menos risco por não ser a grande atração do filme.

O Coringa de Leto desperta grandes expectativas (Foto: divulgação)

O Coringa de Leto desperta grandes expectativas
(Foto: divulgação)

Outro ângulo a se considerar é o fator marketing. Nenhum lançamento hollywoodiano nos últimos cinco, seis anos, contou com uma campanha tão intensa e multifacetada. “Deadpool”, um dos hits de 2016, fez um bom marketing nas redes sociais, mas nada que se compare ao desse filme. David Ayer usou muito bem o Twitter para isso. “Esquadrão Suicida” foi o carro-chefe da Warner em suas duas últimas participações na Comic-Con e os trailers sãos os melhores que o cinema pode ofertar.

A espera pelo filme foi longa. Quase três anos desde que foi anunciado. O marketing alimentou uma expectativa absurda e bem sabemos que a expectativa pode ser a mãe da decepção. “Esquadrão Suicida” chega pressionado como nenhum outro filme em 2016. É um fator que pode ser decisivo para o bem ou para o mal.

Autor: Tags: , , , , ,

segunda-feira, 13 de julho de 2015 Análises, Notícias | 21:32

A Warner jogou pesado na Comic-Con 2015, mas convenceu?

Compartilhe: Twitter
Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

A Marvel decidiu só levar a Comic-Con, tradicional feira de cultura pop realizada no último fim de semana nos EUA, novidades sobre suas produções para a TV. A escolha, estratégica, talvez tenha sido mais acertada do que parece. Isso porque a Warner se fez valer de uma estratégia tão agressiva na divulgação dos dois filmes do selo DC programados para 2016 que ofuscaria qualquer concorrência. De acordo com um ranking elaborado pela revista americana Entertainment Weekly em parceria com o Twitter e o Youtube, o filme “Batman vs Superman – a origem da Justiça” foi o mais comentado do evento no Twitter e teve seu trailer acessado mais de 21 milhões de vezes. A segunda posição ficou com o material exibido de “Star Wars: o despertar da força” e, em terceiro, o primeiro trailer da sexta temporada da série “The walking dead”.

Depois do trailer vazado de “Esquadrão suicida”, a Warner liberou a prévia na tarde desta segunda-feira. O material apresenta o grupo e a ideia formalizada por Amanda Waller, interpretada pela sempre divina Viola Davis, de confiar a um grupo de vilões uma tarefa de segurança nacional. O Batman de Ben Affleck aparece no trailer, que tem ritmo tão solene quanto o material de “A origem da Justiça”, assim como o Coringa de Jared Leto, que surge bem no finzinho para deixar a plateia salivando.

O material sabe explorar a expectativa que o público tem pela caracterização de Leto e isso é o principal fato a se comemorar em um trailer que não provoca tanta euforia. A razão para isto talvez seja o excesso de exposição ao qual o estúdio e o diretor David Ayer estão submetendo o filme.

Esquadrão 2 Esquadrão 5

Isso posto, tanto o trailer de “Esquadrão suicida” como o de “A origem da Justiça” acertam um ponto nevrálgico. Convencem! Há, justificadamente, todo um receio de como esses filmes vão ser percebidos por público e crítica. A Warner, exceção feita a alguns filmes do Batman, até hoje não acertou com os filmes baseados nas HQs da DC Comics. O estúdio decidiu criar um universo, mas indicou que seus filmes seriam pensados individualmente e que a prioridade seria abraçar a visão de grandes cineastas em detrimento da “Fórmula Marvel”. Se isso de fato se verificará, é preciso ir além desses dois filmes para medir, mas olhando aqui de 2015, é possível ser bastante otimista com o caminho escolhido pelo estúdio.  “Batman vs Superman – a origem da Justiça” estreia em março do próximo ano; enquanto que “Esquadrão suicida” chega em agosto.

Leia também: O mal (ainda) invisível que a Marvel fez ao cinema

Leia também: A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema. Mas e o espectador nessa história toda? 

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 24 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 22:24

Revelada primeira imagem oficial do coringa de “Esquadrão suicida”

Compartilhe: Twitter

David Ayer gosta de provocar. O diretor do aguardado “Esquadrão suicida”, previsto para agosto de 2016, tem usado bastante suas redes sociais para interagir com os fãs e soltar novidades sobre o filme que atualmente está em produção. Na noite desta sexta-feira, Ayer postou em seu Twitter a primeira imagem oficial de Jared Leto efetivamente caracterizado como o Coringa. Há algumas semanas, ele tinha soltado uma imagem provocativa em que Leto emulava a capa da clássica HQ “A piada mortal”. O visual, radicalmente oposto do construído por Heath Ledger em “O cavaleiro das trevas” (2008) captura a insanidade do palhaço assassino e exalta toda a sua marginalidade por meio das tatuagens histriônicas e dos dentes podres. Em um primeiro momento, não tem como desaprovar esse visual à beira de um ataque de nervos do Coringa de Jared Leto. À propósito, Ayer liberou a imagem para celebrar os 75 anos da primeira aparição do personagem nas HQs.

O Coringa de Jared Leto em todo o seu pavor

O Coringa de Jared Leto em todo o seu pavor

Heath Ledger, o detentor do trono de melhor Coringa de todos os tempos, com seu visual anárquico

Heath Ledger, o detentor do trono de melhor Coringa de todos os tempos, com seu visual anárquico

Leto em imagem divulgada há dias emulando "A piada mortal"

Leto em imagem divulgada há dias emulando “A piada mortal”

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 12 de março de 2015 Análises, Atores | 19:34

Sem a magia de antes, Will Smith tateia novo caminho em Hollywood

Compartilhe: Twitter

Will Smith é a única garantia que existe de uma boa bilheteria no fim de semana de estreia”, bradou em 2007 Akiva Goldsman, produtor de “Eu sou a lenda” (2007), “Eu, robô” (2004) e “Hancock” (2008), todos filmes estrelados pelo ator. De lá para cá, a coisa mudou bastante. Hollywood continua determinando o sucesso de um filme pela arrecadação do primeiro fim de semana de exibição, mas Will Smith já não é esse amuleto que provoca sorrisos em produtores e estúdios. A bem da verdade, “Hancock” foi o último sucesso genuíno do ator, porque “MIB 3” (2012) já foi uma tentativa, relativamente bem sucedida, de retomar a trilha das grandes bilheterias.

Will Smith entrou para o Guinness, famigerado livro dos recordes, por ter superado Tom Hanks, Harrison Ford e Tom Cruise na condição de astro a ter o maior número de filmes rompendo a barreira dos U$ 100 milhões nas bilheterias americanas. Desde “Independence day” (1996) até “Hancock”, apenas “Lendas da vida” (2000), de Robert Redford, não superou a marca.

Will Smith e Margot Robbie em cena de "Golpe duplo"

Will Smith e Margot Robbie em cena de “Golpe duplo”

“Sete vidas” (2008), reunião do astro com o diretor do bem sucedido “A procura da felicidade” (2006), que lhe rendeu indicação ao Oscar, marcou o começo do declínio da carreira do ator. Não só o filme foi malhado pela crítica como foi um fracasso retumbante de público. Smith sentiu o golpe. Conversas para retornar às franquias “MIB” e “Independence day” foram iniciadas. Analistas da indústria diagnosticaram um cansaço do público para com Will Smith. Passaram-se quatro anos e ele retornou com a segurança da franquia “MIB”, que se não foi um sucesso retumbante, não comprometeu nas bilheterias. Depois de negar o protagonismo de “Django livre” (Quentin Tarantino havia concebido o papel de Django com Smith em mente), o ator bancou o sci-fi com fundo ambientalista “Depois da terra”. A discussão de relação mais cara da história do cinema (o filme reeditava a parceria entre o ator e seu filho Jaden) foi um risível fracasso de público e crítica e ajudou a denegrir ainda mais a já combalida carreira do cineasta M. Night Shyamalan.

"Sete vidas" marcou o início do declínio da carreira do outrora filho pródigo de Hollywood

“Sete vidas” marcou o início do declínio da carreira do outrora filho pródigo de Hollywood

"Depois da terra": Smith pagou mico com o filme

“Depois da terra”: Smith pagou mico com o filme

De astro exaltado por seu toque de Midas, Smith havia virado motivo de escárnio na cidade dos anjos. O homem que negara arrependimento por ter recusado o papel de Neo em “Matrix”, que consagraria Keanu Reeves, estava em busca de projetos que lhe dessem certa margem de segurança. “Esquadrão suicida”, ambiciosa produção da Warner com vilões clássicos do universo da DC Comics, seria este filme. Trata-se de um projeto estratégico para a Warner, já que introduz o novo conceito de universo que estúdio e editora tentam levar ao cinema. Para Smith, é a chance de dividir a responsabilidade com outros nomes poderosos, como o de Jared Leto, e se beneficiar do interesse crescente pela produção. Antes, porém, o ator estrela “Golpe duplo”, estreia deste fim de semana nos cinemas brasileiros.

O filme não começou bem sua carreira nos EUA e tudo indica que só deve se pagar no mercado internacional. Smith não recobrou aquela magia que tanto maravilhava Akiva Goldsman. Em meio a boatos de que deve estrelar a segunda sequência de “Bad Boys”, o ator precisa mostra que ainda é viável comercialmente. Neste sentido, “Golpe duplo” seria um trunfo maior do que “Esquadrão suicida”, onde os riscos são menores, mas também os dividendos. Smith, convém citar, foi a terceira opção para o filme de John Requa e Glenn Ficarra (“O golpista do ano”).  Ryan Gosling era o sonho de consumo dos diretores que tiveram Ben Affleck escalado. Ele saiu para ser o Batman e a chegada de Will Smith provocou a saída da outra protagonista, Kristen Stewart, desinteressada de trabalhar com ele.

O poder de atração de Will Smith não é mais o mesmo. Resta saber se ele fará como Tom Cruise e se refugiará nas franquias de ação sem grandes ambições ou vai tentar se reinventar como fez Matthew McCounaughey. Certo é que ele não deve mais negar projetos promissores que lhe forem oferecidos. De qualquer jeito será preciso saber dizer adeus ao Will Smith campeão de bilheteria de outrora.

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Notícias | 21:27

Warner confirma elenco principal de “Esquadrão suicida” e garante expectativa alta pela produção

Compartilhe: Twitter
Foto: montagem sobre reprodução

Foto: montagem sobre reprodução

A Warner sabia que precisava de um arrasa quarteirão para manter acesa a chama de sua rivalidade com a Marvel. “Esquadrão Suicida”, com lançamento previsto para o mesmo 2016 de “Batman v Superman” era este filme. Mas faltava sustância para um grupo de vilões que faz serviços para o governo americano em troca de perdão ou redução de suas penas. Muita gente na indústria dizia que este seria “o Guardiões da Galáxia” da Warner/DC. Não é bem por aí. Nesta terça-feira (4), o estúdio oficializou os nomes de Will Smith, como o Pistoleiro, Jared Leto, como o Coringa, Tom Hardy, como Rick Flag, Margot Robbie, como Arlequina, Jai Courtney, como Capitão Bumerangue e a modelo e atriz Cara Delevingne, como Enchantress.

A musculatura do elenco, repleta de grandes (e bons) nomes indica que a Warner quer fazer barulho – muito barulho – e não necessariamente seguir a mesma estratégia adotada pela rival Marvel com a produção discreta de “Guardiões da galáxia”. A internet entrou em polvorosa com o anúncio de que Leto, vencedor do Oscar de ator coadjuvante neste ano, herdará o papel icônico já defendido pelos geniais Heath Ledger e Jack Nicholson no cinema.

David Ayer, roteirista de “Dia de treinamento” (2001) e diretor do bastante elogiado “Corações de ferro” (2014), está à frente da produção que, para todos os efeitos, irá dar a largada no universo DC em sua nova versão mais coesa e uniforme no cinema. O planejamento, por ora, parece o mais acertado possível.

Leia também: A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema, mas e o espectador nessa história toda? 

Autor: Tags: , , ,