Publicidade

Posts com a Tag Ethan Hawke

terça-feira, 6 de janeiro de 2015 Curiosidades, Fotografia | 20:12

Os melhores atores de 2014 em ensaio artístico na W

Compartilhe: Twitter

Todo ano a revista W, prestigiada publicação cultural americana, em sua edição de fevereiro, mês em que tradicionalmente é realizada a cerimônia do Oscar, realiza um badalado ensaio fotográfico com os atores e atrizes que se destacaram no ano, muitos deles na corrida pelo Oscar. As fotos da W são um dos pontos altos da temporada de premiações do cinema pelo caráter folclórico e imaginativo que adquiriram com o tempo, mas principalmente porque são uma forma mais sutil de fazer campanha por prêmios.

O Cineclube separou algumas das fotos mais interessantes da edição que chega às bancas americanas no próximo mês.

A atriz Emma Stone, coadjuvante em "Birdman"

A atriz Emma Stone, coadjuvante em “Birdman”

Bradley Cooper, elogiado por "Sniper americano"

Bradley Cooper, elogiado por “Sniper americano”

O sempre ótimo J.K Simmons, coadjuvante no bem cotado "Whiplash: em busca da perfeição"

O sempre ótimo J.K Simmons, coadjuvante no bem cotado “Whiplash: em busca da perfeição”

Jessica Chastain, lembrada pelos filmes "Interestelar" e "Um ano mais violento"

Jessica Chastain, lembrada pelos filmes “Interestelar” e “Um ano mais violento”

Ethan Hawke, reverenciado pelo trabalho em "Boyhood"

Ethan Hawke, reverenciado pelo trabalho em “Boyhood”

Jack O´ Connell, protagonista de "Invencível"

Jack O´ Connell, protagonista de “Invencível”

Keira Knightley, em busca do ouro por "O jogo da imitação"

Keira Knightley, em busca do ouro por “O jogo da imitação”

Michael Keaton voltou aos holofotes por "Birdman"

Michael Keaton voltou aos holofotes por “Birdman”

Miles Teller, a força motora de "Whiplash: em busca da perfeição"

Miles Teller, a força motora de “Whiplash: em busca da perfeição”

Reese Whiterspoon, que deve voltar ao Oscar com "Livre"

Reese Whiterspoon, que deve voltar ao Oscar com “Livre”

Scarlett Johansson, destacada por "Sob a pele"

Scarlett Johansson, destacada por “Sob a pele”

Steve Carrel, em alta pelo trabalho em "Foxcatcher"

Steve Carrel, em alta pelo trabalho em “Foxcatcher”

Sienna Miller, coadjuvante em "Sniper americano"

Sienna Miller, coadjuvante em “Sniper americano”

Amy Adams está novamente na corrida com "Grandes olhos"

Amy Adams está novamente na corrida com “Grandes olhos”

Ralph Fiennes, celebrado pelo papel em "O Grande hotel Budapeste"

Ralph Fiennes, celebrado pelo papel em “O Grande hotel Budapeste”

Tommy Lee Jones, lembrado por "The homesman"

Tommy Lee Jones, lembrado por “The homesman”

Uma das capas da revista com Benedict Cumberbatch e Keira Knightley

Uma das capas da revista com Benedict Cumberbatch e Keira Knightley

Fotos: reprodução/W/Just Jared

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de novembro de 2014 Críticas, Filmes | 16:13

Tempo é parâmetro absoluto para epifanias de “Boyhood”

Compartilhe: Twitter

Richard Linklater é o cineasta do experimental e “Boyhood – da infância à juventude” (EUA, 2014) sob muitos aspectos é seu principal cartão postal.  Primeiro porque é esteticamente inovador e expande as fronteiras de como o cinema deve ser pensado enquanto unidade narrativa e depurador da passagem do tempo. Segundo porque a captura do tempo, seja ele subjetivo ou objetivo, é fator preponderante em “Boyhood”.  Filmado ao longo de 12 anos, o filme mostra o crescimento emocional e físico de Mason (o excelente Ellar Coltrane)  e o desenvolvimento de suas relações afetivas, escolares e familiares. A simplicidade do mote não subjuga o encantamento alinhavado por Linklater com seu filme.

Se a fluidez da narrativa é notável, algo que precisa ser creditado à montadora Sandra Adair, impressiona ainda mais a forma como o diretor captura a passagem emocional do tempo por meio da fisicalidade dos personagens. É uma sutileza que os avanços temporais na trama favorecem, mas é o olhar curioso e carinhoso de Linklater que grafa o registro.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Fazer com que “Boyhood” seja um filme e não uma colagem exigiu do diretor alguns cuidados, como a forte disposição de manter toda a narrativa subscrita à perspectiva de Mason. São por seus olhos que testemunhamos a por vezes competitiva relação com a irmã Samantha (vivida pela filha do diretor Lorelei Linklater), o empenho da mãe (Patricia Arquette) em se reerguer profissionalmente depois da separação do pai (Ethan Hawke) e os obstáculos ensejados por dois casamentos mal sucedidos. Aos poucos esse olhar de Mason vai se transformando na formação de uma visão de mundo. É quando “Boyhood” desacelera ainda mais e convida a audiência a sentir o filme de outra maneira, mais intuitiva e menos contemplativa. Da relação tateada com o pai, ao primeiro amor, passando pelo gosto pela fotografia, testemunhamos a formação da personalidade de Mason – que sempre fora um garoto introvertido.  Ao estabelecer o tempo como parâmetro para a feitura de seu filme, para a evolução dos personagens e para a exposição de seus conflitos, por mais triviais que eles sejam, durante as 2h45min de filme, Linklater aposta em um cinema imersivo, de entrega e paixão. A ação do tempo já estava presente na trilogia “Antes do amanhecer”, mas aqui ganha mais relevância dramática por sublinhar toda uma ascensão geracional.

Essa ficção de rigor documental enobrece o cinema enquanto arte pensativa e inovadora e, justamente por isso, “Boyhood” se subscreve como um dos filmes mais significativos não só do ano, como da década.

O convite à nostalgia feito pelo filme não se empalidece em face da reflexão por ele ensejada. Toda a vida, por mais banal que seja, por mais aferrada ao cotidiano que esteja, tem sua apoteose, seu encanto, seu arrebatamento.  Mason sacramenta em um dado momento do filme, “é como sempre agora, entende”? Linklater fez um belíssimo filme para tentar capturar, e transcender, esta epifania existencial.

Autor: Tags: , , , ,