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quinta-feira, 16 de abril de 2015 Análises | 21:46

Sem medalhões, Cannes aposta em italianos e em possíveis surpresas

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“Os grandes autores não estão trabalhando neste ano”, justificou o diretor do festival de Cannes, Thierry Frémaux, principal responsável pela seleção anunciada nesta quinta-feira para a 68ª edição do mais prestigiado festival de cinema do mundo. A fala de Frémaux, talhada como justificativa para o menor comparecimento de medalhões de Cannes no festival em anos, pode ter sido ofensiva para os cineastas escolhidos, mas é compreensível. Muita gente boa que era esperada para integrar o festival ficou de fora (Stephen Frears com sua biografia do ciclista Lance Armstrong, Cary Fukunaga com “Beasts of no nation”, Jeff Nichols, com “Midnight special”, Angelina Jolie com “By the sea” e Naomi Kawase com “Sweet red bean paste” para citar alguns). Contudo, o sentimento geral é de que não havia mesmo muitos cineastas consagrados com trabalhos finalizados e Cannes terá uma quantidade surpreendente, para os padrões do festival, de cineastas estreantes.

O júri presidido pelos irmãos Coen, no entanto, avaliará os novos trabalhos de Nanni Moretti (“Mia madre”), Paolo Sorrentino (“La Giovinezza”) e Matteo Garrone (“Il Racconto dei Racconti”), trinca italiana de favoritos de Cannes pela primeira vez reunidos em um mesma edição do evento. Gus Vant Sant, Jaques Audiard, Todd Haynes e Hirokazu Koreeda são outras figuras eméritas de Cannes que voltam com novos filmes. Duas atrações da mostra competitiva, de cineastas estreantes na Riviera francesa, despertam mais furor. São eles “Sicario”, de Denis Villeneuve e “MacBeth”, de Justin Kurzel. “The lobster”, produção em língua inglesa do grego Yorgos Lanthimos, porém, foi a que mais sensação causou dentre os listados na disputa pela Palma de Ouro. Em um comentário incomum para o protocolo da cerimônia, Frémaux disse que todos seriam surpreendidos pelo filme e que não o entenderiam de todo.

Benicio Del Toro em cena de "Sicario", novo filme do diretor de "O homem duplicado" (Foto: divulgação)

Benicio Del Toro em cena de “Sicario”, novo filme do diretor de “O homem duplicado”
(Foto: divulgação)

Sensação também causou a confirmação de que Woody Allen voltará ao festival, fora de competição, com “Irrational man”. Sua última vez na Riviera foi com “Meia-noite em Paris” em 2011.  Natalie Portman, com seu filme falado em hebraico (“A tale of love and darkness”), e Amy Winehouse, retratada no aguardado documentário “Amy”, levam excentricidade ao tapete vermelho de Cannes. O festival ainda será palco das premières internacionais do novo “Mad Max” e de “Divertida mente”, nova aposta da Pixar.

A avaliação da crítica internacional é de que é cedo para fazer qualquer diagnóstico sobre Cannes. O próprio Frémaux assegurou que mais filmes serão anunciados nos próximos dias, pelo menos outros dois para a competição oficial. Em um festival sem muitos bichos-papões, o espaço para o arrebatamento é maior. Mas o receio da decepção, mais voraz.

O festival de Cannes será realizado entre os dias 13 e 24 de maio. Mais sobre o festival pode ser lido no iG On

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quinta-feira, 5 de março de 2015 Bastidores, Curiosidades | 07:00

Festival de cinema premia melhores filmes com temática sexual

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"The art of spanking" (Todas as fotos são cortesia do CineKink)

“The art of spanking”
(Todas as fotos são cortesia do CineKink)

O termo “kink”, em inglês, é usado para descrever práticas sexuais incomuns. As traduções mais convencionais são “perversão” e “sacanagem”. Isso, talvez, o leitor já soubesse. O que pode ser novidade é o CineKink, festival de cinema que chegou a sua 12ª edição em 2015 e tem como principal objetivo celebrar os filmes que não têm vergonha de falar sobre sexo e de observar toda a diversidade em torno do tema.

“Tivemos poucos filmes em competição neste ano”, observou a cofundadora e diretora do evento, Lisa Vandever, à coluna. “O que não quer dizer que não houve uma competição disputada”, salientou. Ela frisa que os premiados mimetizam o que de melhor sobre sexo foi produzido pelo cinema. “Muitos desses filmes ficam restritos ao circuito de festivais e a ideia do nosso evento é dar publicidade a eles e, quem sabe, possibilitar que consigam distribuição”, observou Vandever, que também atua como curadora do festival.

“Nosso público e júri tiveram incrível dificuldade para escolher os vencedores”, contou orgulhosa. O melhor longa-metragem de ficção foi “Marriage 2.0”, escrito e dirigido por Magnus Sullivan. O filme acompanha um casal disposto a perseguir liberdade emocional e sexual, mas preservando a intimidade e honestidade da relação. “É uma corajosa percepção de um estrato dos relacionamentos modernos”, assinalou o Wall Street Journal em sua resenha do filme. O prêmio de melhor documentário ficou com “Back issues: The Hustler magazine story”, filme já comercializado em DVD e por streaming nos EUA. Ainda inédito no Brasil. A produção disseca toda a trajetória de uma das revistas masculinas mais polêmicas de todos os tempos e de seu criador, Larry Flynt, temas já visitados pela ficção no imperdível “O povo contra Larry Flynt” (1996), de Milos Forman.

O CineKink aconteceu entre os dias 24 de fevereiro e 1º de março na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.  Vandever garante a 13ª edição em 2016 e não esconde a ambição de que o festival cresça. “Afinal, todos nós gostamos de sexo”.

 Assista aos trailers das duas produções premiadas no CineKink

Não é o Oscar: os premiados no CineKink exibem suas estatuetas

Não é o Oscar: os premiados no CineKink exibem suas estatuetas

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 Diretores, Filmes, Notícias | 19:38

Cinema de Jafar Panahi volta a ganhar relevo com “Táxi”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

O cineasta iraniano Jafar Panahi fez alguns bons filmes em sua carreira, o melhor e mais festejado deles, “O círculo” venceu o Leão de Ouro em Veneza no ano 2000. A fita, de uma postura política inflamada para os padrões vigentes no Oriente médio, tratava das dificuldades impostas às mulheres por um estado islâmico como o Irã. Em 2009, ele apoiou o adversário de Mahmoud Ahmadinejad nas eleições presidenciais, o que fez com que fosse alvo de perseguição do regime dos aiatolás. Em março de 2010 foi feito prisioneiro. Em novembro daquele ano, declarado culpado de incitar protestos oposicionistas e de cultivar um cinema “obsceno”. Confinado à prisão domiciliar e proibido de fazer filmes por 20 anos, Panahi não se furtou do ofício de fazer cinema.

Em 2011, lançou “Isto não é um filme”, documentário em que retrata um dia de sua rotina como prisioneiro do regime iraniano. O filme foi rodado com câmeras amadoras e celulares.

“Cortinas fechadas”, premiado no festival de Berlim de 2013 com o prêmio de melhor roteiro, mistura ficção e realidade e abusa do poder de metaforização ao mostrar um roteirista que se trancafia em uma casa com um cachorro (animal perseguido no Irã por ser considerado “imundo”) e tenta terminar de escrever o roteiro de um filme. Sons externos enunciam a instabilidade vivenciada pelo roteirista. A casa é invadida por dois jovens que alegam também eles serem vítimas de perseguição política. Em um dado momento, o próprio Panahi aparece em cena borrando as fronteiras de ficção e realidade.

Agora, o diretor retorna com “Táxi”, um documentário mais oxigenado na proposta e na investigação que alinha. Panahi oferece suas impressões de uma Teerã contemporânea através das janelas de um carro e das vozes de passageiros distintos. O filme já é sintomático do pouco de liberdade que Panahi conseguiu obter. Ele já pode sair de sua casa, mas não pode deixar o país. Seu cinema continua clandestino, mas mais vigoroso do que nunca. A reação da crítica internacional a “Táxi” foi de maravilhamento. O filme, que concorre ao Urso de Ouro em Berlim, recebeu nesta sexta-feira  (13) o prêmio da crítica no festival.

O cineasta virou atração no festival de Berlim  (Foto: reprodução/Der Spiegel)

O cineasta virou atração no festival de Berlim
(Foto: reprodução/Der Spiegel)

“Sou um cineasta. Não posso fazer outra coisa a não ser filmes. O cinema é meu modo de expressão e a razão da minha vida. Por isso, preciso continuar fazendo filmes sob qualquer circunstância”, disse Panahi em vídeo exibido quando da première de seu filme em Berlim. O Der Spiegel, um dos principais semanários da Alemanha, observou que o filme é uma maneira criativa de expor a realidade do Irã e uma elaboração política refinada por parte do cineasta. Tudo indica que “Táxi” será o grande filme da era clandestina da carreira do diretor iraniano.

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sábado, 10 de janeiro de 2015 Filmes, Notícias | 18:49

Cinco filmes brasileiros são selecionados para o festival de Roterdã

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O festival de cinema de Roterdã, na Holanda, não é dos mais tradicionais do circuito europeu, mas vem ganhando visibilidade, entre outras razões, por apostar em cinematografias fora da curva. Como a brasileira, para os propósitos de festivais de cinema. A boa notícia é que para a edição de 2015 do evento, que acontece entre os dias 21 de janeiro e 1ºde fevereiro, cinco filmes brasileiros foram selecionados. Nenhum, entretanto, para a principal mostra competitiva do festival.

“O Touro”, de Larissa Figueiredo, “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira, e “Prometo um Dia Deixar essa Cidade”, de Daniel Aragão integrarão a mostra Bright future, voltada para realizadores com até dois trabalhos. É o caso do pernambucano Daniel Aragão que já teve seu  segundo filme exibido em Brasília e na Mostra internacional de São Paulo. Sua estreia, “Boa sorte, meu amor” é das mais pungentes e assertivas crônicas do histórico conflito de classes no país.

Já na mostra Spectrum, destinada a projetos experimentais, estarão os longas “O Fim de uma Era”, de Bruno Safadi e Ricardo Pretti, e “Ventos de Agosto”, de Gabriel Mascaro, este último já exibido em circuito limitado aqui no Brasil.

Cena do filme "Ventos de agosto"  (Foto: divulgação)

Cena do filme “Ventos de agosto”
(Foto: divulgação)

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quinta-feira, 24 de julho de 2014 Notícias | 20:46

Festival de Veneza 2014 anuncia seleção oficial

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Foram anunciados nesta quinta-feira (24) os filmes que compõem a mostra competitiva da 71ª edição do festival internacional de cinema de Veneza, o mais antigo e um dos mais prestigiados do mundo. Serão exibidos no evento os novos filmes dos cineastas Fatih Akin (“Contra a Parede”), Andrew Niccol (“O Senhor das Armas”), David Gordon Green (“Joe”), Roy Anderson (“Vocês, os Vivos”) e Joshua Oppenheimer (“O Ato de Matar”).

Curiosamente, são os filmes exibidos fora de competição que mais chamam a atenção. Destacam-se os novos trabalhos do centenário realizador português Manoel de Oliveira, o retorno depois de 14 anos afastado do cinema de Peter Bogdanovich e de Barry Levinson, responsável por filmes como “Mera coincidência” (1997), “Donnie Brasco” (1997) e “Rain man” (1988). Além da nova incursão do ator James Franco pela direção, é claro.

Há predominância europeia na lista, com maior presença do cinema francês (seis títulos). Não há candidatos da América Latina, o que corrobora o ano cinematograficamente frágil apresentado pelo cinema da região.

 Confira abaixo a lista dos filmes que integram o festival

Competição

Willem Dafoe em cena de "Pasolini", de Abel Ferrara

Willem Dafoe em cena de “Pasolini”, de Abel Ferrara

“The Cut”, Fatih Akin (Alemanha, França, Itália, Rússia, Canadá, Polônia, Turquia)
“A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence”, Roy Anderson (Suécia, Alemanha, Noruega, França)
“99 Homes”, Ramin Bahrani (EUA)
“Tales”, Rakhshān Bani E’temād (Irã)
“La rançon de la gloire”, Xavier Beauvois (França, Bélgica, Suíça)
“Hungry Hearts”, Saverio Costanzo (Itália)
“Le dernier coup de marteau”, Alix Delaporte (França)
“Pasolini”, Abel Ferrara (França, Bélgica Itália)
“Manglehorn”, David Gordon Green (EUA)
“Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance”, Alejandro González Iñárritu (EUA)
“3 coeurs”, Benoît Jacquot (França)
“The Postman’s White Nights”, Andrei Konchalovsky (Rússia)
“Il giovane favoloso”, Mario Martone (Itália)
“Sivas”, Kaan Müjdeci (Turquia)
“Anime nere”, Francesco Munzi (Itália, França)
“Good Kill”, Andrew Niccol (EUA)
“Loin des homes”, David Oelhoffen (França)
“The Look of Silence”, Joshua Oppenheimer (Dinamarca, Finlândia, Indonésia, Noruega, Reino Unido)
“Fires on the Plain”, Shinya Tsykamoto (Japão)
“Red Amnesia”, Xiaoshuai Wang (China)

Fora de competição

Al Pacino volta a colaborar com Barry Levinson em "The humbling"

Al Pacino volta a colaborar com Barry Levinson em “The humbling”

“Words With Gods”, Guillermo Arriaga, Emir Kusturica, Amos Gitai, Mira Nair, Warwick Thornton, Hector Babenco, Bahman Ghobai, Hideo Nakata, Alex de la Iglesia (México, EUA)
“She’s Funny That Way”, Peter Bogdanovich (EUA)
“Dearest”, Peter Ho-sun Chan (Hong Kong, China)
“Olive Kitteridge”, Lisa Cholodenko (EUA)
“Burying the Ex”, Joe Dante (EUA)
“Perez”, Edoardo de Angelis (Itália)
“La zuppa del demônio”, Davide Ferrario (Itália)
“The Sound and the Fury”, James Franco (EUA)
“Tsili”, Amos Gitai (Israel, Rússia, Itália, França)
“La trattativa”, Sabina Gazzanti (Itália)
“The Golden Era”, Ann Hui (China, Hong Kong) – filme de encerramento
“Make-Up”, Im Kwon-taek (Coreia do Sul)
“The Humbling”, Barry Levinson (EUA)
“The Old Man of Belem”, Manoel de Oliveira (Portugal, França)
“Italy in a Day”, Gabriele Salvatores (Itália, Reino Unido)
“In the Basement”, Ulrich Seidl (Áustria)
“Os Boxtrolls”, Anthony Stacchi, Annable Graham (Reino Unido)
“Ninfomaníaca – Volume II” (versão do diretor), Lars von Trier (Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica)

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