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Posts com a Tag filmes de ação

sexta-feira, 8 de maio de 2015 Análises | 17:12

A Viúva negra é mesmo vadia ou estamos diante de um caso de sexismo industrial?

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Os atores Chris Evans e Jeremy Renner se viram no epicentro de uma polêmica furtiva. Em uma entrevista chamaram a personagem Viúva Negra de vadia por ela flertar com diversos personagens do grupo de super-heróis vingadores. A rejeição à piada causou algum espanto neles. Os atores se desculparam, mas Jeremy Renner voltou à carga em um talk show americano ao afirmar que “se você dormisse com quatro vingadores, também seria uma vadia”. Ao reforçar sua crença no estigma, e na piada, Renner fez mais do que passar recibo de machista – misógino para os mais sensíveis. Ele escancarou a falta de tato dos estúdios, em geral, e da Marvel, em particular, na condução de personagens femininas em “filmes de menino”.

iG On: Atores de “Vingadores” são criticados por chamar Viúva Negra de “vadia”

Há, notavelmente, resistência por parte dos grandes estúdios hollywoodianos em investir em heroínas, e-mails vazados da Sony no ano passado cutucaram este elefante na sala, mas há números que desafiam essa letargia. A franquia teen mais bem sucedida da atualidade, “Jogos vorazes” é encabeçada por uma heroína, a Katniss Everdeen vivida por Jennifer Lawrence. A segunda franquia teen mais bem sucedida da atualidade, “Divergente”, também é estrelada por uma atriz, Shailene Woodley. Entre as vinte maiores bilheterias de 2014, o único filme totalmente original, isto é, que não era refilmagem, sequência ou adaptação de outra mídia, foi “Lucy”, filme de ação, vejam vocês, estrelado pela mesma Scarlett Johansson que dá vida à Viúva Negra.

O sexismo além da piada: Cerco à Viúva Negra não é dos atores, mas da Marvel que ainda não tem um projeto para a personagem  (foto: divulgação)

O sexismo além da piada: Cerco à Viúva Negra não é dos atores, mas da Marvel que ainda não tem um
projeto para a personagem
(foto: divulgação)

Percepções de mercado à parte, a Viúva Negra é um exemplo de como as personagens femininas da Marvel funcionam no cinema, pelo menos até o momento, como tampão. A primeira aparição da personagem foi em “Homem de ferro 2”, quando surgiu para dar viço a um jogo de flertes com Tony Stark. Era uma provocação da Marvel que, àquela altura, já alinhava seu projeto Vingadores. Depois a Viúva surgiu mais próxima do Gavião Arqueiro no primeiro “Vingadores”, já que desfrutava da mortalidade deste em um grupo de seres superpoderosos. No segundo “Capitão América”, ela flerta descompromissadamente com Steve Rogers. Finalmente, em “A era de Ultron” surge interessada em Bruce Banner (Mark Ruffalo). Onde Renner viu, para desespero das feministas, margem para vadiagem, é possível enxergar a total falta de ambição da Marvel para com a personagem. A Viúva Negra está ali apenas para complementar a história dos outros. Além de dar alguns pontapés.

Não há a menor preocupação em construir a personagem. Não nos termos que os produtores da Marvel externam com Thor, Tony Stark, etc. Passa por aí o fato de um filme solo da personagem não figurar no rol de prioridades da Marvel. A Viúva Negra é hoje a única personagem feminina de destaque no Universo Marvel. Panorama que deve mudar com o filme da Capitã Marvel e as novas séries da parceria com a Netflix. De qualquer forma, esse novo cenário, ainda distante, não alterará o fato de que o machismo de Renner e Evans foi deflagrado pelo sexismo industrializado encampado pela Marvel. Um mal muito mais nefasto em seu aspecto crônico e silencioso que passou ao largo da ampla visibilidade que o caso ganhou na mídia.

* A coluna entra em férias e volta reenergizada no começo de junho

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sexta-feira, 13 de março de 2015 Atores, Bastidores, Notícias | 07:00

Liam Neeson anuncia aposentadoria dos filmes de ação e fixa data para vácuo no reinado do gênero

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Jason Statham é um astro de ação completo e seria o número 1 do gênero se um certo irlandês, atualmente com 62 anos, não se descobrisse um astro de ação tardio. Nenhuma notícia nova até aí.  Com filme novo nos EUA neste fim de semana (“Noite sem fim”), Liam Neeson está fazendo aquela habitual maratona promocional de quem lança filme na praça.

Liam Neeson em cena de "Noite sem fim" (Foto: divulgação)

Liam Neeson em cena de “Noite sem fim”
(Foto: divulgação)

Em entrevista a um programa de TV americano, Neeson revelou que deve abandonar os filmes de ação em um futuro próximo. “Talvez mais dois anos, se Deus me poupar e eu estiver saudável. Mas depois disso, acredito que eu vou parar”. No mesmo programa, Neeson refirmou o aspecto acidental de sua insurreição como astro de ação. “Depois de filmes como ‘Busca implacável’, Hollywood parece me perceber de maneira diferente. Eu recebo muitos roteiros de filmes de ação, o que é ótimo. Não estou criticando, é algo muito lisonjeador, mas tudo tem um limite”.

Leia também: Terceiro “Busca implacável” incensa Liam Neeson ao posto de mito do gênero de ação

Leia também: Liam Neeson se rebela contra a máfia “Noite sem fim”; assista ao trailer

O ator sinaliza essa mudança de rota com os filmes “Ted 2” e “Silence”, novo drama de Martin Scorsese, mas a ênfase em uma entrevista cujo objetivo primário é promover um filme de ação que estrela, deixa transparecer uma decisão já bem consolidada.

Desde 2008, lançamento do primeiro “Busca implacável”, o ator praticamente só se dedicou ao gênero. No momento, ele não está envolvido em nenhum filme de ação e sua declaração deve provocar uma corrida entre estúdios para distribuir o “último filme de ação de Liam Neeson”.

Exageros à parte, a eventual aposentadoria do ator do gênero deixa em aberto uma posição que já foi defendida por figuras como Charles Bronson, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger e que nos primórdios do século XXI parecia confinada à disputa entre os carecas Jason Statham e Vin Diesel. Liam Neeson surgiu inesperadamente para assumir o trono e surpreendentemente se predispõe a renunciar a ele. Quem será o novo rei do gênero? No post “Todos querem ser Liam Neeson”, a coluna alertou para o fato de que tal como ocorre na série “Game of thrones”, tem muita gente de olho neste trono.

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sábado, 31 de janeiro de 2015 Críticas, Filmes | 16:37

Terceiro “Busca implacável” incensa Liam Neeson ao posto de mito do gênero de ação

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Liam Neeson talvez seja o principal nome do cinema de ação contemporâneo. “Busca implacável 3”, mais recente filme de uma franquia tão improvável quanto o fato desse sessentão irlandês ser o principal expoente do gênero, se resolve como a graduação de Liam Neeson em Chuck Norris, o ícone mor da macheza no cinema. A comparação disfarçada de brincadeira diz muito sobre a fase do ator, que a cada ano avoluma sua presença em fitas de ação, e sobre este terceiro capítulo da série.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Busca implacável 3”, de certa forma, não precisaria ser um desdobramento da franquia. A história guarda poucas semelhanças com as duas fitas anteriores quando um membro da família de Bryan Mills era sequestrado. Se há algo sequestrado neste terceiro capítulo é a verdade. Mills ensaia uma aproximação com a ex-mulher, papel de Famke Janssen, que está vivendo um momento turbulento no casamento com Stuart (Dougray Scott). As coisas realmente se complicam quando ela é assassinada no apartamento de Mills e ele precisa fugir da polícia e correr contra o tempo para provar que não é o responsável pelo crime e encontrar o criminoso.

Nada que tire a calma do veterano agente de operações especiais. Se a trama mostra que a série já está em seu último fôlego – Neeson declarou recentemente que este é o último exemplar – o filme não tem o mesmo problema. Olivier Megaton dirige com a precisão que essas fitas B classudas exigem. Neeson, cada vez mais à vontade como homem de ação, dribla a morte de maneira injustificável em pelo menos dois momentos do filme. Não à toa, o policial vivido pelo ator Forest Whitaker desencoraja a todo o tempo sua equipe de tentar entender as estripulias de Mills. É como se Luc Besson, o genial cineasta francês que bolou a coisa toda e aqui é creditado como produtor e roteirista, piscasse para a plateia: vocês não estão realmente preocupados com isso, não é mesmo?

“Busca implacável 3” é o mais fraco da série. Talvez o mote funcionasse melhor fora da franquia. Quem continua inabalável e ganhando cada vez mais ar de mito no gênero é mesmo Liam Neeson. Chuck Norris que se cuide!

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sábado, 20 de setembro de 2014 Atores, Filmes | 19:50

Keanu Reeves volta ao cinema de ação com “John Wick”

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Keanu Reeves em "John Wick" (Foto: divulgação)

Keanu Reeves em “John Wick” (Foto: divulgação)

Keanu Reeves há muito dava sinais de que havia renunciado ao seu status de astro do cinema. Desde “Constantine” (2005) não estrela um blockbuster de raiz. Filmes como “Os reis da rua” (2008), “O dia em que a terra parou” (2008) e “47 ronins”, ainda que se enquadrem neste perfil, tem mais pretensões do que a diversão fácil e escapista. Mas depois de dirigir um épico de artes marciais (“O homem de tai chi”), aparecer em filmes menores como “A ocasião faz o ladrão” (2010) e “Sem destino” (2012) e produzir o documentário “Lado a lado” (2012), sobre os rumos do cinema nos tempos do digital, Reeves parece decidido a recuperar seu status como action hero. É o que sugere o trailer de “John Wick”, que tem estreia prevista para outubro nos EUA (no Brasil ainda não há data).

No filme, que ainda tem no elenco Williem Dafoe, Bridget Moynahan, Ian McShane e Jason Isaacs, o ator vive um assassino de aluguel aposentado que, após ter seu sossego perturbado, sai à caça de todos aqueles que tiveram alguma coisa a ver com isso.

Aos 50 anos, Keanu Reeves talvez tenha redescoberto como se divertir fazendo cinema.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 06:00

Novo “Os mercenários” é pensado para acomodar elenco numeroso

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Sabe quando você resolve dar aquela festa e sai convidando gente a torto e a direito e depois percebe que talvez não tenha estrutura para receber tanta gente? “Os mercenários 3” (EUA 2014) é mais ou menos assim. A franquia de ação mais improvável, e por que não divertida, do cinema atual se estabeleceu em cima do conceito da reunião de astros de ação do cinema de ontem e de hoje.

Será que cabe todo mundo no pôster?

Será que cabe todo mundo no pôster?

No terceiro filme, o inchaço do elenco não só é notável como é algo celebrado pelo marketing do filme. Mas a fita dirigida pelo semidesconhecido Patrick Hughes se esforça para esconder a verdade que o marketing deseja propalar. O filme só existe em virtude dos astros que reúnem. O argumento que dá base à trama de “Os mercenários 3 “, a exemplo do que ocorre com os outros dois filmes, é de Sylvester Stallone. No entanto, diferentemente dos outros filmes, dirigidos por Stallone e Simon West respectivamente, Hughes não consegue fazer do hype uma produção com o mínimo senso de ritmo. Desta maneira, o terceiro filme se resolve, ou pelo menos tenta, como um esforço, muitas vezes truncado, para acomodar o elenco numeroso.

Isso posto, os fãs da franquia não devem se incomodar. “Os mercenários 3” oferece justamente o que promete. Tiros, testosterona e piadas internas para aqueles que conhecem mais da carreira dos envolvidos na franquia. Piadas como o tempo e  a razão da prisão de Wesley Snipes, a saída de Bruce Willis da série ou a latinidade afetuosa de Antonio Banderas dão o tom satírico da produção. Mel Gibson se diverte fazendo o melhor e mais verídico vilão da série. Seu personagem, Stonebanks, tem um passado com Barney Ross, o personagem de Stallone. Ambos fundaram o grupo conhecido como mercenários. Enquanto Ross acabou fazendo contratos com a CIA, Stonebanks foi traficar armas no mercado negro. O reencontro promete ser explosivo e cheio de ressentimento.

Se o fã não deve se decepcionar, o mesmo não se pode dizer do espectador ocasional. “Os mercenários 3”, apesar de contar com mais atrações e apostar na sátira, é o filme mais fraco da série e o menos empolgante visto isoladamente. São indícios comprometedores para os planos de Stallone que são, obviamente, de esticar a vida útil dos mercenários no cinema.

Com o novo filme, Stallone se impõe um dilema. Ou assume a vocação da série para a galhofa ou repensa o foco da franquia. Este terceiro filme mostrou que do jeito que está a série vai beijar a lona bem antes de Rocky Balboa, por mais divertido que seja ver todos esses ases da ação dividindo a tela do cinema.

Stallone e seu grupo encaram um pequeno exército no clímax do filme: qual será o próximo desafio? (Fotos: divulgação)

Stallone e seu grupo encaram um pequeno exército no clímax do filme: qual será o próximo desafio?
(Fotos: divulgação)

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:18

Marvel divulga vídeo rememorando (e celebrando) suas fases 1 e 2 no cinema

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Robert Downey Jr. em cena doo terceiro "Homem de ferro": ação, humor e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Robert Downey Jr. em cena doo terceiro “Homem de ferro”: ação, humor
e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Com o lançamento de “Guardiões da Galáxia”, a Marvel se despede do que chama de fase 2 de sua incursão pelo cinema.  A próxima produção do estúdio está programada para ser lançada em 30 de abril de 2015 e é um “filminho” chamado “Os vingadores 2: a era de Ultron”.

A primeira fase foi iniciada com “Homem de ferro” em 2008. Fizeram parte desta etapa introdutória os filmes “O incrível Hulk” (2008), “Homem de ferro 2” (2010), “Thor” (2011), “Capitão América: o primeiro vingador” (2011) e “Avengers: os vingadores” (2012). A segunda fase, menor e menos empolgante, se deu com “Homem de ferro 3” (2013), “Thor: o mundo sombrio” (2013), “Capitão América: o soldado invernal” (2014) e “Guardiões da galáxia” (2014).

A sequência de “Os vingadores” dará continuidade aos planos para lá ambiciosos da Marvel. Na próxima fase, novos personagens devem ter filmes lançados, como “Homem- formiga” e o “Doutor Estranho”, o escudo do Capitão América deve mudar de mãos e séries com personagens menos conhecidos como Punhos de ferro e Luke Cage, além do Demolidor – que voltou aos domínios do estúdio, serão lançadas sob parceria com a Netflix.

Pensando bem, e o vídeo em tom épico demonstra isso, a Marvel tem muito o que comemorar mesmo.

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segunda-feira, 16 de junho de 2014 Atores, Notícias | 23:02

Denzel Washington reverencia Robert De Niro em novo filme

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Foto: Divulgação

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Pense em um filme que conjuga influências tão diversas como “Taxi driver” (1976) e a trilogia do Batman de Christopher Nolan e que adicione a esta improvável fórmula Denzel Washington em sua melhor encarnação “atire primeiro e pergunte depois”. É mais ou menos este o mote de “O protetor” que reúne o astro e seu diretor em “Dia de treinamento”, Antoine Fuqua, pela primeira vez desde que o filme lhe valeu o Oscar de melhor ator em 2002.

O elenco conta ainda com Chloe Grace-Moretz, vivendo uma jovem prostituta (personagem claramente inspirada na de Jodie Foster em “Taxi driver”), Melissa Leo (“O vencedor”) e Bill Pullman (“Independence Day”). Na trama, Washington faz um ex-militar que forjou sua morte para tentar levar uma vida calma em Boston, mas ele não resiste às injustiças do mundo a sua volta e acaba tomando a justiça pelas próprias mãos.

“O protetor” é o único filme de Denzel Washington previsto para 2014. Se entregar o que o trailer promete, já está bom demais. O filme tem lançamento programado para 2 de outubro nos cinemas brasileiros.

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