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Posts com a Tag Guardiões da Galáxia

segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Bastidores, Filmes | 20:52

“Guardiões da galáxia” dissipa dúvidas sobre seu reinado na temporada de blockbusters

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Guar“Guardiões da galáxia” é um dos filmes mais divertidos da temporada. Ponto final? Não necessariamente. O sucesso da Marvel parece se recusar a encerrar o capítulo que está escrevendo na história do cinema em 2014 e da Marvel enquanto estúdio. No último fim de semana algo raro aconteceu nas bilheterias dos EUA. Um filme já em cartaz há um mês retornou ao topo das bilheterias. Que filme é esse? Bem, o título deste texto já diz tudo. Nada de “Sin City : a dama fatal” ou o drama teen “Se eu ficar”, quem tirou “As tartarugas ninjas” da liderança do ranking foi “Guardiões da galáxia”. Mas não só! O filme dirigido por James Gunn está a poucos dias de ultrapassar “Capitão América: o soldado invernal”, também da Marvel, como o filme mais rentável do ano nos EUA. “Guardiões da galáxia” já arrecadou U$ 251 milhões nas bilheterias americanas enquanto que o segundo  “Capitão América” ostenta a marca de U$ 259 milhões. Analistas da indústria são ainda mais otimistas e projetam que o filme estrelado por Chris Pratt supere o patamar de U$ 300 milhões.

Leia a crítica do filme: “Guardiões da galáxia” é o 7×1 da Marvel no cinemão americano 

Outro indício da consistência do filme é que de todos os sucessos de bilheteria do ano (de “A culpa é das estrelas” a “Godzilla”) é o que menos perde público de uma semana para a outra. Dado este que, não só consolida essa liderança que se avizinha na mais concorrida temporada de lançamentos do cinema americano, como demonstra que o filme se comunica com um público muito mais diverso do que muitos supunham. Indo muito além daquela molecada cheia de espinhas que filmes de heróis como “O espetacular Homem-Aranha 2: a ameaça de Electro” miram em cheio.

Se a Marvel já estava rindo à toa, a notícia de que “Guardiões da galáxia”, em qualquer parâmetro adotado é o filme da temporada, é um alento para a ousadia e a criatividade que devem seguir norteando as escolhas do estúdio e, também, de quem quiser lhe fazer frente nas bilheterias.

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terça-feira, 5 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 21:13

“Guardiões da galáxia” é o 7×1 da Marvel no cinemão americano

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

A Marvel conseguiu de novo. Depois de fazer de um personagem semidesconhecido o grande abre alas de sua reinvenção no cinema (“Homem de ferro” em 2008), a empresa – hoje à vontade como estúdio de cinema – volta a emplacar um azarão no rol dos grandes sucessos de bilheteria. “Guardiões da Galáxia” estreou fazendo barulho e amealhando comparações entusiasmadas com “Star Wars”. Há muitas referências à saga criada por George Lucas, mas não são elas que validam as comparações e sim a qualidade notável do filme e o leque de possibilidades que ele abre para a Marvel.

Na trama, o terráqueo Peter Quill (Chris Pratt) é um saqueador (uma espécie de pirata espacial) que tenta levar o orb (uma esfera poderosíssima) para o corretor, que lhe pagaria uma boa quantia para tal. Acontece que a esfera é alvo de muitas facções intergalácticas e Quill acaba preso junto com um grupo de renegados formado por Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot (dublado por Vin Diesel) e Rocket (dublado por um indecifrável Bradley Cooper). E é aí que a aventura começa!

O grande barato de “Guardiões da galáxia” é sua engenharia de produção. Não se trata de um filmaço, mas de um filme que dificilmente desagradará alguém; e que agradará muita gente como atestam as bilheterias e as convulsões nas redes sociais. Para chegar a esse feliz denominador comum, a Marvel apostou na combinação de humor e ação que tão bem serviu ao primeiro “Homem de ferro” e confiou ao satírico James Gunn (responsável pelo roteiro de “Madrugada dos mortos” e pela direção de “Seres rastejantes”) o controle, ainda que parcial, da empreitada.

Gunn acerta a mão no ritmo, afinal de contas, ele sabe que a experiência de se assistir “Guardiões da galáxia” vale mais do que o filme em si. E é com isso em mente que ele entrega um filme que não se leva a sério, mas que leva o 3D muito a sério. Os efeitos especiais arrasadores ajudam a temperar essa produção com espírito assumidamente B em um dos pontos altos da temporada pipoca do cinema. Da concepção visual de Rocket à piada interna e sempre eficiente com o monotemático Groot, “Guardiões da galáxia” vai se revelando um celeiro de gags como uma improvável e engraçadíssima sobre esperma!

Uma trilha sonora afiada, a reverência aos anos 80 e um protagonista em estado de graça (Chris Pratt, acredite, fará por merecer a alcunha de “senhor das estrelas” em muito breve) ajudam a consolidar o filme como a grande sensação da temporada.

Para recuperar as metáforas futebolísticas, a Marvel vinha ganhando, mas “Guardiões da galáxia”, no tom, no timing, na estampa e na experiência cinematográfica que propõe, é o 7 x 1 que precisava para mostrar quem manda no futebol de Hollywood atualmente.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014 Atrizes, Curiosidades | 06:00

Com “Guardiões da galáxia”, Zoe Saldana faz história em Hollywood

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Zoe Saldana  (Fotos: Getty  e divulgação)

Zoe Saldana (Fotos: Getty e divulgação)

Com a estreia de “Guardiões da galáxia” nesta quinta-feira nos cinemas, Zoe Saldana, que no filme vive a caçadora de recompensas Gamora, vai atingir uma marca curiosa. Ela é a única mulher, e seria o único homem se fosse o caso, a estrelar três franquias espaciais de forte apelo comercial. Ela é Uhura em “Star Trek”, reimaginação  de J.J Abrams para a saga criada por Gene Roddenberry, e a Neytiri em “Avatar”, épico de ficção científica de James Cameron que já tem três sequências confirmadas para os próximos anos. A continuação de “Guardiões da galáxia” será lançada em 2017.

Zoe Saldana, que surgiu como coadjuvante de Britney Spears em “Crossroads: amigas para sempre” (2002), aos poucos foi se projetando para o cinema de ação. Já em 2003 fez uma pequena participação no bem sucedido “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (2003). Ela participou de outras fitas de ação como “Ladrões” (2010), “Os perdedores” (2010), “Ponto de vista” (2008) e “Colombiana: em busca de vingança” (2011), da qual foi protagonista.

Inegavelmente, porém, suas incursões pelo espaço representam o ponto alto de sua carreira no cinema. Aos 36 anos, e com três franquias intergaláticas no currículo, Saldana compreensivelmente se consolida como musa geek.

"Guardiões da Galáxia"

“Guardiões da Galáxia”

"Star Trek"

“Star Trek”

"Avatar"

“Avatar”

 

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segunda-feira, 30 de junho de 2014 Filmes, Listas | 22:11

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em julho

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O mês das férias tem ótimas atrações nos cinemas, principalmente para os adultos. A safra americana é especialmente boa e dois dos blockbusters mais aguardados da temporada estreiam no mês. De todo o jeito, o Cineclube achou espaço para um filme francês de um dos maiores cineastas de todos os tempos.

“A pele de Vênus”

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Trata-se do novo filme do diretor Roman Polanski. A produção integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013, de onde saiu com muitos elogios. Polanski escala sua esposa, a atriz Emmanuelle Seigner, para viver uma atriz que tenta convencer um diretor de teatro (vivido por Mathieu Amalric) de que ela é a pessoa certa para interpretar a protagonista em sua nova peça. Uma dinâmica sexual e sádica se estabelece entre eles.

Estreia em 17/07

“Mesmo se nada der certo”

begin again

No novo filme do diretor de “Once”, a música é novamente protagonista. Desta vez, um empresário do ramo musical fracassado (Mark Ruffalo) constrói uma relação com uma promissora cantora e compositora recém-chegada a Nova York (papel de Keira Knightley). Ecos de “Jerry Maguire – a grande virada” e “Quase famosos” em um filme que marca, ainda, a estreia do cantor Adam Levine no cinema.

Estreia em 17/07

“Planeta dos macacos: o confronto”

planeta

Continuação do surpreendente sucesso de público e crítica de 2011, que reiniciava a saga dos símios no cinema. Gary Oldman assume o protagonismo do lado dos humanos e Andy Serkis continua dando show na captura de performance dando vida a Cesar, o macaco evoluído que desafia a raça humana. O título entrega tudo: o bicho vai pegar. Literalmente.

Estreia em 24/07

“Guardiões da galáxia”

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O filme que pode revitalizar a Marvel como “casa das ideias”. Depois de mexer com o jeito de fazer cinema blockbuster, a Marvel se acomodou. Esse filme com heróis (quase) desconhecidos e sem nomes (ou caras) famosas em frente às câmeras, e mesclando humor e ação pode devolver esse pioneirismo ao estúdio. Na trama, um grupo de renegados se une para proteger o universo.

Estreia em 31/07

 

“O Grande Hotel Budapeste”

hotel

Grande elenco (Jude Law, Edward Norton, Owen Wilson, Bill Murray, Tilda Swinton e Ralph Fiennes, para citar alguns nomes) estrelam o novo filme de Wes Anderson, diretor que como Quentin Tarantino e Tim Burton é bastante reconhecível na tela de cinema. Ralph Fiennes faz o porteiro de um famoso hotel no período entre guerras que precisa provar que uma grande herança recebida não é roubo. Ainda que esta seja apenas uma das muitas aventuras por ele vividas.

Estreia em 03/07

 

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domingo, 15 de junho de 2014 Análises | 18:33

Os filmes de super-heróis já atingiram seu ponto de saturação?

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Cena de "O espetacular Homem-Aranha 2 - a ameça de Electro", filme que arrecadou menos do que o esperado pelo o estúdio

Cena de “O espetacular Homem-Aranha 2 – a ameça de Electro”, filme que arrecadou menos do que o                            esperado pelo o estúdio (Fotos: divulgação)

 

Desde que a Marvel começou sua jornada no cinema em 2008 com o lançamento de “Homem de ferro”, foram lançados nada mais, nada menos do que 30 filmes baseados em heróis de HQs, vinte um dos quais inspirados em personagens Marvel e ao menos metade disso do próprio estúdio, que no meio tempo fora adquirido pela Disney.

Ainda em 2008, o ano em que a Marvel começava a mandar no próprio jogo, Christopher Nolan radicalizava na concorrência, a DC é propriedade da Warner e, portanto, todos seus personagens estão sob o jugo do estúdio, e renovava narrativa e linguagem de um filme de herói com “Batman – o cavaleiro das trevas”, um épico com camadas filosóficas e de muita potência dramática.

De certa maneira, ali, em 2008, houve uma redefinição dos filmes adaptados de HQs e, também, do meio que habitam. “O cavaleiro das trevas” foi o primeiro a superar a marca do bilhão de dólares, estatística já superada pelo terceiro “Homem de ferro”, por “Os vingadores” e pelo último capítulo da trilogia do Batman de Christopher Nolan.

As bilheterias vão bem, mas paira sobre esse box office expressivo uma nuvem de preocupações. Até quando essa tendência vai no cinemão americano?

Os filmes estão cada vez mais parecidos, pouco inventivos e mais inexpressivos. Primeiro todos queriam copiar Nolan, agora a ideia é criar um universo coeso como o que a Marvel conseguiu erguer para si no cinema. Os X-men, que são controlados pela Fox, o Homem-aranha, controlados pela Sony, e a Warner, com os personagens da DC, rabiscam universos sem muita convicção tentando assegurar um interesse multifacetado e interligado em seus filmes. A própria Marvel, hoje um braço da Disney, negligencia diretores mais criativos para manter rédeas curtas sobre os personagens e impedir que a visão de um diretor comprometa a integridade de seu universo. Foi mais ou menos o que ocorreu com a demissão de Edgar Wright, contratado para dirigir o filme “Homem-Formiga” e dispensado por ter “diferenças criativas” com o estúdio.

Esse enclausuramento facilita o esgotamento da criatividade e conduz ao ócio criativo que os próprios estúdios se encontravam quando decidiram experimentar a fórmula das HQs no cinema.

Cena de "X-men: dias de um futuro esquecido", filme que tem o ambicioso objetivo de alinhar o universo mutante no cinema

Cena de “X-men: dias de um futuro esquecido”, filme que tem o ambicioso objetivo de alinhar o universo                      mutante no cinema

Outro aspecto crucial é o debate acerca da fidelidade. Mais do que a discussão se cânones dos quadrinhos devem ser respeitados ou não, o que ocorre é uma crescente de indiferença de parte a parte. Fãs estão menos pegajosos com suas convicções originais e produtores, menos tímidos em remodelar sagas, personagens e tramas no cinema. Esse distanciamento é outro fator revelador dessa estafa que as bilheterias ainda não mostram com clareza, mas que é sinalizado à medida que o mercado internacional passa a responder por 70% do faturamento destes filmes, a exemplo do que ocorre com os blockbusters hollywoodianos de demais procedências.

Os três filmes baseados em HQs lançados em 2014 apresentam números mais vistosos no mercado internacional do que nos EUA. Parece ser um caminho sem volta. Pelo menos nesta fórmula engessada praticada pelos estúdios atualmente. “Guardiões da galáxia”, uma comédia de ação com elenco e personagens amplamente desconhecidos pelo público, aposta de risco da Marvel” que estreia em 31 de julho, pode recuperar esse caráter transgressor e inovador das adaptações de HQs. Mais do que isso; pode consolidar a percepção de que, quinze anos depois dos mutantes provarem que cinema e quadrinhos convergem, cinema e quadrinhos precisam discutir a relação.

 Confira o trailer de “Guardiões da galáxia”

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