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quinta-feira, 13 de novembro de 2014 Análises, Diretores | 19:11

Para onde vai o cinema de Christopher Nolan depois de “Interestelar”?

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Foto: Total Film

Foto: Total Film

A bilheteria de “Interestelar” em seu primeiro final de semana nos cinemas foi vultosa. Mas não tão impactante como os estúdios que bancaram o filme (Warner e Paramount) esperavam. A crítica se dividiu quanto ao filme. Estes são fatores adversos que são, também, estranhos a Nolan. O cineasta britânico desde que caiu nas graças da Warner, estúdio para o qual rodou todos os seus filmes desde “Insônia” (2002), não sabe o que é amealhar reação adversa a seus trabalhos. Mesmo “Batman- o cavaleiro das trevas ressurge”, bastante criticado por segmentos da crítica e da cinefilia, se beneficiava do saldo positivo da trilogia do Batman.  Mas “Interestelar” é outro papo.

Estamos falando de um diretor ímpar na indústria. Um cara que, em plena ditadura do 3D, consegue demover o estúdio de lançar seus filmes no formato. A liberdade de Nolan é tamanha que ele conta com orçamentos acima de U$ 150 milhões para rodar filmes totalmente originais, difíceis de vender nos termos publicitários vigentes em Hollywood, e ainda atrai os melhores e mais disputados astros do momento.

Christopher Nolan é o triunfo da Hollywood criativa, inventiva e sem amarras. Uma Hollywood que está desaparecendo em meio à segurança das franquias multimidiáticas e dos conglomerados de comunicação. Mas Christopher Nolan não é infalível.

Depois do excelente, atemporal e surpreendentemente existencialista “O cavaleiro das trevas” (2008), Nolan chocou o mundo do cinema com “A origem”, um misto de ficção com filme de ação inventivo, incrivelmente original e inteligente, além de apresentar um refinamento estético e visual entusiasmante.

“O cavaleiro das trevas ressurge” era um filme recheado de fragilidades. Um vilão ruim logo depois do filme com o melhor vilão adensava a maior das fraquezas da fita. O fato de Nolan repisa conflitos já esgotados em “O cavaleiro das trevas”. A solução do filme era outro golpe fatal. Nolan resgatava algumas ideias trabalhadas no final de “A origem” e destinava um desfecho risível para a personagem de Marion Cotillard.

“Interestelar” era a oportunidade de não só prestar homenagem a um de seus ídolos definidores, Stanley Kubrick,

O diretor orienta a badalada, e desperdiçada em 'Interestelar", Jessica Chastain  (Foto: divulgação)

O diretor orienta a badalada, e desperdiçada em ‘Interestelar”, Jessica Chastain
(Foto: divulgação)

mas de adentrar mais a fundo a um gênero muito receptivo a cineastas criativos e talentosos como Nolan. Mas esse namoro com a ficção científica desandou. Se “Interestelar” traz todos os vícios do cinema de Nolan (diálogos expositivos em excesso, personagens emocionalmente aleijados, falta de humor, solenidade desproporcional, entre outros), não traz os méritos (fé no poder da imagem, alijamento dos clichês, sofisticação narrativa, esmiuçamento dos conflitos que movem os personagens, entre outros).

“Interestelar” não deve ser um fracasso retumbante, mas contribuirá para um agigantamento da polarização já manifesta em torno de Nolan. Trata-se, afinal, de um visionário ou de um embuste? A paixão desvia o foco do problema que a recepção taciturna ao filme enseja. Nolan pode estar em face de ver alguns de seus privilégios contraídos. O que é má notícia para quem preza a liberdade criativa no cinema.

O cineasta ainda não anunciou seu próximo projeto, mas tem se dedicado nos últimos dias à estranha rotina de defender seu filme dos muitos detratores que rapidamente a produção tem acumulado. A dica é Nolan maneirar na ambição e voltar ao básico. Talvez um filme mais barato. Mas o caminho mais provável é que ele insista na grandiloquência. Um retorno ao universo dos super-heróis (vale lembrar que um novo filme do Batman ainda não foi confirmado em meio a tantos anúncios feitos pela Warner/DC) pode estar no horizonte. A Warner compreensivelmente irá cobrar mais caro pela manutenção da liberdade usufruída por Nolan até aqui.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014 Críticas, Filmes | 17:09

“Interestelar” é versão esnobe de “Armageddon”

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Christopher Nolan acerta ao se referenciar em “2001: uma odisseia no espaço” (1968) na confecção de “Interestelar” (2014), sua incursão mais hardcore pela ficção científica. Mas erra gravemente ao maquiar seu filme. “Interestelar” tem um 1ºato spielberguiano, em que a ideia é estabelecer os vínculos entres os personagens e destes com o público para que quando finalmente a ação se concentrar no espaço, possa haver engajamento emocional suficiente a mover a trama. O primeiro grande problema do filme surge aí. Ora por culpa do roteiro (condescendente demais em suas artimanhas narrativas), ora pela direção fria e cerebral de Nolan, o engajamento emocional não decola junto com a nave pilotada por Cooper (Matthew McConaughey).

O 2º ato, mais kubrickano, é quando Nolan destila a ciência de “Interestelar” dando viço ao conflito central do filme. A missão busca um planeta alternativo para a existência (e sobrevivência humana) já que os recursos naturais da Terra estão se esgotando e o planeta está morrendo. O 3º ato apresenta o que chamamos de “Deus ex-machina”, uma solução improvável para “arredondar” uma história. Por mais que este ato remeta às grandes questões que permeiam o cinema de Nolan, como a relação entre o homem e seu passado, ele é construído sobre fragilidades que nem mesmo viagens gravitacionais por dimensões paralelas são capazes de disfarçar.

No limiar, “Interestelar” traz complexidade a uma trama incrivelmente simples. Nolan vende um filme difícil, e se preocupa em traduzi-lo em diálogos expositivos e em sua maioria cansativos, mas entrega um filme com o mesmo recorte de “Armageddon”, sucesso de bilheteria noventista de Michael Bay. Uma missão espacial aparentemente suicida adornada pelo sacrifício paterno.

Nolan investe em um comentário superficial sobre o poder transcendental do amor, mas ao fazê-lo sublinha justamente a incapacidade de seu filme de conectar-se com a audiência em um nível menos sofisticado e mais emocional, passional.

Nolan e seu astro, Matthew  McConaughey, contemplam o horizonte: há muitos erros ao alcance dos olhos  (Foto: divulgação)

Nolan e seu astro, Matthew McConaughey, contemplam o horizonte: há muitos erros ao alcance dos olhos
(Foto: divulgação)

“Interestelar”, ainda que tecnicamente vistoso, é prejudicado por ser lançado um ano após “Gravidade”. A fita de Alfonso Cuarón é mais impressionante visualmente e mais honesta narrativamente, a despeito das críticas pelo mote simplista.

O bom elenco, além de McConaughey, há Jessica Chastain, Michael Caine, Casey Affleck e Anne Hathaway, é desperdiçado. Os personagens não são essencialmente bons. Com exceção de um que surge mais à frente na trama e cujo intérprete foi mantido em segredo pela produção para dar mais clima.

Sem cativar pelo aspecto visual e decepcionante em sua articulação dramático/narrativa, “Interestelar” se subscreve como um subproduto de “2001” que perde na comparação com um blockbuster assinado por Michael Bay. Cenário preocupante para um cineasta que outrora ostentou a alcunha de visionário.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014 Curiosidades, Filmes | 05:00

Crítica internacional se divide sobre “Interestelar” e muitos já sepultam suas chances no Oscar

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A cada novo filme, Christopher Nolan mais se afasta da unanimidade que um dia avistou. Tim Robey, do inglês “Telegraph” diz que o cineasta chegou perto de fazer sua primeira obra-prima, mas que não foi desta vez. O prestigiado Toddy McCarthy, do “The Hollywood Reporter”, escreve que “o filme é uma resposta pessoal a ‘2001 – uma odisseia no espaço’ e que apresenta resultados mistos”. Scott Feinberg, especialista em premiações da mesma publicação, descartou o filme nas categorias nobres do Oscar 2015.  “Em determinado momento, o filme perde a coerência narrativa que definiu os primeiros e complexos trabalhos de Nolan“. Para outro site especializado em prêmios, o “The Wrap”, “Interestelar” congrega o melhor e o pior do cineasta. Se por um lado, o filme impressiona por sua concepção visual arrojada, decepciona pelas resoluções dramáticas corretas e previsíveis, advoga Alonso Duralde, crítico do site.

Christopher Nolan dando orientações no set de "Interestelar" (Fotos: divulgação)

Christopher Nolan dando orientações no set de “Interestelar”
(Fotos: divulgação)

A produção, que teve custo estimado em U$ 165 milhões, está atualmente em fase de promoção mundial. O filme só estreia mundialmente na próxima semana. No Brasil, o filme será lançado no dia 6 de novembro. O elenco traz Matthew McConaughey, em alta após a conquista do Oscar por “Clube de Compras Dallas”, Anne Hathaway (“O diabo veste Prada”), outra atriz oscarizada, e Jessica Chastain (“A hora mais escura”), atriz muito perto de ser oscarizada.

A Warner Brothers, estúdio responsável pela produção do filme, deu carta branca para Nolan. Na verdade, desde que ele recolocou o universo do Batman nos trilhos, o estúdio tem concedido certa liberdade para o cineasta. Logo após “Batman Begins” (2005), ele fez o excelente filme sobre a obsessão que movia a rivalidade entre dois mágicos na Inglaterra vitoriana de “O grande truque” (2006). Depois de “O cavaleiro das trevas” (2008), veio o ambicioso “A origem” (2010). Após o desfecho da trilogia do Batman, com “O cavaleiro das trevas ressurge” (2012), chega este “Interestelar” . Apesar das críticas mais adversas do que o esperado, ninguém antecipa um fracasso de bilheteria. Por mais improvável que seja, um revés de Nolan nas bilheterias poderia significar o cerceamento da liberdade de um dos poucos cineastas a gozar dela no cinemão ianque.

Queixas de pouco humor e do excesso de solenidade, principais argumentos de quem tem resistência ao cinema de Nolan, se intensificaram nas primeiras resenhas de “Interestelar”. Mike Ryan do “ScreenCrush” disse que “Interestelar” é um bom filme que tenta desesperadamente ser importante. Já a “Variety” saúda essa ambição do filme de Nolan como algo “necessário no hesitante mainstream de hoje”.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014 Filmes, Fotografia | 22:24

Pôsteres embalam ansiedade pela estreia de “Interestelar”

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O novo filme de Christopher Nolan está à espreita. “Interestelar”, que estreia no Brasil no dia 6 de novembro, é uma produção que desperta grande curiosidade do público e da crítica. Em parte por ser o novo projeto do homem por trás da revitalização do Batman no cinema e por alguns dos filmes mais originais dos últimos anos como “Amnésia” (2000) e “A origem” (2010). Em parte por ser um filme de ficção científica que busca um diálogo com obras referenciais do gênero como “2001: uma odisseia no espaço”, obra-prima de Stanley Kubrick.

Nas próximas semanas, o filme será tema recorrente no Cineclube. Para abrir em grande estilo alguns pôsteres do filme de cair o queixo. Alguns são oficiais, outros feitos por fãs. Todos lindos de morrer!

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