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Posts com a Tag Joaquin Phoenix

quarta-feira, 8 de agosto de 2018 Críticas, Filmes | 16:25

Joaquin Phoenix é um homem destituído de si em “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”

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Foto: divulgação

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Pense em um episódio de uma das séries produzidas por Dick Wolf com tons de “Taxi Driver”, o clássico de Martin Scorsese, e você terá uma ideia do que é “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, novo filme de Lynne Ramsey (“Precisamos falar sobre o Kevin”). Baseado no livro homônimo de Jonathan Ames, o filme acompanha a jornada de Joe, vivido com destreza e energia por Joaquin Phoenix, um ex-militar que sofreu abusos na infância, tem fantasias com suicido, cuida da mãe idosa e faz serviços para quem está disposto a pagar por vingança.

Leia também: O que esperar do filme do Coringa com Joaquin Phoenix?

Lynne Ramsey não está exatamente interessada na atividade de Joe, ou no fato dele estar tentando resgatar a filha de um político que foi sequestrada por traficantes sexuais. “Você Nunca Esteve Realmente Aqui” é um filme sobre a dor de Joe ser quem ele é. Da insustentável aflição que o faz se esgueirar entre a generosidade e a brutalidade.

Há momentos em que o longa lembra “Drive” (2011), obra-prima do esteta Nicolas Winding-Refn, mas são momentos difusos. A música, uma das melhores composições para cinema de Johnny Greenwood, é uma força perene no filme e que ajuda a dimensiona-lo como uma experiência demorada, incômoda e abstrata.

O ritmo lento do desenvolvimento da trama se justifica pela necessidade de Ramsey em sublinhar a angústia de seu protagonista, para todos os efeitos um espectro, não um homem, mas a estranheza que enseja talvez afaste o espectador mais do que o necessário.

A maneira como a cineasta registra a violência é outro destaque e mais uma diferença fundamental em relação a “Drive”. Aqui não só há desglamourização da violência, como sua desidratação absoluta. Nesse sentido, o pesar e sofrimento expressos, mas também interiorizados, na performance de Phoenix adunam aquilo que o filme tem de mais pungente e soberano. Não à toa, ator e roteiro saíram premiados do Festival de Cannes em 2017.

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quarta-feira, 11 de julho de 2018 Bastidores, Filmes | 15:48

O que esperar do filme do Coringa com Joaquin Phoenix?

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Joaquin phoenix

Joaquin Phoenix quase foi o Doutor Estranho. Foi por muito pouco que ele não entrou para a família Marvel. O ator americano, nascido em Porto Rico, que já foi Johnny Cash no cinema não queria se comprometer com sequências e todo um universo compartilhado. Benedict Cumberbatch, um ator que trafega entre o cult e o pop com mais desenvoltura, acabou sendo escolhido. Mas a riqueza dos personagens de HQs estava no radar do ator que abraça personagens complexos e conflituosos em filmes sempre dignos de nota. É essa a perspectiva ensejada pelo filme, agora confirmado pela Warner Bros. Pictures, sobre as origens do principal vilão do universo do Batman.

Joaquin Phoenix não faz filmes em que a história não seja seu principal eixo gravitacional, tampouco estrela produções em que os personagens que defende não sejam figuras complexas e cheias de reminiscências. Sob essa ótica, o Coringa desponta como um personagem feito sob medida. Vale lembrar que mais cedo neste ano o ator foi Jesus Cristo em “Maria Madalena”.

Leia também: “Esquadrão Suicida” peca por falta de honestidade e ritmo hesitante, mas diverte

A direção do filme, que ainda não tem nome oficial, ficou a cargo de Todd Phillips, que tem uma boa relação com a Warner e é responsável pela trilogia “Se Beber Não Case”. O roteiro, Phillips escreveu em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). O orçamento é de médio porte e gira em torno de US$ 55 milhões e as filmagens começam em setembro. Há rumores de que o filme terá um link com “The Batman”, novo filme do morcego que Matt Reeves está tocando, mas é apenas um rumor a essa altura do campeonato.

Arte de fã com o rosto de Joaquin Phoenix como Coringa

Arte de fã com o rosto de Joaquin Phoenix como Coringa

Certo é que a Warner está desenvolvendo em paralelo outro filme focado no Coringa com Jared Leto, que viveu o personagem em “Esquadrão Suicida” (2016), como protagonista. Esse segundo filme é um projeto que parece circunscrito ao universo característico de “Esquadrão Suicida” que em breve ganhará o reforço de Dwyane “The Rock” Johnson como Adão Negro. O filme de Phillips parece mais alinhado aquele plano tão difícil de pôr em prática de ter um cinema mais autoral com os personagens da DC. E Phillips pode ser bem-sucedido onde Zack Snyder falhou. Ao deixar a megalomania de lado e investir no estudo desimpedido e despudorado de um personagem como o Coringa, o cineasta e o estúdio podem muito bem se deparar com uma mina de ouro. Do tipo que vale a pena ficar obsessivo a respeito.

 

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terça-feira, 1 de setembro de 2015 Críticas, Filmes | 18:46

Woody Allen permite que fantasias desestruturem razão dos personagens no sombrio “Homem irracional”

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Pode ser mera coincidência, mas a escolha de Joaquin Phoenix para viver o depressivo Abe Lucas, um professor de filosofia desgostoso com a vida, ilumina “Homem irracional” de uma subjetividade muito bem vinda (curioso notar, por exemplo, como Phoenix não evoca Allen um momento sequer em sua caracterização). O ator, para quem não lembra, transformou um aparente surto em um documentário sobre mesquinhez e excentricidades da vida em Hollywood e vive a despejar perolas pessimistas sobre o reduto da fama. Pode ser mera coincidência, mas dez anos depois de lançar “Match point – ponto final”, na avaliação do próprio Allen, seu melhor filme, o cineasta estabelece um diálogo intermitente com este no âmago de sua nova obra.

São (possíveis) subtextos que enriquecem a experiência de se assistir este novo exemplar, que presta um tributo a Alfred Hitchcock ao reimaginar a questão ‘dostoiveskiana’ já trabalhada por Allen em “Match point”, “Crimes e pecados” e “O sonho de Cassandra”.

Lucas chega a uma universidade de uma pequena cidade dos EUA com a promessa de “ser um Viagra no departamento de filosofia” da instituição, como brinca a professora vivida por Parker Posey que não demora em se insinuar para o novo docente. Outra que se engraça com o professor é Jill (Emma Stone), uma aluna que já tinha uma quedinha pelo pensador Abe Lucas de quem já lera muitos artigos.

Lucas e Jill: a colisão entre fantasia e moralidade coloca a relação dos personagens em xeque

Lucas e Jill: a colisão entre fantasia e moralidade coloca a relação dos personagens em xeque

Lucas, porém, vive uma fase depressiva. Ele está insatisfeito com os cânones da filosofia e, por consequência, com as amarras da existência. Pensador voraz, estipula que a ansiedade é a vertigem produzida pela liberdade.

O professor, sem forças para resistir, se entrega às investidas da personagem de Posey, mas reluta em ceder aos encantos de Jill, comprometida com o devotado Roy (Jamie Blackley). Aí Woody Allen estabelece as bases para a discussão da moralidade que calça “Homem irracional”. Mais além, há uma pulsante reflexão sobre casualidade, mas o interesse preponderante parecer ser confrontar as fantasias que nos dominam de quando em quando com a insalubre realidade.

É este tempero que faz do novo Woody Allen, mais sombrio do que o habitual e com um senso de humor mais perverso, tão saboroso.

Lucas tem uma epifania quando ouve o relato de uma mulher que julga estar sendo deliberadamente prejudicada por um juiz. Lucas decide então atuar como uma espécie de bom samaritano, matar o juiz e devolver à tal mulher a chance de um julgamento justo. Lucas entende que sua falta de relação com o juiz e aquele universo lhe afastam de qualquer suspeita. Somente a elaboração do que o próprio professor entende ser o crime perfeito devolve a ele o tesão; pela vida, suas minúcias e pelas mulheres que lhe procuram. Resistente às investidas de Jill, Lucas se entrega à paixão furtiva da aluna apaixonada.

A partir desse pacto sinistro de Lucas consigo mesmo, em que rompe com a razão, Allen tece um painel robusto sobre o impacto das fantasias em nosso posicionamento perante o mundo.  Um bom ponto de inflexão é alternância na narrativa entre as divagações de Jill e as de Lucas.

A personagem de Posey fantasia em ir com Lucas para a Espanha: a realidade  pode ser opressiva demais para o romantismo humano (Fotos: divulgação)

A personagem de Posey fantasia em ir com Lucas para a Espanha: a realidade pode ser opressiva demais para o romantismo humano
(Fotos: divulgação)

O desgostoso professor de filosofia ganha brilho e cor ao renunciar a paradigmas sociais e a assumir como “mantra” uma perspectiva alarmante (para a audiência, para a moral). As relações das duas mulheres interessadas em Lucas com ele a partir desta guinada do personagem aferem a “Homem irracional” esse verniz existencialista tão caro ao cineasta.

Desvirtuar-se pode ser a chave da felicidade, admite Woody Allen, mas para tudo há de se ter um limite, parece indicar o ruidoso desfecho que propõe outro olhar sobre a obra pregressa do cineasta de mesma matiz temática.

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quarta-feira, 29 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:17

Joaquin Phoenix é professor de filosofia em crise no 1º trailer do novo filme de Woody Allen

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Tal como “Magia ao luar”, seu filme lançado em 2014, o Woody Allen de 2015 traz um homem maduro interessado por uma mulher mais jovem. “Irrational man”, que deve se chamar “O homem irracional” no Brasil, no entanto, traz mais à equação. A paixão pela jovem devolve ao professor de filosofia vivido por Joaquin Phoenix o gosto pela vida, mas tira dele aquele “qzinho especial” que havia cativado a moça. O mal estar da civilização, em Woody Allen, tem seu charme. A moça em questão é Emma Stone, em sua segunda parceria com o cineasta.  O filme, que será exibido fora de competição no festival de Cannes, chega ao Brasil em 8 de agosto.

Leia também: Woody Allen pondera sobre abraçar ou não o ceticismo em “Magia ao luar”

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terça-feira, 31 de março de 2015 Críticas, Filmes | 17:32

“Vício inerente” promove alucinada viagem pelos loucos e paranoicos anos 70

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Paul Thomas Anderson é um cineasta de rara sensibilidade. De maneira sutil, ele vem desfragmentando o sonho americano em sua recente obra. Foi assim ao frisar a megalomania capitalista em “Sangue negro” (2007), a perspicácia na disputa pelo controle e poder em “O mestre” (2012) e a paranoia que emoldurou os anos 70 no vertiginoso “Vício inerente” (Inherent vice, EUA 2014).

Na fita em que se permite trabalhar o humor, o cineasta o faz sem renunciar à complexidade presente na obra de Thomas Pynchon, a qual adapta. Esse respeito ao DNA do vaticínio do autor sobre uma época gera dificuldades narrativas para Anderson; todas filtradas com a habitual competência pelo diretor que impregna seu filme do espírito desnorteado de seu protagonista, o detetive particular maconheiro Larry “Doc” Sportello (vivido com a contumaz habilidade por Joaquin Phoenix), sem fazer com que seu filme sucumbe à falta de sentido.

Apesar da vertigem e do aparente descompromisso com a lógica, “Vício inerente” faz todo o sentido. Anderson vai juntando colagens aparentemente desconexas no ritmo que elas vão se descortinando para “Doc”, mas amarra tudo para sua audiência em um final surpreendentemente esperançoso tanto sob a perspectiva da cruzada de “Doc” como no ambiente da própria filmografia do cineasta.

Foto: divulgação

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A ação se passa na fictícia cidade de Gordita Beach na Califórnia dos anos 70 e Anderson estiliza seu noir na faceta ensolarada da cidade. As mulheres fatais estão lá, bem como o sexo e as drogas (muitas drogas) que se bifurcam em uma narrativa pirada (misto da imaginação de “Doc” e de suas descobertas) que concilia panteras negras, nazistas, Charles Manson, depravação e toda uma indústria do tráfico de entorpecentes.

“Doc” recebe a visita de sua ex-namorada, Shasta Fay (Katherine Waterston), que pede para que ele investigue o possível sequestro de um magnata dos imóveis (Eric Roberts). “Doc” vai fazendo sua investigação meio que a reboque dos acontecimentos e o caso vai se bifurcando com outros que surgem ao longo do caminho, como a morte de Coy (Owen Wilson), que sua esposa (Jena Malone) desconfia ser uma farsa. As intervenções do policial aspirante a ator Pezão (Josh Brolin) e do advogado de “Doc” (Benicio Del Toro) na investigação agravam a sensação niilista pretendida por “Vício inerente”.

Em última análise, Paul Thomas Anderson objetiva retratar uma era em que os excessos iniciados na década anterior culminaram em uma crescente de paranoia temperada por muita droga e sexo. São os vícios inerentes, indesviáveis, de toda uma evolução geracional. Do impulso capitalista e da culpa proveniente dele (articulados na figura do corretor com crise de consciência) ao instinto sexual mais cru (capturado com maestria na cena de sexo entre “Doc” e Shasta), Anderson pincela um retrato delirante, pulsante e nostálgico dos anos 70.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 Atores, Curiosidades, Listas | 05:26

Retrospectiva 2014 – As melhores atuações masculinas do ano

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Jonah Hill (“O lobo de Wall Street”)

Atores - Jonah

Os olhos esbugalhados, a ansiedade extrapolada como quem está à beira de um infarto e o humor perverso de Donnie Azoff, o braço direito do lobo de Wall Street, são alguns dos cacoetes geniais bancados por Jonah Hill, ator que quando quer mata a cobra e mostra o pau (literalmente, no caso aqui). Hill recebeu sua segunda indicação ao Oscar em três anos pelo papel. Coisa que muito ator mais valorizado não tem para botar no currículo. Não é pouca coisa.

Michael Fassbender (“12 anos de escravidão”)

Atores  - Michael

Esse alemão de ascendência irlandesa é um ponto fora da curva. Astro tardio, combina carisma e talento em escalas sempre surpreendentes. Como a encarnação do mal no filme de Steve McQueen, ele tergiversa a humanidade do senhor de escravos que interpreta ao sublinhar o desespero de um homem apaixonado por sua escrava e sem saber o que fazer com o sentimento que nutre por um “objeto”.

Leonardo DiCaprio (“O lobo de Wall Sreet”)

Atores - leo

Voraz, dínamo sexual, zombeteiro, esperto, chocante e, acima de tudo isso, nauseante. Este é Leonardo Dicaprio, à imagem e semelhança do biografado nesta obra-prima moderna de Martin Scorsese que é “O lobo de Wall Street” (alguma dúvida de que o filme figurará na lista de melhores do ano da coluna?). DiCaprio atinge as notas mais altas de uma carreira cheia de grandes arranjos ao compor um homem alucinado e banhado na cobiça exacerbada de um conceito de vida que tem seus ciclos. E ele quer estar no topo de todos eles.

Joaquin Phoenix (“Ela”/ “Era uma vez em Nova York”)

Joaquin 3

Phoenix é daqueles atores que nos faz levantar os braços para os céus e agradecer a Deus, orixás ou qualquer energia e presença que deva ser agradecida por tamanho talento. Praticamente todo filme que estrela entra na lista de melhores do ano e suas atuações, bem, suas atuações são sempre revigoradas, cheias de vida, detalhes e profundamente conectadas com a verdade buscada pelo roteiro. É assim em “Ela”, misto de romance e ficção científica imaginado por Spike Jonze, e em “Era uma vez em Nova York”, saga desromantizada do sonho americano alçada por James Gray – com quem Phoenix habitualmente colabora. Trabalhos em diferentes tons e compassos, mas dotados da mesma obstinação e fervura.

Jake Gyllenhaal (“O abutre”/”O homem duplicado”)

Jake 3

Jake Gyllenhaal rejeitou a alcunha de astro para viver o cinema. Essa experiência tem sido recompensadora para ele e para o público. Em 2014, o ator estrelou dois dos filmes mais instigantes, desafiadores e reflexivos da temporada. Gyllenhaal vai se revelando ator de muitos recursos e gana. Se perdeu peso e mergulhou na sociopatia de seu personagem em “O abutre”, em “O homem duplicado” foi fundo no jogo de espelhos proposto pela obra de Saramago. Um ator sem medo de tatear o desconhecido.

Jesuíta Barbosa (“Praia do futuro”)

Atores - Jesuíta

Jesuíta Barbosa é um poço de talento e um ímã tão poderoso que o gigante Wagner Moura parece um acessório de cena em “Praia do futuro”. Esse dom natural é temperado com uma expressividade corporal e sentimental que poucos atores, brasileiros ou estrangeiros, dispõem. Barbosa tem pouco tempo em cena no filme, mas a lembrança de sua passagem é das mais perenes.

Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas”/ “O lobo de Wall Street”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

É até chato falar da reinvenção de Mathhew McConaughey e blá, blá, blá. Mas o signo de McConaughey paira sobre 2014. Na TV, o assombro que foi sua participação em “True Detective”. O Oscar, justíssimo, por “Clube de Compras Dallas” dispensa defesas sobre sua figuração nesta lista. Mas se você quer medir um grande ator o desafie a superar a participação de cinco minutos de Matthew McConaughey em “O lobo de Wall Street”. É de dar desarranjo em muito ator discípulo do método de Lee Strasberg.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014 Curiosidades, Filmes | 20:07

“Vício inerente” tem novo trailer divulgado e fica cada vez mais claro de que se trata de um filme imperdível

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Fotos: divulgação

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Um detetive particular chapado na Los Angeles dos anos 70 vivido por Joaquin Phoenix. Não está convencido de que “Vício inerente”,programado para estrear em 19 de fevereiro no brasil, é um dos filmes mais quentes da temporada? Trata-se, afinal, da nova obra de Paul Thomas Anderson, diretor dos aclamados “Magnólia” (1999), “Sangue negro” (2007) e “O mestre” (2012). Não é o suficiente? É uma adaptação de um romance pulp assinado por  Thomas Pynchon e por muito tempo tido como “inadaptável”. Paul Thomas Anderson disse que fez o possível para não estragar o excelente material. Pelo jeitão desse novo trailer, dos clipes e das fotos que o Cineclube destaca abaixo. Ele conseguiu!

Joaquin Phoenix e companhia preparam o pacote...

Joaquin Phoenix e companhia preparam o pacote…

Phoenix sensualiza com Reese Witherspoon

Phoenix sensualiza com Reese Witherspoon

Phoenix faz tipo ao lado de Owen Wilson, outra das atrações do filme

Phoenix faz tipo ao lado de Owen Wilson, outra das atrações do filme

Paul Thomas Anderson, à direita, orienta seu ator no set

Paul Thomas Anderson, à direita, orienta seu ator no set

 

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Atores, Notícias | 20:15

Joaquin Phoenix desiste e Marvel segue busca por protagonista de “Dr.Estranho”

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A despeito do que o Cineclube observou, Joaquin Phoenix não será o Dr. Estranho nos cinemas. A Marvel, reportou o site Deadline, anunciou o fim das negociações com o ator. As conversas começaram em julho e o estúdio mostrava forte disposição de ter o ator na pele do cirurgião arrogante que acaba se transformando em um dos mais poderosos feiticeiros do universo.

Phoenix e Marvel não chegaram a um denominador comum em relação à disponibilidade do ator para estrelar outros filmes do universo Marvel, que como bem sabe o leitor, é todo conectado. Com Phoenix fora da jogada, a Marvel agora inicia sondagem a outros atores para protagonizar o filme que será dirigido por Scott Derrickson (“O exorcismo de Emily Rose” e “Livrai-nos do mal”). Nomes como Ethan Hawke e Johnny Depp, já anteriormente cotado para o papel, voltaram a ser mencionados na rede de boatos.

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema?

Foto: montagem sobre reprodução

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terça-feira, 30 de setembro de 2014 Filmes, Notícias | 23:02

Revelado o primeiro trailer de “Vício inerente”, novo filme de Paul Thomas Anderson

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Joaquin Phoenix em cena de "Vício inerente"  (Foto: divulgação)

Joaquin Phoenix em cena de “Vício inerente”
(Foto: divulgação)

Depois das obras-primas “Sangue Negro” (2007) e “O mestre” (2012), o que o cineasta Paul Thomas Anderson tem a oferecer? Uma pista está neste amalucado trailer, com um delirante Joaquin Phoenix, de “Vício inerente”, adaptação do romance de Thomas Pynchon. O trailer sugere um filme com um pé no humor negro, mas sem perder de vista o rigor narrativo habitual dos filmes de Anderson. Pelo trailer, é possível intuir que o cineasta se inspira nos Coen dos anos 90 e na mais recente obra do aclamado David O. Russell.

Na trama, o detetive maconheiro Larry “Doc” Sportello (Phoenix) perambula pela Los Angeles de 1970 investigando o caso do desaparecimento de sua ex-namorada. Benício Del Toro faz o advogado camarada que tenta manter Sportello longe de enrascadas. Josh BrolinSean PennReese Witherspoon, Owen WilsonMartin Short completam o elenco.

O filme é uma das principais apostas do estúdio Warner Brothers para o Oscar e atualmente integra a mostra do Festival de Cinema de Nova York. A fita tem previsão de estreia para janeiro de 2015 nos cinemas brasileiros.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Críticas, Filmes | 20:07

James Gray faz dolorosa crônica do sonho americano em “Era uma vez em Nova York”

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Com o lançamento de “Era uma vez em Nova York”, James Gray chega à marca de cinco filmes como cineasta. Detalhe: sua carreira já tem 20 anos. Dos cinco filmes, quatro foram rodados em colaboração com o ator Joaquin Phoenix. Esses dados dizem muito sobre o cinema de James Gray e seu novo filme não foge à regra. É uma obra oxigenada por Nova York, irrigada por personagens irresolutos e esmerada no talento sempre onipotente de Phoenix, ator que muda o tom do registro com facilidade sempre surpreendente.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

No filme, em análise está a inflexão do sonho americano. Estamos na Nova York dos anos 20 e imigrantes chegam à cidade em profusão.  É a saga de uma delas, a polonesa Ewa, interpretada com garra e delicadeza pela francesa Marion Cotillard, que Gray acompanha com atenção às miudezas e opção pelo minimalismo.

Ewa é forçada a abandonar sua irmã na triagem à chegada à Nova York por ela estar tuberculosa. Ewa é acolhida por Bruno (Joaquin Phoenix), cafetão que logo impõe à polonesa a realidade da prostituição. Não contava, porém, que fosse se apaixonar por Ewa. Contava menos ainda que seu primo Emil (Jeremy Renner), ao qual tem certas restrições, retornasse a Nova York e despertasse o interesse de Ewa.

O triangulo amoroso, mais do que favorecer uma trama romântica, tem o objetivo de destrinchar as relações escusas entre um país opressor e aqueles que nele adentram com a expectativa da prosperidade. Emil, mágico e ilusionista, representa a faceta gloriosa da América, enquanto Bruno, o lobo convencido de que é um cordeiro, a face opulenta e cínica do país. Emil, no entanto, não deixa de revelar certa mesquinhez enquanto Bruno se encontra mutilado por uma paixão que no que tem de arrebatadora tem de ruinosa; uma vez que a história de amor entre ele e Ewa se pressupõe impossível considerando a natureza da relação entre eles.

James Gray tece, nos limites desse microcosmo, um poderoso painel da América do início do século XX. Não obstante, oferece um filme tecnicamente belíssimo. Da direção de arte portentosa à fotografia com paleta amarelada que ajuda a ambientar uma Nova York sufocante, envelhecida e pouco amistosa.

Um parágrafo precisa ser dedicado ao trabalho de Joaquin Phoenix. Ator de tremendo talento, Phoenix acolhe com resiliência um papel ingrato e o humaniza à medida que o filme avança. Na mesura de atuações com Cotillard, o ator é simultaneamente generoso e controlador. Se permite que Cotillard brilhe, e como ela brilha, não permite que a atuação da francesa ganhe vida além dele. Ele dita a cadência e o tom. No final, rouba o filme para si com uma cena maiúscula em que exprime toda a complexidade da qual “Era uma vez em Nova York” trata.

A robustez da atuação de Phoenix, por fim, dá viço a um filme que se não se configura como obra-prima, fica muito próximo desse patamar.

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