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Posts com a Tag Joaquin Phoenix

sexta-feira, 29 de agosto de 2014 Atores, Bastidores | 23:04

Por que Joaquin Phoenix é a escolha certa para ser o Dr. Estranho no cinema?

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Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

A Marvel está se esforçando para ter o ator Joaquin Phoenix como o protagonista de “Dr. Estranho”, nova empreitada do estúdio no cinema. O personagem, um dos mais exóticos do plantel da editora/estúdio, é um cirurgião arrogante que acaba se transformando em um dos mais poderosos feiticeiros do universo. O personagem, apesar de não ser muito conhecido por quem não tem o hábito de ler HQs de super-heróis, é muito popular entre os iniciados. O anúncio da chegada de “Dr. Estranho” ao cinema coincide com a ótima fase que a Marvel vivencia. Os dois maiores sucessos de bilheteria da temporada (“Guardiões da galáxia” e “Capitão América: o soldado invernal”) são de seu selo.

Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Jared Leto (“Clube de compras Dallas”) e Benedict Cumberbatch (“O quinto poder”) foram nomes comentados para assumir o personagem, mas a Marvel sinaliza estar focada na contratação de Phoenix. “Ele é a nossa prioridade”, admitiu o presidente do estúdio, Kevin Feige, em entrevista ao site Collider. Mas por quê?

Três vezes indicado ao Oscar, Joaquin Phoenix, além do talento imenso, traz ao personagem intensidade e exotismo que nenhum dos outros três atores aventados acima podem rivalizar. Depp há muito tempo vive decadência na indústria, Leto é muito simpático e Cumberbatch talvez tenha menos sexy appeal do que exige o personagem.

Phoenix tem sexy appeal e arrogância na medida certa. E tem mais: concentra uma energia muito particular e capaz de magnetizar personagens controvertidos e incomuns. Seus últimos trabalhos no cinema, “O mestre” (2012), “Ela” (2013) e “Amantes” (2008) demonstram isso.

Prova disso foi que a Warner tentou durante meses convencê-lo a viver o vilão Lex Luthor no aguardadíssimo “Batman vs Superman: alvorecer da justiça” (2016). Com a insistente recusa do ator, eles seguiram outro caminho e contrataram Jesse Eisenberg (“A rede social”) para o papel.  Mas por que Dr. Estranho e não Lex Luthor? O Dr. Estranho não é um personagem de HQ convencional. Carregado de traumas, soturno e inclinado para o mundo da magia, o personagem se ajusta ao perfil que costuma atrair Phoenix. De acordo com o semanário Entertainment Weekly, as negociações para que o ator assuma o papel estão bem avançadas. A revista especula que um possível empecilho para o acerto seja a intenção do estúdio de ter Phoenix disponível para outros filmes da casa, como “Thor” e “Guardiões da galáxia”, o que desagradaria o ator, conhecido por ser bastante intransigente.

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema?

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema? (Foto: montagem/divulgação)

Se tudo for definido conforme as expectativas ensejadas, estaremos diante de mais uma aposta ousada da Marvel. Com Scott Derrickson, de filmes como “O exorcismo de Emily Rose” (2005) e “A entidade” (2012) na cadeira de diretor, é possível esperar um filme totalmente diferente do que o estúdio tem apresentado até o momento. E totalmente diferente no sentido de totalmente melhor. Sim, a Marvel sugere que isso é (bem) possível!

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 Críticas, Filmes | 22:56

Espaço Cult – “Ela” ressalta valor de se viver emoções

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HerTheodore (Joaquin Phoenix) escreve cartas de amor. Elas não precisam ser necessariamente de amor, mas clientes que precisam de cartas de amor compõem a clientela básica do Beautifulletters.com. Sabemos que estamos em uma ficção científica porque em um futuro próximo, bizarramente e melancolicamente parecido com o nosso presente, as pessoas escrevem cartas, mesmo que paguem alguém para escrevê-las. Theodore leva jeito com as palavras; sabe transmitir sentimentos que não sãos seus com ternura e docilidade. No entanto, Theodore não consegue organizar satisfatoriamente seus sentimentos. Do tipo solitário, sua situação é agravada pela dificuldade que ele apresenta de superar o término de um relacionamento longo e significativo. Na verdade, Theodore não sabe exatamente se sente falta de Catherine (Rooney Mara) ou de quem ele era com ela.

Theodore é daqueles que confiam à tecnologia vigente as miudezas da vida. É seu sistema operacional quem escolhe as músicas que ouve, lhe apresenta as notícias do dia, a previsão do tempo, entre outras coisas. Quando um novo sistema operacional, com a promessa de ser mais intuitivo e ajustável à personalidade do dono é lançado, Theodore, como um geek em todo o seu esplendor, logo compra a novidade. Depois de algumas perguntas, as quais Theodore pouco contribui com respostas, Samantha emerge com a voz rouca, sensual e abrasadora de Scarlett Johansson.

A partir daí se estabelece uma dinâmica que aos poucos vai evoluindo para uma relação amorosa. A maneira como Jonze tece essa história de amor nada convencional é tão imaginativa como sensível. À medida que Samantha vai dominando não só os pensamentos como o cotidiano de Theodore, ele, a princípio, se sente renovado. Com o tempo, no entanto, ele começa a divagar sobre a natureza de seu sentimento por Samantha e se há, de fato, um futuro para eles.

No mundo criado por Jonze, os relacionamentos entre humanos e sistemas operacionais estão ficando populares e há até quem se ofereça como uma espécie de cupido moderno para dar corpo a uma relação incorpórea. Quando isso acontece com Samantha e Theodore, “Ela” (2013) atinge um nível de sensibilidade em sua proposta maior que a vida.

A principal razão de ser desse belo, dolorosamente romântico e profundamente poético filme de Spike Jonze é conjecturar sobre a incrível necessidade humana de se conectar. Ela é tão forte que se pluga até mesmo ao que não for real. Não se trata de uma crítica a esse tempo de hiper-conectividade (um tipo de conexão totalmente diferente, afinal), ainda que essa crítica possa ser apreciada em um dos muitos subtextos do filme.

Amar é não racionalizar, racionaliza Jonze com uma amargura que paradoxalmente faz “Ela” soar ainda mais doce. É particularmente saboroso constatar que “Ela” é uma resposta mais complexa, mais doída e mais bem urdida a “Encontros e desencontros” (2003), de Sofia Coppola. Sofia e Jonze foram casados e as coisas não deram muito certo. Essa DR cinematografia, com Scarlett Johansson como uma espécie de hiperlink torna os dois filmes especialmente significativos para toda uma geração de cinéfilos.

Theodore conhece Samantha: o rosa, os bigodes e as calças caquis dão o tom do futuro

Theodore conhece Samantha: o rosa, os bigodes e as calças caquis dão o tom do futuro

 

Scarlett Johansson com Bill Murray em Encontros e desencontros: DR cinematográfica   (Fotos: divulgação)

Scarlett Johansson com Bill Murray em Encontros e desencontros: DR cinematográfica (Fotos: divulgação)

Por falar em trunfos, Joaquin Phoenix segue desafiando convenções. O ue esse monstro da atuação não é capaz de fazer? Totalmente entregue a um personagem difícil, hermético e em um tom totalmente diferente de tudo que já fizera como ator, Phoenix é o coração de “Ela”. Sem ele, o filme talvez não se conectasse (conceito tão importante na narrativa de Jonze) com a audiência.

Morfologias à parte, “Ela” é relevante por abordar o status quo de toda uma geração de maneira tão bela e suave. Fluindo entre o humor e o drama, Jonze faz um filme solar que sabe se alimentar da tristeza. Um filme especialmente eloquente para quem quer que já tenha amado.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014 Atores, Notícias | 17:23

Joaquin Phoenix estará no novo filme de Woody Allen

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Joaquin Phoenix em evento promocional do filme "Ela"   (Foto: Getty images)

Joaquin Phoenix em evento promocional do filme “Ela” (Foto: Getty images)

Joaquin Phoenix está esfomeado por trabalho e continua resiliente. Só trabalha com cineastas de grife. Desde que voltou à ativa, esteve afastado rodando um documentário sobre os excessos de Hollywood e da cultura à celebridade, só atuou para diretores de renome. Com Paul Thomas Anderson fez “O mestre” (2012) e “Inherent vice”, que estreia no fim do ano. Com Spike Jonze fez o filosoficamente adorável “Ela” (2013) e com seu amigo James Gray rodou “A imigrante” (2013). Agora o ator confirmou presença no novo filme de Woody Allen, ainda sem título, que será lançado em 2015. O projeto começa a ser gravado em julho. Mesma época em que Woody Allen lança nos EUA sua mais recente obra, “Magic in the moonlight”, estrelado por Emma Stone e Colin Firth.

Com o profundo e tão eloquente em papéis de figuras atormentadas Joaquin Phoenix, o que estará tramando Woody Allen para seu próximo filme? Seguro dizer que vem coisa boa por aí. Phoenix pode até ser chato, mas não faz coisa ruim.

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