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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016 Atores | 11:10

As dez melhores atuações masculinas do cinema em 2016

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Bryan Cranston (“Trumbo: Lista Negra”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Na pele do comunista abastado Dalton Trumbo, Cranston tem sua melhor atuação no cinema. Pode parecer pouco, mas não é. O ator capta brilhantemente a essência do personagem, um tipo debochado e cínico que amarga anos duros de grande provação pela simples razão de defender seus princípios. Uma performance iluminada e mais detalhista do que sugere um olhar superficial.

 

Alden Ehrenreich (“Ave, César!”)

Ave, César!

O novo Han Solo deu um senhor cartão de visitas nessa deliciosa comédia sobre Hollywood dos irmãos Coen. Ele já tinha até trabalhado com Woody Allen em ‘Blue Jasmine”, mas foi como Hobbie Doyle, um decalque de John Wayne, que o ator mostrou porque é um dos nomes mais quentes de Hollywood no momento.

 

John Goodman (“Rua Cloverfield 10”)

10 CLOVERFIELD LANE

É uma injustiça que John Goodman não esteja em todas as listas de melhores atuações do ano por seu trabalho tão rico e complexo em “Rua Cloverfield 10”. Entre a simpatia e a psicopatia, o ator torna compreensível e identificável toda a paranoia em que seu personagem e o microcosmo em que habita se veem mergulhados.

 

Tom Hanks (“Negócio das Arábias”)

Negócio das Arábias

A vida profissional de Tom Hanks é traiçoeira. O ator está sempre tão bem em seus filmes que a crítica costuma negligenciá-lo na hora de eleger as melhores atuações do ano. Em 2016, Hanks resolveu contra-atacar. Prolífero, esteve em três produções. O trabalho em ‘Sully”, mais comercial, é frequentemente mais lembrado, mas sua singela interpretação de um americano tentando fechar um negócio na Arábia Saudita é seu trabalho mais sutil e minimalista em anos. Vale a pena ser descoberto.

 

Hugh Grant (“Florence – Quem é Essa Mulher?”)

Hugh Grant

Ainda que por razões diametralmente opostas às de Tom Hanks, o trabalho de Hugh Grant também costuma ser menosprezado pela crítica. Mas o que ele faz em “Florence”, pequena joia de Stephen Frears, é um grito contra a corrente. O inglês nunca esteve tão contido, tão inteiro nas notas dramáticas e tão sagaz na válvula cômica.

 

Nate Parker (“O Nascimento de uma Nação”)

Nate Parker

Parker, protagonista e diretor do filme, viu as chances de ser um dos senhores da temporada de premiações caírem a zero na esteira do escândalo sexual que remete a uma acusação de estupro cuja vítima suicidou-se. Desgraça esta que não muda em nada o fato de que sua atuação no impactante “O Nascimento de uma Nação” é pura navalha na carne. Do tipo que é impossível manter-se indiferente.

 

Michael Shannon (“Animais Noturnos”)

Animais Noturnos

Como um rígido policial texano sem nada a perder, Michael Shannon cria aquele personagem que é sua característica. Um homem taciturno com ambiguidade moral e envergadura física intimidante. No espetacular filme de Tom Ford ele é o personagem mais humano e, de certa forma, o mais frágil também.

 

Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”)

Animais Noturnos

Dar vida a dois personagens extremamente diferentes, mas com algumas similaridades que servem justamente ao principal eixo dramático do filme é um desafio para qualquer ator. Não é a primeira vez que Gyllenhaal vive dois personagens em um mesmo filme e talvez a falta de ineditismo o ajude, mas fato é que em “Animais Noturnos” seu desempenho irrepreensível nos atordoa com a questão: Como esse cara ainda não tem um Oscar na estante?

 

Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”)

O Quarto de Jack

Quando filmou a produção, Tremblay tinha sete anos. Não precisaria nem desse dado para nosso queixo cair, mas ele reconfigura toda a nossa percepção do trabalho cheio de miudezas e camadas do ator em “O Quarto de Jack”. Aqui se tem a prova definitiva de que o trabalho de ator mirim pode se beneficiar muito de um bom diretor, mas que merece respeito. Tremblay, soberbo, joga todo e qualquer eufemismo pela janela apenas com seus olhares e gestos.

 

Vicent Lindon (“O Valor de um Homem”)

O Valor de um homem

O minimalismo da atuação de Lindon tem tudo a ver com as circunstâncias de seu personagem em “O Valor de um Homem”. Um sujeito à procura de um emprego que se ressente do funcionamento do sistema para logo em seguida se inserir dentro desse sistema. As angústias e conflitos do personagem são abordadas física e emocionalmente por Lindon com uma destreza que espanta. Uma atuação simplesmente formidável.

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