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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016 Análises, Filmes | 07:30

Os 20 melhores filmes de 2016

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Quatro filmes brasileiros estão entre os 20 melhores filmes lançados nos cinemas do País em 2016 na avaliação da coluna

Verhoeven orienta Huppert no set de "Elle", o melhor filme de 2016

Verhoeven orienta Huppert no set de “Elle”, o melhor filme de 2016

São sete filmes datados de 2015 na lista elaborada pelo Cineclube de melhores produções lançadas nos cinemas brasileiros em 2016. Outra particularidade que pode se notar entre os 20 destacados como os melhores filmes de 2016, é a forte presença de cineastas não americanos na lista. São 12 no total. Alguns deles até dirigem filmes americanos, como Denis Villeneuve e Lenny Abrahamson, mas isso demonstra duas coisas: que a globalização chegou a Hollywood e que o cinema fora dos EUA teve um belíssimo ano. São três produções europeias no Top 5. Um feito que não é todo ano que ostenta.

Muita coisa boa ficou de fora da lista dos melhores filmes de 2016. Produções tão diversas como o refinado “Carol”, o multifacetado “O Silêncio do Céu”, o divertido “Capitão América: Guerra Civil”, o delicado “A Garota Dinamarquesa”, o alegórico “Zootopia”, ou mesmo o oscarizado “Spotlight: Segredos Revelados”. Mas a lista aqui apresentada, além de personalidade, mimetiza o que de melhor o ano apresentou em nossos cinemas.

20 – “Indignação” (EUA 2016), de James Schamus

Baseado em Philip Roth, o filme de Schamus é um valoroso estudo sobre a relação do homem e o meio, com a rígida sociedade dos anos 50 como fôrma. Logan Lerman, que já havia demonstrado incrível talento dramático em “As Vantagens de ser Invisível”, reitera-se como ator a ser respeitado. Um filme inteligente e inflexivo do diálogo entre razão e emoção.

Fotos: Montagem sobre reprodução

Fotos: Montagem sobre reprodução

19 – “Rogue One – Uma História Star Wars” (EUA 2016), de Gareth Edwards

O melhor filme de guerra do ano se passa em uma galáxia muito distante e antes de “Uma Nova Esperança” (1977). Misto de prequel e filme derivado, “Rogue One” é um filme com alma, visualmente exuberante e com personagens cativantes. É um legítimo Star Wars, mas é também algo essencialmente novo. Gareth Edwards reagiu maravilhosamente bem à pressão de lidar com um dos maiores cânones da cultura pop e entregou um filme de encher qualquer fã de orgulho.

18 – “Creed: Nascido para Lutar” (EUA 2015), de Ryan Coogler

O retorno de Rocky Balboa ao cinema não poderia ser mais apoteótico e o personagem de Sylvester Stallone nem sequer sobe ao ringue. Ou quase isso. A reimaginação da franquia proposta por Ryan Coogler (“Fruitvale Station”) coloca o filho de Apollo Creed, Adonis (Michael B. Jordan) como protagonista em um filme reverente na medida certa e, pelos próprios méritos, nada menos do que antológico.

17 – “Capitão Fantástico” (EUA 2016), de Matt Ross

Opositor ferrenho dos ideais capitalistas, o personagem que Viggo Mortensen defende com devoção e afeto em “Capitão Fantástico” submete seus filhos a uma educação inusitada: aulas rigorosas de defesa pessoal se alternam com noções avançadas de física quântica e filosofia. A família mora no meio do mato e mantém no mínimo toda e qualquer interação social. O filme de Ross problematiza isso tudo com muita delicadeza e sensibilidade. Evita as respostas fáceis, mas faz todas as perguntas difíceis.

16 – “Ave, César” (EUA 2016), de Joel e Ethan Coen

Pense em uma comédia sobre a era de ouro de Hollywood com momentos de pura sofisticação narrativa com outros de mero pastelão? Adicione a assinatura dos irmãos Coen e você tem “Ave,César”, um dos indispensáveis filmes de 2016 que muita pouca gente falou a respeito. Com um elenco fantástico e uma boa cota de piadas internas, “Ave, César” é um deleite para amante de cinema nenhum botar defeito.

Melhores (2)

15 – “O Quarto de Jack” (EUA 2015), de Lenny Abrahamson

Honesto, esse drama que se reconfigura completamente em sua metade é um exercício cinematográfico dos mais potentes. Da direção ao elenco afinado, “O Quarto de Jack” é uma realização brilhante. Impossível não se cativar por um filme que mergulha fundo nos conflitos de seus personagens, mas os trata com carinho e generosidade.

14 – “O Novíssimo Testamento” ( Bélgica 2015), de Jaco Van Dormael

Sabe aquela história de Deus ser um sujeito egoísta e malcriado? O cineasta Jaco Van Dormael adicionou a essa fábula uma filha. De birra, ela envia do computador divino a data da morte de todo mundo. Com a consciência da finitude, a humanidade muda a forma de agir e interagir. Deus precisa reagir a essa situação inusitada. Trata-se de um filme imaginativo que fala de amor, mas do tal amor ao próximo. De uma forma subversiva, mas carinhosa, é dos filmes mais cristãos em muito tempo.

13 – “Fome” (Brasil 2016), de Cristiano Burlan

Depois que se viu a morte é possível morrer de amor por alguém? Trata-se de uma pergunta capciosa que o magnífico filme de Burlan promove. Não se trata da única porém. O filósofo da atuação Jean-Claude Bernadet vive um homem que abandonou tudo para viver na rua. Escravo de suas memórias ou refém de uma liberdade absoluta? O filme expande essa problematização para a cidade, para seus aspectos visíveis e invisíveis. Burlan fustiga nossa relação com a cidade a partir do olhar de um morador de rua, mas também sobre um morador de rua. Cinema de verve, cinema que merece figurar na lista de melhores do ano de quem quer que aprecie o bom cinema.

12 – “Sing Street: Música e Sonho” (Inglaterra/Irlanda 2016), de John Carney

Um menino cria uma banda para impressionar uma menina um pouco mais velha e acaba se descobrindo um genuíno rock star, no talento e na atitude, na Dublin dos anos 80. O novo filme de John Carney (“Mesmo se Nada Der Certo”) é um elogio tão enfático e espirituoso da música quanto seus anteriores. Com elenco praticamente desconhecido como em “Once”, o cineasta extraí graça e beleza de um roteiro apaixonante e novamente faz da música a grande cúmplice de seu filme.

11 – “Quanto Tempo o Tempo Tem” (Brasil 2015), de Adriana L. Dutra

Falar que esse primor de realização é sobre o tempo não está exatamente errado, mas passa longe de precisar a natureza do filme de Dutra, que aborda nossa relação com o tempo e a evolução do próprio conceito ao longo da jornada da humanidade. As entrevistas oferecem um painel rico e multifacetado sobre um tema que não foge ao interesse de ninguém. Um filme que pode ser debatido tanto no bar como em sala de aula sem ser esgotado e com uma das propostas mais altivas e reverberantes de 2016.

Melhores (3)

10 – “Aquarius” (Brasil 2016), de Kleber Mendonça Filho

Foi um ano e tanto para o cinema brasileiro e o filme de Kleber Mendonça Filho pairou sobre ele uniforme e absoluto. Estrelado por uma poderosa Sonia Braga, “Aquarius” é um filme poético em seus arranjos, que valoriza a memória como meio de preservação, mas também como instrumento de resistência. Um filme político, sim, mas que foi injustamente politizado. Uma obra atemporal que revela um autor mais senhor de sua arte e reverberante em seu espaço-tempo.

9 – “A Grande Aposta” (EUA 2015), de Adam McKay

Desde que estourou a crise financeira em 2008, Hollywood passou a ter tesão por filmes que colocavam o mercado financeiro no buraco da agulha. Mas “A Grande Aposta” é uma besta de outra natureza. Dirigido pelo cara de “Quase Irmãos”, esse filme destrincha o funcionamento de Wall Street de maneira didática e divertida, sem deixar de fazer uma análise tenaz do que está errado nessa cultura do lucro a qualquer custo. Um filme inteligente e com arestas bem aparadas que não faz pose de importante, mas é, sim, bem importante.

8 –  “Memórias Secretas” (Alemanha/Canadá 2015), de Atom Egoyan

Fazia tempo que Atom Egoyan não entregava um filme realmente bom. Ele apoiava-se costumeiramente na condescendência dos admiradores de seus primeiros trabalhos. “Memórias Secretas”, um thriller que coloca um octogenário com Alzheimer como vingador de um carrasco nazista, é uma redenção acima de qualquer suspeita. Além da trama inusitada muitíssimo bem urdida, o filme apresenta um dos finais mais surpreendentes desde… “O Sexto Sentido”! Não só não é pouca coisa, como é bem representativo nesses tempos de spoilers a rodo.

7 – “Tangerine” (EUA 2015), de Sean Baker

Um filme rodado inteiramente com um iPhone não é exatamente uma novidade, mas neste maravilhoso filme de Baker a ferramenta se justifica narrativamente e até mesmo adensa o registro dramático. Aqui acompanhamos a transexual e prostituta Sin-Dee, que após sair da prisão descobre que seu namorado e cafetão a está traindo com uma mulher. Acompanhamos a jornada de Sin-Dee pelas ruas de Los Angeles para encontrar seu namorado e tirar essa história a limpo. Trata-se de um filme de cores vivas e vibrantes, personagens em carne viva e uma história insuspeitamente repleta de afeto.

6 –  “Boi Neon” (Brasil 2016), de Gabriel Mascaro

O empoderamento feminino e a questão do gênero recebem atenção no belíssimo filme de Gabriel Mascaro que revela um Nordeste brasileiro totalmente avesso ao clichê. Juliano Cazarré se reafirma como ator de grande reverberação dramática ao viver um vaqueiro que sonha em ser estilista e revela uma vaidade que julgamos deslocada. Um filme de muitas camadas e subtextos que prova, mais uma vez, a exuberância técnica e temática de nosso cinema.

Melhores (4)

5 – “A Chegada” (EUA 2016), de Denis Villeneuve

Christopher Nolan tentou evocar Kubrick com “Interestelar” (2014), mas só arranhou a superfície. O canadense Villeneuve veio em 2016, com muito mais simplicidade e abnegação e entregou um filme que não só faria Kubrick orgulhoso, mas que traduz a era que vivemos com louvor. Um filme sobre a falta de diálogo reinante em nosso tempo adornado pelos códigos do filme de gênero, no caso uma ficção científica robusta e reminiscente. De quebra, Amy Adams dá outro show de interpretação.

4 – “Julieta” (Espanha 2016), de Pedro Almodovar

O retorno do cineasta espanhol ao melodrama não poderia ser mais feliz. Homenagem às mulheres, “Julieta” é, ainda, uma crônica solene sobre a maternidade e um ensaio almodovariano sobre o luto. Um filme cheio de reminiscências e de uma sensibilidade profunda. Um Almodóvar em forma.

3- “Animais Noturnos” (EUA 2016), de Tom Ford

Tom Ford tinha um senhor desafio em sua próxima empreitada como cineasta. Afinal, seu primeiro filme fora nada mais nada menos do que o espetacular “Direito de Amar” (2009). “Animais Noturnos”, um projeto mais ousado na forma e nos arranjos, reafirma o talento do estilista para o cinema. Com dois filmes estética e narrativamente envolventes, fica difícil questionar seu talento como homem de cinema. “Animais Noturnos” é superlativo.

2- “Demônio de Neon” (Dinamarca/França 2016), de Nicolas Winding Refn

É impossível permanecer impassível ao cinema do dinamarquês Nicolas Winding Refn.  “Demônio de Neon” beira a extravagância. Necrofilia e canibalismo embalam uma história asséptica em uma concepção dramática, mas profundamente irrigada em metáforas e simbolismos. É um cinema provocador e eventualmente chocante. Refn devassa o mundo da moda com a propriedade de um formador de opinião pouco preocupado com a opinião alheia.

1-“Elle” (França, 2016), de Paul Verhoeven

Falta ao cinema de maneira geral coragem para desafiar convenções de gênero e subverter certos dogmas sociais que paralisam o centeio fílmico. Paul Verhoeven é um inconformista por natureza. Seu cinema exala cinismo e confronta toda a hipocrisia e letargia social. “Elle” é um filme costurado todo ele a partir do entranhamento do drama vivido pela protagonista, vítima de uma violência sexual que decide investigar a identidade de seu agressor, por noções psicanalíticas profundas e ressonantes que extrapolam os limites da análise fílmica.

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quinta-feira, 7 de julho de 2016 Análises, Filmes, Notícias | 19:57

“Julieta” é filme de sutilezas entremeado por grandes cargas dramáticas

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Foto: divulgação

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Novidade do circuito comercial brasileiro neste fim de semana, “Julieta”, novo longa de Pedro Almodóvar, é seguramente um dos melhores filmes do ano. Para quem gosta do cineasta espanhol, seu retorno ao melodrama deve ser comemorado. “Julieta”, que originalmente se chamaria “Silêncio”, emprestando o nome de um dos contos de Alice Munro no qual o filme se baseia, pertence a mesma categoria almodovariana de produções como “Tudo Sobre Minha Mãe”, “Volver” e “Abraços Partidos”, alguns dos filmes mais ressonantes da última fase melodramática do espanhol.

O nome mudou porque o novo Scorsese – a ser lançado no final do ano – também se chama “Silêncio” e Almodóvar foi cortês o suficiente para ceder a primazia sobre o título ao colega americano.

Mais uma vez nos deparamos com uma personagem feminina forte, mas oprimida pelo masculino. O feminismo em Almodóvar surge mais sutil, convicto e reverberante do que tínhamos memória. O espanhol retoma alguns cânones de seu cinema e a relação entre mãe e filha é a força motriz do longa. Julieta (vivida por Emma Suárez e Adriana Ugarte em diferentes fases da vida) foi abandonada por sua filha. Sem uma justificativa sequer. A personagem, que conviveu com a culpa por boa parte de sua vida e seu viu refém de processos de luto mal elaborados, parece ter aprendido a conviver com essas fraturas da alma quando a encontramos. Mas não sabemos que fraturas são essas. E é justamente no desvelo desse drama plenamente almodovariano que “Julieta” vai ganhando intensidade e beleza. É um filme de sutilezas entremeadas por cargas dramáticas muito potentes. É um espetáculo cinematográfico que poucos cineastas no mundo são capazes de oferecer. Um deles é Almodóvar. Vale a visita ao cinema.

Leia a crítica do filme: Almodóvar retorna à grande forma ao unir luto e culpa no melodrama “Julieta”

Assista a uma cena inédita do filme em que a protagonista revela sua gravidez.

 

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quinta-feira, 30 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 19:42

Cinco filmes para ver em julho nos cinemas

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O mês de julho costuma ser relacionado às férias escolares e há bons filmes na programação dos cinemas para atender a essa demanda. O Cineclube volta a apresentar mensalmente um guia para filtrar filmes para perfis diversos de público e que contemplem obras que mereçam ser descobertas, independentemente de gênero ou orçamento. A ideia é realizar uma curadoria para o leitor e cinéfilo. Vamos às opções deste mês.

 

“Procurando Dory”, de Andrew Stanton e Angus MacLane

(Já em cartaz)

Fotos: divulgação

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A continuação do sucesso de 2003 é a principal estreia deste fim de semana nos cinemas brasileiros. “Procurando Nemo” valeu a Pixar seu primeiro Oscar na categoria de animação. Categoria esta que hoje domina e que deve ter “Procurando Dory” entre os indicados em 2017. O filme acompanha as desventuras da peixinha azul Dory, grande atração do filme original. Aqui ela tenta reencontrar sua família. Algo bem complicado já que ela sofre perda de memória recente. Com alguns flashbacks para mostrar a infância da personagem, o filme é o que se costuma chamar de uma graça.

“Julieta”, de Pedro Almodóvar

(Estreia em 7/07)

Julieta

O novo filme do cineasta espanhol, que tem um séquito de fãs numeroso no Brasil, chega depois de receber críticas divididas em Cannes. Trata-se de um melodrama característico de Almodóvar. Julieta (personagem vivida pelas atrizes Adriana Ugarte e Emma Suárez em diferentes fases da vida) é abandonada por sua filha e depois de passar por um tumultuado processo de luto se defronta com a possibilidade de tê-la de volta em sua vida. Essa premissa é o suficiente para Almodóvar tecer sua costumeira colcha de retalhos do universo do feminino e das complexidades entre mães e filhas, tudo com muita sensibilidade e sutileza.

“Dois Caras Legais”, de Shane Black

(Estreia em 21/07)

Dois caras legais

Shane Black é um dos caras mais inteligentes e bem-humorados em Hollywood. Mente por trás da franquia “Máquina Mortífera”, aqui ele faz uma nova contribuição ao subgênero “buddy movie” com Russell Crowe e Ryan Gosling como dois detetives para lá de atrapalhados, mas bem intencionados, que precisam investigar uma conspiração que envolve o assassinato de uma estrela pornô, a indústria automobilística e mais outras tantas idiossincrasias dos anos 70. É uma comédia de ação, com o pé no noir e com um colorido que vai te injetar uma vibe setentista na veia.

“De Longe te Observo”, de Lorenzo Vigas Castes

(Estreia em 21/07)

De Longe te observo

O último vencedor do Leão de Ouro em Veneza finalmente chega aos cinemas brasileiros. Primeira produção venezuelana a triunfar no lido, “De Longe te Observo” aborda a homossexualidade de uma perspectiva totalmente original. Armando costuma pagar rapazes para que o acompanhem até sua casa onde ele se masturbe diante da nudez deles. Quando um garoto líder de uma gangue local aceita o convite, a vida dos dois muda radicalmente.

“Jason Bourne”, de Paul Greengrass

(Estreia em 28/07)

Jason Bourne

Ele está de volta e se lembra de tudo, brada o slogan de “Jason Bourne”, quinto filme da franquia e o quarto com Matt Damon como protagonista. Paul Greengrass, diretor do segundo e do terceiro, que ajudou a redefinir o cinema de ação no século XXI, também retorna.

O elenco é full star e conta com Tommy Lee Jones e Vincent Cassell. Em um ano com confrontos de heróis na tela grande, este filme tem tudo para ser o filme de ação do ano.

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quinta-feira, 16 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 17:47

Em cena inédita de “Julieta”, protagonista desiste de se mudar para Portugal para reencontrar a filha

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Foto: divulgação

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Anos depois de perder o marido e de ser abandonada pela filha Antía (Priscilla Delgado), Julieta (Emma Suaréz) decide seguir sua vida ao lado de Lorenzo (Dario Grandinetti). Mas, prestes a se mudar para Portugal com o novo companheiro, a personagem volta a ter esperanças ao receber novas pistas do paradeiro de Antía. Esta é a cena que a Universal Pictures, que distribui o filme no Brasil, liberou nesta quinta-feira (16).

Com a maternidade como ponto de partida, o drama aborda temas densos como destino e complexo de culpa, destaca o mistério que nos leva a abandonar quem amamos e a deletar pessoas de nossas vidas como se elas não tivessem deixado alguma lembrança. Baseada em três contos da escritora canadense Alice Munro, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013, a produção conta com as atrizes Adriana Ugarte e Emma Suárez, que interpretam Julieta em duas fases da vida.

Vigésimo filme dirigido por Pedro Almodóvar, o longa ainda traz Michelle Jenner, Rossy de Palma, Inma Cuesta, Daniel Grao no elenco. A estreia nacional é em 7 de julho.

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