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terça-feira, 17 de janeiro de 2017 Análises, Filmes | 07:30

“La La Land” é espécie de último romântico na Hollywood dos blockbusters

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Resgate dos musicais, “La La Land” é a prova definitiva do talento de Damien Chazelle e uma significativa declaração de amor a um cinema que conjuga elementos que parecem distantes na atualidade

Cena do romântico e hypado La La Land, que estreia na próxima quinta-feira (19) nos cinemas brasileiros

Cena do romântico e hypado La La Land, que estreia na próxima quinta-feira (19) nos cinemas brasileiros

Existe uma força opressora em Hollywood contra os musicais. Um gênero que, para muitos, já teve seu lugar ao sol. O cineasta Damien Chazelle, um apaixonado por cinema, queria fazer um musical ambientado em Los Angeles, mas esbarrou na má vontade dos estúdios como revelou em entrevista recente à Folha de São Paulo. Apenas seis anos depois de ter escrito “La La Land: Cantando Estações”, o cineasta pôde filma-lo.

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“La La Land” é um filme que resgata os musicais de uma maneira muito mais orgânica do que o fizeram no início da década passada os festejados “Chicago”, vencedor do Oscar, e “Moulin Rouge – Amor em vermelho”. Isso porque o valor do filme não está intrinsecamente ao fato dele ser um musical, mas essa característica o torna mais romântico. É um senhor status quo e não é de se admirar que o filme seja o hit da temporada de premiações.

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La La Land

Chazelle já havia se qualificado como um dos diretores mais promissores da nova Hollywood quando aos 30 anos ganhou sua primeira indicação ao Oscar de direção, em sua estreia em longas-metragens, e ver “Whiplash: Em Busca da Perfeição” faturar três estatuetas na maior premiação do cinema, mas esse seu segundo filme – que deve valer nova presença nas categorias nobres do Oscar – o atesta como um dos grandes diretores americanos do momento.

Desde o prólogo, uma cena musical rodada em um dos viadutos mais congestionados de Los Angeles, Chazelle mostra dominar seu ofício com desenvoltura. “La La Land”, no entanto, vai surpreender o espectador mais algumas vezes. É uma combinação insinuante de montagem esperta, trilha sonora cativante, roteiro inteligente, cenografia abundante e atuações carismáticas. É o que os musicais são em essência e que muitos pensaram que jamais seriam novamente.

Leia mais: “La La Land”, grande vencedor do Globo de Ouro, será exibido pela Rede Telecine

“La La Land” é um filme pulsante, mas que recebe a tristeza como válvula inexorável da vida. É um filme esperançoso, mas que demonstra consciência de que nem todos os sonhos se realizam. É uma história de amor, mas se capitaliza dramaticamente ao evitar a previsibilidade de tantos outros musicais e produções hollywoodianas, ao resolver-se de maneira poética, inesperada e, ainda assim, profundamente romântica.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017 Filmes, Notícias | 16:29

“La La Land”, grande vencedor do Globo de Ouro, será exibido pela Rede Telecine

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La la land 23

O filme nem sequer estreou nos cinemas brasileiros, algo que acontecerá na próxima semana, mas “La La Land: Cantando Estações” já é garantia no acervo da Rede Telecine. O maior vencedor do Globo de Ouro neste ano com sete estatuetas é apenas um dos filmes premiados da noite que integrarão a programação do canal. “Animais Noturnos”, premiado com Ator Coadjuvante, e “Fences”, vencedor com Atriz Coadjuvante, são outros destaques. ” Zootopia: Essa Cidade É o Bicho”, animação vencedora da 74ª edição da premiação realizada ontem na Califórnia, já está na programação e no catálogo do Telecine Play.

Análise: Globo de Ouro surpreende e tumultua temporada de premiações em 2017

Outros sucessos de crítica, indicados ao Globo de Ouro, também tiveram os direitos de exibição adquiridos pelo Telecine. São eles: “A Qualquer Custo”, “Estrelas Além do Tempo”, “Capitão Fantástico”, “Armas na Mesa”, “Rules Don’t Apply”, ” O Apartamento”, “Kubo e as Cordas Mágicas”, “Moana: Um Mar de Aventuras”, “Sing: Quem Canta Seus Males Espanta” e “Trolls”, além de “Deadpool”, outra produção que já pode ser conferida pelos assinantes do canal.

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016 Análises | 11:34

Qual o melhor filme para Hollywood reagir à ascensão da era Trump no Oscar?

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Com o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro 2017 e com a maioria dos prêmios da crítica já entregues, inclusive o Critic´s Choice Awards, distribuídos no último domingo (11), já dá para perceber que três filmes largam na frente na corrida pelo Oscar. “La La Land – Cantando Estações” claramente é o frontrunner. Os dramas indies “Moonlight” e “Manchester à Beira-Mar” gravitam o favoritismo do musical dirigido por Damien Chazelle e, por diversas razões, podem complexar previsões à medida que o Oscar se aproxima.

Ryan Gosling e Emma Stone, os protagonistas de "La La Land" (Foto: reprodução/Premiere)

Ryan Gosling e Emma Stone, os protagonistas de “La La Land”
(Foto: reprodução/Premiere)

“Moonlight”, ainda sem data e título nacional, é um filme sobre crescimento. Na superfície, do tipo que se vê todo dia no cinema americano, mas é protagonizado por negros e conta a história de um garoto que resiste à criminalidade no mesmo compasso em que se descobre gay. Já “Manchester à Beira-Mar” é mais soturno e acompanha a jornada emocional do personagem de Casey Affleck, que retorna à cidade que deixou em seu passado, para cuidar do sobrinho após a morte repentina do irmão.

Cartaz do filme "Moonlight"

Cartaz do filme “Moonlight”

O primeiro filme é nitidamente liberal demais para os padrões que, ainda que de maneira menos convicta, vigoram na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que outorga o Oscar. No entanto, dos três mais alinhados ao ouro, seria o candidato mais lapidado para representar uma bandeira Anti-Trump. “Manchester à Beira-Mar” talvez representasse melhor o pessimismo em que grande parte do País, e do mundo, se viu mergulhado com a eleição de Donald Trump. No final dos anos Bush, filmes violentos e taciturnos como “Os infiltrados” e “Onde os Fracos Não Têm Vez” prevaleciam no Oscar. Em 2009, na esteira da eleição de Barack Obama, o solar e otimista “Quem Quer Ser um Milionário?” triunfou de maneira maiúscula no Oscar. De lá para cá, nenhum outro filme venceu de maneira tão elástica – foram oito Oscars.

Por outro lado, o romantismo de “La La Land”, sua universalidade na declaração de amor que faz ao cinema, a Los Angeles e ao sonho americano podem ser percebidos como o remédio necessário para um período tão turbulento na história dos EUA. Hollywood, afinal, naufragou junto com a candidatura Hillary Clinton.

O Globo de Ouro anunciado nesta segunda-feira afunilou, como esperado, a corrida pelo Oscar e deu a esses três filmes a condição de principais postulantes ao Oscar 2017. Agora é esperar para ver como a novela favorita dos cinéfilos vai se desenvolver.

Cena do filme "Manchester à Beira-Mar" (Foto: divulgação)

Cena do filme “Manchester à Beira-Mar”
(Foto: divulgação)

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quarta-feira, 13 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 23:01

O que esperar do novo filme de Damien Chazelle?

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Poucos cineastas deixam tão boa impressão com um primeiro longa-metragem como Damien Chazelle em “Whiplash: Em Busca da Perfeição”. A história que envolvia música, devoção à arte, obsessão e a relação complexada entre um professor e seu aluno ganhou três Oscars e muita aclamação por parte da crítica.

Crítica: Sangue, suor e música dão o tom do arrebatador “Whiplash – Em Busca da Perfeição”

Desde que foi anunciado, o novo filme do cineasta provoca muita ansiedade. “La La Land” é um musical que presta reverência ao cinema e ao gênero e está destacado para abrir o festival de Veneza, que começa em agosto.

O longa explora uma versão contemporânea do sonho de fazer sucesso em Los Angeles. Tudo a partir do romance entre uma aspirante à atriz, vivida por Emma Stone, e um pianista, interpretado por Ryan Gosling. O ator, aliás, causa certo frisson ao surgir cantando no primeiro teaser do filme revelado nesta quarta-feira (13) e que pode ser conferido logo abaixo.

A ideia de vingar na vida, de perseguir um sonho, cerne de “Whiplash”, se mostra um tema caro a Chazelle; que aqui se apropria de Los Angeles, a cidade dos anjos, para moldar com mais liberdade personagens que estão destemidamente em busca de algo.

O fato de ser um musical torna o projeto ainda mais interessante, ainda que potencialmente alienatório para fatia do público.

A estreia no Brasil está prevista para 12 de janeiro de 2017.

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