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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018 Diretores | 10:34

Os cinco melhores trabalhos de direção de 2018

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O ano de 2018 nos ofertou grandes filmes como “Trama Fantasma”, “Nasce uma Estrela”, “Pantera Negra” e “Um Lugar Silencioso”, todos devidamente lembrados na lista dos melhores do ano do iG. Chegou a vez de destacar os trabalhos de direção mais contundentes da temporada e a coluna os lista abaixo.

Paul Thomas Anderson em “Trama Fantasma”

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O domínio da linguagem cinematográfica pelo diretor americano chega a espantar. Aqui, além da sofisticação técnica e visual, há esmero narrativo incomum. Anderson é um cineasta que se pronuncia tanto na vulnerabilidade dos personagens como na potência dos conflitos. Sua direção firme e conscienciosa permite que “Trama Fantasma” seja um filme mais completo e multifacetado a cada revisão.

Spike Lee em “Infiltrado na Klan”

Spike Lee

Além da excepcional direção de atores, a direção de Lee demonstra força pela conjugação intransigente do humor em um drama. Lee ilumina os ciclos de ódio na América com cinismo e fúria, mas o faz com extrema competência narrativa.

Lars Von Trier em “A Casa que Jack Construiu”

Lars Von Trier

O cineasta dinamarquês não é um sujeito muito querido, mas como entende dos códigos do cinema. A noção de câmera, o domínio da linguagem, o senso de ritmo… tudo flui as mil maravilhas em seu cinema que busca constantemente o rebuscamento e sempre com certa verve expressionista. Em “A Casa que Jack Construiu”, Von Trier entra na mente psicótica de um assassino com a devida cota de curiosidade e fascínio e apresenta um dos filmes mais divisores de 2018.

Alfonso Cuarón em “Roma”

Marina De Tavira as Sofia and Alfonso Cuarón directing Roma. Photo by Carlos Somonte

Marina De Tavira as Sofia and Alfonso Cuarón directing Roma.
Photo by Carlos Somonte

O cineasta mexicano esbanja virtuosismo técnico naquele que é seu filme mais pessoal. Os tilts e travelling de câmera não eram usados com tamanho engenho no cinema há algum tempo. A maneira como Cuarón desvela essa trama de afetos é realmente cativante e sua direção é o maior predicado que o filme tem a ostentar.

Gabriela Amaral Almeida em “O Animal Cordial”

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Dirigir também é correr riscos e ninguém correu mais riscos do que Gabriela Amaral Almeida que fez desse seu gore um filme essencialmente político. Além da ótima direção de atores, dos ângulos inventivos em uma só locação, a cineasta se vale de algumas radicalizações de linguagem e metáforas visuais poderosas para ofertar um dos filmes mais instigantes e polivalentes da temporada.

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quinta-feira, 5 de maio de 2016 Diretores, Filmes, Notícias | 20:37

Lars Von Trier ganha especial com quatro filmes no Telecine Cult em maio

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Charlotte Gainsbourg em cena de "Anticristo": filmes com uma assinatura particular e inconfundível

Charlotte Gainsbourg em cena de “Anticristo”: filmes com uma assinatura particular e inconfundível

O festejado e polêmico cineasta dinamarquês Lars Von Trier, que recentemente completou 60 anos de idade, será alvo de um especial em homenagem a sua carreira no Telecine Cult. No sábado, dia 14, estreiam no canal “Manderlay” (2005) e “Anticristo” (2009), e, no dia seguinte, vão ao ar “Melancolia” (2011) e “Ninfomaníaca – Volume II” (2013).

“Manderlay” abre o especial, às 22h. Segunda parte da trilogia ainda incompleta de Lars Von Trier sobre os EUA, o filme conta a história de Grace Mulligan (Bryce Dallas Howard). Depois de deixar Dogville, ela vai parar em uma comunidade escravagista em Mardelay, em 1933, quando a escravidão já havia sido abolida nos Estados Unidos. Revoltada com a situação, ela se empenha para tornar esse sistema mais democrático.

Logo depois, à 0h35, será exibido “Anticristo”. A produção conta a história do casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) que vivencia experiências anormais, a partir da morte do único filho. A mãe se sente a maior responsável pela situação. Para driblar a dor que sentem, os dois decidem se isolar da sociedade e viver rusticamente.

Já no domingo, dia 15, “Melancolia” dá sequência ao especial, às 22h. Melancolia é um planeta em rota de colisão com a Terra. A primeira parte do longa se passa na festa de casamento de Justine (Kirsten Dunst). O abismo que a separa da irmã marca as comemorações e perdura até a segunda parte, na qual um sombrio e melancólico momento antecede a expectativa pelo fim iminente da própria civilização.

Logo depois, às 0h25, vai ao ar “Ninfomaníaca – Volume II”. O filme dá sequência às aventuras sexuais protagonizadas por  Joe (Charlotte Gainsbourg), agora com 50 anos. Novamente, ela encontra em Seligman (Stellan Skarsgård) ouvidos atentos para confessar os aspectos mais sombrios de sua personalidade, as taras e as obsessões que carrega desde a juventude.

São quatro filmes que estabelecem um bom painel da filmografia de Von Trier. Tanto para quem deseja conhecer mais da obra do dinamarquês, como para aqueles entusiasmados com ela, o especial do Telecine Cult é uma ótima pedida.

 

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domingo, 21 de dezembro de 2014 Curiosidades, Listas | 06:08

Retrospectiva 2014 – As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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O ano de 2014 foi movimentado para muitos astros, estrelas e personalidades do cinema. Prêmios, casamentos, escândalos e filmes. Teve de tudo em 2014! O Cineclube passou o pente fino e apresenta as dez personalidades que mais se destacaram no ano que se despede.

 

10 – Amy Pascal

Amy Pascal em foto tirada antes de falar mal de Angelina Jolie Foto: Getty

Amy Pascal em foto tirada antes de falar mal de Angelina Jolie
Foto: Getty

Não é todo dia que uma chefe de estúdio, no caso a única mulher a presidir um estúdio de cinema, figura em uma lista como essa. Mas Amy Pascal, conhecida por ser uma prospectora de talentos tão sagaz quanto executiva impiedosa, se viu no epicentro do escândalo já chamado de sonygate. Nos documentos e e-mails vazados por hackers norte-coreanos como retaliação à Sony por produzir o filme “A entrevista”, Pascal fala mal de Leonardo DiCaprio, Denzel Washington, Angelina Jolie, entre outros. Além de fazer piadas de teor racista envolvendo o presidente Obama.

9 – George Clooney

Um 2014 sem filmes para Clooney e mesmo assim histórico Foto: divulgação/Nespresso

Um 2014 sem filmes para Clooney e mesmo assim histórico
Foto: divulgação/Nespresso

Ele não estrelou nenhum filme em 2014. Mas o casamento de George Clooney, até então incensado como o solteiro mais cobiçado do planeta, foi um evento ímpar. O cerimonial durou cinco dias, contou com a presença de diversas personalidades e mobilizou a imprensa mundial. Um novo comercial do Nespresso e intervenções frequentes pela paz no Sudão do Sul também estiveram entre os destaques de Clooney que encerrou as gravações de “Tomorroland” este ano e anunciou que fará um filme sobre o escândalo das escutas bancadas pelo finado tabloide News of the World.  Mas quem se importa? Afinal de contas, 2014 marcou o fim da solteirice de seu maior ícone.

 

8 – Christopher Nolan

Nolan observa o horizonte: tempos difíceis para o cineasta de mais liberdade em Hollywood se aproximam Foto: Getty

Nolan observa o horizonte: tempos difíceis para o cineasta de mais liberdade em Hollywood se aproximam
Foto: Getty

Ele talvez seja o diretor que mais provoca polarização e no ano em que lançou um de seus mais ambiciosos projetos, a ficção científica “Interestelar”, essa divisão ficou bem clara. Nolan não repetiu o sucesso de crítica ou mesmo a bilheteria que se habituou a produzir, mas continuou sendo um dos mais significativos ases do mundo do entretenimento, como bem definiu a revista Time em reportagem de capa que fez com o cineasta britânico.

 

7 – Matthew McConaughey

Um ano alright alright alright para o ator que parece não saber mais fazer filme ruim. Ops! Alguém pensou em "Interestelar"?  Foto: Getty

Um ano alright alright alright para o ator que parece não saber mais fazer filme ruim. Ops! Alguém pensou em “Interestelar”?
Foto: Getty

Ele ganhou o Oscar e todos os outros prêmios possíveis e imagináveis por sua atuação em “Clube de compras Dallas”. Bastaria para McConaughey se credenciar a esta lista, mas o ator ainda esteve em outros dois filmes muito comentados no ano. “O lobo de Wall Street” e “Interestelar”. Não era possível ignorar.

 

6 – Scarlett Johansson

Johanson elevou o girl power a outro patamar em 2014 e isso não tem nada a ver com o fato de devorar homens em "Sob a pele" Foto: reprodução/SodaStream

Johanson elevou o girl power a outro patamar em 2014 e isso não tem nada a ver com o fato de devorar homens em “Sob a pele”
Foto: reprodução/SodaStream

Nenhuma atriz foi tão onipresente em 2014 como Scarlett Johansson. Depois de ser ver envolvida em uma inusitada intriga envolvendo Israel e uma marca de refrigerantes, a atriz apareceu em um blockbuster hollywoodiano (“Capitão América – o soldado invernal”), em uma ficção científica casca grossa (“Sob a pele”) e assumiu sua vocação de heroína em “Lucy”, o filme totalmente original mais rentável de 2014. Virou mamãe também. E se casou. Ufa! Ah, e pela primeira vez na carreira, Scarlett Johansson fez um nu frontal no cinema. Mas não foi por isso que ela entrou na lista, ok?

 

5- Richard Linklater

Richard Linklater pensando o cinema fora de sua caixinha habitual Foto: reprodução/L.A Times

Richard Linklater pensando o cinema fora de sua caixinha habitual
Foto: reprodução/L.A Times

Vanguardista por vocação, o cineasta foi além do que os entusiastas de seu cinema criam possível em 2014. Bem, na verdade, em 2014 ele apenas lançou um dos projetos mais ambiciosos da história do cinema. “Boyhood – da infância à juventude” não é apenas um dos filmes mais belos e significativos do ano, é um novo paradigma cinematográfico.

 

4- Angelina Jolie 

Angelina Jolie brilhando em todas as frentes possíveis em 2014 Foto: reprodução/The Hollywood Reporter

Angelina Jolie brilhando em todas as frentes possíveis em 2014
Foto: reprodução/The Hollywood Reporter

Angelina Jolie recebeu quase U$ 30 milhões para estrelar “Malévola”. Mas seu carisma incomparável garantiu à produção da Disney uma bilheteria de mais de U$ 800 milhões internacionalmente. Mais do que qualquer super-herói arrecadou no ano. Não obstante, Angelina ainda lança seu segundo filme como diretora no apagar das luzes de 2014. O nome do filme? “Invencível”. Mas sem trocadilhos espertos, por favor!

 

3 – Shailene Woodley

Shailene já provoca apreensão nos fãs de Jennifer Lawrence. Por que será?  Foto: reprodução/ Gloss

Shailene já provoca apreensão nos fãs de Jennifer Lawrence. Por que será?
Foto: reprodução/ Gloss

No futuro, talvez, 2014 seja lembrado como o ano em que Shailene Woodley se apoderou da cultura pop. A atriz esteve à frente do elenco de dois hits do ano. As adaptações de best-sellers infanto-juvenis “A culpa é das estrelas” e “Divergente”. Não obstante, ainda estrelou a produção independente “Pássaro branco na nevasca” e tem gente que já fala em indicação ao Oscar. Te cuida J. Law!

 

2 – Michael Keaton

Keaton com seu look "Oscar vem ni mim": ressurgido das cinzas hollywoodianas Foto: divulgação

Keaton com seu look “Oscar vem ni mim”: ressurgido das cinzas hollywoodianas
Foto: divulgação

Esse certamente estará no Oscar de 2015. Se marcará presença na nossa lista do ano que vem, porém, é uma incógnita. Mas se julgarmos pelo 2014 de Keaton, as chances estão em seu favor. O ator retirou-se do ostracismo e colhe elogios pelo filme “Birdman”, mas já sinalizava essa ressureição com a sátira de Steve Jobs que tirou da cartola no “Robocop” assinado por José Padilha. Em “Need for Speed – o filme” salvou a fita do marasmo e mostrou que ainda tem muita lenha para queimar em Hollywood.

1 – Lars Von Trier

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Não se falava em outra coisa no início do ano que não a bendita ninfomaníaca de Lars Von Trier. Dividido em dois tomos, o corte do diretor foi exibido no Brasil em outubro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. “Ninfomaníaca” é tudo o que se pode esperar de Von Trier. Provocador, contraditório, hermético e anticlimático. O dinamarquês, que havia prometido jamais conceder outra entrevista após o fatídico episódio envolvendo Hitler em Cannes, disse a uma jornal dinamarquês que receia não mais fazer filmes no futuro. Von Trier está preocupado com o impacto que a sobriedade pode ter sobre sua verve criativa. O cineasta que revelou ser viciado em drogas lícitas e ilícitas filosofou: “Nenhuma expressão criativa com valor artístico foi criada por ex-adictos”. O paradoxo de Von Trier o eleva ao primeiro posto desta lista.

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