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sábado, 16 de agosto de 2014 Atrizes | 19:16

Lauren Bacall, a estrela que viveu e morreu com discrição

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Cena do filme "Uma aventura na Martinica" (Foto: divulgação)

Cena do filme “Uma aventura na Martinica” (Foto: divulgação)

Em meio a uma semana supreendentemente tumultuada, a morte de Lauren Bacall quase não foi notada. Uma injustiça com uma mulher que estreou no cinema tirando o fôlego, mas que após a morte de Humphrey Bogart, com quem foi casada entre 1945 e 1957 (ano da morte dele), acomodou-se na figura da coadjuvante.

Ser atriz não estava nos planos de Bacall. Mas ela o foi antes mesmo de pensar em sê-lo. Descoberta pelo cineasta Howard Hawks antes dos 20 anos, ela foi recrutada depois de estampar com sua hipnótica beleza uma capa da revista Harper´s Bazaar, para estrelar “Uma aventura na Martinica”, clássico do cinema noir que ajudou a definir os rumos do gênero no cinema americano pelas próximas duas décadas. Seu co-protagonista no filme em questão? Humphrey Bogart. A história de amor renderia quatro filmes. Todos excelentes. “À beira do abismo” (1946), no caso, também assinado por Hawks. Os outros dois, “Prisioneiros do passado” (1947) e “Paixões em fúria” (1948), são de Delmer Daves e John Huston respectivamente.

A morte de Humphrey Bogart se não desestabilizou a carreira de Bacall, realocou-a. Ela deixou de ser a musa do cinema noir, a leading lady, e se abrigou fora dos holofotes. Papeis de menor relevância foram seu norte por anos. Ainda que tenha brilhado em alguns deles como em “Assassinato no Expresso do Oriente” (1974) e “O espelho tem duas faces” (1997), pelo qual recebeu sua única indicação ao Oscar.

A academia lhe outorgou um Oscar honorário em 2010 reconhecendo sua importância para o cinema. Bacall, mulher lindíssima na juventude e na maturidade, mantinha-se na ativa. Atuava majoritariamente em produções televisivas. Seu último papel de destaque no cinema foi sob o comando do polêmico Lars Von Trier em “Dogville”.

A opção pela discrição, que começou como um desdobramento de sua viuvez, acabou se tornando uma característica de sua longeva carreira.  Lauren Bacall foi discreta até em sua morte, mas seu arrebatador início de carreira e sua presença sempre iluminada em filmes tão diversos serão lembrados por aqueles que gostam de cinema em sua plenitude.

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