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Posts com a Tag Liam Neeson

sexta-feira, 27 de março de 2015 Críticas, Filmes | 17:31

“Terceira pessoa” fala sobre busca por perdão com referências em Ian McEwan e Dostoivéski

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Paul Haggis é notoriamente um roteirista habilidoso. Responsável por textos vistosos como os de “Menina de ouro” (2004), “007- Cassino Royale” (2006) e “Cartas de Iwo Jima” (2006), incursionou na direção com “Crash – no limite” (2005), que ganhou o Oscar de melhor filme. “Crash” não era um grande filme, mas era um bom filme que conseguia vez ou outra se desvencilhar de sua grande pretensão e da carga manipulativa da realização. “Terceira pessoa” (Third person, EUA 2013), quarto filme de Haggis como diretor, reprisa alguns dos problemas de “Crash” em uma escala muito maior.

Com um roteiro que busca esconder o principal elemento do filme, mas salpica pistas falsas por toda a narrativa, Haggis pesa a mão ao conduzir tramas entrelaçadas que invariavelmente se relacionam de uma maneira que um espectador mais atento intui ainda na primeira meia hora de projeção.

Ao aferir estrutura de thriller a um drama que se pretende estudioso da busca pelo perdão, Haggis faz uma aposta ousada e mescla referências sofisticadas que vão desde o contemporâneo escrito inglês Ian McEwan ao clássico dramaturgo russo Fiodor Dostoivéski na construção do filme que, em um contexto mais específico, versa sobre criação, literatura, controle e ressignificação da realidade na arte.

A busca pelo perdão norteia personagens centrais dos três arcos  de "Terceira pessoa" (Foto: divulgação)

A busca pelo perdão norteia personagens centrais dos três arcos de “Terceira pessoa”
(Foto: divulgação)

Apesar dos predicados dignos de nota, “Terceira pessoa” se revela um filme irregular e frustrante. Além de ligeiramente confuso para um espectador mais acostumado a receber tudo mastigado no cinema.

Liam Neeson vive Michael, um escrito vencedor do Pulitzer que enfrenta perturbadora crise criativa. Ele recebe a visita da amante (Olivia Wilde), uma jornalista que anseia produzir literatura e parece nutrir sentimentos difusos em relação a ele. Enquanto isso, em Roma, Adrien Brody vive nas próprias palavras do personagem, um “espião da indústria da moda” que se encanta por uma cigana que tenta reaver a guarda do filho. Mila Kunis interpreta uma mãe que tenta reaver o direito de visitar seu filho após quase ter provocado sua morte. O pai do menino (interpretado por um James Franco fora do tom) e a constante falta de sorte da personagem teimam em investir contra suas chances.

O segmento de Adrien Brody é de longe o mais interessante. Haggis sabe insinuar sensualidade na maneira como filma Roma e a química entre Brody e a atriz Moran Atias eletriza uma trama que vai se revelando mais interessante a cada novo desdobramento.

O desfecho, passível de antecipação por espectadores mais argutos, denuncia que Haggis não está exatamente fora de forma. Mas que talvez não detenha a forma que estima. Trata-se de um filme ambicioso, bem calculado, mas refém de uma estratégia prejudicial. Se focasse em seus personagens, ou mesmo no mote que o norteia, Haggis talvez entregasse um filme com alma. Ao focar apenas na engenharia, entregou algo refinado e belo, mas incapaz de cativar.

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sexta-feira, 13 de março de 2015 Atores, Bastidores, Notícias | 07:00

Liam Neeson anuncia aposentadoria dos filmes de ação e fixa data para vácuo no reinado do gênero

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Jason Statham é um astro de ação completo e seria o número 1 do gênero se um certo irlandês, atualmente com 62 anos, não se descobrisse um astro de ação tardio. Nenhuma notícia nova até aí.  Com filme novo nos EUA neste fim de semana (“Noite sem fim”), Liam Neeson está fazendo aquela habitual maratona promocional de quem lança filme na praça.

Liam Neeson em cena de "Noite sem fim" (Foto: divulgação)

Liam Neeson em cena de “Noite sem fim”
(Foto: divulgação)

Em entrevista a um programa de TV americano, Neeson revelou que deve abandonar os filmes de ação em um futuro próximo. “Talvez mais dois anos, se Deus me poupar e eu estiver saudável. Mas depois disso, acredito que eu vou parar”. No mesmo programa, Neeson refirmou o aspecto acidental de sua insurreição como astro de ação. “Depois de filmes como ‘Busca implacável’, Hollywood parece me perceber de maneira diferente. Eu recebo muitos roteiros de filmes de ação, o que é ótimo. Não estou criticando, é algo muito lisonjeador, mas tudo tem um limite”.

Leia também: Terceiro “Busca implacável” incensa Liam Neeson ao posto de mito do gênero de ação

Leia também: Liam Neeson se rebela contra a máfia “Noite sem fim”; assista ao trailer

O ator sinaliza essa mudança de rota com os filmes “Ted 2” e “Silence”, novo drama de Martin Scorsese, mas a ênfase em uma entrevista cujo objetivo primário é promover um filme de ação que estrela, deixa transparecer uma decisão já bem consolidada.

Desde 2008, lançamento do primeiro “Busca implacável”, o ator praticamente só se dedicou ao gênero. No momento, ele não está envolvido em nenhum filme de ação e sua declaração deve provocar uma corrida entre estúdios para distribuir o “último filme de ação de Liam Neeson”.

Exageros à parte, a eventual aposentadoria do ator do gênero deixa em aberto uma posição que já foi defendida por figuras como Charles Bronson, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger e que nos primórdios do século XXI parecia confinada à disputa entre os carecas Jason Statham e Vin Diesel. Liam Neeson surgiu inesperadamente para assumir o trono e surpreendentemente se predispõe a renunciar a ele. Quem será o novo rei do gênero? No post “Todos querem ser Liam Neeson”, a coluna alertou para o fato de que tal como ocorre na série “Game of thrones”, tem muita gente de olho neste trono.

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sábado, 31 de janeiro de 2015 Críticas, Filmes | 16:37

Terceiro “Busca implacável” incensa Liam Neeson ao posto de mito do gênero de ação

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Liam Neeson talvez seja o principal nome do cinema de ação contemporâneo. “Busca implacável 3”, mais recente filme de uma franquia tão improvável quanto o fato desse sessentão irlandês ser o principal expoente do gênero, se resolve como a graduação de Liam Neeson em Chuck Norris, o ícone mor da macheza no cinema. A comparação disfarçada de brincadeira diz muito sobre a fase do ator, que a cada ano avoluma sua presença em fitas de ação, e sobre este terceiro capítulo da série.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Busca implacável 3”, de certa forma, não precisaria ser um desdobramento da franquia. A história guarda poucas semelhanças com as duas fitas anteriores quando um membro da família de Bryan Mills era sequestrado. Se há algo sequestrado neste terceiro capítulo é a verdade. Mills ensaia uma aproximação com a ex-mulher, papel de Famke Janssen, que está vivendo um momento turbulento no casamento com Stuart (Dougray Scott). As coisas realmente se complicam quando ela é assassinada no apartamento de Mills e ele precisa fugir da polícia e correr contra o tempo para provar que não é o responsável pelo crime e encontrar o criminoso.

Nada que tire a calma do veterano agente de operações especiais. Se a trama mostra que a série já está em seu último fôlego – Neeson declarou recentemente que este é o último exemplar – o filme não tem o mesmo problema. Olivier Megaton dirige com a precisão que essas fitas B classudas exigem. Neeson, cada vez mais à vontade como homem de ação, dribla a morte de maneira injustificável em pelo menos dois momentos do filme. Não à toa, o policial vivido pelo ator Forest Whitaker desencoraja a todo o tempo sua equipe de tentar entender as estripulias de Mills. É como se Luc Besson, o genial cineasta francês que bolou a coisa toda e aqui é creditado como produtor e roteirista, piscasse para a plateia: vocês não estão realmente preocupados com isso, não é mesmo?

“Busca implacável 3” é o mais fraco da série. Talvez o mote funcionasse melhor fora da franquia. Quem continua inabalável e ganhando cada vez mais ar de mito no gênero é mesmo Liam Neeson. Chuck Norris que se cuide!

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sábado, 10 de janeiro de 2015 Atores, Filmes, Notícias | 18:07

Liam Neeson se rebela contra a máfia em “Run all night”; assista ao trailer

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Foto: divulgação

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Ed Harris e Liam Neeson estão sentados à mesa de um restaurante. Neeson pede pela vida de seu filho e Harris, muito contrariado da vida, diz que vai persegui-lo com tudo que tem e, depois disso, deixará o personagem de Neeson morrer.

Assim começa o movimentado trailer de “Run all night”, terceiro filme da parceria entre o ator irlandês – maior astro do cinema de ação da atualidade – e o diretor espanhol Jaume Collet-Serra, após “Desconhecido” (2011) e “Sem escalas” (2014). O filme tem estreia prometida para o dia 16 de abril no Brasil, um dia antes de chegar às telas dos EUA.

Na fita, Neeson se rebela contra o mafioso que o emprega, papel de Harris, para proteger seu filho (vivido pelo sueco Joel Kinnaman), transformado em alvo após testemunhar um assassinato. Como Liam Neeson é um cara durão, ele promete para o filho que resolve a parada em uma noite. Ele só precisaria que o filho tivesse a disposição de se esconder e à sua família, por uma noite.

Será um início de ano agitado para Liam Neeson. Além de “Run all night”, que ainda não tem título em português, o ator retorna à franquia “Busca implacável” já neste mês. O terceiro filme da série estreou neste fim de semana nos EUA e pinta por aqui no dia 22 de janeiro. “Será o último”, prometeu o ator.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 06:00

Quem deve interpretar Steve Jobs no cinema?

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David Fincher queria Christian Bale para viver o Steve Jobs do filme que estava preparando para a Sony. Fincher não foi atendido pelo estúdio e acabou, também por outras razões, se afastando da produção, como o Cineclube já destacou aqui. Danny Boyle assumiu a cadeira de direção e Leonardo DiCaprio já estava apalavrado para ser o Jobs de Boyle. Ele recuou. Christian Bale, para surpresa de quem acompanhava o imbróglio desde o início, aceitou participar do filme e interpretar o criador da Apple. Menos de duas semanas depois da confirmação, Bale declinou do convite. Sua oficialização, a bem da verdade, ficou no anúncio do roteirista Aaron Sorkin. Nenhum contrato foi assinado. Agora o estúdio abriu negociações com outro ator de prestígio e talento reconhecíveis, o alemão de ascendência irlandesa Michael Fassbender.

O ator Michael Fassbender iniciou conversas com a Sony para viver Jobs (Foto: reprodução/The wire)

O ator Michael Fassbender iniciou conversas com a Sony para viver Jobs
(Foto: reprodução/The wire)

Há quem diga que Fassbender não seria o candidato ideal por não ostentar nenhuma semelhança física com Jobs. Semelhança não é facilitadora para uma boa interpretação, como o próprio passado de Jobs no cinema demonstra. Que o diga Ashton Kutcher! Ajuda, mas não atrapalha. A produção já sinalizou, pelos atores que a rejeitaram, estar disposta a contar com um astro no papel. Talvez fosse o caso de experimentar um ator menos tarimbado, mas é compreensível a intenção do estúdio de contar com um peso-pesado à frente do elenco e um bom chamariz no cartaz.

Mas se Michael Fassebender, novo desejo do estúdio, não vingar, quem poderia ser Steve Jobs?

Um critério dominante deve ser a qualidade do ator. Nessa faixa-etária, acima dos 40 anos, duas boas apostas são Ralph Fiennes e Stanley Tucci. Enquanto o primeiro já é bem experimentado no drama (“O jardineiro fiel”, “A lista de Schindler”, “O grande hotel Budapeste”, entre outros), o segundo é mais próximo das comédias, mas quando exigido corresponde em fitas mais dramáticas como em “Um olhar do paraíso” (2008). Outra alternativa seria resgatar Liam Neeson dos filmes de ação. O ator, é bem verdade, está escalado para o novo de Martin Scorsese (“Silence”), mas seria uma adição de reconhecida envergadura dramática para um papel que exige maiores cuidados.

Stanley Tucci e Ralph Fiennes já contracenaram na comédia romântica "Encontro de amor", com Jennifer Lopez (Foto: divulgação)

Stanley Tucci (à direita) e Ralph Fiennes já contracenaram na comédia romântica “Encontro de amor”, com Jennifer Lopez
(Foto: divulgação)

Day Lewis como Jobs? Por que não?  (Foto: reprodução/Time)

Day Lewis como Jobs? Por que não?
(Foto: reprodução/Time)

O libanês Keanu Reeves talvez ganhasse pontos por uma semelhança, ainda que razoavelmente distante, com Jobs. Mas a inexpressividade dramática do ator poderia lhe ser desabonadora. Se expressividade for essencial, Daniel Day Lewis é o homem para o trabalho. Duro seria convencê-lo. Spielberg, que a princípio escalaria Liam Neeson para viver Abraham Lincoln em “Lincoln”, seu premiado filme de 2012, precisou de anos para convencer Day Lewis, oscarizado pelo personagem, a participar do filme. A Sony talvez não tenha o tempo ou a disposição.

Benedict Cumberbatch, ator tão talentoso quanto camaleônico, seria uma opção para combinar ousadia e conservadorismo. Cumberbatch, afinal, já deu vida à outra personalidade polêmica do mundo digital, o australiano Julian Assange em “O quinto poder”.

Especulações à parte, a Sony tem pressa na definição do intérprete de Steve Jobs. Até porque o filme adquire status de amaldiçoado enquanto sofre para sair do papel.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014 Análises, Atores, Bastidores | 18:32

Todos querem ser Liam Neeson

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O ator irlandês Liam Neeson em cena do ainda inédito "Busca implacável 3"

O ator irlandês Liam Neeson em cena do ainda inédito “Busca implacável 3”

Largamente elogiada por críticos e seguramente muito admirada pelo público, que fez de seus mais recentes filmes sucessos de bilheteria, a atual fase da carreira de Liam Neeson é um fenômeno cujas implicações para a indústria do cinema ainda não se esgotaram.

Depois de construir uma sólida e venerável filmografia calcada em papéis dramáticos, Neeson abraçou o gênero da ação com “Busca implacável” (2008) e, desde então, tem se notabilizado em filmes de ambição aparentemente modestas, mas com repercussão barulhenta como “Esquadrão classe A” (2010), “Desconhecido” (2011), “A perseguição” (2011), “Busca implacável 2” (2012), “Sem escalas” (2014) e o ainda inédito “Caçada mortal” (2014). Para 2015 já tem agendado o lançamento do terceiro e derradeiro “Busca implacável”.

O êxito de Liam Neeson nessa reengenharia de carreira já foi saudado reiteradamente em diversas ocasiões, mas há um sintoma que aos poucos começa a se tornar evidente. Atores veteranos, com ou sem histórico no gênero da ação, começam a buscar projetos muito similares aos que têm destacado Neeson na presente safra de sua carreira.

Um exemplo é Denzel Washington, ator que já havia se experimentado na ação em filmes diversos como “Chamas da vingança” (2004) e “O livro de Eli” (2010), mas que jamais havia elegido um projeto na expectativa de desenvolvê-lo em uma franquia de ação. Foi o que aconteceu com “O protetor” (2014). Washington chamou seu diretor no bem sucedido “Dia de treinamento” para azeitar uma história que guarda semelhanças robustas com “Busca implacável”, tanto no desenvolvimento do personagem, como no desenvolvimento da história.

Ainda não está certo se “O protetor” terá sequência no cinema, mas a bilheteria amealhada pelo filme – cerca de U$ 200 milhões mundialmente – permite o otimismo.

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Depois de virar astro com “Matrix” (1999), Keanu Reeves amargou certo ostracismo em Hollywood. Ensaiou um

Keanu Reeves, sem meias palavras, em "De volta ao jogo"

Keanu Reeves, sem meias palavras, em “De volta ao jogo”

retorno à ação com “47 ronis” e dirigindo o filme de artes marciais “Man of tai chi” (2013). Não deu certo. O próximo passo foi escolher um projeto com a cara de Liam Neeson. Em “John Wick”, que no Brasil deve se chamar “De volta ao jogo” (sem ironias, por favor), Reeves faz um ex-assassino de aluguel que volta à ativa para se vingar de gangsteres que não deveriam ter cruzado seu caminho. O filme estreou com boa bilheteria nos EUA  há dois finais de semana, com desempenho superior a “47 ronins”, filme que custou muito mais.

A “fórmula Liam Neeson” representa a décima tentativa de Mel Gibson de dar volta por cima em Hollywood. Em “Blood father”, com previsão de estreia apenas para 2015, o ator faz um ex-presidiário que faz de tudo para proteger sua filha que está na mira de traficantes de drogas. Gibson, a bem da verdade, já investe no gênero há algum tempo, mas “Blood father”, diferentemente de filmes como “Plano de fuga” (2012) e “O fim da escuridão” parece um genérico do primeiro “Busca implacável”.

Quando largou o smoking de 007, Pierce Brosnan disse que queria experimentar coisas novas e que não tornaria a fazer ação novamente. Se produções bacanas como “Encurralados” (2007) e “O matador” (2005) não exatamente podem ser enquadradas no gênero de ação, o mesmo não se pode dizer de “November man: um espião nunca morre”. No filme, Brosnan vive um ex-agente da CIA que volta à ativa (reparem como em todos os filmes há um “retorno à ativa”) para enfrentar um ex-pupilo desertor.

De volta aos holofotes em 2014, Kevin Costner deve ao gênero, pouco explorado por ele na fase áurea da carreira, o bom momento. Filmes como “Operação sombra-Jack Ryan” e “3 dias para matar”, sobre um agente da CIA à beira da morte que tenta acertar os ponteiros com a filha, enquanto age para conseguir uma droga experimental que pode prolongar sua vida, ajudaram o ex-galã a reaparecer com força no ano.

 

O Elvis Presley do gênero

Nicolas Cage em "Fúria": ele tem a própria fórmula... (Fotos: divulgação)

Nicolas Cage em “Fúria”: ele tem a própria fórmula…
(Fotos: divulgação)

Se tem alguém que dá de ombros para a “fórmula Liam Neeson” e pratica sua própria fórmula em Hollywood é Nicolas Cage. A única razão para ser o modelo de Neeson o copiado por atores veteranos e não o de Cage é que a carreira do sobrinho de Francis Ford Coppola e ex-marido de Lisa Marie Presley (e a metáfora ali de cima é menos gratuita do você pode imaginar) segue em constante e aparentemente irreversível declínio. Mesmo assim, Nicolas Cage continua fazendo os filmes “B” que quer fazer, como “O Apocalipse” e “Fúria”, que estrearam recentemente nos cinemas brasileiros. Cage, aliás, continua levando público ao cinema, especialmente no Brasil. Mesmo seus filmes sendo ruins, há uma honestidade indevassável neles. Mas a “fórmula Nic Cage” é assunto para outro dia.

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