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quinta-feira, 23 de março de 2017 Críticas, Filmes | 17:34

Perturbador e cheio de clima, “Fragmentado” é novo acerto do cineasta de “O Sexto Sentido”

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Novo filme de M. Night Shyamalan agrada em cheio aos fãs do diretor e deve repercutir muito bem com fãs do bom cinema de suspense

James McAvoy em cena de "Fragmentado", já em cartaz nos cinemas brasileiros

James McAvoy em cena de “Fragmentado”, já em cartaz nos cinemas brasileiros

Depois do elogiado “A Visita”, que selou o retorno à boa fama junto à crítica de M. Night Shyamalan, o cineasta apresenta “Fragmentado”, filme que mantém a estrutura de baixo orçamento adotada pelo indiano em “A Visita”, mas representa uma ousadia formal em termos de narrativa. Há um trânsito desimpedido por gêneros como horror, thriller psicológico, entre outros.

Leia também: Shyamalan fala de traumas que curam no surpreendente “A Visita”

James McAvoy faz Kevin, um sujeito com 23 personalidades confinadas dentro dele. No filme não temos contato com todas elas, uma opção correta de Shyamalan que foca em cinco delas e perpassa as outras por meio de diálogos plenamente justificados ao longo de “Fragmentado”.

Outra preocupação digna de nota do indiano é fundamentar bem o distúrbio de Kevin para o público. Parte da graça do filme é ir descobrindo essas reminiscências.

Cena do filme Fragmentado

Cena do filme Fragmentado

A espetacular Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) vive uma menina retraída que é sequestrada com duas colegas de classe por Denis, uma das personalidades de Kevin. Diferentemente das colegas, ela parece reagir às circunstâncias de maneira mais fria e aí está armado o cenário para Shyamalan potencializar uma das maiores virtudes de seu cinema: o poder de metaforização.

Estamos aqui falando de monstros da vida real e de suas circunstâncias e tudo na construção cênica do filme lembra arquétipos de vilões que costumam aparecer em filmes de heróis, tudo muito mais soturno e fincado na realidade, é claro. A exemplo do verificado em “A Visita”, os traumas sofridos pelos personagens detém profundo valor dramático. Importante nessa concepção nada acidental é a atuação de James McAvoy. O escocês apresenta aqui um verdadeiro tour de force. Da atenção aos detalhes da caracterização – cada personalidade tem suas peculiaridades – à proeminência das emoções que palpitam conforme a relação entre as personalidades de Kevin, mas também delas com sua terapeuta (Betty Buckley) e reféns, evolui, o ator dá um show à parte.

Leia também: Humor, melancolia e honestidade dos personagens dão o tom em “T2 Trainspotting”

Tenso, intrigante e frequentemente surpreendente, “Fragmentado” é, em vários sentidos, um atestado da intransigência de Shyamalan como artista. No melhor dos sentidos. Impecável do ponto de vista narrativo, ou mesmo técnico – e o filme emula uma proposital atmosfera claustrofóbica – o cineasta evoca o passado para alinhar seu futuro de uma forma que vai mexer com a nostalgia dos fãs conquistados em “O Sexto Sentido” (1999) e “Corpo Fechado” (2000).

 

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sábado, 30 de julho de 2016 Filmes | 07:00

James McAvoy estrela novo suspense de M. Night Shyamalan; confira o 1º trailer

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Depois de recuperar a boa forma com “A Visita”, o cineasta indiano radicado nos EUA M.Night Shyamalan volta com  “Fragmentado” (Split), que tem estreia prevista para janeiro de 2017 no Brasil. Com James McAvoy (o professor Xavier da nova trilogia X-Men) como protagonista, o thriller conta a história de Kevin, um homem atormentado por suas múltiplas personalidades.

Essa primeira prévia sugere que Shyamalan mais uma vez investirá no suspense de ordem psicológica em detrimento do susto fácil. A produção apresenta a rotina de um portador de 23 personalidades distintas que se manifestam aleatoriamente. Com a capacidade de alterar sua química corporal por meio do pensamento, Kevin (James McAvoy) passa a agir de maneira incontrolável, inclusive sequestrando três meninas. As influências de Shyamalan, a julgar pelo trailer, vão desde contos de fadas a filmes de serial killer.

O filme marca a segunda colaboração do diretor com o produtor Jason Blum, de “Atividade Paranormal”. A primeira foi com o bem sucedido “A Visita”. Confira o trailer legendado abaixo.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 13:26

Shyamalan fala de traumas que curam no surpreendente “A Visita”

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(Foto: A Visita")

(Foto: A Visita”)

M. Night Shyamalan não fazia um bom filme desde “A Vila” (2004). Para alguém comparado a Hitchcock em seu segundo filme (“O Sexto Sentido”) e tomado por Hollywood como um prodígio, tratava-se de uma situação angustiante. “A Visita”, que Shyamalan rodou de maneira independente, portanto, mais do que paz, lhe devolve a confiança. Em si mesmo e a de Hollywood.

Formalmente simplista e esteticamente arejado, “A Visita” reúne o melhor do cinema de Shyamalan. Estão ali a construção elaborada do medo e a desconstrução gradativa da expectativa. O trabalho com crianças, o drama familiar e um mistério a nortear à narrativa.

O grande mérito de Shyamalan em “A Visita”, no entanto, não está na articulação do mistério, efetivamente surpreendente e nauseantemente verossímil, ou na bem ajambrada construção visual do filme – todo estruturado nas imagens captadas pelas câmaras das duas crianças que visitam os avós -, mas na potência do drama familiar que fomenta.

Todo o suspense serve ao drama familiar, cujo sentido pleno só se contextualiza para a audiência no fim da projeção. Opção narrativa esta que transfigura “A Visita” em um filme muito mais significativo e impactante do que uma mera fita de terror objetiva ser.

Becca (Olivia DeJonge) e Tyler (Ed Oxenbould) vão visitar os avós, que não conhecem, para permitir que a mãe tenha um tempo para ela mesma e para curtir o namorado. A mãe e os meninos foram abandonados pelo pai, o mesmo sujeito que fez a mãe deles abandonar os pais dela. Becca decide fazer um documentário sobre essa visita e espera que a iniciativa possa servir como catalisadora para curar as feridas que todos os envolvidos nesse drama familiar ostentam.

A opção pelo found footage oxigena o cinema de Shyamalan, que surge mais econômico. O humor é outro ponto alto da fita e o jovem Ed Oxenbould, cujo personagem tem aspirações no universo rap, responde pelos melhores, e também surpreendentes, momentos da fita.

É Tyler quem percebe que há algo de errado com seus avós, o que Becca credita apenas a velhice. Shyamalan brinca com as percepções possíveis diante do quadro que apresenta; sempre filtrado pelas lentes de Becca. Trata-se de um exercício de linguagem interessantíssimo, em que a mise-em-scène vai ganhando camadas a partir das imagens brutas de Becca.

O que não quer dizer que Shyamalan renuncie a sua característica pretensão. Mas há mais poesia nela em “A Visita”. De certa forma, ele pede perdão pelos equívocos do passado e intui que o público o perdoara com este bom filme. Pretensioso, mas não deixa de ser verdadeiro também. É bom ver Shyamalan de volta!

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 Filmes, Listas | 18:45

Próximos meses reúnem bons lançamentos de terror nos cinemas

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Quem gosta de filmes de gênero pode comemorar e guardar algum dinheiro porque os próximos meses reservam boas opções ao fã do cinema de horror. Do aclamado indie “Corrente do mal” à nova aposta do diretor de “O sexto sentido” no gênero, passando por duas produções de Eli Roth e pela incursão do elogiado Guillermo Del Toro no filão das casas mal assombradas. O Cineclube preparou uma listinha com o melhor do terror a aportar nas salas nacionais ainda em 2015.

“Bata antes de entrar” (EUA 2015), de Eli Roth 

Knock 3

Estreia em 17/09

Keanu Reeves faz um homem casado que, com a mulher e os filhos fora, recebe duas jovens desconhecidas que fogem da chuva. Eles se insinuam para ele e eles acabam fazendo sexo. O terror acontece quando elas resolvem se divertir depois e torturam o pobre coitado. Roth volta a brincar com o sadismo e ecoa o clássico “Atração fatal” sob uma nova perspectiva. “De certa forma é meu filme mais comportado, onde me permito adentrar outros gêneros”, disse em entrevista ao site Collider.

“Garota sombria caminha pela noite” ( EUA 2014), de Ana Lily Amirpour

Garota caminha

Estreia em 17/09

Coisas estranhas acontecem em Bad City. Uma cidade fantasma iraniana, lar de prostitutas, viciados, cafetões e outras almas sórdidas. Um reduto de depravação e falta de esperança, onde uma vampira solitária persegue os habitantes mais repugnantes. Mas quando um garoto conhece uma garota, uma história de amor incomum começa a florescer…

A produção independente americana, rodada em preto e branco, foi uma das sensações de 2014 no circuito de festivais e surpreendentemente garantiu um lançamento comercial no Brasil. Cortesia da Imovision que cada vez mais se torna protagonista nos lançamentos vocacionados à arte.

“A possessão do mal” (EUA, 2014), de David Jung

Estreia em 24 /09

Estreia em 24 /09

Outra produção independente do ano passado que se beneficia do gosto do espectador brasileiro pelo terror para garantir um lançamento no circuito de cinemas do país. Michael King não acredita em qualquer tipo de crença ou religião. Em face de certos problemas familiares, ele resolve fazer um documentário investigando a existência de forças sobrenaturais. Por que as pessoas invocam demônios e não anjos?

 

“A visita” (EUA 2015), de M. Night Shyamalan

Estreia em 15/10

Estreia em 15/10

Dois irmãos são enviados pela mãe à casa dos avós e o que parecia uma corriqueira visita familiar, acaba se transformando em jornada gradativa de horror e histeria. O filme promete ser o retorno de M. Night Shyamalan à boa forma. Desprezado por estúdios, ele rodou a fita de maneira independente e acertou a distribuição com a Universal. Ainda que de volta ao baixo orçamento e livre de imposições de estúdios, não se pode descartar a chance de um novo abacaxi do cineasta indiano. “Fim dos tempos” (2008) também tinha um trailer promissor.

“A colina escarlate” (EUA, 2015), de Guillermo Del Toro

Estreia em 26/11

Estreia em 26/11

Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe, a escritora Edith Cushing  muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe, a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith. O filme tem no elenco Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston e Charlie Hunnam. Trata-se do projeto mais audacioso e lapidado do elogiado Guillermo Del Toro, regressando ao gênero depois dos bem-sucedidos “A espinha do Diabo” e “O labirinto do fauno”.

“Exorcistas do Vaticano” (EUA,2015), de Mark Neveldine 

Estreia em 20/08

Estreia em 20/08

Michael Peña faz um jovem padre destacado para investigar o caso de uma jovem aparentemente possuída pelo demônio. O Vaticano logo percebe se tratar de um caso de possessão muito mais grave e problemático do que parecia a princípio. O elenco da produção conta ainda com Dougray Scott e Djimon Hounsou.

“Corrente do mal” (EUA,2014), de David Robert Mitchell

Estreia em 27/08

Estreia em 27/08

O Cineclube foi o primeiro a atentar para esse hit do cinema independente americano aqui no Brasil. “Corrente do mal” faz uma metáfora inteligente das doenças sexualmente transmissíveis ao fazer com que a única maneira de se desfazer de uma maldição seja por meio do ato sexual. Uma entidade que jamais corre, só anda, no intuito de matar sua vítima e pode assumir variadas formas. Divertido, original e reverente aos filmes seminais do gênero, “Corrente do mal” é o caviar do horror no cinema em 2015.

“Canibais” (EUA,2015), de Eli Roth

Estreia em 25/09

Estreia em 25/09

Um grupo de ativistas americanos decidem ir até a Amazônia para tentar proteger uma tribo que está desaparecendo. Durante o percurso, o avião sofre problemas e eles caem no meio da selva.  Eles são resgatados e feitos reféns pela tribo que desejavam salvar. E você não vai acreditar no que a tribo deseja fazer com eles…

Segundo filme de Roth a ser lançado em 2015, “Canibais” foi rodado em 2013, parcialmente no Brasil, mas a fita teve problemas de finalização e distribuição, o que acabou adiando a estreia.

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terça-feira, 28 de abril de 2015 Diretores, Filmes, Notícias | 22:28

Primeiro trailer de “A visita” gera expectativa por novo trabalho de M. Night Shyamalan

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Divulgação

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Não é segredo que a carreira de M. Night Shyamalan, o cineasta que já foi apontado como o “novo Spielberg”, está por um fio. Em 2015, no entanto, o indiano prepara uma virada e tanto. Se dará certo ou não, estamos próximos de saber.

Em maio, estreia mundialmente sua primeira produção para a televisão. “Wayward pines” está sendo vendida como uma “Twin peaks” moderna. A minissérie em dez episódios é aguardada como uma das maiores sensações do ano.

Leia também: A última cartada de M. Night Shyamalan 

Em setembro, o cineasta lança o filme “A visita”, produção totalmente independente filmada em uma de suas residências, e que marca seu retorno ao gênero terror.

O filme está programado para estrear nos cinemas brasileiros em 29 de outubro. Nos EUA, chega antes, em setembro.

A trama gira em torno de dois irmãos que vão passar férias na fazenda de seus avós e, assim que descobrem que o casal de idosos está envolvido em algo assustador, percebem que as chances de voltar para a casa são menores a cada momento que passa. O trailer valoriza a sugestão em detrimento da exposição, algo que se preservado no longa-metragem pode significar o retorno à boa forma de Shyamalan. É possível conferir o trailer legendado do filme abaixo e difícil não pensar no climão de “O sexto sentido”.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014 Bastidores, Diretores | 21:54

A última cartada de M.Night Shyamalan

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Foto: divulgação

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Alçado ao posto de novo Hitchcock, e até a data apenas ele flertou com esse incomum e para lá de prestigiado título, o indiano radicado nos EUA M.Night Shyamalan experimentou o mais doloroso dos reveses que uma carreira pode experimentar em Hollywood. A lenta e progressiva queda no ostracismo. Filme após filme o prestígio adquirido com o excelente e ainda influente “O sexto sentido” (1999) foi sendo minado e Shyamalan, questionado.

Depois de rodar por literalmente todos os estúdios de Hollywood, fazer concessões impensáveis há quinze anos e amealhar reiterados fracassos, Shyamalan resolveu reaver o pouco de controle que lhe restara e voltar as origens. Ele então rodou “The visit” em segredo, com pouco dinheiro e fechou um acordo de distribuição com a Universal. O estúdio havia produzido “Fim dos tempos” (2008), um dos piores momentos do cineasta, e amargado um fracasso retumbante. O custo de produção de “The visit” foi todo do indiano. O acordo de distribuição foi desenhado em parceria com Jason Blum, o homem que deu forma à franquia “Atividade paranormal”. A parceria com a Universal, no entanto, não é inédita e já foi testada em termos diferentes. Shyamalan produziu o bem sucedido, independente e hypado “Demônio” (2010), também distribuído pela Universal.

O filme atualmente está em fase de pós-produção e deve ser lançado em setembro de 2015.

A trama segue dois irmãos que são enviados para a casa de campo de seus avós na Pensilvânia para passar as férias. Uma vez que as crianças descobrem que o casal de idosos está envolvido em algo profundamente perturbador, eles veem suas chances de voltar para casa reduzirem a cada dia que passa.

Sob muitos aspectos, esse retorno às origens de Shyamalan é a decisão acertada. Com um nome que ainda guarda algum resquício de prestígio, ainda que carregue muita desconfiança também, Shyamalan pode apostar no simples e evitar as imposições dos estúdios. Para o bem e mal, “The visit” será puro Shyamalan. Ainda que ninguém saiba exatamente o que essa constatação indica.

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