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quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Notícias | 06:00

Documentário investiga o paradoxo de Orson Welles, cineasta seminal da teoria do autor

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Orson Welles permanece acima de todos os outros”, pontua em certo momento de “Magician: the astonishing life and work of Orson Welles” o cineasta grego Costa-Gravas. O documentário é assinado por Chuck Workman e se pretende definitivo sobre o genial e genioso homem que ajudou a elevar a percepção de que o cinema é, de fato, a sétima arte.

Orson welles

O cineasta Orson Welles ainda hoje é tema de discussões e polêmicas no mundo do cinema
(Foto: divulgação)

Orson Welles foi um dos propulsores da Hollywood como nós a conhecemos hoje. Responsável por perpetrar uma revolução narrativa e estética com “Cidadão Kane” (1941), o cineasta – que também atuava, roteirizava, produzia, entre outras coisas – foi a face da consolidação do cinema americano como vertente autoral e influenciou gerações diversas. No entanto, passou longe de ser uma unanimidade. E mesmo com filmes importantes como “A marca da maldade” (1958) e “Verdades e mentiras” foi muito contestado. É de contextualizar essa complexidade e paradoxo que se incumbe o filme de Workman.

Documentarista de prestígio, Workman já se debruçou sobre alguns dos maiores cânones culturais dos Estados Unidos como Martin Luther King, John F. Kennedy e a revista Playboy. Seu último filme, coincidentemente, foi um exercício investigativo sobre o que essencialmente constitui o cinema. “What is cinema?” (2013), ainda inédito no Brasil, naturalmente se comunica com “Magician” no interesse em mapear os genes formadores e definidores do cinema como o conhecemos.

“Magician: the astonishing life and work of Orson Welles” foi rodado ao longo de anos. O trabalho investigativo de Workman revela sua idade até mesmo pelo fato de muitos dos depoimentos presentes no documentário serem de figuras que já morreram há alguns anos, caso dos cineastas Sidney Pollack e Frank Marshall e do ator Anthony Perkins, o inesquecível Norman Bates de “Psicose”, dirigido por Welles em “O processo” (1962), adaptação de Franz Kafka.

Obviamente que nem todos os depoimentos foram colhidos para o filme, mas salta aos olhos cinéfilos a participação de tanta gente de pedigree. Além dos já citados, há entrevistas com Steven Spielberg, Martin Scorsese, Richard Linklater, Peter Bogdanovich, Julie Taymor e Jeanne Moreau. O documentário será lançado no fim deste ano nos EUA. No Brasil, não há informações se será exibido em circuito comercial. É improvável que seja. Deve entrar para o line up da TV por assinatura em 2015 ou 2016. O trailer, para aguçar o cinéfilo, pode ser conferido abaixo.

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