Publicidade

Posts com a Tag Marion Cotillard

sábado, 7 de maio de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 18:58

Brad Pitt e Marion Cotillard filmam drama de guerra “Allied” em Londres

Compartilhe: Twitter
Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam 'Allied" em Londres

Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam ‘Allied” em Londres

Já está sendo rodado em Londres e nas Ilhas Canárias “Allied”, uma das principais apostas da Paramount para o Oscar 2017. As filmagens do longa-metragem dirigido por Robert Zemeckis (“O voo” e “Forrest Gump – O Contador de Histórias”) estão a todo vapor.

Escrito por Steven Knight (“Senhores do Crime” e “Coisas Belas e Sujas”) e protagonizado por Brad Pitt e Marion Cotillard, o suspense romântico conta a história do oficial do serviço secreto Max Vatan (Pitt), que encontra, no Norte da África, em 1942, a lutadora da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Cotillard) em uma missão mortal por trás das linhas inimigas e por ela se apaixona. Quando se reúnem em Londres, seu relacionamento é ameaçado pelas extremas pressões da guerra.

A rotina do casal se estremece quando Max é notificado por seus seguidores de que Marianne talvez seja uma espiã nazista.

O filme tem previsão de estreia no Brasil para 24 de novembro deste ano.

Pitt nos sets de "Allied" Fotos: Reprodução/Daily Mirror, divulgação

Pitt nos sets de “Allied”
Fotos: divulgação/Daily Mirror

 

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 10:29

“Macbeth: Ambição e Guerra” é adaptação protocolar de Shakespeare

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Adaptar Shakespeare, por mais trivial que pareça, em face das inúmeras adaptações que pipocam por aí, não é para todo mundo. O australiano Justin Kurzel, com apenas um longa-metragem no currículo, se julgou apto para o desafio. Não que “Macbeth: Ambição e Guerra” seja um filme ruim. Não é. É apenas protocolar no tratamento que dá a uma das mais complexas, apaixonantes e pulsantes peças do bardo inglês.

Levar Shakespeare ao cinema apenas pela transitoriedade do gesto, pelo hype em si, é uma bobagem. Sua versão de “Macbeth” tem bons predicados. O visual exuberante talvez seja o maior deles. Michael Fassbender como o general tentado por sua ganância que cai em desgraça é outra. Há, ainda, Marion Cotillard desfilando todo o seu talento como Lady MacBeth, mas a atriz é subaproveitada pelo roteiro que adensa o primeiro ato da peça e corre com o terceiro – justamente o mais impactante de todos.

A trajetória de Macbeth está toda lá, mas quem quer que já conheça a peça pode se encontrar flertando com o desinteresse. Kurzel não tinha um desafio qualquer. Afinal, “Macbeth” já havia sido abordado no cinema por figuras como Roman Polanski e Orson Welles. Ao optar por uma visceralidade consternada, reforçando a gravidade do texto, Kurzel finge estar levando Shakespeare a outro patamar. Mas é só fingimento. Afinal, a qualidade, o peso, o pessimismo, o fatalismo vem todo do original. Há algumas soluções visuais que ameaçam resgatar o filme dessa previsibilidade tão maçante quanto presunçosa, mas elas se circunscrevem como um interesse periférico. Jamais reclamam o domínio sob o filme.

Talvez o desafio fosse grande demais para um segundo filme. Talvez a sombra dos trabalhos de Polanski e Welles tenham levado Kurzel a adotar uma literalidade desnecessária. Shakespeare funciona melhor no cinema quando problematizado. Transcrição por transcrição, há expedientes melhores do que o cinema para tanto.

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Críticas, Filmes | 17:04

“Dois dias, uma noite” vai além da crônica social ao expurgar tragédia íntima de personagem central

Compartilhe: Twitter

Os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne cunharam em sua filmografia, principalmente a partir de “Rosetta” (1999), um forte componente de denúncia social. Esse aspecto que logo se tornou reconhecível no cinema dos irmãos e produtores belgas vencedores duas vezes da Palma de Ouro em Cannes, volta com força ainda mais demolidora em “Dois dias, uma noite” (2014).

A premissa, um tanto surreal, é fruto de uma combinação de simplicidade narrativa e altivez dramatúrgica. É sexta-feira e Sandra (Marion Cotillard) recebe a notícia de que seus colegas na fábrica em que trabalha optaram, em uma votação aberta, pela demissão dela para preservarem a possibilidade de receberem um bônus no fim do ano. Instigada pelo marido e por uma amiga, Sandra consegue que na segunda-feira haja outra votação, secreta e sem a presença de um supervisor que estaria coagindo os demais funcionários, para decidir a mesma questão. Ela tem, então, dois dias e uma noite para convencer 16 pessoas a abdicarem de suas bonificações em favor da manutenção do emprego dela. É uma tarefa inglória e Sandra sabe disso.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O primeiro grande mérito dos Dardenne está em fazer uma mulher com clara predisposição à depressão, ao longo do filme vamos descobrindo mais detalhes sobre essa condição, a brigar por sua vida. Trata-se de um paradoxo claro. Um depressivo tende a deixar as coisas como estão. Evita a interferência. A reação.  Os cineastas belgas vão além. Eles partem dessa situação aparentemente improvável, em que o patrão transfere para os funcionários o ônus de uma demissão em tempos de crise econômica, um comentário feroz sobre as idiossincrasias do sistema capitalista. É impossível não sentir alguma solidariedade por Sandra, mas é compreensível a recusa de muitos em abrir mão de um bônus para favorecer outro alguém. Afinal, o dinheiro é necessário para todos, como os Dardenne nem precisariam, mas alinham com a crueza de um registro desinteressado em tomar partidos.

Sandra pondera com seu marido em meio a extenuante jornada regada a calmantes e antiansiolíticos de toda sorte, e imposta pela necessidade de sobrevivência, que mesmo que a maioria votasse por sua permanência, a convivência dali em diante seria problemática. Tanto com os que votaram em seu favor, como os que se sentiram lesados por sua permanência.

“Ensinucada”, a personagem se move por um instinto quase adormecido e pela devoção resistente do marido Manu (Fabrizio Rangione) sempre confortando e estimulando a mulher. Suas cobranças parecem mais interessadas em evitar um novo desfalecimento em vida da esposa do que um esforço tenaz pela manutenção do emprego dela, situação que a cada momento que passa parece mais improvável.

O filme corria um grande risco de cair no tédio. A proposta dos Dardenne jamais seria tangenciada se não contassem com o alento hercúleo de uma atriz como Marion Cotillard. É ela quem reveste o filme de brio, saliência e traduz esse engajamento político dos Dardenne em emoção.

Ao fim da projeção, os Dardenne subvertem as expectativas e oferecem desfechos plenamente críveis e satisfatórios para os dois arcos que movem o drama de Sandra. Nesse sentido, as esferas íntima e social, se distanciam no escopo da narrativa, mas se aproximam no olhar do espectador que finalmente se vê dispensado da tentação de julgar Sandra.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 23 de dezembro de 2014 Atrizes, Listas | 05:40

Retrospectiva 2014 – As melhores atuações femininas do ano

Compartilhe: Twitter

Jennifer Lawrence (“Trapaça”)

Atrizes - J. Law

Aos 24 anos, Jennifer Lawrence é essa explosão de talento a qual não se consegue desviar os olhos. Em “Trapaça” ela entrega a melhor atuação de uma carreira que vai se desenhando com ótimos desempenhos. Na pele de uma mulher bipolar, ela exagera, transborda, caricatura e captura a verdade de uma personagem que é uma montanha russa emocional, ou como o vigarista vivido por Christian Bale tão bem classifica: “o Picasso do karatê passivo-agressivo”.

Amy Adams (“Trapaça”)

Atrizes - Amy adams

Se Lawrence é a combustão do filme de David O. Russell, Amy Adams é o coração da obra. Vulnerável, mas poderosa, a atriz responde pelos momentos mais tenros e genuínos do filme. Adams entende a busca de sua personagem e a coloca como prioridade absoluta de uma composição cheia de detalhes, gestos e uma sensualidade triste como pouco se viu no cinema.

Scarlett Jonhansson (“Sob a pele”)

Atrizes - scarlett

Como representar um alienígena em uma ficção científica que visa desconstruir nossa humanidade? Não é uma resposta fácil, mas o desempenho de Scarlett Johansson – que teve um 2014 para marcar na memória – é o mais próximo de uma resposta que poderemos tatear. Johansson alterna naturalismo e nonsense para construir uma não-personagem. Das coisas mais fascinantes que um intérprete (homem ou mulher) apresentou neste ano.

 

Marion Cotillard (“Era uma vez em Nova York”)

Atrizes - Marion

Cotillard é daquelas atrizes que se impõe em qualquer lista. Aprendeu polonês para o filme de James Gray, mas parece que já nasceu falando, tamanha a emoção expressa no idioma. O inglês, que domina com tranquilidade, sai cheio de hesitação e dor para dar viço à imigrante polonesa que passa maus bocados quando chega a Nova York fugindo da segunda guerra. Um trabalho notável em todos os aspectos possíveis e imagináveis.

Deborah Secco (“Boa sorte”)

Atrizes - Deborah

Deborah Secco, há quem diga, ainda tem que comer muito arroz e feijão para que uma comparação com Fernanda Montenegro possa ser aventada. Mas fica o registro. Deborah caminha a passos largos para ir além, como comprovam suas incursões no cinema. Em ‘Boa sorte”, a aparência franzina é o que menos impressiona. Os vestígios de uma mulher enamorada da morte, mas cheia de vida são o cartão postal de uma grande atriz em construção.

Kim Dieckens (“Garota exemplar”)

atrizes - Kim

Não é comum vermos detetives duronas no cinema atual. David Fincher e Gillian Flynn, as mentes por trás de “Garota exemplar” deram a oportunidade para que Kim Dieckens nos fizesse lamentar essa realidade. Dieckens, atriz pouco conhecida, não desperdiçou a chance. Ela entrega uma composição saborosa de uma policial honesta, focada e com o senso de humor exato para lidar com a investigação escabrosa que cruza o seu caminho.

Rosamund Pike (“Garota exemplar”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O papel de Amy Dunne exigia uma atriz capaz de comedimento e hipérbole. Não são todas as atrizes que conseguem conjugar isso em um mesmo registro cênico. Palmas para Pike que deve crescer e aparecer em Hollywood depois de brilhar (e muito) em “Garota exemplar”.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Críticas, Filmes | 20:07

James Gray faz dolorosa crônica do sonho americano em “Era uma vez em Nova York”

Compartilhe: Twitter

Com o lançamento de “Era uma vez em Nova York”, James Gray chega à marca de cinco filmes como cineasta. Detalhe: sua carreira já tem 20 anos. Dos cinco filmes, quatro foram rodados em colaboração com o ator Joaquin Phoenix. Esses dados dizem muito sobre o cinema de James Gray e seu novo filme não foge à regra. É uma obra oxigenada por Nova York, irrigada por personagens irresolutos e esmerada no talento sempre onipotente de Phoenix, ator que muda o tom do registro com facilidade sempre surpreendente.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

No filme, em análise está a inflexão do sonho americano. Estamos na Nova York dos anos 20 e imigrantes chegam à cidade em profusão.  É a saga de uma delas, a polonesa Ewa, interpretada com garra e delicadeza pela francesa Marion Cotillard, que Gray acompanha com atenção às miudezas e opção pelo minimalismo.

Ewa é forçada a abandonar sua irmã na triagem à chegada à Nova York por ela estar tuberculosa. Ewa é acolhida por Bruno (Joaquin Phoenix), cafetão que logo impõe à polonesa a realidade da prostituição. Não contava, porém, que fosse se apaixonar por Ewa. Contava menos ainda que seu primo Emil (Jeremy Renner), ao qual tem certas restrições, retornasse a Nova York e despertasse o interesse de Ewa.

O triangulo amoroso, mais do que favorecer uma trama romântica, tem o objetivo de destrinchar as relações escusas entre um país opressor e aqueles que nele adentram com a expectativa da prosperidade. Emil, mágico e ilusionista, representa a faceta gloriosa da América, enquanto Bruno, o lobo convencido de que é um cordeiro, a face opulenta e cínica do país. Emil, no entanto, não deixa de revelar certa mesquinhez enquanto Bruno se encontra mutilado por uma paixão que no que tem de arrebatadora tem de ruinosa; uma vez que a história de amor entre ele e Ewa se pressupõe impossível considerando a natureza da relação entre eles.

James Gray tece, nos limites desse microcosmo, um poderoso painel da América do início do século XX. Não obstante, oferece um filme tecnicamente belíssimo. Da direção de arte portentosa à fotografia com paleta amarelada que ajuda a ambientar uma Nova York sufocante, envelhecida e pouco amistosa.

Um parágrafo precisa ser dedicado ao trabalho de Joaquin Phoenix. Ator de tremendo talento, Phoenix acolhe com resiliência um papel ingrato e o humaniza à medida que o filme avança. Na mesura de atuações com Cotillard, o ator é simultaneamente generoso e controlador. Se permite que Cotillard brilhe, e como ela brilha, não permite que a atuação da francesa ganhe vida além dele. Ele dita a cadência e o tom. No final, rouba o filme para si com uma cena maiúscula em que exprime toda a complexidade da qual “Era uma vez em Nova York” trata.

A robustez da atuação de Phoenix, por fim, dá viço a um filme que se não se configura como obra-prima, fica muito próximo desse patamar.

Autor: Tags: , , , ,