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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 Análises, Filmes, Sem categoria | 05:00

As surpresas e esnobadas do SAG e o que esperar das indicações ao 72º Globo de Ouro hoje

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Nesta quarta-feira, o sindicato dos atores revelou sua lista de indicados ao prêmio que distingue os melhores do cinema e da televisão em 2014 no crivo do colegiado. O SAG alcança sua 21ª edição como um valioso termômetro do que a corrida pelo Oscar, ao menos nas categorias de atuação, deve consagrar. Você pode conferir a lista clicando aqui.

Como esperado, “Homem-pássaro” e “Boyhood” polarizam a atenção em um primeiro momento. Tem sido esta a tônica da temporada até aqui. O primeiro, lidera a disputa no SAG com quatro indicações (elenco, ator para Michael Keaton, ator coadjuvante para Edward Norton e atriz coadjuvante para Emma Stone). Não há surpresas aí. Já Naomi Watts, que também integra o elenco de “Homem-pássaro” foi lembrada pelo papel da prostituta russa da comédia “St. Vincent”. A nomeação de Watts não estava no radar de nenhum dos críticos e analistas da temporada de premiações e configura essencialmente o que chamamos de surpresa. Boa surpresa, no caso. A inclusão de “O grande hotel Budapeste” na categoria de melhor elenco é outra do tipo. O SAG não costuma digerir bem as esquisitices de Wes Anderson, mas parece estar amadurecendo enquanto colegiado e destacar o elenco de um dos filmes mais graciosos do ano é um claro sinal deste processo. Como curiosidade fica o registro de que “O grande hotel Budapeste” detém o elenco mais numeroso a já ter sido contemplado na categoria. Coincidentemente, um dos menos numerosos da história também foi destacado este ano. Trata-se de “A teoria de tudo”, cinebiografia de Stephen Hawking.

Leia também: Tempo é parâmetro absoluto para epifanias de “Boyhood”

Leia também: Depois dos festivais de Veneza e Toronto, como fica a corrida pelo Oscar 2015?

Edward Norton e Michael Keaton receberam indicações ao SAG por 'homem-pássaro"

Edward Norton e Michael Keaton receberam indicações ao SAG por “Homem-pássaro”

"Boyhood" é o filme mais premiado do ano até o momento e pode repetir a tendência no SAG

“Boyhood” é o filme mais premiado do ano até o momento e pode repetir a tendência no SAG

Jennifer Aniston por “Cake” e Jake Gyllenhaal por “O abutre” vitaminam suas candidaturas para o Oscar com a lembrança no SAG. Fora do rol das certezas, suas candidaturas se beneficiam tremendamente da exposição. Os dois devem voltar a ser lembrados pela Associação de correspondentes estrangeiros de Hollywood (HFPA) que anuncia os concorrentes ao Globo de Ouro 2015 nesta manhã.

Leia também: Jennifer Aniston mira no Oscar com “Cake”; veja o primeiro trailer do filme

As ausências de “Garota exemplar”, hit de estúdio com qualidade acima da média, e do musical “Caminhos da floresta”, a indicação de Meryl Streep pelo filme é mais em virtude do peso da atriz do que pelo filme em si, e de “Selma”, sobre a vida de Martin Luther King, certamente afetam negativamente as chances desses filmes na temporada, mas ainda é cedo para dá-las por reduzidas.

 Leia também: No cinema, “Garota exemplar” ganha mais relevo com a assinatura de David Fincher 

O que tem para hoje?

É preciso ter em mente que a condição de termômetro do Oscar há muito foi perdida pelo Globo de Ouro. O prêmio desenvolveu uma identidade própria e enquanto o Oscar tendeu para o lado do cinema independente, o Globo de Ouro optou por celebrar o cinemão. Exemplos recentes não faltam. Enquanto o Globo de ouro premiou “Avatar”, o Oscar distinguiu “Guerra ao terror”. No ano seguinte foi a vez de “A rede social” nos Globos e de “O discurso do rei” no Oscar.

Ademais, o Globo de ouro gosta de prestigiar as estrelas. Portanto, se você é um astro, tem mais chances de ser nomeado. É um reducionismo, é verdade. Mas há precedência.

“Homem-pássaro” e “Boyhood”, o primeiro na divisão de comédias e o segundo entre os dramas, devem repetir a polarização reiterada hoje. Mas há mais pelo que esperar da lista que será divulgado logo mais. O Cineclube lista cinco tendências que são (praticamente) certas entre as estrelas e filmes que serão anunciados mais tarde.

Keira Knightley e Mark Ruffalo em cena de "Mesmo se nada der certo": os dois devem ficar muito felizes nesta manhã de quinta-feira (Fotos: divulgação)

Keira Knightley e Mark Ruffalo em cena de “Mesmo se nada der certo”: os dois devem ficar muito felizes nesta manhã de quinta-feira
(Fotos: divulgação)

1 – Angelina Jolie será indicada a melhor direção por ‘Invencível”

O filme tem dividido opiniões, mas parece consensual que chegará ao Oscar. A  HFPA fará sua parte em bombar a candidatura de Jolie para o Oscar. De quebra, ela pode receber uma indicação como atriz em comédia pelo bem-sucedido “Malévola”.

 Leia também: Angelina Jolie anuncia novo projeto na direção e sinaliza reposicionamento de carreira

2 – Keira Knightley, Mark Ruffalo e Benedict Cumberbatch podem esperar menções duplas

Os dois primeiros serão lembrados pelo filme “Mesmo se nada der certo”. Knightley também será indicada por “O jogo da imitação”. Filme que deve render nomeação para seu parceiro de cena, Benedict Cumberbatch. O Sherlock em pessoa também será lembrado pelo personagem da série da BBC. Já Ruffalo pode receber até três indicações. Pelo filme “Foxcatcher” e pelo filme feito para a TV “The normal heat”. É provável, porém, que a HFPA não o destaque por “Foxcatcher” para abrir espaço para seu parceiro de cena, e mais astro, Channing Tatum.

 Leia também: Mark Ruffalo e Keira Knightley reverenciam poder transformador da música em “Mesmo se nada der certo”

3 –Clint Eastwood e Bradley Cooper, sim senhor!

Clint é daqueles darlings da associação e deve ser lembrado como diretor por “Sniper americano”, mesmo que o filme falhe em ficar entre os finalistas em drama. Já Cooper, astro em franca e contínua ascensão, deve ficar com uma das cinco vagas de melhor ator dramático pelo mesmo filme. O que representará sua terceira indicação consecutiva ao prêmio ( foi indicado nos anos anteriores por “O lado bom da vida” e “Trapaça”).

4 – Meryl Streep receberá sua 28ª indicação ao Globo de ouro e quarta consecutiva por “Caminhos da floresta”

É o caso da atriz que legitima uma premiação ou um prêmio. É quase que uma contingência indicar Meryl Streep a qualquer prêmio que se preze

5 – “Garota exemplar” se recupera

O filme e sua atriz principal, Rosamund Pike, devem ser indicados. Mas há a possibilidade do diretor David Fincher, do roteiro de Gillian Flynn e da trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross serem indicados. O que colocaria o filme entre os cabeças, ainda que com chances reduzidas de vitória. Como a corrida no caso de “Garota exemplar” é de recuperação, é mais do que suficiente.

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terça-feira, 30 de setembro de 2014 Críticas, Filmes | 19:55

Mark Ruffalo e Keira Knightley reverenciam poder transformador da música em “Mesmo se nada der certo”

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Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

John Carney não se contentou em fazer apenas um filme apaixonante. Depois de impressionar o mundo com “Apenas uma vez”, uma apaixonada declaração de amor à música, Carney pegou as ideias centrais desta pequena joia rodada em sua Irlanda natal e as jogou no cerne de “Mesmo se nada der certo” (2013), sua primeira incursão no cinema americano.

Em um dado momento do filme, Dan (Mark Ruffalo), um produtor musical fracassado, diz para Gretta (Keira Knightley), uma compositora ocasional com o coração partido que ele convence de que pode estourar na música devido a um talento nato e submerso, que a “música transforma banalidades em momentos cheios de significados”; e “Mesmo se nada der certo” é, em toda a sua doçura incontida, uma reverência a esta capacidade única que a música ostenta.

Carney não para na reverência, porém. Seu filme bebe da fonte da “segunda chance” tão cara ao establishment americano e evoca, inclusive nominalmente, um dos últimos filmes a tratar do tema de maneira brilhante no cinema americano, “Jerry Maguire – a grande virada” (1996).

Dan e Gretta estão sós em uma Nova York que lhes parece pouco amistosa enquanto vivem o que pode ser descrito como as piores fases de suas vidas, mas juntos – e por meio da música – eles descobrem uma maneira, não só de dar a volta por cima, mas de redimensionar essa Nova York.

“Mesmo se nada der certo” se chama no original “Begin again” (Começar de novo) e antes estava titulado como “Can a song save your life?” (Pode uma música salvar sua vida?). O título nacional não fica nada a dever a esses dois singelos e poéticos títulos que calçam muito bem o filme.

mesmo se nada der certo (1)

Adam Levine, o vocalista do Maroon 5, vive um decalque dele mesmo como Dave Kohl, o namorado de Gretta que a abandona tão logo vislumbra a vida de rock star. Não é uma posição fácil a que Levine se coloca, já que seu personagem é o que de mais próximo de vilão o filme tem a oferecer e as semelhanças com a carreira do astro são palpáveis, mas em seu debute no cinema, Levine demonstra jogo de cintura e senso crítico ao ajudar a delimitar as distintas percepções da música no metiê.

Keira Knightley, por seu turno, canta e se não convence – a maioria dos novos cantores hoje cantam e não convencem – encanta com sua singeleza e simplicidade. Sua personagem não é uma aspirante a cantora e essa distinção é importante e escapa à grande parte dos críticos ao desempenho da atriz. Ela é convencida, por uma convergência de fatores e circunstâncias, a embarcar nessa jornada de produzir um disco pelas ruas de Nova York com um produtor que tem uma visão.

Ruffalo garante a habitual eficácia na pele do loser simpático, mas são as músicas as verdadeiras estrelas do filme. São elas que jogam com o interesse da plateia e ajudam a contar essa história de amor e desamor na cidade em que tudo acontece. Da reverência à música, passando pelo respeito aos personagens (a tensão sexual entre Gretta e Dan não avança para um envolvimento sexual e isso faz um sentido absurdo no contexto dos personagens) e culminando na experiência que proporciona, “Mesmo se nada der certo” é um filme para se guardar na memória. Não é exatamente memorável, mas é tenro e saboroso como poucos filmes o são, uma maneira resiliste de se tornar inesquecível.

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segunda-feira, 30 de junho de 2014 Filmes, Listas | 22:11

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em julho

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O mês das férias tem ótimas atrações nos cinemas, principalmente para os adultos. A safra americana é especialmente boa e dois dos blockbusters mais aguardados da temporada estreiam no mês. De todo o jeito, o Cineclube achou espaço para um filme francês de um dos maiores cineastas de todos os tempos.

“A pele de Vênus”

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Trata-se do novo filme do diretor Roman Polanski. A produção integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013, de onde saiu com muitos elogios. Polanski escala sua esposa, a atriz Emmanuelle Seigner, para viver uma atriz que tenta convencer um diretor de teatro (vivido por Mathieu Amalric) de que ela é a pessoa certa para interpretar a protagonista em sua nova peça. Uma dinâmica sexual e sádica se estabelece entre eles.

Estreia em 17/07

“Mesmo se nada der certo”

begin again

No novo filme do diretor de “Once”, a música é novamente protagonista. Desta vez, um empresário do ramo musical fracassado (Mark Ruffalo) constrói uma relação com uma promissora cantora e compositora recém-chegada a Nova York (papel de Keira Knightley). Ecos de “Jerry Maguire – a grande virada” e “Quase famosos” em um filme que marca, ainda, a estreia do cantor Adam Levine no cinema.

Estreia em 17/07

“Planeta dos macacos: o confronto”

planeta

Continuação do surpreendente sucesso de público e crítica de 2011, que reiniciava a saga dos símios no cinema. Gary Oldman assume o protagonismo do lado dos humanos e Andy Serkis continua dando show na captura de performance dando vida a Cesar, o macaco evoluído que desafia a raça humana. O título entrega tudo: o bicho vai pegar. Literalmente.

Estreia em 24/07

“Guardiões da galáxia”

guardiõesss

O filme que pode revitalizar a Marvel como “casa das ideias”. Depois de mexer com o jeito de fazer cinema blockbuster, a Marvel se acomodou. Esse filme com heróis (quase) desconhecidos e sem nomes (ou caras) famosas em frente às câmeras, e mesclando humor e ação pode devolver esse pioneirismo ao estúdio. Na trama, um grupo de renegados se une para proteger o universo.

Estreia em 31/07

 

“O Grande Hotel Budapeste”

hotel

Grande elenco (Jude Law, Edward Norton, Owen Wilson, Bill Murray, Tilda Swinton e Ralph Fiennes, para citar alguns nomes) estrelam o novo filme de Wes Anderson, diretor que como Quentin Tarantino e Tim Burton é bastante reconhecível na tela de cinema. Ralph Fiennes faz o porteiro de um famoso hotel no período entre guerras que precisa provar que uma grande herança recebida não é roubo. Ainda que esta seja apenas uma das muitas aventuras por ele vividas.

Estreia em 03/07

 

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