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segunda-feira, 29 de maio de 2017 Críticas, Filmes | 18:34

“War Machine” desconstrói mentalidade da guerra com humor e inteligência

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Primeiro blockbuster da Netflix investe no público que os estúdios de Hollywood estão negligenciando e conta com o talento e carisma de Brad Pitt para ajudar a cacifar a plataforma de streaming como um player no mercado

Brad Pitt em cena de War Machine, já em cartaz na Netflix

Brad Pitt em cena de War Machine, já em cartaz na Netflix

A controvertida investida dos EUA no Oriente Médio após os atentados terroristas de 11 de setembro já rendeu alguns bons filmes, caso de “Zona Verde” e “Guerra ao Terror”, por exemplo, e até boas sátiras como “The Brink”, ótima série da HBO que durou apenas uma temporada. O primeiro blockbuster da Netflix, “War Machine” não deixa de ser um amálgama dessas produções.

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Inspirado no livro “The Operators: The Wild & Terrifying Inside Story of America’s War in Afghanistan” do jornalista Michael Hastings, “War Machine” faz parte da estratégia da plataforma de streaming de entrar definitivamente no business cinematográfico. O filme custou cerca de US$ 60 milhões e é estrelado por Brad Pitt, que coproduz junto a sua Plan B. Ainda que a medição de audiência seja precária, já que a Netflix não costuma divulgar dados e estatísticas de maneira regular e aprofundada, é inegável que se trata de uma estratégia exitosa.

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Escrito e dirigido por David Michôd, o filme acompanha a missão do general Glen McMahon no Afeganistão. Ele foi chamado para “limpar a bagunça”, ainda que tente se convencer de que lá está para “ganhar a guerra”. O filme debocha de McMahon, decalcado de um general real, Stanley McChrystal, e de sua entourage e o faz de maneira a realçar a desconformidade de uma mentalidade de guerra em um mundo cansado delas.

A sátira é potente, mas está inerentemente alinhada a um comentário político de viés progressista e antibélico. O filme assume o pessimismo de quem ainda dá murro em ponta de faca, mas não se censura um momento sequer.

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Talvez aí resida um dos problemas do longa. Não exatamente na falta de censura, mas na repetição de uma mesma ideia. O que os homens sob o comando de McMahon e todos os civis que o gravitam rapidamente percebem é que a noção de uma estratégia de contrainsurgência quando se é o país invasor simplesmente não funciona. McMahon não percebe isso e o ocaso de sua brilhante carreira – e o filme o tangencia como um republicano clássico – se dá sem que ele perceba isso. Mas o espectador percebera tão ou mais rapidamente do que os homens sob o comando do general – isso se ainda não compartilhar do ponto de vista do filme.  Portanto, repetir a ideia – por mais que ela venha embalada por momentos cômicos ou de alguma tensão – é tornar o filme apenas cansativo.

Brad Pitt, que já havia abraçado a sátira com gosto em “Queime Depois de Ler” (2008) e “Bastardos Inglórios” (2009), o faz novamente com brio e inteligência. De movimentos robóticos e postura arrogante, seu McMahon é um fantoche sem consciência de tal condição. Um trabalho minucioso e minimalista, ainda que possa parecer exagerado para um expectador pouco calejado.

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Há excelente piadas e a narração em off é responsável pela maior parte delas. Por outro lado, esse off reforça essa estafa com temas repisados pelo filme. Chegasse dois ou três anos antes, ainda sob o governo Obama, “War Machine” teria muito mais impacto. De toda forma, é um belo cartão de visitas da Netflix para o establishment hollywoodiano. Trata-se, afinal, de um filme adulto, feito de uma maneira provocativa e calcado na figura de um astro de cinema. O tipo de filme que Hollywood não anda produzindo tanto atualmente. E ainda tem uma piada maravilhosa com Lady Gaga.

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quinta-feira, 13 de abril de 2017 Análises, Bastidores, Filmes | 13:50

Cannes 2017 terá briga entre Netflix e Amazon, autores consagrados e Nicole Kidman como rainha

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Mais badalado festival de cinema do mundo chega à 70ª edição com fôlego invejável e escolhas empolgantes. Nicole Kidman estrela quatro produções em destaque no evento

Nicole Kidman tem recorde de filmes em destaque em Cannes em 2017 (foto: HHFP/divulgação)

Nicole Kidman tem recorde de filmes em destaque em Cannes em 2017
(foto: HHFP/divulgação)

O line-up da histórica e aguardada 70ª edição do Festival de Cannes foi anunciado nesta quinta-feira (13) e muitos dos filmes e autores comentados garantiram seu lugar de destaque na croisette. A edição de 2017 do mais badalado festival de cinema do mundo terá novos filmes de gente como o austríaco Michael Heneke – duas vezes vencedor do Palma de Ouro com “A Fita Branca” (2009) e “Amor” (2012) – , a inglesa Lynne Ramsey, a americana Sofia Coppola, a japonesa Naomi Kawase, os franceses François Ozon e Michel Hazanavicius e o turco Faith Akin.

Além dos 18 filmes já anunciados, a competição oficial de Cannes deve ter pelo menos mais dois filmes a serem anunciados nos próximos dias. Dois fatos saltam aos olhos em um primeiro momento. Pela primeira vez, Netflix e Amazon, duas gigantes da distribuição e produção de conteúdo audiovisual , estão na disputa pela Palma de Ouro. A primeira vem com dois filmes. O hypado “Okja”, novo de Bong Joon-Ho, e The Meyerowitz Stories, que marca a estreia do festejado indie Noah Baumbach na Riviera francesa. A segunda vem bancando o novo filme do aclamado Todd Haynes, “Wonderstruck”. A inclusão desses filmes na disputa pela Palma de Ouro ajuda a pavimentar essa mudança de paradigma que as gigantes da internet estão promovendo no negócio, e também na arte, chamada cinema.

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Cena de The Killing os a Sacred Deer, que marca o retorno do grego Yorgos Lanthimos, de "O Lagosta", a Cannes

Cena de The Killing os a Sacred Deer, que marca o retorno do grego Yorgos Lanthimos, de “O Lagosta”, a Cannes

O outro fato de grande relevância é que Nicole Kidman está em quatro produções de destaque em Cannes. Além de estrelar “The Beguiled”, de Sofia Coppola, e “The Killing of a Sacred Deer”, de Yorgos Lanthinos, ela poderá ser vista em “How To Talk to Girls at Parties”, de John Cameron Mitchell, for a de competição, e na 2ª temporada da série “Top of the Lake”, de Jane Campion. Aliás, Cannes se abre de vez para a TV em 2017. Além de Jane Campion, vencedora da Palma em 1994 com “O Piano”, David Lynch, vencedor em 1990 com “Coração Selvagem”, volta ao festival para exibir os primeiros capítulos de seu revival de “Twin Peaks”.

Hollywood ainda não confirmou presença no festival. Não há, ao contrário dos últimos anos, grandes blockbusters debutando no evento francês. O filme de abertura, inclusive, será o francês “Ismael´s Ghosts”, de Arnaud Desplechin, que conta com Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg. A presença americana se limita ao viés mais autoral, com Coppola e Haynes como expoentes, e é a menor em pelo menos dez anos.

O prolífero François Ozon garantiu presença. Ele é o cineasta francês mais frequente em festivais de cinema. Hazanavicius oferece seu olhar do mito francês Jean-Luc Godard em “Le Redoutable”. E Cannes terá Robert Pattinson e Kristen Stewart. Sim, de novo. Ele está no elenco de “Good Time”, na competição oficial, e ela exibe sua estreia como diretora, o curta-metragem “Come Swin”.

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Nicole Kidman, Elle Fanning e Isabelle Huppert, que está em dois filmes, prometem ser as musas de Cannes, que receberá os estranhos no ninho Bem Stiller e Adam Sandler, protagonistas do filme de Baumbach.

Elle Fanning em "The Beguiled", novo de Sofia Coppola

Elle Fanning em “The Beguiled”, novo de Sofia Coppola

Confira os filmes que integram a competição oficial

“Loveless”, de Andrey Zvyagintsev

 “Good Time”, de Benny Safdie e Josh Safdie

“You were never really Here”, de Lynne Ramsay

“L’Amant double”, de François Ozon

“Jupiter’s Moon”, de Kornél Mandruczo

“A gentle creature”, de Sergei Loznitsa

“The Killing of a sacred deer”, de Yorgos Lanthimos

“Radiance”, de Naomi Kawase

“Le jour d’après”, de Hong Sangsoo

“Le Redoutable”, de Michel Hazanavicius

“Wonderstruck”, de Todd Haynes

“Happy end”, de Michael Haneke

“Rodin”, de Jacques Doillon

“The Beguiled”, de Sofia Coppola

“120 battements par minute”, de Robin Campillo

“Okja”, de Bong Joon-Ho

“In the Fade”, de Fatih Akin

“The Meyerowitz stories”, de Noah Baumbach

 

O festival de Cannes acontece entre 17 e 28 de maio de 2017.

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quarta-feira, 1 de março de 2017 Filmes, Notícias | 11:55

“War Machine”, sátira de guerra estrelada por Brad Pitt, ganha teaser e data de estreia

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Brad Pitt e Ben Kingsley em cena de War Machine, que estreia em 26 de maio na Netflix

Brad Pitt e Ben Kingsley em cena de War Machine, que estreia em 26 de maio na Netflix

A Netflix divulgou as primeiras imagens e um curto teaser de “War Machine”, sátira de guerra estrelada por Brad Pitt e, até o lançamento do novo drama de Martin Scorsese, a produção mais cara já bancada pela empresa. O lançamento mundial está agendado para 26 de maio.

Este conto de guerra absurdo e obscuro toma contornos interessantes quando o General Glenn McMahon se vê preso a um agitado e moderno sistema de guerra, que parece não ter fim. O filme que conta com Anthony Michael Hall, Will Poulter, Lakeith Stanfield, Meg Tilly, Tilda Swinton e Sir Ben Kingsley é dirigido por David Michôd (“Reino Animal”).

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 Críticas, Filmes | 13:01

Entre falhas e acertos, “A 13ª Emenda” acena para América mais humanizada

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Documentário, já em cartaz na Netflix, concorre ao Oscar 2017 na categoria e se destaca pelo ponto de vista forte e substancial que a cineasta Ava DuVernay emprega na narrativa

A cineasta Ava DuVernay e o político republicano Newt Gingrich pouco antes de uma das entrevistas do documentário

A cineasta Ava DuVernay e o político republicano Newt Gingrich pouco antes de uma das entrevistas do documentário

“Entender o que é ser um negro nos Estados Unidos é algo que branco algum jamais poderá fazer”, diz o ex-congressista e ex-pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano Newt Gingrich a certo ponto de “A 13ª Emenda”, fulminante documentário da cineasta Ava DuVernay (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”), indicado ao Oscar 2017 de melhor documentário. Este é um momento chave do filme, que parece ungido da missão de convencer o espectador de que a constatação de Gingrich procede.

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O ponto partida de “A 13ª Emenda” é original, relevante e um convite à reflexão. DuVernay se vira para um problema crônico dos Estados Unidos desde a emancipação dos direitos civis na década de 60, quando a população negra após muito sofrimento conseguiu assegurar acesso a alguns direitos básicos: a elevação constante da população carcerária. Desnecessário dizer que neste boom, que ainda hoje está em alta, há preponderância de minorias como negros e latinos.

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O grande mérito do filme não é propor uma reflexão, mas se materializar como um alerta. DuVernay tem uma verdade a defender. A de que a elite branca precisou reagir a 13ª emenda na constituição americana que pôs fim definitivo à escravidão. Era preciso encontrar uma nova maneira de sustentar a economia sulista, toda ela dependente da mão de obra escrava. Esse raciocínio foi evoluindo – e a maneira como o doc trabalha o impacto do filme “O Nascimento de uma Nação” no imaginário cultural da época é um achado – até que o preconceito racial, mais velado à maneira que mais se enraizava, virou uma commodity política que tanto democratas como republicanos exploraram ao longo dos anos.

Cena de A 13ª Emenda (Fotos: divulgação)

Cena de A 13ª Emenda
(Fotos: divulgação)

DuVernay obviamente dá voz a especialistas simpáticos à visão de mundo e do problema que o documentário defende. Mais do que especialistas, grande parte dos entrevistados são ativistas. Não há nenhum problema nisso. No entanto, a fragilidade do filme reside no pouco espaço dado às divergências. Quando um ponto de vista adverso surge, há um tom de ridicularização intermitente. DuVernay peca, ainda, por alterar a sistemática de seu documentário quando Barack Obama assume a Casa Branca. Ela muda os parâmetros até então empregados e prefere atacar a indústria do lobby a submeter Obama ao mesmo escrutínio imposto a Clinton, Bush, Reagan, Nixon e os demais.

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Esse subterfúgio enfraquece o discurso que o filme defende, mas não mina seus méritos. “A 13ª Emenda” é aquele tipo de filme necessário. Que precisa passar nas escolas e que deve estimular todo um debate sobre ele. Entre seus acertos e erros como cinema, salva-se a nobre intenção de contribuir para uma América mais humana.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017 Bastidores, Filmes | 08:01

Netflix divulga primeiras imagens de “Mute”, novo filme de Duncan Jones

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Duncan Jones, o cérebro por trás dos cults “Lunar” e “Contra o Tempo” está com ficção científica nova na praça depois de se experimentar na fantasia com a adaptação do game “Warcraft – O Primeiro Encontro entre Dois Mundos”. Trata-se de “Mute”, filme original da Netflix que estreia ainda neste ano. A plataforma de streaming em produtora divulgou as primeiras imagens da produção estrelada por Paul Rudd e Alexander Skarsgård.

Em um futuro próximo, Leo (Alexander Skarsgård) é um bartender que vive na vibrante cidade de Berlim. Devido a um acidente em sua infância, Leo perdeu a capacidade de falar – e a única coisa boa em sua vida é sua bela namorada, Naadirah (Seyneb Saleh). Quando ela desaparece sem deixar rastro, a busca de Leo por ela o levará ao sórdido centro da cidade. Uma dupla de cirurgiões norte-americanos bem sarcásticos (Paul Rudd e Justin Theroux) são a única pista recorrente e Leo se vê obrigado a enfrentar o submundo da cidade para reencontrar seu amor.

O suspense futurista de Jones promete ser uma das muitas obras cults que 2017 reserva.

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

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sábado, 31 de dezembro de 2016 Críticas, Filmes | 07:30

“Sing Street: Música e Sonho” propõe olhar doce sobre dificuldades do amadurecimento

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Filme que concorre ao Globo de Ouro de melhor comédia ou musical já está disponível na Netflix

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Há cineastas especializados em fazer pequenos grandes filmes. O irlandês John Carney, que se aventurou por Hollywood com “Mesmo se Nada Der Certo”, é um desses cineastas. “Sing Street: Música e Sonho”, que surpreendeu muita gente ao aparecer entre os cinco indicados à categoria de melhor filme em comédia ou musical no Globo de Ouro 2017, é mais uma prova indiscutível de sua capacidade para contar histórias profundamente simples, mas de ressonância humana superlativa.

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“Sing Street” atesta, ainda, o talento singular do irlandês para fundir música e cinema de maneira incrivelmente sedutora e narrativamente eficiente.

Estamos na Dublin dos anos 80, Conor (Ferdia Walsh-Peelo, radiante em sua estreia no cinema) precisa se ajustar a nova realidade econômica da família. A mudança para uma escola católica é apenas um de seus problemas. A iminente separação dos pais e o bullying que sofre na nova escola são outros. Ele se refugia no irmão mais velho, Bredan (Jack Reynor), para conselhos sobre música e garotas.

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SING STREETInstantaneamente apaixonado por uma garota mais velha que ocasionalmente fuma no portão de sua escola, Conor a convida para estrelar o clipe de sua banda. Detalhe: não existe banda nenhuma. Ele então se arranja com um grupo de losers para formar a Sing Street. Aos poucos a banda vai ganhando forma e coração e Conor se envolvendo mais com Raphina (Lucy Boynton), que também tem seus sonhos para cultivar.

Personagens iluminados vêm muito fácil à pena de Carney, mas aqui o diretor-roteirista conta com os préstimos de Lucy Boynton que dá a sua Raphina a qualidade de musa inspiradora imaginada por Carney e que nós enquanto público podemos perceber tão vividamente quanto Conor. Brendan, que ostenta perolas como “mulher nenhuma é capaz de amar de verdade um homem que ouve Phill Collins”, é um achado como um jovem que renunciou seus sonhos e experimenta certa amargura, mas se recompõe sempre que o irmão caçula precisa de orientação.

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Como em todo filme do irlandês, a música ocupa um espaço todo especial. É especialmente agradável ver o processo criativo de Conor e seus amigos e as influências salpicadas de A-Ha a The Cure conforme o estado de espírito do protagonista se metamorfoseia.

As letras das músicas criadas especialmente para o filme, como The Riddle of the Model, Drive it Like You Stole It, Girls e Go Now tornam o sentido, mas também o sentimento de “Sing Street” muito mais amplo e ressonante. Um filme fofo, sim, mas também sintomático de nossa necessidade de sonhar.

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sábado, 17 de setembro de 2016 Filmes, Notícias | 16:30

Netflix lança segunda edição de prêmio que promove cinema independente nacional

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Cena do filme "Califórnia", que concorre ao prêmio Netflix Foto: divulgação

Cena do filme “Califórnia”, que concorre ao prêmio Netflix
Foto: divulgação

A Netflix lançou nesta semana a segunda edição do Prêmio Netflix, que tem como objetivo dar visibilidade à produção independente do cinema brasileiro. São dez filmes finalistas pré-selecionados, e dois desses filmes poderão ser assistidos por mais de 83 milhões de pessoas em mais de 190 países onde a Netflix está presente. Um será escolhido por voto popular e outro por um painel de jurados formado por grandes nomes do cenário cultural brasileiro composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores Hugo Gloss e Lully de Verdade.

Os filmes que disputam o seu voto, que pode ser registrado aqui, são “Ventos de Agosto”, “Califórnia”, “Obra”, “Levante”, “O Último Cine Drive-In”, “A História da Eternidade”, “Porque Temos Esperança”, “My Name is Now, Elza Soares”, “Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” e “À Queima-Roupa”.

Os vencedores do Prêmio Netflix 2016, que serão anunciados no dia 5 de outubro,  ganharão um licenciamento global no serviço. Em 2013, o filme vencedor do Prêmio Netflix foi “Apenas o Fim”, de Matheus Souza.

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terça-feira, 26 de julho de 2016 Análises | 06:00

Plural e nostálgica, “Stranger Things” é o melhor que a cultura pop tem a oferecer em 2016

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Cena de "Stranger Things": os anos 80 estão de volta

Cena de “Stranger Things”: os anos 80 estão de volta

Vai ser difícil surgir algo mais atraente, sofisticado, divertido, inteligente e, vá lá, nostálgico em 2016 do que “Stranger Things”, série original do Netflix que provoca grande comoção nas redes sociais mundo afora.

A série criada pelos irmãos Duffer, donos de um currículo minguado com apenas um ou outro crédito no cinema independente e alguns roteiros da série “Wayward Pines”, resgata a psicologia e atmosfera do cinema dos anos 80. Não somente isso como se materializa em uma ode àquela década por meio de referências visuais, sonoras, elementares e narrativas.

Ambientada em Montauk, Long Island, a trama se inicia com o desaparecimento misterioso de Will Byers (Noah Schnapp). Sua mãe Joyce, papel que recupera Winona Ryder do ostracismo, e seus amigos Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin(Gaten Matarazzo) dão início a buscas paralelas à perpetrada pela polícia, e pelo delegado Jim Hopper (David Harbour). Todos mergulham em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito estranha. Essa garotinha, chamada Eleven é um dos grandes sabores da série. Interpretada com espantosa habilidade por Millie Bob Brown, Eleven rapidamente nos cativa e torna toda a experiência de se assistir “Stranger Things” ainda mais saborosa.

As referências pipocam a mil. Dos filmes de John Hughes aos de John Carpenter, passando por filmes seminais como “E.T – O Extraterrestre” (1982) e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (1977), resvalando em produções como “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979), “O Labirinto do Fauno” (2006), “Poltergeist” (1982) e “Conta Comigo” (1986). Este último, épico infanto-juvenil dirigido por Rob Reiner, se revela uma das linhas-mestras de “Stranger Things”; ao lado, talvez, de “Os Gonnies” (1985). Isso, claro, está tangenciado nas relações do grupo de amigos mirim, todos nerds e vítimas de bullying que se amarram no sobrenatural.

 

Stranger things - 3Nenhuma outra obra em 2016, no cinema ou na TV, fez tão bom uso da música como “Stranger Things”. Em entrevista ao site Salon, os responsáveis pela trilha da série, Kyle Dixon e Michael Stein, disseram que o cinema dos anos 80 foi uma influência suprema no processo. A trilha que nos faz gelar a espinha parece algo saído de um filme de Nicolas Winding-Refn (“Drive”). “Os Duffer queriam que a música fizesse grande parte do show”, diz Dixon. “As demos do início da nossa carreira se ajustavam ao tom pretendido por eles”, acrescenta Stein. “Isso ajudou a pavimentar o nosso caminho”.

A resolução da trama, embora razoavelmente previsível, é apenas um detalhe em “Stranger Things”, essa série com sabor de matinê e vocação para tanto mais. É uma crônica voraz sobre maternidade, um delicioso romance no estilo “garoto conhece garota”, um thriller cheio de clima, uma trama de mistério, uma ode aos anos 80, uma série sobre camaradagem, entre tantas outras definições possíveis.

A qualidade da série se sustenta, em última análise, na elaboração equilibrada deste adorável pastiche. Qualquer que seja o ângulo que se enquadre “Stranger Thrings”, a série funciona e entrega. Essa pluralidade é justamente o que faz da produção do Netflix algo tão singular.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015 Notícias | 22:53

Keith Richards é tema de documentário em estreia na Netflix

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Keith 2Rolling Stones e Mick Jagger são dois dos maiores personagens do rock. Existe essa convicção e existe Keith Richards, uma figura que transcende os anais do rock para se tornar um daqueles casos emblemáticos da cultura e da contracultura. Não à toa, “Keith Richards: under the influence”, documentário sobre o mais polêmico e surrealista dos Stones, chega a todo o mundo pela Netflix no mesmo dia em que o primeiro álbum solo (“Corsseyed heart”) de Richards em 23 anos chega às lojas.  Em 18 de setembro.

O filme é dirigido Morgan Neville, diretor do doc vencedor do Oscar “A um passo do estrelato” (2014) e promete um olhar sem precedentes sobre o guitarrista dos Stones. O filme foi gravado durante a preparação de Richards para o novo trabalho solo.

“Ele sempre representou a alma da música rock”, disse à Rolling Stone americana o diretor do filme, “e eu estou orgulhoso de trazer o Keith da vida real, este que nós capturamos, a uma audiência global via Netflix”.  A produção foi adquirida pela empresa quando já estava na pós-produção.

O primeiro trailer, divulgado nesta quarta-feira (9), mostra o guitarrista falando sobre o status de sua banda (“os Stones entraram em hibernação”), revelando suas influências musicais (“música folk americana, jazz, blues, Johnny Cash, Muddy Waters“) e ratificando a lenda de ser incansável (“Você vai envelhecer quando estiver enterrado”).

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quinta-feira, 30 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:53

“Beasts of No Nation”, aposta da Netflix para o Oscar, ganha 1º trailer legendado

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O primeiro longa-metragem de ficção da Netflix ainda não estreou, mas já está causando uma sensação danada. “Beasts of no Nation”, de Cary Fukunaga ( “True Detective” e “Jane Eyre”), integra a competição oficial da 72ª edição do festival de Veneza, que acontece entre os dias 2 e 12 de setembro, e já é alvo de boicote de algumas redes de cinema que se recusam a exibir o filme, que a empresa lançará simultaneamente em cinemas selecionados dos EUA e por streaming em sua plataforma online para todo o mundo em 16 de outubro.

A ideia de colocar a produção nos cinemas se justifica pela necessidade de um filme ficar em cartaz pelo menos uma semana no ano em Los Angeles para ser elegível ao Oscar. E a Netflix está confiante de que “Beasts of no nation” tem todas as condições de ir ao Oscar. A empresa liberou o primeiro trailer da produção nesta quinta-feira. O filme mostra o treinamento cruel e incivilizatório coordenado pelo chefe de uma milícia paramilitar africana (Idris Elba) dado a um órfão. A ideia de problematizar esse cultivo de uma máquina de guerra totalmente desgrenhada de qualquer humanidade é dramaticamente poderosa. Nas mãos de um cineasta com o pé no existencialismo, como Fukunaga provou ter em seus trabalhos prévios, o material adaptado da obra de Uzodinma Iweala promete bastante.

A tendência é de que o burburinho em torno de “Beasts of no nation” aumente nas próximas semanas. Por enquanto, fique com o impactante trailer abaixo.

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