Publicidade

Posts com a Tag Netflix

quarta-feira, 1 de março de 2017 Filmes, Notícias | 11:55

“War Machine”, sátira de guerra estrelada por Brad Pitt, ganha teaser e data de estreia

Compartilhe: Twitter
Brad Pitt e Ben Kingsley em cena de War Machine, que estreia em 26 de maio na Netflix

Brad Pitt e Ben Kingsley em cena de War Machine, que estreia em 26 de maio na Netflix

A Netflix divulgou as primeiras imagens e um curto teaser de “War Machine”, sátira de guerra estrelada por Brad Pitt e, até o lançamento do novo drama de Martin Scorsese, a produção mais cara já bancada pela empresa. O lançamento mundial está agendado para 26 de maio.

Este conto de guerra absurdo e obscuro toma contornos interessantes quando o General Glenn McMahon se vê preso a um agitado e moderno sistema de guerra, que parece não ter fim. O filme que conta com Anthony Michael Hall, Will Poulter, Lakeith Stanfield, Meg Tilly, Tilda Swinton e Sir Ben Kingsley é dirigido por David Michôd (“Reino Animal”).

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 Críticas, Filmes | 13:01

Entre falhas e acertos, “A 13ª Emenda” acena para América mais humanizada

Compartilhe: Twitter

Documentário, já em cartaz na Netflix, concorre ao Oscar 2017 na categoria e se destaca pelo ponto de vista forte e substancial que a cineasta Ava DuVernay emprega na narrativa

A cineasta Ava DuVernay e o político republicano Newt Gingrich pouco antes de uma das entrevistas do documentário

A cineasta Ava DuVernay e o político republicano Newt Gingrich pouco antes de uma das entrevistas do documentário

“Entender o que é ser um negro nos Estados Unidos é algo que branco algum jamais poderá fazer”, diz o ex-congressista e ex-pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano Newt Gingrich a certo ponto de “A 13ª Emenda”, fulminante documentário da cineasta Ava DuVernay (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”), indicado ao Oscar 2017 de melhor documentário. Este é um momento chave do filme, que parece ungido da missão de convencer o espectador de que a constatação de Gingrich procede.

Leia mais: Documentário indicado ao Oscar, “Eu Não Sou Seu Negro” desnuda América racista

O ponto partida de “A 13ª Emenda” é original, relevante e um convite à reflexão. DuVernay se vira para um problema crônico dos Estados Unidos desde a emancipação dos direitos civis na década de 60, quando a população negra após muito sofrimento conseguiu assegurar acesso a alguns direitos básicos: a elevação constante da população carcerária. Desnecessário dizer que neste boom, que ainda hoje está em alta, há preponderância de minorias como negros e latinos.

Leia mais: Direção potente reforça discurso politizado de “Selma”

O grande mérito do filme não é propor uma reflexão, mas se materializar como um alerta. DuVernay tem uma verdade a defender. A de que a elite branca precisou reagir a 13ª emenda na constituição americana que pôs fim definitivo à escravidão. Era preciso encontrar uma nova maneira de sustentar a economia sulista, toda ela dependente da mão de obra escrava. Esse raciocínio foi evoluindo – e a maneira como o doc trabalha o impacto do filme “O Nascimento de uma Nação” no imaginário cultural da época é um achado – até que o preconceito racial, mais velado à maneira que mais se enraizava, virou uma commodity política que tanto democratas como republicanos exploraram ao longo dos anos.

Cena de A 13ª Emenda (Fotos: divulgação)

Cena de A 13ª Emenda
(Fotos: divulgação)

DuVernay obviamente dá voz a especialistas simpáticos à visão de mundo e do problema que o documentário defende. Mais do que especialistas, grande parte dos entrevistados são ativistas. Não há nenhum problema nisso. No entanto, a fragilidade do filme reside no pouco espaço dado às divergências. Quando um ponto de vista adverso surge, há um tom de ridicularização intermitente. DuVernay peca, ainda, por alterar a sistemática de seu documentário quando Barack Obama assume a Casa Branca. Ela muda os parâmetros até então empregados e prefere atacar a indústria do lobby a submeter Obama ao mesmo escrutínio imposto a Clinton, Bush, Reagan, Nixon e os demais.

Leia mais: Documentarista brasileiro flagra América dividida sobre Donald Trump

Esse subterfúgio enfraquece o discurso que o filme defende, mas não mina seus méritos. “A 13ª Emenda” é aquele tipo de filme necessário. Que precisa passar nas escolas e que deve estimular todo um debate sobre ele. Entre seus acertos e erros como cinema, salva-se a nobre intenção de contribuir para uma América mais humana.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 10 de janeiro de 2017 Bastidores, Filmes | 08:01

Netflix divulga primeiras imagens de “Mute”, novo filme de Duncan Jones

Compartilhe: Twitter

Duncan Jones, o cérebro por trás dos cults “Lunar” e “Contra o Tempo” está com ficção científica nova na praça depois de se experimentar na fantasia com a adaptação do game “Warcraft – O Primeiro Encontro entre Dois Mundos”. Trata-se de “Mute”, filme original da Netflix que estreia ainda neste ano. A plataforma de streaming em produtora divulgou as primeiras imagens da produção estrelada por Paul Rudd e Alexander Skarsgård.

Em um futuro próximo, Leo (Alexander Skarsgård) é um bartender que vive na vibrante cidade de Berlim. Devido a um acidente em sua infância, Leo perdeu a capacidade de falar – e a única coisa boa em sua vida é sua bela namorada, Naadirah (Seyneb Saleh). Quando ela desaparece sem deixar rastro, a busca de Leo por ela o levará ao sórdido centro da cidade. Uma dupla de cirurgiões norte-americanos bem sarcásticos (Paul Rudd e Justin Theroux) são a única pista recorrente e Leo se vê obrigado a enfrentar o submundo da cidade para reencontrar seu amor.

O suspense futurista de Jones promete ser uma das muitas obras cults que 2017 reserva.

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Autor: Tags: , ,

sábado, 31 de dezembro de 2016 Críticas, Filmes | 07:30

“Sing Street: Música e Sonho” propõe olhar doce sobre dificuldades do amadurecimento

Compartilhe: Twitter

Filme que concorre ao Globo de Ouro de melhor comédia ou musical já está disponível na Netflix

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Há cineastas especializados em fazer pequenos grandes filmes. O irlandês John Carney, que se aventurou por Hollywood com “Mesmo se Nada Der Certo”, é um desses cineastas. “Sing Street: Música e Sonho”, que surpreendeu muita gente ao aparecer entre os cinco indicados à categoria de melhor filme em comédia ou musical no Globo de Ouro 2017, é mais uma prova indiscutível de sua capacidade para contar histórias profundamente simples, mas de ressonância humana superlativa.

Leia mais: As dez melhores atuações masculinas do cinema em 2016

“Sing Street” atesta, ainda, o talento singular do irlandês para fundir música e cinema de maneira incrivelmente sedutora e narrativamente eficiente.

Estamos na Dublin dos anos 80, Conor (Ferdia Walsh-Peelo, radiante em sua estreia no cinema) precisa se ajustar a nova realidade econômica da família. A mudança para uma escola católica é apenas um de seus problemas. A iminente separação dos pais e o bullying que sofre na nova escola são outros. Ele se refugia no irmão mais velho, Bredan (Jack Reynor), para conselhos sobre música e garotas.

Leia mais: As dez melhores atuações femininas do cinema em 2016

SING STREETInstantaneamente apaixonado por uma garota mais velha que ocasionalmente fuma no portão de sua escola, Conor a convida para estrelar o clipe de sua banda. Detalhe: não existe banda nenhuma. Ele então se arranja com um grupo de losers para formar a Sing Street. Aos poucos a banda vai ganhando forma e coração e Conor se envolvendo mais com Raphina (Lucy Boynton), que também tem seus sonhos para cultivar.

Personagens iluminados vêm muito fácil à pena de Carney, mas aqui o diretor-roteirista conta com os préstimos de Lucy Boynton que dá a sua Raphina a qualidade de musa inspiradora imaginada por Carney e que nós enquanto público podemos perceber tão vividamente quanto Conor. Brendan, que ostenta perolas como “mulher nenhuma é capaz de amar de verdade um homem que ouve Phill Collins”, é um achado como um jovem que renunciou seus sonhos e experimenta certa amargura, mas se recompõe sempre que o irmão caçula precisa de orientação.

Leia mais: Com clímax poderoso, “A Chegada” é elogio das imperfeições da existência 

Como em todo filme do irlandês, a música ocupa um espaço todo especial. É especialmente agradável ver o processo criativo de Conor e seus amigos e as influências salpicadas de A-Ha a The Cure conforme o estado de espírito do protagonista se metamorfoseia.

As letras das músicas criadas especialmente para o filme, como The Riddle of the Model, Drive it Like You Stole It, Girls e Go Now tornam o sentido, mas também o sentimento de “Sing Street” muito mais amplo e ressonante. Um filme fofo, sim, mas também sintomático de nossa necessidade de sonhar.

Autor: Tags: , ,

sábado, 17 de setembro de 2016 Filmes, Notícias | 16:30

Netflix lança segunda edição de prêmio que promove cinema independente nacional

Compartilhe: Twitter
Cena do filme "Califórnia", que concorre ao prêmio Netflix Foto: divulgação

Cena do filme “Califórnia”, que concorre ao prêmio Netflix
Foto: divulgação

A Netflix lançou nesta semana a segunda edição do Prêmio Netflix, que tem como objetivo dar visibilidade à produção independente do cinema brasileiro. São dez filmes finalistas pré-selecionados, e dois desses filmes poderão ser assistidos por mais de 83 milhões de pessoas em mais de 190 países onde a Netflix está presente. Um será escolhido por voto popular e outro por um painel de jurados formado por grandes nomes do cenário cultural brasileiro composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores Hugo Gloss e Lully de Verdade.

Os filmes que disputam o seu voto, que pode ser registrado aqui, são “Ventos de Agosto”, “Califórnia”, “Obra”, “Levante”, “O Último Cine Drive-In”, “A História da Eternidade”, “Porque Temos Esperança”, “My Name is Now, Elza Soares”, “Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” e “À Queima-Roupa”.

Os vencedores do Prêmio Netflix 2016, que serão anunciados no dia 5 de outubro,  ganharão um licenciamento global no serviço. Em 2013, o filme vencedor do Prêmio Netflix foi “Apenas o Fim”, de Matheus Souza.

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 26 de julho de 2016 Análises | 06:00

Plural e nostálgica, “Stranger Things” é o melhor que a cultura pop tem a oferecer em 2016

Compartilhe: Twitter
Cena de "Stranger Things": os anos 80 estão de volta

Cena de “Stranger Things”: os anos 80 estão de volta

Vai ser difícil surgir algo mais atraente, sofisticado, divertido, inteligente e, vá lá, nostálgico em 2016 do que “Stranger Things”, série original do Netflix que provoca grande comoção nas redes sociais mundo afora.

A série criada pelos irmãos Duffer, donos de um currículo minguado com apenas um ou outro crédito no cinema independente e alguns roteiros da série “Wayward Pines”, resgata a psicologia e atmosfera do cinema dos anos 80. Não somente isso como se materializa em uma ode àquela década por meio de referências visuais, sonoras, elementares e narrativas.

Ambientada em Montauk, Long Island, a trama se inicia com o desaparecimento misterioso de Will Byers (Noah Schnapp). Sua mãe Joyce, papel que recupera Winona Ryder do ostracismo, e seus amigos Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin(Gaten Matarazzo) dão início a buscas paralelas à perpetrada pela polícia, e pelo delegado Jim Hopper (David Harbour). Todos mergulham em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito estranha. Essa garotinha, chamada Eleven é um dos grandes sabores da série. Interpretada com espantosa habilidade por Millie Bob Brown, Eleven rapidamente nos cativa e torna toda a experiência de se assistir “Stranger Things” ainda mais saborosa.

As referências pipocam a mil. Dos filmes de John Hughes aos de John Carpenter, passando por filmes seminais como “E.T – O Extraterrestre” (1982) e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (1977), resvalando em produções como “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979), “O Labirinto do Fauno” (2006), “Poltergeist” (1982) e “Conta Comigo” (1986). Este último, épico infanto-juvenil dirigido por Rob Reiner, se revela uma das linhas-mestras de “Stranger Things”; ao lado, talvez, de “Os Gonnies” (1985). Isso, claro, está tangenciado nas relações do grupo de amigos mirim, todos nerds e vítimas de bullying que se amarram no sobrenatural.

 

Stranger things - 3Nenhuma outra obra em 2016, no cinema ou na TV, fez tão bom uso da música como “Stranger Things”. Em entrevista ao site Salon, os responsáveis pela trilha da série, Kyle Dixon e Michael Stein, disseram que o cinema dos anos 80 foi uma influência suprema no processo. A trilha que nos faz gelar a espinha parece algo saído de um filme de Nicolas Winding-Refn (“Drive”). “Os Duffer queriam que a música fizesse grande parte do show”, diz Dixon. “As demos do início da nossa carreira se ajustavam ao tom pretendido por eles”, acrescenta Stein. “Isso ajudou a pavimentar o nosso caminho”.

A resolução da trama, embora razoavelmente previsível, é apenas um detalhe em “Stranger Things”, essa série com sabor de matinê e vocação para tanto mais. É uma crônica voraz sobre maternidade, um delicioso romance no estilo “garoto conhece garota”, um thriller cheio de clima, uma trama de mistério, uma ode aos anos 80, uma série sobre camaradagem, entre tantas outras definições possíveis.

A qualidade da série se sustenta, em última análise, na elaboração equilibrada deste adorável pastiche. Qualquer que seja o ângulo que se enquadre “Stranger Thrings”, a série funciona e entrega. Essa pluralidade é justamente o que faz da produção do Netflix algo tão singular.

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 9 de setembro de 2015 Notícias | 22:53

Keith Richards é tema de documentário em estreia na Netflix

Compartilhe: Twitter

Keith 2Rolling Stones e Mick Jagger são dois dos maiores personagens do rock. Existe essa convicção e existe Keith Richards, uma figura que transcende os anais do rock para se tornar um daqueles casos emblemáticos da cultura e da contracultura. Não à toa, “Keith Richards: under the influence”, documentário sobre o mais polêmico e surrealista dos Stones, chega a todo o mundo pela Netflix no mesmo dia em que o primeiro álbum solo (“Corsseyed heart”) de Richards em 23 anos chega às lojas.  Em 18 de setembro.

O filme é dirigido Morgan Neville, diretor do doc vencedor do Oscar “A um passo do estrelato” (2014) e promete um olhar sem precedentes sobre o guitarrista dos Stones. O filme foi gravado durante a preparação de Richards para o novo trabalho solo.

“Ele sempre representou a alma da música rock”, disse à Rolling Stone americana o diretor do filme, “e eu estou orgulhoso de trazer o Keith da vida real, este que nós capturamos, a uma audiência global via Netflix”.  A produção foi adquirida pela empresa quando já estava na pós-produção.

O primeiro trailer, divulgado nesta quarta-feira (9), mostra o guitarrista falando sobre o status de sua banda (“os Stones entraram em hibernação”), revelando suas influências musicais (“música folk americana, jazz, blues, Johnny Cash, Muddy Waters“) e ratificando a lenda de ser incansável (“Você vai envelhecer quando estiver enterrado”).

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 30 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:53

“Beasts of No Nation”, aposta da Netflix para o Oscar, ganha 1º trailer legendado

Compartilhe: Twitter

O primeiro longa-metragem de ficção da Netflix ainda não estreou, mas já está causando uma sensação danada. “Beasts of no Nation”, de Cary Fukunaga ( “True Detective” e “Jane Eyre”), integra a competição oficial da 72ª edição do festival de Veneza, que acontece entre os dias 2 e 12 de setembro, e já é alvo de boicote de algumas redes de cinema que se recusam a exibir o filme, que a empresa lançará simultaneamente em cinemas selecionados dos EUA e por streaming em sua plataforma online para todo o mundo em 16 de outubro.

A ideia de colocar a produção nos cinemas se justifica pela necessidade de um filme ficar em cartaz pelo menos uma semana no ano em Los Angeles para ser elegível ao Oscar. E a Netflix está confiante de que “Beasts of no nation” tem todas as condições de ir ao Oscar. A empresa liberou o primeiro trailer da produção nesta quinta-feira. O filme mostra o treinamento cruel e incivilizatório coordenado pelo chefe de uma milícia paramilitar africana (Idris Elba) dado a um órfão. A ideia de problematizar esse cultivo de uma máquina de guerra totalmente desgrenhada de qualquer humanidade é dramaticamente poderosa. Nas mãos de um cineasta com o pé no existencialismo, como Fukunaga provou ter em seus trabalhos prévios, o material adaptado da obra de Uzodinma Iweala promete bastante.

A tendência é de que o burburinho em torno de “Beasts of no nation” aumente nas próximas semanas. Por enquanto, fique com o impactante trailer abaixo.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 23 de julho de 2015 Análises, Atores | 16:27

Em meio à crise na carreira, Adam Sandler busca abrigo na internet

Compartilhe: Twitter
O ator em cena do filme "Esposa de mentirinha" (Fotos: divulgação)

O ator em cena do filme “Esposa de mentirinha”
(Fotos: divulgação)

Adam Sandler sempre foi um campeão de bilheteria. Desde que iniciou seu reinado em meados da década de 90 com filmes como “Um maluco no golfe” (1996), “Afinado no amor” (1998) e “O paizão” (1999), o ator deu de ombros para a crítica que sempre lhe torceu o nariz.

Nos anos 2000, em plena fase em que astros de cinema se desvalorizavam em detrimento de adaptações de outras mídias e franquias de apelo juvenil, Sandler manteve sólida sua base de fãs e dava lucro com seus filmes relativamente baratos.

Sandler, diferentemente de figuras como Johnny Depp e Robert Downey Jr. que se reinventaram para acontecer no mainstream, levava público ao cinema sendo sempre ele mesmo. As galhofas e as piadas grosseiras vez ou outras rivalizavam com alguma aparição mais séria como no drama pós-11 de setembro “Reine sobre mim” (2007).

Sandler conseguia que até mesmo filmes como “Golpe baixo” (2005), sobre futebol americano, ganhasse distribuição nos cinemas brasileiros. Um feito raro para filmes sobre esportes impopulares no país. A primeira década do milênio foi delirantemente positiva para o ator.

Estrelou filmes muitíssimo bem sucedidos como “A herança de Mr. Deeds” (2002), “Tratamento de choque” (2003), em que contracenou com a fera Jack Nicholson, “Como se fosse a primeira vez” (2004) e “Click” (2006).

Não obstante, colaborou com verdadeiras legendas da sétima arte como Paul Thomas Anderson (“Embriagado do amor”) e James L. Brooks (“Espanglês”), além de se experimentar em um tipo diferente de humor, mais amargo, em fitas como “Tá rindo do quê?”, de Judd Apatow, maior nome da comédia americana atual.

Sandler em "Pixels": crítica reprovou o filme. Como o público reagirá neste fim de semana?

Sandler em “Pixels”: crítica reprovou o filme. Como o público reagirá neste fim de semana?

A virada da década, no entanto, representou um doloroso revés para o ator. Sandler continuou operando na mesma fórmula. Comédias histriônicas (“Gente grande”, “Cada um tem a gêmea que merece” e “Esse é o meu garoto”), com incursões dramáticas pontuais (“Homens, mulheres e filhos”).

“Pixels”, principal aposta da Sony na temporada e que chega hoje aos cinemas do Brasil e nesta sexta-feira nos EUA, já é um filme em que Sandler divide o protagonismo com outros atores. Além de seu habitual parceiro Kevin James, figuras ascendentes como Josh Gad e Peter Dinklage estrelam a fita que coloca personagens de videogames contra a humanidade.

Recolocação

Os últimos filmes do ator foram fiascos de bilheteria. “Juntos e misturados” (2014), terceira colaboração com a atriz Drew Barrymore (as outras foram “Afinado no amor” e “Como se fosse a primeira vez”) já não foi lançado nos cinemas de muitos países.

A crítica continua pouco amistosa com Sandler, mas estaria o público cansado dele? A revista Forbes colocou o ator no topo da lista dos atores menos rentáveis nos últimos dois anos. A equação é simples. A taxa de retorno de Sandler anda baixíssima. Com um salário ainda inflado, o ator rendeu US$ 3,20 para cada dólar recebido. Na contramão da expectativa ensejada pela Forbes, a Netflix fechou um acordo com Sandler para produzir e distribuir seus próximos quatro filmes. O desenvolvimento será conduzido em parceria com a Happy Madison Productions, produtora do ator.

Em Cannes, Ted Sarandos, diretor de programação da Netflix,  disse que a opção por fechar um contrato com Sandler se deu baseado em levantamento feito pela empresa de que os filmes estrelados pelo ator são dos mais procurados pela base de assinantes nos mercados em que a Netflix opera.

Sandler e Barrymore em "Juntos e misturados": velhas receitas não estavam dando certo

Sandler e Barrymore em “Juntos e misturados”: velhas receitas não estavam dando certo

Ao buscar abrigo na internet, Sandler não só aponta um caminho para astros em decadência – e há uma fila cada vez maior deles – como relativiza o impacto negativo das bilheterias de seus últimos filmes. O interesse por ele teria apenas migrado de plataforma. Pode não ser o sonho de aposentadoria do outrora rei da comédia besteirol americana, mas é uma saída para lá de digna.

Autor: Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de junho de 2015 Notícias | 20:56

Pesquisa indica que faturamento do On Demand vai superar cinemas em 2018

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Que a maneira de se assistir TV está mudando todo mundo sabe. Passa por essa mudança o crescimento voraz do streaming, capitaneado pela Netflix, e pela popularização do vídeo on demand, conceito em que o espectador assiste o que quiser, quando quiser e como quiser – conceito adornado pela acesso à internet cada vez mais amplo. O que a pesquisa produzida e divulgada pela PrivewaterhouseCoopers projeta, no entanto, é uma mudança muito mais rápida e profunda do que analistas de mercado previam.

De acordo com o estudo, realizado em 54 países, inclusive o Brasil, os vídeos online vão superar os lucros das salas de cinema norte-americanas já em 2018, tornando-se a principal fonte de renda do mercado nos EUA. A tendência, defendem os responsáveis pela pesquisa, é que o mundo – ainda que mais lentamente – replique esse movimento.

Nessa categoria de vídeo online, incluem-se assinaturas, aluguéis e compras avulsas de títulos em serviços como Netflix e Hulu. Canais como HBO e Showtime já se movimentam para lançar no mercado americano sites de streaming com assinaturas independentes de seus canais a cabo. A expectativa é de que o setor cresça cerca de 14% ao ano. O mesmo estudo indica que o cinema deve crescer cerca de 4% ao ano. Uma diferença brutal aos olhos de investidores, o que poderia precipitar uma mudança na hierarquia de lançamentos de filmes. Nos EUA, muitos filmes independentes já estão sendo comercializados por streaming simultaneamente ao lançamento nos cinemas.

Leia também: 

Internet ganha força como plataforma de lançamento de filmes

Marasmo na produção dos estúdios redimensiona redimensiona produção de cinema independente dos EUA

Autor: Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última