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quinta-feira, 30 de junho de 2016 Filmes | 07:00

Clássico instantâneo, “O Diabo Veste Prada” comemora dez anos de seu lançamento no cinema

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Atriz tarimbada e premiada, Meryl Streep viveu sua primeira personagem francamente pop no filme (Fotos: Divulgação)

Atriz tarimbada e premiada, Meryl Streep viveu sua primeira personagem francamente pop no filme
(Fotos: Divulgação)

Nesta quinta-feira (30) completam dez anos do lançamento de “O Diabo Veste Prada” nos cinemas dos Estados Unidos. No Brasil, o filme dirigido por David Frankel seria lançado apenas em 22 de setembro.

Incensado imediatamente ao culto fashion, o filme deu a Meryl Streep uma das personagens mais marcantes de sua carreira, a cruel Miranda Priestly, decalcada da editora megera da Vogue Anna Wintour.

O filme, uma adaptação da obra homônima de Lauren Weisberger, arrecadou mais de US$ 320 milhões nas bilheterias garantindo-se como um dos hits do ano nos cinemas e é frequentemente escalado para a Sessão da Tarde da Globo.

Anne Hathaway, em seu primeiro protagonismo fora da série “O Diário da Princesa”, é Andy Sachs, egressa da faculdade de jornalismo com os sonhos que todo universitário – especialmente aqueles que fazem jornalismo – carregam na bagagem. Ela vai fazer um estágio com Miranda na revista de moda Runaway e aos poucos vai ganhando perspectiva na vida e na carreira.

“O Diabo Veste Prada” sobrevive ao hype e é um exercício interessante revisitá-lo neste seu aniversário de dez anos. Trata-se de um filme muito sensível sobre ritos de amadurecimento. Além de prover um minucioso retrato da oposição entre o ideário do jornalismo e à prática dele.

“O diabo Veste Prada” marcou o começo da democratização da moda (o fast fashion) na esteira das redes sociais e do reality show “Project Runaway” que começou dois anos antes. O timing também foi perfeito para as atrizes que o estrelaram. Anne Hathaway se firmou como uma estrela em ascensão a qual os estúdios poderiam apostar, Emily Blunt aconteceu e Meryl Streep voltou ao Oscar, a qual não concorria há inacreditáveis quatro anos, com sua personagem mais comercial. Aos 57 anos, Streep era um ícone pop.

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“Eu nunca imaginei que as minhas falas neste filme seriam citadas para mim todas as semanas da minha vida”, confessou Blunt em recente entrevista à Variety por ocasião dos dez anos do filme.

Para o papel de Anne Hathaway foram testadas as atrizes Rachel McAdams (“Spotlight – Segredos”) e Juliette Lewis (“Cabo do medo”). Ela acabou sendo escolhida por causa do instinto do diretor que “a via como uma boa Andy”. Hollywood tem seus caprichos e eles, as vezes, dão muito certo.

Para além dos figurinos exuberantes, da trilha sonora pop, com Lily Allen, U2, Madonna e Alanis Morissette, “O Diabo Veste Prada” pertence àquela estirpe de blockbusters com alma que Hollywood entrega de quando em quando.

Com excelentes coadjuvantes – Stanley Tucci é um deleite em cena -, boas participações especiais (como Gisele Bündchen) e sutilezas como a preocupação de Miranda com Andy e seu esforço para não se despir da carapuça de megera, o filme faz por merecer seu status na cultura pop. Vira e mexe se comenta sobre a possibilidade de uma sequência – um segundo livro foi publicado – mas a ideia nunca foi para frente. “Eu acho que esse já atingiu a nota certa”, disse Anne Hathaway em entrevista recente sobre a possibilidade de um “O Diabo Veste Prada 2”. “É melhor deixar como está”.

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