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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018 Bastidores, Filmes | 13:49

Netflix e Paramount se aproximam e sinalizam nova tendência na distribuição de filmes

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Já há algum tempo a Netflix enseja debates a respeito da distribuição de conteúdo audiovisual. A mudança de paradigma se deu, em um primeiro momento, na TV, que precisou rever seu sistema de distribuição e mesmo a qualidade e viabilidade de suas produções. Chegou a vez do cinema. A compra, ainda pendente de aprovação por órgãos regulatórios, da Fox pela Disney foi o primeiro sinal claro neste sentido.

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Natalie Portman em cena de "Aniquilação" Fotos: divulgação/reprodução

Natalie Portman em cena de “Aniquilação”
Fotos: divulgação/reprodução

O mercado se movimenta e os players tentam se fortalecer para competir contra a maior gigante do pedaço e a Netflix detém a vantagem de estar estabelecida no streaming, para todos os efeitos, o game changer da distribuição de conteúdo. Passa por aí a aproximação da Paramount, estúdio que vem encolhendo pela ausência de hits nas bilheterias, com a plataforma de streaming.

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Nesse contexto, o lançamento do filme “Aniquilação” demonstra ser um laboratório interessante. O filme de Alex Garland (“Ex Machina”) é uma das principais estreias deste fim de semana nos cinemas dos EUA, mas será distribuído no resto do mundo, inclusive no Brasil, pela Netflix. O longa estará disponível na plataforma a partir de 12 de março.

Orçado em U$ 40 milhões, o filme teve problemas de orçamento e prazos e gerou estremecimento entre os produtores e o estúdio. A Paramount calculava que teria que gastar cerca de U$ 60 milhões na divulgação da obra que, sendo de médio porte, daria um lucro reduzido ao estúdio. Neste cenário, um acordo de distribuição internacional com a Netflix passa a ser algo muito positivo. O estúdio distribui o filme no mercado americano, ainda o mais lucrativo e importante do planeta, e cede uma fatia dos rendimentos para a Netflix no mercado internacional. Como essa fatia se dará é algo ainda desconhecido do público, mas “Aniquilação” deve precipitar uma nova tendência.

Cena de "The Cloverfield Paradox": Filme foi lançado em uma das sacadas de marketing mais geniais da Netflix

Cena de “The Cloverfield Paradox”: Filme foi lançado em uma das sacadas de marketing mais geniais da Netflix

Filmes de médio porte estão desaparecendo dos cinemas porque eles são tão caros de promover quanto um blockbuster e ostentam um retorno consideravelmente menor. Com a Netflix atuando como distribuidora, e portanto parceira, de grandes estúdios podemos ver a ressureição dos filmes de médio porte.

O acordo envolvendo “Aniquilação” difere daquele a respeito de “The Cloverfield Paradox”, disponibilizado em fevereiro após o Super Bowl na plataforma. O filme produzido pela Bad Robot de J.J Abrams com o apoio da Paramount deixou o estúdio descontente.  O estúdio então vendeu os direitos do filme e de distribuição à Netflix. A empresa de streaming então passou a ter a propriedade do longa e lançou-o em uma sacada genial de marketing. Um filme ruim para a Netflix, afinal, tem um peso radicalmente diferente de um filme ruim lançado por um estúdio em cinema.

De todo modo, “The Cloverfield Paradox” e “Aniquilação” demonstram que Paramount e Netflix estão se entendendo em um momento crucial para ambas. Em que a Disney se vasculariza para ser o grande player na distribuição de conteúdo audiovisual tanto no cinema como no streaming. A criatividade do negócio envolvendo esses dois filmes e os resultados positivos que invariavelmente decorrerão dele apontarão um novo e saudável caminho para a indústria e para o público.

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sexta-feira, 27 de março de 2015 Notícias | 20:40

A moda pegou e Paramount anuncia universo “Transformers” no cinema

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Cena de "Transformers: a era da extinção"  (Foto: divulgação)

Cena de “Transformers: a era da extinção”
(Foto: divulgação)

A Paramount está observando o que a Disney anda fazendo tanto com a Marvel, com seu universo coeso e consolidado no cinema, como com a LucasFilm, que já iniciou o processo de expansão de “Star Wars” com spin-offs da franquia principal. Olhando para o seu repertório, o estúdio viu em “Transformers”, franquia que já arrecadou quase U$ 4 bilhões nas bilheterias mundiais com seus quatro filmes, o melhor candidato para construir um universo no cinema.

Segundo noticiou o Deadline, o estúdio mobilizou Steven Spielberg (produtor executivo da franquia desde o primeiro filme), Akiva Goldsman (produtor e roteirista de filmes como “Uma mente brilhante” e “O código Da Vinci”) e Lorenzo di Bonaventura (produtor dos quatros filmes) para discutir com Michael Bay (diretor dos quatro filmes) alternativas para expandir o universo. Vale lembrar que em 2014, a franquia foi reiniciada com “Transformers: a era da extinção”, protagonizado por Mark Wahlberg, que cravou a maior bilheteria mundial do ano.

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A ideia é que além desta série principal, cuja sequência também deve ser protagonizada por Wahlberg e dirigida por Bay, haja spin-offs com personagens como Optimus Prime, Bumblebee, entre outros.

É cedo para medir os efeitos da ideia, mas o time reunido para cultivá-la é dos melhores e a franquia, como mostram os explosivos números de bilheteria, tem potencial para render muitos filmes. Aguardemos cenas dos próximos capítulos!

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