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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017 Filmes | 20:37

As apostas da coluna para os indicados ao Oscar 2017

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Na próxima terça-feira (24) conheceremos os indicados a 89ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. É um momento de grande ansiedade e exultação para os cinéfilos. O Cineclube entra nessa brincadeira tão saborosa e lista aqui suas apostas para as principais categorias.

Foto: reprodução Esquire

Foto: reprodução Esquire

Melhor filme

Podem ser entre cinco e dez indicados, mas desde que essa flexibilidade foi instituída nunca tivemos dez, ou cinco. Foram nove por três anos e oito nos últimos dois. Este ano não deve ser diferente. Apesar de muitos bons filmes, é possível até que tenhamos apenas sete indicados, já que muitos candidatos são suficientemente polarizantes para figurar em 5% da preferência dos votantes.

Apostas do Cineclube: “La La Land”, “Moonlight”, “Manchester à Beira-Mar”, “Cercas”, “A Chegada”, “A Qualquer Custo”, “Lion: uma Jornada para Casa”, “Estrelas Além do Tempo”, “Até o Último Homem” e “Animais Noturnos”

Leia mais: Festejado, “La La Land” deve roubar a cena na lista dos indicados ao Oscar 2017

Direção

Teremos novamente um diretor negro indicado ao prêmio, mas não teremos uma mulher. Há muitos bons trabalhos de direção em 2016. Tom Ford (“Animais Noturnos”), Denis Villeneuve (“A Chegada”), Mel Gibson (“Até o Último Homem) e Garth Davis (“Lion”), com o apoio do sindicato dos diretores, brigam por duas vagas.

Apostas do Cineclube: Damien Chazelle (“La La Land”), Barry Jenkins (“Moonlight”), Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”), Mel Gibson (“Até o Último Homem) e David Mackenzie (A Qualquer Custo”)

Roteiro Original

Os principais filmes do ano talvez estejam nessa ala, que tem “La La Land” como virtual vencedor.

Apostas do Cineclube: “La La Land”, “Manchester à Beira-Mar”, “A Qualquer Custo”, “Jackie”, “Capitão Fantástico”

Roteiro adaptado

Categoria com muitos candidatos em iguais condições. O roteiro de “Cercas” é uma incógnita, mas pode entrar pelo prestígio do texto e dos nomes envolvidos. Tom Ford deve ser lembrado aqui. A Academia deve achar exagero indicá-lo a direção e roteiro.

Apostas do Cineclube: “Moonlight”, “A Chegada”, “Animais Noturnos”, “Lion”, “Estrelas Além do Tempo”

Ator

Casey Affleck vai ganhar o Oscar. Isso só não acontece se uma campanha difamatória recuperando denúncias de assédio contra ele for muito virulenta. A lista de quem deve perder para ele já parece definida, mas Chris Pine (“A Qualquer Custo”) e Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) podem surpreender. De repente, até mesmo Andrew Garfield surge por “Silêncio”…

Apostas do Cineclube: Ryan Gosling (“La La Land”), Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”), Denzel Washington (“Cercas”), Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) e Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”)

Atriz

Três nomes já eram certos aqui há muito tempo e Meryl Streep ganhou força para receber sua 20ª indicação nas últimas semanas. A última vaga, no entanto, está completamente aberta e tem Annette Benning (“20th Century Women”), Emily Blunt (“A Garota no Trem”), Isabelle Huppert (“Elle”) e Ruth Negga (“Loving”) como pretendentes.

Apostas do Cineclube: Emma Stone (“La La Land”), Natalie Portman (“Jackie”), Amy Adams (“A Chegada”), Meryl Streep (“Florence – Quem é Essa Mulher?”) e Isabelle Huppert (“Elle”)

Ator coadjuvante

Categoria mais embaraçada da edição. Bem difícil de prever. Pode se resolver radicalmente diferente do que muitos preveem até o momento. São muitos os candidatos e todos de excelente nível. Não estranhe se os pouco comentados Ben Foster (“A Qualquer Custo”), Michael Shannon (“Animais Noturnos”) ou Issey Ogata (“Silêncio”) aparecerem entre os nomeados.

Apostas do Cineclube: Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”), Mahershala Ali (“Moonlight”), Hugh Grant (“Florence – Quem é Essa Mulher?”), Jeff Bridges (“A Qualquer Custo”) e Aaron Taylor-Johnson (“Animais Noturnos”)

Atriz Coadjuvante

Aqui é o completo oposto da categoria acima. Apenas uma vaga parece ainda aberta e uma das atrizes de “Estrelas Além do tempo” parece destinada a preenchê-la, já que o filme deve ter boa presença no Oscar e preenche requisitos que agradam a academia. Octavia Spencer, vencedora do Oscar, é favorita a ocupar esse quinto posto, mas a cantora Janelle Monáe, que também está em “Moonlight”, pode surpreender. O Oscar tem precedente de indicar cantoras/atrizes nessa categoria.

Apostas do Cineclube: Michelle Williams (“Manchester à Beira-Mar”), Viola Davis (“Cercas”), Nicole Kidman (“Lion”), Naomi Harris (“Moonlight”) e Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”)

Filme estrangeiro

Muitos favoritos, como “Elle”, “Neruda” e “Julietta” ficaram pelo caminho. Certa é a presença do alemão, e virtual vencedor, “Toni Erdmann”.

Apostas do Cineclube: “Toni Erdmann”, “O Apartamento”, “Paradise”, “My Life as a Zucchini” e “The King´s Choice”

Fotografia

Outra categoria favorável ao cometimento de muitas injustiças, mas alguns dos trabalhos mais memoráveis do ano devem ser lembrados.

Apostas do Cineclube: “Moonlight”, “La La Land”, “Silêncio”, “A Chegada”, “Animais Noturnos”

Montagem

Os três principais concorrentes devem aparecer aqui, diferentemente do que aconteceu nos dois anos anteriores. Em 2015, vale lembrar, “Birdman”, que venceria o Oscar, nem sequer foi indicado.

Apostas do Cineclube: “La La Land”, “Manchester à Beira-Mar”, “Moonlight”, “Até o Último Homem” e “A Chegada”

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 Análises | 01:50

Globo de Ouro reverencia trabalho corajoso de Richard Linklater em cerimônia perigosamente monótona

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O cineasta Richard Linklater  (Foto: AP)

O cineasta Richard Linklater
(Foto: AP)

Ninguém esperava grandes surpresas, discursos maravilhosos ou barracos memoráveis. Mas a expectativa era por uma cerimônia mais empolgante. A associação de correspondentes estrangeiros de Hollywood (HFPA) premiou “Boyhood: da infância à juventude” e “O grande hotel Budapeste” como melhores produções do ano em uma cerimônia que foi o reflexo do ano pouco criativo que o cinema americano viveu. Não à toa, as duas produções vencedoras foram lançadas no primeiro semestre do ano – e exibidas no festival de cinema de Berlim (realizado em fevereiro). Quando algo assim acontece, é um sinal claro de fastio na produção de cinema que se pretende oscarizável.

Tina fey e Amy Poehler, que já tinham sido pouco inspiradas em 2014, (em 2013 elas foram muito bem), ofertaram piadas pobres e batidas durante quase toda a cerimônia. Desde a obrigatória, mas excessivamente alongada, piada sobre a Coreia do Norte, até a repetida brincadeira sobre Joaquin Phoenix não gostar de premiações. Acertaram, porém, em piadas ligeiras como as que envolveram George Clooney e sua esposa e o comediante acusado de estupro Bill Cosby.

Os grandes discursos da noite foram de Michael Keaton, premiado como melhor ator em comédia/musical por “Birdman”, e de Kevin Spacey e Jeffrey Tambor, vitoriosos por “House of Cards” e “Transparent”, nas categorias de TV. Além, é claro, de George Clooney, homenageado da noite com o prêmio Cecil B. DeMille. Clooney lembrou os atentados em Paris de forma correta e significativa, soube rir de si mesmo ao brincar com o fracasso de “Os caçadores de obras-primas” e fez uma bela homenagem a sua esposa, Amal.

 Confira o discurso de Michael Keaton

Os prêmios

“Boyhood” foi o grande vencedor da noite com três troféus: atriz coadjuvante para Patricia Arquette, direção para Richard Linklater e filme dramático. O filme que acompanha a vida de um menino e sua família pelo período de 12 anos viu seu maior rival na temporada perder o prêmio de melhor filme em comédia e musical para “O Grande hotel Budapeste”, de Wes Anderson – que na falta de uma zebra autêntica fica com a menção honrosa.  Mas “Birdman” não saiu de mãos vazias. Além da vitória de Michael Keaton, o filme de Alejandro González Iñarritu  recebeu o prêmio de melhor roteiro, fato que ressalta a forte polarização entre a obra e o filme de Linklater, que também concorria na categoria.

Leia também: Tempo é parâmetro absoluto para epifanias de “Boyhood”

"O Grande hotel Budapeste": a vitória do filme de Wes Anderson foi inesperada, mas não exatamente surpreendente (Foto: divulgação)

“O Grande hotel Budapeste”: a vitória do filme de Wes Anderson foi inesperada, mas não exatamente surpreendente
(Foto: divulgação)

O inglês “A teoria de tudo”, com o inesperado prêmio de melhor trilha sonora e a vitória de Eddie Redmayne entre os atores dramáticos também se destacou.

As categorias de animação e  filme estrangeiro não consagraram os favoritos, mas as vitórias de “Como treinar seu dragão 2” e do russo “Leviatã” não podem ser tomadas como surpreendentes.

As categorias de coadjuvantes, que já parecem definidas para o Oscar, viram o triunfo de Patricia Arquette e J.K Simmons, grande ator frequentemente despercebido que tem seu momento de glória em “Whiplash: em busca da perfeição”.

Atrizes

Amy Adams comprovou seu status de queridinha da HFPA ao vencer pelo segundo ano consecutivo na categoria de melhor atriz em comédia e musical. Depois de ganhar por “Trapaça” ano passado, ela repetiu a dose por “Grandes olhos”, de Tim Burton.

Entre as atrizes dramáticas, foi a vez de Julianne Moore prevalecer. Muitas vezes indicada, a atriz jamais tinha ganhado um Globo de Ouro. Assim como jamais ganhou um Oscar. Em 2015, será o ano de saldar essas dívidas para com essa grande atriz.

No geral, apesar da festa surpreendentemente chata, o Globo de ouro entregou o que prometia. Artistas à vontade, apesar do ar condicionado com problemas, e uma celebração honesta dos filmes e estrelas do ano.

Amy Adams e Julianne Moore nos bastidores do Globo de Ouro: o triunfo das ruivas (Foto: reprodução/instagram)

Amy Adams e Julianne Moore nos bastidores do Globo de Ouro: o triunfo das ruivas
(Foto: reprodução/instagram)

 

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014 Análises, Filmes | 18:49

Corrida pelo Oscar vive momento de definições e poucas incertezas

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Com o anúncio dos indicados ao Critics Choice Awards 2015, as principais premiações satélites do Oscar já revelaram suas listas de concorrentes aos melhores de 2015. Ficamos nas pendências de alguns sindicatos e do Bafta, prêmio da academia britânica de cinema. Contudo, já é possível filtrar muitas certezas dessa temporada de premiações e apontar caminhos bem claros sobre os filmes e artistas que serão anunciados no dia 15 de janeiro como parte da maior festa do cinema.

Certezas

– Depois de liderar em número de indicações no SAG, Globo de Ouro e Critics Choice, é muito provável que “Birdman” reprise o feito no Oscar

– Os ingleses devem fazer bonito na temporada. As duas produções com sangue inglês, “A teoria de tudo” e “O jogo da imitação”, já se firmaram como tendências nas principais categorias

– É uma corrida de poucos atores oscarizados. Diferentemente de outros anos, a corrida pelo Oscar de melhor ator não tem um nome que já fora premiado antes. Entre os favoritos para receber indicação, apenas Jake Gyllenhaal e Ralph Fiennes já foram nomeados anteriormente ao Oscar

– “O Grande Hotel Budapeste” é a grande força emergente da temporada. Com indicações sólidas no SAG, no Globo de Ouro e um desempenho notável no Critics Choive, em que amealhou 11 indicações, o filme de Wes Anderson já não pode mais ser encarado como azarão

– A percepção de um ano fraco se consolida. Filmes como “Boyhood”, “Garoa exemplar” e “O grande hotel Budapeste” nem sequer eram cotados para chegar ao Oscar quando de seus respectivos lançamentos. Hoje, esses filmes são protagonistas de uma temporada que revelou menos produções de qualidade do que se imaginava

Jennifer Aniston (“Cake”) e Marion Cotillard (“Dois dias, uma noite” ou “Era uma vez em Nova York”) brigam pela última vaga entre as atrizes. Já são certos os nomes de Julianne Moore (“Para sempre Alice”),  Reese Witherspoon (“Livre”), Felicity Jones (“A teoria de tudo”) e Rosamund Pike (“Garota exemplar”). Aniston pode se beneficiar de uma campanha agressiva e de ser uma atriz ligada à comédia se experimentando em um papel dramático. Cotillard, que já venceu Oscar, é uma favorita da academia que tem chances por dois trabalhos. Um produzido pelo papa dos prêmios, o produtor Harvey Weinstein, e outro que é o representante da Bélgica na disputa por filme estrangeiro.

– O polonês “Ida”, que venceu o European Film Awards se consolida como o franco favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Como curiosidade, os últimos dois vencedores da premiação europeia, “Amor” e “A grande beleza”, venceram o Oscar de produção estrangeira.

– É difícil imaginar que se em toda a história da premiação, apenas quatro mulheres foram indicadas ao Oscar de direção, a Academia resolva indicar logo duas em 2015. Mas a possibilidade nunca foi mais palpável. Ava DuVernay por “Selma” e Angelina Jolie por “Invencível” são as apostas. Se apenas uma for a agraciada, tudo indica que será a primeira.

– “Garota exemplar” deve ser o filme de maior bilheteria entre os indicados a melhor filme

Leia também: Tensões raciais fervem nos EUA e podem desequilibrar corrida pelo Oscar 

 

Ralph Fiennes em cena de "O grande hotel Budapeste": ator e filme bem cotados na temporada

Ralph Fiennes em cena de “O grande hotel Budapeste”: ator e filme bem cotados na temporada

Indefinições

– Filmes que dividiram a crítica como ‘Invencível” e “Sniper americano” terão vez no Oscar, além das categorias técnicas?

Mark Ruffalo ou Channing Tatum? Os dois integram o elenco de “Foxcatcher”. Enquanto o primeiro é mais festejado pelo círculo de críticos, o segundo é mais popular. As premiações até agora têm preferido indicar Ruffalo, a despeito do belo e surpreendente trabalho de Tatum. Mas há precedentes que permitem esperança ao ator de “Querido John”. Em 2007, quando todos davam por certa a indicação de Jack Nicholson por “Os infiltrados”, a academia destacou Mark Walhberg pelo filme.

– “Vício inerente”, novo trabalho de Paul Thomas Anderson (“O mestre” e “Sangue negro”) é uma comédia de humor negro que está maravilhando a crítica. A questão é saber se terá vez no Oscar, geralmente resiliente a este tipo de humor.

Steve Carell (“Foxcacther”) vive entre os atores uma situação muito parecida com a experimentada por Jennifer Aniston entre as atrizes. Ocorre que aqui a concorrência é muito maior e refratária. Carell, que de certo modo faz campanha pela indicação desde o festival de Cannes, perdeu força na corrida – apesar de indicado ao SAG e ao Globo de Ouro – e pode perder a vaga para gente que ganhou fôlego como Ralph Fiennes (“O grande hotel Budapeste”) e David Oyelowo (“Selma”).

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 Análises, Filmes | 12:16

Globo de Ouro se mostra mais ousado do que de hábito, mas confirma polarização entre “Boyhood” e “Birdman”

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A associação dos correspondentes estrangeiros baseados em Hollywood , que outorga o Globo de Ouro, tem a fama de ostentar certa ousadia na divisão de TV e de acolher certo conservadorismo e star power na seara do cinema.

Leia também: Filme “Birdman” e minissérie “Fargo” lideram indicações ao Globo de Ouro 2015

Para a premiação de 2015, no entanto, em parte pela proeminência do cinema independente e em parte por um processo de amadurecimento tangível na lista divulgada nesta quinta-feira, a associação emprestou a ousadia dispensada à TV para destacar os melhores do ano no cinema.

Justamente por isso produções como ‘Invencível”, “Interestelar” e “Sniper americano”, que dividiram a crítica, mas por serem movidos  star Power teriam vez nos Globos, acabaram preteridos por completo na premiação.

O destaque recai sobre “Birdman”, ou “Homem-pássaro”, como se chamará no Brasil. O filme que estreia em 22 de janeiro amealhou sete indicações e é o líder na disputa. Discutivelmente qualificado na divisão de comédia e musical, não deve ter problemas para ser o grande vencedor. A fita concorre com “Caminhos da floresta”, “O grande hotel Budapeste”, “Pride” (talvez a única surpresa realmente grande da lista) e “Santo vizinho”.

Alejandro González Iñárritu e Edward Norton no set de "Birdman": líder de indicações

Alejandro González Iñárritu e Edward Norton no set de “Birdman”: líder de indicações

“Boyhood” e “O jogo da imitação”, que estão no âmbito do drama, vêm logo em seguida com seis indicações cada. O primeiro, pela experiência estética e narrativa inovadora proposta por Richard Linklater – o favorito entre os diretores – deve prevalecer. Mas é bom olho vivo em “Selma”. O drama sobre o ativista dos direitos civis Martin Luther King “roubou” a vaga que seria de “Garota exemplar” e sua diretora, Ava DuVernay, é a primeira mulher negra a concorrer na categoria. Pode repetir o feito no Oscar. O filme recebeu menções, ainda, pelo trabalho do ator David Oyelowo e pela canção “Glory”, composta por John Legend.

“Garota exemplar”, como previsto pelo Cineclube, obteve uma presença sólida na premiação. Com indicações para direção, roteiro e trilha sonora.

Quem esperava nomeação dupla para Keira Knightley viu Julianne Moore brilhar nesta manhã. A atriz foi menciona tanto por seu trabalho no drama “Ainda Alice” como pela comédia de humor negro de David Cronenberg “Mapa para as estrelas”. Tem chances de vencer aí também.  O que representaria mais uma ousadia da HFPA.

A grande surpresa do anúncio dos indicados para o Globo de Ouro 2015 talvez seja o pouco espaço que a associação deu para contestações. É uma lista consistente, ousada e autêntica como poucos esperavam que poderia ser. Mas confirma a tendência de polarização da temporada entre “Birdman” e “Boyhood”.

Julianne Moore, em cena de "Mapa para as estrelas",  em alta na HFPA

Julianne Moore, em cena de “Mapa para as estrelas”, em alta na HFPA

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Análises, Filmes, Sem categoria | 05:00

As surpresas e esnobadas do SAG e o que esperar das indicações ao 72º Globo de Ouro hoje

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Nesta quarta-feira, o sindicato dos atores revelou sua lista de indicados ao prêmio que distingue os melhores do cinema e da televisão em 2014 no crivo do colegiado. O SAG alcança sua 21ª edição como um valioso termômetro do que a corrida pelo Oscar, ao menos nas categorias de atuação, deve consagrar. Você pode conferir a lista clicando aqui.

Como esperado, “Homem-pássaro” e “Boyhood” polarizam a atenção em um primeiro momento. Tem sido esta a tônica da temporada até aqui. O primeiro, lidera a disputa no SAG com quatro indicações (elenco, ator para Michael Keaton, ator coadjuvante para Edward Norton e atriz coadjuvante para Emma Stone). Não há surpresas aí. Já Naomi Watts, que também integra o elenco de “Homem-pássaro” foi lembrada pelo papel da prostituta russa da comédia “St. Vincent”. A nomeação de Watts não estava no radar de nenhum dos críticos e analistas da temporada de premiações e configura essencialmente o que chamamos de surpresa. Boa surpresa, no caso. A inclusão de “O grande hotel Budapeste” na categoria de melhor elenco é outra do tipo. O SAG não costuma digerir bem as esquisitices de Wes Anderson, mas parece estar amadurecendo enquanto colegiado e destacar o elenco de um dos filmes mais graciosos do ano é um claro sinal deste processo. Como curiosidade fica o registro de que “O grande hotel Budapeste” detém o elenco mais numeroso a já ter sido contemplado na categoria. Coincidentemente, um dos menos numerosos da história também foi destacado este ano. Trata-se de “A teoria de tudo”, cinebiografia de Stephen Hawking.

Leia também: Tempo é parâmetro absoluto para epifanias de “Boyhood”

Leia também: Depois dos festivais de Veneza e Toronto, como fica a corrida pelo Oscar 2015?

Edward Norton e Michael Keaton receberam indicações ao SAG por 'homem-pássaro"

Edward Norton e Michael Keaton receberam indicações ao SAG por “Homem-pássaro”

"Boyhood" é o filme mais premiado do ano até o momento e pode repetir a tendência no SAG

“Boyhood” é o filme mais premiado do ano até o momento e pode repetir a tendência no SAG

Jennifer Aniston por “Cake” e Jake Gyllenhaal por “O abutre” vitaminam suas candidaturas para o Oscar com a lembrança no SAG. Fora do rol das certezas, suas candidaturas se beneficiam tremendamente da exposição. Os dois devem voltar a ser lembrados pela Associação de correspondentes estrangeiros de Hollywood (HFPA) que anuncia os concorrentes ao Globo de Ouro 2015 nesta manhã.

Leia também: Jennifer Aniston mira no Oscar com “Cake”; veja o primeiro trailer do filme

As ausências de “Garota exemplar”, hit de estúdio com qualidade acima da média, e do musical “Caminhos da floresta”, a indicação de Meryl Streep pelo filme é mais em virtude do peso da atriz do que pelo filme em si, e de “Selma”, sobre a vida de Martin Luther King, certamente afetam negativamente as chances desses filmes na temporada, mas ainda é cedo para dá-las por reduzidas.

 Leia também: No cinema, “Garota exemplar” ganha mais relevo com a assinatura de David Fincher 

O que tem para hoje?

É preciso ter em mente que a condição de termômetro do Oscar há muito foi perdida pelo Globo de Ouro. O prêmio desenvolveu uma identidade própria e enquanto o Oscar tendeu para o lado do cinema independente, o Globo de Ouro optou por celebrar o cinemão. Exemplos recentes não faltam. Enquanto o Globo de ouro premiou “Avatar”, o Oscar distinguiu “Guerra ao terror”. No ano seguinte foi a vez de “A rede social” nos Globos e de “O discurso do rei” no Oscar.

Ademais, o Globo de ouro gosta de prestigiar as estrelas. Portanto, se você é um astro, tem mais chances de ser nomeado. É um reducionismo, é verdade. Mas há precedência.

“Homem-pássaro” e “Boyhood”, o primeiro na divisão de comédias e o segundo entre os dramas, devem repetir a polarização reiterada hoje. Mas há mais pelo que esperar da lista que será divulgado logo mais. O Cineclube lista cinco tendências que são (praticamente) certas entre as estrelas e filmes que serão anunciados mais tarde.

Keira Knightley e Mark Ruffalo em cena de "Mesmo se nada der certo": os dois devem ficar muito felizes nesta manhã de quinta-feira (Fotos: divulgação)

Keira Knightley e Mark Ruffalo em cena de “Mesmo se nada der certo”: os dois devem ficar muito felizes nesta manhã de quinta-feira
(Fotos: divulgação)

1 – Angelina Jolie será indicada a melhor direção por ‘Invencível”

O filme tem dividido opiniões, mas parece consensual que chegará ao Oscar. A  HFPA fará sua parte em bombar a candidatura de Jolie para o Oscar. De quebra, ela pode receber uma indicação como atriz em comédia pelo bem-sucedido “Malévola”.

 Leia também: Angelina Jolie anuncia novo projeto na direção e sinaliza reposicionamento de carreira

2 – Keira Knightley, Mark Ruffalo e Benedict Cumberbatch podem esperar menções duplas

Os dois primeiros serão lembrados pelo filme “Mesmo se nada der certo”. Knightley também será indicada por “O jogo da imitação”. Filme que deve render nomeação para seu parceiro de cena, Benedict Cumberbatch. O Sherlock em pessoa também será lembrado pelo personagem da série da BBC. Já Ruffalo pode receber até três indicações. Pelo filme “Foxcatcher” e pelo filme feito para a TV “The normal heat”. É provável, porém, que a HFPA não o destaque por “Foxcatcher” para abrir espaço para seu parceiro de cena, e mais astro, Channing Tatum.

 Leia também: Mark Ruffalo e Keira Knightley reverenciam poder transformador da música em “Mesmo se nada der certo”

3 –Clint Eastwood e Bradley Cooper, sim senhor!

Clint é daqueles darlings da associação e deve ser lembrado como diretor por “Sniper americano”, mesmo que o filme falhe em ficar entre os finalistas em drama. Já Cooper, astro em franca e contínua ascensão, deve ficar com uma das cinco vagas de melhor ator dramático pelo mesmo filme. O que representará sua terceira indicação consecutiva ao prêmio ( foi indicado nos anos anteriores por “O lado bom da vida” e “Trapaça”).

4 – Meryl Streep receberá sua 28ª indicação ao Globo de ouro e quarta consecutiva por “Caminhos da floresta”

É o caso da atriz que legitima uma premiação ou um prêmio. É quase que uma contingência indicar Meryl Streep a qualquer prêmio que se preze

5 – “Garota exemplar” se recupera

O filme e sua atriz principal, Rosamund Pike, devem ser indicados. Mas há a possibilidade do diretor David Fincher, do roteiro de Gillian Flynn e da trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross serem indicados. O que colocaria o filme entre os cabeças, ainda que com chances reduzidas de vitória. Como a corrida no caso de “Garota exemplar” é de recuperação, é mais do que suficiente.

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