Publicidade

Posts com a Tag reportagens

sexta-feira, 28 de agosto de 2015 Análises, Bastidores, Curiosidades | 17:47

Imune a crises, cinema de ação cresce em todas as frentes enquanto outros gêneros oscilam

Compartilhe: Twitter

Quando você ouvir que “Tubarão” (1975) é um dos três filmes mais importantes da história do cinema americano, preste atenção na pessoa que elabora este raciocínio. Ela provavelmente sabe das coisas. Pelo menos em matéria de cinema.  O filme de Steven Spielberg, que ajudou a criar o conceito de “blockbuster” é o principal signatário da ascensão do cinema de ação em Hollywood.

A supremacia dos filmes de super-heróis que testemunhamos nessa metade da segunda década do século XXI nada mais é do que a evolução de um movimento desabrochado pelo filme de Spielberg.

Antes de “Tubarão”, “007 contra o satânico Dr. No”, o primeiro filme de James Bond, foi o único exemplar estritamente do gênero ação a liderar as bilheterias em um ano. De lá para cá, foram 26 filmes de ação no topo das bilheterias em 39 anos. “Toy Story 3”, em 2010, foi o último filme não pertencente ao gênero a liderar em arrecadação em seu ano de lançamento. Os dados são do Box Office Mojo e remetem apenas às bilheterias americanas.

Spielberg em icônico registro feito no set de "Tubarão": filme que revolucionou a indústria de cinema americano

Spielberg em icônico registro feito no set de “Tubarão”: filme que revolucionou a indústria de cinema americano

A 2ª revolução? "Avatar" levou cerca de dez anos para ser produzido e é fruto da tecnologia de seu tempo

A 2ª revolução? “Avatar” levou cerca de dez anos para ser produzido e é fruto da tecnologia de seu tempo

Como essa estatística demonstra, o cinema de ação é o gênero que mais cresce. Tanto em produção como em público. A chegada do videocassete incrementou o boom no gênero, mas o constante aparato tecnológico rompe fronteiras para o gênero mais do que para qualquer outro. Em 2009, por exemplo, vimos “Avatar”, um épico de ação, superar “Titanic” como o filme de maior arrecadação da história do cinema. O filme só se viabiliza pela contemporaneidade de sua tecnologia. James Cameron levou uma década para filmá-lo e promete mais inovações em 2017, quando chega a primeira sequência.

De acordo com números do site The numbers, entre 1995 e 2015, o gênero teve 29% de share no mercado e uma arrecadação de US$ 72.000.989.990,00. A amostragem compreende 1.367 filmes lançados no período. Para se ter uma ideia do impacto do cinema de ação na audiência moderna, a comédia ficou em segundo lugar com 17% de share e U$$ 40.705.738.488 amealhados. A amostragem de filmes lançados nesta janela, porém, é muito maior: 2.147 filmes.

Um gráfico do Priceonomics, formulado a partir de dados coletados no IMDB, demonstra a oscilação dos principais gêneros ao longo das décadas em termos de popularidade. Nele, é possível perceber que, enquanto gêneros como horror e comédia apresentam altos e baixos e o drama vive sua mais longeva curva descendente, a ação mantém-se em expressa e espessa alta.

gráfico dos gêenros

Tomando como base as postagens deste Cineclube, o percentual de audiência – e de comentários – é muito maior quando o gênero ou suas principais estrelas e grifes (Marvel, Star Wars, 007, Sylvester Stallone, Bruce Willis, etc) são abordados.

Mas o que isso tudo quer dizer, afinal? Acossado pela repercussão da novela “Império”, o autor Aguinaldo Silva – que já escreveu para cinema – disse há alguns meses que é preciso dar o que o público quer. É esta linha de pensamento, preconizada pelos preceitos básicos do marketing, que norteia a produção Hollywoodiana atual. “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas”, divagou Steve Jobs. Mas poderia ter sido Steven Spielberg.

Autor: Tags: , , ,

sexta-feira, 3 de outubro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:22

Oferta pública de ações de astros de cinema é o buzz do momento em Hollywood

Compartilhe: Twitter

Reportagem do semanário The Hollywood Reporter caiu como uma bomba no mundo do cinema. Uma empresa denominada Fantex, com sede em São Francisco, cidade relativamente próxima à Los Angeles que abriga Hollywood, lançou um programa em que investidores podem comprar e vender ações de pessoas. Até o momento, a Fantex tem se dedicado a atletas, uma maneira de ajudá-los a capitalizar na decolagem da carreira, mas os planos da empresa são grandes. Astronômicos para ser exato.

A Fantex planeja levar essa novidade para o mundo do entretenimento. A empresa aposta na aceitação do projeto em larga escala. Imagine se você pudesse comprar ações de Robert Downey Jr. e trocar por alguns papéis de Ben Affleck? ´”É empolgante”, provoca Buck French, CEO da Fantex em entrevista à publicação americana.

Ben Affleck, diretor de prestígio e novo Batman, teria papéis valorizados para investimento no momento

Ben Affleck, diretor de prestígio e novo Batman, teria papéis valorizados para investimento no momento

O conceito é o seguinte: o ator ou atriz abre mão de uma fatia de seus futuros ganhos com filmes, contratos publicitários e de outras naturezas em troca de um polpudo cheque. Dinheiro no ato em troca de um futuro financeiro compartilhado. A partir dessa fatia, que pode ser de 10%, 30% ou até 80%, a Fantex iria recolher esses proventos, vender ações para os investidores e pagar os juros provenientes dos investimentos.

O ator ou atriz manteria total autonomia nas escolhas de seus projetos. Dessa forma, um investidor não poderia influenciar, por exemplo, na escolha de Tom Cruise fazer ou não um sexto filme da franquia “Missão impossível”. Ou forçar Robert Downey Jr. a renovar seu contrato com a Marvel. Essa é uma das principais diferenças em relação a um dos alicerces do livre mercado, quando o conjunto de acionistas avalia as grandes decisões do cotidiano de uma empresa com capital aberto.

A ideia, que ainda está sendo prospectada em Hollywood, já divide opiniões. Há quem acredite que se a moda pegar, o interesse pela vida íntima das celebridades irá convulsionar. Outros creem que pessoas com acesso às informações de bastidores se beneficiariam.

Os otimistas acreditam na possibilidade de se ampliar a base de fãs de certas celebridades e, também, expandir as possibilidades de novos negócios para elas.

Do ponto de vista do financiamento, há outros potenciais problemas. E se um ator resolve se aposentar? Tirar um ano sabático? Entrar na rehab? O CEO da Fantex, no entanto, diz que os riscos desses investimentos seriam da mesma proporção de comprar títulos do tesouro americano.

Jennefer a Lawrence, a it girl do cinema pop atual. Para alguém como ela, fazer um IPO seria um bom negócio?

Jennifer a Lawrence, a it girl do cinema pop atual. Para alguém como ela,
fazer um IPO seria um bom negócio?

John Travolta, se debate entre sucessos e fracassos  ao longo das décadas. Tipo de investimento de risco

John Travolta: ator se debate entre sucessos e fracassos ao longo das décadas. Tipo de investimento de risco (Fotos: divulgação e People)

Ou seja, atores que oscilam entre sucessos de bilheteria e fracassos retumbantes, como John Travolta ou Bruce Willis, devem ser evitados por investidores conservadores. Já uma atriz como Meryl Streep é uma aposta tão segura como os títulos da dívida pública dos Estados Unidos.

De qualquer maneira, Hollywood ainda vê tudo isso como uma discussão embrionária.

Buck French, porém, profetiza: “Vai acontecer! Pode não ser este ano, mas não se surpreenda quando o culto às celebridades se misturar com o mercado de capitais”.

Autor: Tags: , ,