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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016 Curiosidades | 15:19

Cauã Reymond e “Reza a Lenda” são destaque em programa do Telecine Pipoca

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Sophie Charlotte e Cauã Reymond são os convidados de Renata Boldrini no Preview

Sophie Charlotte e Cauã Reymond são os convidados de Renata Boldrini no Preview

Sophie Charlotte e Cauã Reymond são os convidados do Preview, programa sobre as novidades e bastidores do cinema exibido semanalmente na rede Telecine, que vai ao ar hoje, 25 de janeiro. Companheiros de cena no filme “Reza a Lenda”, os dois contaram à apresentadora Renata Boldrini detalhes sobre as aulas de moto-escola que fizeram durante o período de preparação para o filme. Cauã conseguiu a carteira, e Sophie brincou: “Eu não tirei. Porque será?”.

Para as cenas da moto, Sophie contou com dublês e só participou de uma sequência. Já Cauã se aventurou nas gravações com a atriz  Luisa Arraes, a Laura do filme. No longa, que já está em cartaz nos cinemas brasileiros, os dois integram um grupo de justiceiros que rodam pelo sertão de moto com o objetivo de melhorar a vida do povo oprimido da região. O programa vai ao ar hoje, às 20h, no Telecine Pipoca.

Crítica: Mad Max do sertão, “Reza a Lenda” é triunfo do neófito cinema de gênero do país 

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016 Críticas, Filmes | 13:03

“Mad Max do sertão”, “Reza a Lenda” é triunfo do neófito cinema de gênero do País

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O cinema nacional se mostra cada vez mais à vontade na confecção do chamado cinema de gênero. Uma produção como “Reza a Lenda” (Brasil, 2016) é a mais cristalina constatação desta nova e bem-vinda fase de nosso cinema. O filme de Homero Olivetto agrega ação e ficção científica de uma maneira tão desamarrada que faz crer que filme de ação é algo trivial no Brasil.

Com ecos de Sergio Leone e influências diretas de “Mad Max”, “Reza a Lenda” é um filme que se distingue mais por sua originalidade e detenção aos predicados do gênero do que por ser um grande filme propriamente dito. Isso, dentro do contexto da produção nacional.  Apesar de não dispor de um orçamento hollywoodiano, o filme de Homero é divertido e objetivo na conjugação dos signos do western.

A ideia de um Nordeste maltratado pela seca e refém de uma religiosidade opressiva é boa demais e a leitura pop que Homero faz dessa realidade denota uma inteligência criativa e um senso de estética que averbam a evolução do cinema brasileiro enquanto modelo de negócio.

Cauã Reymond é Ara, o líder de um bando de motoqueiros que segue as orientações religiosas de Pai Nosso – um sujeito que se mostra um guia espiritual para órfãos em uma terra árida e inóspita.

Tal como Mad Max, Ara é um herói silencioso, pacato e assombrado por dúvidas, hesitações e arrependimentos. Reymond é hábil na construção artesanal do personagem. Com gestos, olhares, expressões e uma postura nervosa, o ator dá a seu Ara a inquietação existencial necessária para que sua trajetória não desapareça em face do inusitado hype que “Reza a Lenda” se configura para uma desacostumada audiência.

Humberto Martins faz o vilão com gosto. Seu Tenório é um homem fiel ao preceito de matar ou morrer. Preferencialmente de matar. Quando seu destino cruza com o bando de Ara, a caçada torna-se um dos grandes sabores da fita.

Há, ainda, um conflito romântico envolvendo as personagens de Sophie Charlotte, namorada de Ara, e Luisa Arraes, uma moça da cidade grande que pode, por vias tortas, significar o fim da seca na caatinga nordestina.

Diversão, violência, sensualidade e clichês nunca rimaram tão bem em uma produção de ação brasileira que poderia ser ambientada em qualquer outra parte do mundo; mas que tem justamente em sua brasilidade, os aspectos que a fazem tão peculiarmente boa.

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