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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Atores, Filmes | 18:20

Ícone argentino, Ricardo Darin completa 60 anos e ganha maratona na TV paga

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Ricardo Darín em cena de "Tese sobre um homicídio"

Ricardo Darín em cena de “Tese sobre um homicídio”

Dia 16 de janeiro, o ícone do cinema argentino, Ricardo Darín, faz aniversário e, para homenageá-lo, o Telecine Cult leva ao ar três produções estreladas por ele em sequência no domingo, 15. No “Especial Darín 60 anos e 3 Filmes”, a partir das 15h30, serão exibidos “Aura”, “Tese Sobre um Homicídio” e “Truman”.

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Em “Aura”, Esteban Espinosa (Ricardo Darín) sofre de epilepsia e sonha em executar o crime perfeito. Ao sair para caçar num bosque, ele acidentalmente mata um homem, que planejava assaltar um carro-forte. Após ler os detalhes do plano, Esteban resolve levar o crime adiante.

Na sequência, às 17h55, vai ai ar “Tese Sobre Um Homicídio”. A vida do advogado Roberto Bermudez (Ricardo Darín) se torna um inferno quando ele começa a investigar um assassinato que teria sido cometido em frente à faculdade por um de seus melhores alunos cometeu.

“Truman” é o último filme do especial e será exibido às 19h55. Tomás (Javier Cámara) mora no Canadá e tira uns dias de férias para viajar à Espanha e encontrar o amigo Julián (Ricardo Darín), que sofre de um câncer terminal. Juntos, eles aproveitam para corrigir erros do passado, desfrutar ao máximo o presente e planejar o que será feito com Truman, o cachorro de estimação, após a partida de Julián.

O ator é um patrimônio não só do cinema argentino, como de toda a cinematografia latina. Menos prolífico atualmente, o ator está creditado em dois lançamentos de 2017. Em “Nieve Negra” divide a cena com Leonardo Sbaraglia, tido por muitos como seu sucessor no ecrã portenho. Já em “La Cordillera” divide a cena com Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Christian Slater (“Mr. Robot”). Este último, uma coprodução entre Espanha e França.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014 Críticas | 19:00

“Relatos selvagens” obriga público a fazer autoanálise

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O cinema argentino se mostra mais mesmerizante a cada novo filme. “Relatos selvagens” (Argentina, 2014), que chega ao circuito comercial brasileiro depois de fazer notável carreira nos festivais de cinema mundo afora e assegurar a vaga de candidato argentino à disputa pelo Oscar de filme estrangeiro, é um filme que trabalha muito bem as peculiaridades.

É, primeiramente, um filme episódico que mantém unidade e coesão narrativas ímpares – o que por si só já o torna peculiarmente bom. É, também, uma produção que mescla com desenvoltura gêneros diversos como comédia, drama, ação e suspense em recortes que favorecem fortes críticas aos arranjos civilizacionais à mercê dos destemperos da vida moderna.

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Produzida por Pedro Almodóvar, a fita – que é a terceira da promissora carreira de Damián Szifron, estimula uma reflexão poderosa sobre a colisão de nossos instintos primais em uma sociedade que se habituou a convulsionar tanto por razões torpes como pelas mais frívolas. Ao esticar o humor negro, em especial no terceiro e no quinto episódios, Szifron pisca para sua plateia ao estabelecer uma dinâmica perversa de autoanálise.

Cena do último episódio, onde o humor se acentua, mas sem prescindir do nervosismo  (Foto: divulgação)

Cena do último episódio, onde o humor se acentua, mas sem prescindir do nervosismo
(Foto: divulgação)

Do conflito de classes sociais, sutilmente presentes nos respectivos episódios chamados “El más fuerte” e “La propuesta”, à demolição da fachada matrimonial em “Hasta que la muerte nos separe”, passando pela tumultuada relação entre o individuo e o sistema, tão solenemente abordada em “Tropa de elite 2 – o inimigo é agora outro”, exposta com muito mais vigor e assertividade em “Bombita”, arco protagonizado pelo excelente Ricardo Darín.

“Relatos selvagens” conjuga essa verve de radiografia das tensões sociais, ambicionada em graus distintos em cada episódio, com a satisfação implícita a um filme de entretenimento destacável por sua inteligência. Essa qualidade, tão rara de ser equalizada em qualquer cinematografia, distingue o filme de Szifron da média que frequenta as salas de cinema atualmente.

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