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sábado, 7 de maio de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 18:58

Brad Pitt e Marion Cotillard filmam drama de guerra “Allied” em Londres

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Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam 'Allied" em Londres

Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam ‘Allied” em Londres

Já está sendo rodado em Londres e nas Ilhas Canárias “Allied”, uma das principais apostas da Paramount para o Oscar 2017. As filmagens do longa-metragem dirigido por Robert Zemeckis (“O voo” e “Forrest Gump – O Contador de Histórias”) estão a todo vapor.

Escrito por Steven Knight (“Senhores do Crime” e “Coisas Belas e Sujas”) e protagonizado por Brad Pitt e Marion Cotillard, o suspense romântico conta a história do oficial do serviço secreto Max Vatan (Pitt), que encontra, no Norte da África, em 1942, a lutadora da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Cotillard) em uma missão mortal por trás das linhas inimigas e por ela se apaixona. Quando se reúnem em Londres, seu relacionamento é ameaçado pelas extremas pressões da guerra.

A rotina do casal se estremece quando Max é notificado por seus seguidores de que Marianne talvez seja uma espiã nazista.

O filme tem previsão de estreia no Brasil para 24 de novembro deste ano.

Pitt nos sets de "Allied" Fotos: Reprodução/Daily Mirror, divulgação

Pitt nos sets de “Allied”
Fotos: divulgação/Daily Mirror

 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015 Críticas, Filmes | 14:48

Zemeckis faz homenagem às torres gêmeas com “A Travessia”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Robert Zemeckis é um cineasta que gosta de brincar com a percepção de que o cinema é um lugar de magia e “A Travessia” (EUA 2015), filme que recria a trajetória do equilibrista francês Phillippe Petit (Joseph Gordon-Levitt), famoso por atravessar as torres gêmeas usando apenas um cabo, é uma experiência cinematográfica que agrega a essa mística inerente à filmografia do cineasta.

“A Travessia” não é um grande filme. O primeiro ato é enfadonho e cheio de efeitos especiais óbvios que afastam o sentimentalismo que a narrativa projeta. A caracterização de Levitt também é problemática. A franjinha esnobe, os olhos azuis dolorosamente falsos e o sotaque francês de araque incomodam e deixam sua interpretação ruidosamente artificial. Conforme o filme avança, e Petit pelo olhar afetuoso de Zemeckis vai ganhando pujança, esses problemas deixam de ser centrais.

O diretor arquiteta seu filme muito bem. A quebra da quarta parede (quando o personagem dialoga com a audiência) faz sentido para contar a proeza impossível de Petit, um homem que via em seu ofício uma expressão artística incompreendida. A ideia de articular toda a preparação para a travessia ilegal no World Trade Center como um golpe é outro acerto da realização. O filme ganha em charme e humor e a o sonho impalpável de Petit é mais bem dimensionado dramaticamente.

Tudo isso para alimentar a ansiedade pelo grande momento do filme, quando Petit finalmente cruza as torres em um cabo de metal. A cena é de uma beleza extrema e Zemeckis leva a sério a ideia de colocar o espectador junto no cabo com Petit. Nada que provoque vertigem, como esteve sendo noticiado aqui e acolá, mas a cena se alonga mais do que o necessário.

Em última análise, com seus defeitos e virtudes, e trata-se de um filme rachado por eles, “A Travessia” deve ser visto como uma homenagem carinhosa às torres gêmeas e a memória de uma cidade mais inocente do que é a Nova York de hoje.  Um préstimo que só o cinema parece capaz de oferecer por meio de uma magia envolvente que tem no cinema de Zemeckis seu principal fiador.

 

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