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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 Atrizes, Bastidores | 19:06

Ronda Rousey seria uma boa capitã Marvel?

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Fotos: reprodução/Instagram e UFC

Fotos: reprodução/Instagram e UFC

Primeiro foi uma entrevista, depois vieram postagens de artes feitas por fãs em uma rede social. Ronda Rousey quer ser a Capitã Marvel no cinema. Mas você quer isso? A maior lutadora de MMA do planeta e, muito provavelmente, a atleta mais bem condicionada e carismática em atividade no mundo hoje é, também, uma atriz. Ou quase.

Rousey já apareceu nos filmes “Velozes e furiosos 7”, em uma breve cena de luta, e em “Os mercenários 3”, em que teve mais tempo em cena. Rousey estreia neste fim de semana no Brasil em “Entourage: fama e amizade”, em vive ela mesma.

O investimento na carreira de atriz, como mostrou a demolidora vitória sobre Bethe Corrêa no início do mês, não comprometeu em nada seu desempenho como atleta de artes marciais mistas. Rousey já tem calibrados mais dois projetos no cinema. O policial “Mile 22”, que será protagonizado por Mark Wahlberg, e a adaptação de sua autobiografia “Ronda Rousey: minha luta, sua luta”.  Integrar o time da Marvel no cinema, no entanto, levaria a aspirante a atriz a outro nível no mainstream americano.

Indiscutivelmente Ronda Rousey seria convincente em cena ao subjugar um oponente. A pouca bagagem dramática, no entanto, é um empecilho e tanto. Do ponto de vista da Marvel, optar por Ronda até seria uma estratégia válida em termos de marketing, mas poderia comprometer a ascensão de personagens femininas no universo cinematográfico Marvel em caso de um eventual fiasco. E não haveria melhor bode expiatório para um fracasso do que uma lutadora l “brincando” de ser atriz em um papel tão importante em um filme do estúdio. Afinal, “Capitã Marvel” será o primeiro filme do estúdio protagonizado por uma mulher. É, inegavelmente, um filme que adquire ainda mais importância e status quo no negócio chamado cinema. Propulsões feministas à parte, Ronda Rousey não é nenhuma estranha a pavimentar seu caminho em um ambiente predominantemente masculino. Nesse sentido, o universo Marvel como o conhecemos hoje não é diferente do universo do MMA de cinco anos atrás, quando ela debutou em um evento periférico ao UFC.  Ronda é hoje a maior estrela do esporte sem deixar sua feminilidade de lado para conquistar isso.

Nos prós e nos contras, o saldo seria positivo em uma eventual escolha de Ronda para viver a Capitã Marvel. E ainda tem essas artes conceituais que certamente desequilibram a disputa.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 06:00

Novo “Os mercenários” é pensado para acomodar elenco numeroso

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Sabe quando você resolve dar aquela festa e sai convidando gente a torto e a direito e depois percebe que talvez não tenha estrutura para receber tanta gente? “Os mercenários 3” (EUA 2014) é mais ou menos assim. A franquia de ação mais improvável, e por que não divertida, do cinema atual se estabeleceu em cima do conceito da reunião de astros de ação do cinema de ontem e de hoje.

Será que cabe todo mundo no pôster?

Será que cabe todo mundo no pôster?

No terceiro filme, o inchaço do elenco não só é notável como é algo celebrado pelo marketing do filme. Mas a fita dirigida pelo semidesconhecido Patrick Hughes se esforça para esconder a verdade que o marketing deseja propalar. O filme só existe em virtude dos astros que reúnem. O argumento que dá base à trama de “Os mercenários 3 “, a exemplo do que ocorre com os outros dois filmes, é de Sylvester Stallone. No entanto, diferentemente dos outros filmes, dirigidos por Stallone e Simon West respectivamente, Hughes não consegue fazer do hype uma produção com o mínimo senso de ritmo. Desta maneira, o terceiro filme se resolve, ou pelo menos tenta, como um esforço, muitas vezes truncado, para acomodar o elenco numeroso.

Isso posto, os fãs da franquia não devem se incomodar. “Os mercenários 3” oferece justamente o que promete. Tiros, testosterona e piadas internas para aqueles que conhecem mais da carreira dos envolvidos na franquia. Piadas como o tempo e  a razão da prisão de Wesley Snipes, a saída de Bruce Willis da série ou a latinidade afetuosa de Antonio Banderas dão o tom satírico da produção. Mel Gibson se diverte fazendo o melhor e mais verídico vilão da série. Seu personagem, Stonebanks, tem um passado com Barney Ross, o personagem de Stallone. Ambos fundaram o grupo conhecido como mercenários. Enquanto Ross acabou fazendo contratos com a CIA, Stonebanks foi traficar armas no mercado negro. O reencontro promete ser explosivo e cheio de ressentimento.

Se o fã não deve se decepcionar, o mesmo não se pode dizer do espectador ocasional. “Os mercenários 3”, apesar de contar com mais atrações e apostar na sátira, é o filme mais fraco da série e o menos empolgante visto isoladamente. São indícios comprometedores para os planos de Stallone que são, obviamente, de esticar a vida útil dos mercenários no cinema.

Com o novo filme, Stallone se impõe um dilema. Ou assume a vocação da série para a galhofa ou repensa o foco da franquia. Este terceiro filme mostrou que do jeito que está a série vai beijar a lona bem antes de Rocky Balboa, por mais divertido que seja ver todos esses ases da ação dividindo a tela do cinema.

Stallone e seu grupo encaram um pequeno exército no clímax do filme: qual será o próximo desafio? (Fotos: divulgação)

Stallone e seu grupo encaram um pequeno exército no clímax do filme: qual será o próximo desafio?
(Fotos: divulgação)

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