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quinta-feira, 21 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 19:09

Ryan Gosling e Russell Crowe mostram que são bons de comédia em “Dois Caras Legais”

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Foto: divulgação

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Ryan Gosling e Russell Crowe fazem dois detetives desastrados que tentam desbaratar um intrincado caso que envolve corrupção na indústria automobilística, pornografia, uma série de assassinatos e a ameaça à vida de uma adolescente (Margaret Qualley). “Dois Caras Legais” pertence àquela safra de comédias de ação que Hollywood tão bem produziu nos idos dos anos 80 e 90, cujo maior expoente é a série “Máquina Mortífera”.

Não é mera coincidência que o homem por trás de “Dois Caras Legais” seja o mesmo Shane Black que roteirizou toda a franquia. Cinismo e humor negro ditam a trama que apresenta um caso menos complexo do que aparenta, mas a maneira que ele vai sendo construído – com base nas deduções e descobertas do par de detetives acidentais – é que garante o encadeamento da ação.

Gosling dá vida a Holland March, viúvo e pai de uma menininha (Angourie Rice) que parece levar mais jeito para detetive do que ele. March tirou sua licença de detetive porque entendia que era um trabalho mais fácil do que muitos outros. Ou seja, é um cara que não apresenta lá muita obstinação. Crowe é Jackson Healy, um brucutu que se disponibiliza tanto para agiotagem como para “dar recados com seus punhos”.

Essa adolescente que parece despertar o interesse de gente barra pesada obriga a colaboração cheia de estranhamentos entre esses dois tipos.

“Dois Caras Legais”, tal qual “Beijos e Tiros” (2005), estreia de Black na direção, combina Los Angeles, crimes, uma pitada de cinema e muita comédia de erros. É um entretenimento redondo que se beneficia do excelente timing cômico de Gosling e Crowe. Para o tipo de cinema que Black vem praticando como roteirista e diretor, excetuando-se o terceiro “Homem de Ferro”, a afinidade dos protagonistas é parte essencial do sucesso da trama.

A inteligência do roteiro reside justamente em fornecer diálogos cortantes e espertos, bem como situações esdrúxulas o suficiente para que os atores brilhem e cativem o público.

Com um colorido vibrante e um desenvolvimento narrativo que sabe se fazer surpreendente, sem perder de vista o humor como elemento central, “Dois Caras Legais” é aquele tipo de filme que se assiste com um sorriso no rosto. É entretenimento com “e” maiúsculo.

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quarta-feira, 20 de julho de 2016 Filmes | 19:10

“Dois Caras Legais” promove muitos reencontros no cinema

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O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de "Dois Caras Legais" (Foto: divulgação)

O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de “Dois Caras Legais”
(Foto: divulgação)

Kim Basinger e Russell Crowe já contracenaram em uma Los Angeles do passado no obrigatório e oscarizado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997). Quase 20 anos depois, eles se reúnem uma vez mais em uma Los Angeles moribunda. Só que agora em “Dois Caras Legais”, um filme menos propenso a ganhar um Oscar, mas não menos obrigatório por causa disso.

Mas este não é o único reencontro que o filme que chega aos cinemas nesta quinta-feira (21) promove. Shane Black e o produtor Joel Silver também reeditam uma velha parceria. Silver, que pôs Black no mapa ao produzir o roteiro de “Máquina Mortífera”, também produziu a primeira incursão de Black como diretor, “Beijos e Tiros” em 2005. Em todos os casos, Los Angeles era o ponto em comum.

“Los Angeles nos anos 1970 era  uma cidade decadente, coberta  por  uma crosta de fumaça,  e a famosa  Hollywood Boulevard tinha se tornado uma fossa de  pornografia. Nesse cenário, você pega dois atrapalhados que tropeçam nos cadarços dos próprios  sapatos e acabam desbaratando essa conspiração gigante. Então, você tem uma conspiração, tem a decadência, e nosso desafio era saber quão inadequados esses dois caras poderiam ser para a cruzada que teriam que enfrentar”, diz Black em material divulgado à imprensa sobre o mote do filme .

“Eu acho que Shane tem uma voz cinematográfica única”, explica Silver. “Seus filmes não são comédias tradicionais; são filmes de ação com humor, o que lhes da uma estética diferente. Seus filmes são histórias sérias sobre caras durões, insensíveis. Há momentos cômicos ao longo do filme, mas as sequências de ação super elaboradas fazem com que o humor funcione ainda melhor.”

Black, sem deixar Los Angeles sair de vista, arremata: “O que foi interessante para mim é que algumas situações (no filme) não são muito diferentes das que ainda temos em Los Angeles. Havia corrupção, pânico em relação ao preço do combustível, medo da poluição… São  os  anos  1970, mas me pareceu um espelho maravilhoso para os problemas sociais que persistem ainda hoje”.

No vídeo abaixo, o cineasta fala um pouco mais sobre os dois personagens principais vividos por Russell Crowe e Ryan Gosling.

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