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segunda-feira, 24 de julho de 2017 Análises, Bastidores, Filmes | 09:00

Sony já é a grande campeã do verão americano de 2017

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Estúdio não será o maior em faturamento na temporada, mas foi o único a apresentar uma equação equilibrada de qualidade, planejamento, risco e originalidade. Algo cada vez mais singular na indústria do entretenimento

Arte do filme "Em Ritmo de Fuga" por Joshua Kelly

Arte do filme “Em Ritmo de Fuga” por Joshua Kelly

A vida da Sony, um dos estúdios mais importantes e prestigiados do sistema que Hollywood representa, não vinha fácil. Sucessivos fracassos de bilheteria que irromperam até mesmo a 2017 – que tem tudo para ser o melhor ano da história recente do estúdio. Alguém se lembra de “Passageiros”, aquela ficção-científica que tanto prometia e ainda reunia dois dos astros mais empolgantes da atualidade? Essa foi a pá de cal na fase malfadada iniciada na tentativa de reiniciar a franquia do Homem-Aranha com Marc Webb e Andrew Garfield à frente.

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Os solavancos foram expressivos e se deram também no âmbito da espionagem corporativa, quando hackers norte-coreanos invadiram os servidores do estúdio e vazaram documentos e correspondências sigilosas em represália à produção e distribuição do filme “A Entrevista”, que satirizava o ditador daquele país. A década ainda não acabou, mas ela tem sido sofrível para o estúdio que não consegue amealhar sucessos de bilheteria, ou mesmo de crítica. Tirando o selo de arte, o Sony Classics, que praticamente só compra e distribui filmes independentes, o estúdio está fora do Oscar desde 2012, quando teve “ A Hora Mais Escura” entre os finalistas.

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A torre negraMas 2017 parece mesmo o ano da mudança. Para começar, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” agradou a crítica e já caminha para os US$ 500 milhões na bilheteria mundial. É oficialmente um hit e foi o filme mais barato do aracnídeo produzido pelo estúdio. A parceria com a Marvel rendeu e rendeu bem em todas as frentes. Se cercar de talento e apostar no risco foi uma estratégia certeira em outras frentes também.

Edgar Wright (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”) é um dos cineastas mais talentosos e apaixonados por cinema que há hoje e botar esse cara para fazer um filme com o apoio do sistema de estúdios é a coisa certa a fazer, mas não é o que os estúdios andam fazendo atualmente. “Baby Driver”, “Em Ritmo de Fuga” no Brasil, é dos filmes mais bem cotados pela crítica americana no ano. Barato, tá com um boca a boca positivo e se segurando contra blockbusters de raiz no mercado da América do Norte. A Sony já pensa na continuação.

Mais do que o hype, “Em Ritmo de Fuga” é um filme original em uma era em que franquias e adaptações dominam. É um gol de placa da Sony em uma temporada que os arrasa-quarteirões não estão convencendo nas bilheterias.

deNão obstante, a Sony ainda tem “A Torre Negra”, aguardada adaptação de Stephen King, com Idris Elba e Matthew McConaughey à frente do elenco. É mais uma tentativa de emplacar um franquia e depender menos de um certo aracnídeo. O hype e a expectativa jogam a favor da empreitada da Sony que calculou muito bem sua movimentação na temporada.

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Essa é a herança positiva de Amy Pascal, que deixou a presidência da Sony Pictures na esteira do escândalo dos vazamentos de e-mails da empresa. Tom Rothman, que já dirigiu a FOX e a Tristar, divisão da Sony, deve seguir o bom caminho ensejado por Amy, que segue como produtora vinculada à empresa.

A Sony não vai figurar entre os melhores faturamentos do ano. Warner e Disney vão protagonizar mais uma vez essa disputa – com larga vantagem para a segunda – mas tem um 2017 de recuperação e deve deixar a Paramount isolada na posição de grandes estúdios em naufrágio acelerado.

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terça-feira, 23 de junho de 2015 Análises, Atores, Filmes | 22:15

Temos um Homem-Aranha; e agora?

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Foto: Joblo/reprodução

Foto: Joblo/reprodução

O inglês Tom Holland, de 19 anos, foi anunciado como o novo intérprete de Peter Parker/Homem-Aranha no novo reboot que o personagem irá receber, agora sob curadoria da Marvel. Jon Watts, do ainda inédito “Cop car”, foi confirmado como o diretor do filme, previsto para ser lançado em 28 de julho de 2017.

A dinâmica da escolha lembra muito a que se deu em 2011, quando o anglo-americano Andrew Garfield foi selecionado para ser o novo Peter Parker e o cineasta Marc Webb, então festejado no circuito indie com o sucesso de “500 dias com ela”. Tanto Webb como Watts, no momento de assumirem a direção de “Homem-Aranha”, vinham da aclamação no festival de Sundance. Um celeiro incomum para um filme super-herói.

iG On: Tom Holland interpretará o Homem-Aranha em nova franquia

Análise: Homem-Aranha na Marvel sela acordo inédito em Hollywood

Estamos falando aqui do sexto filme do personagem em 15 anos e do segundo reboot em cinco. Não é um repertório desejável e a Marvel já anunciou que o próximo filme vai mostrar um Peter Parker adolescente e enfrentando a opressiva rotina colegial. Sem, pelo menos no discurso de momento, recontar a origem do herói.

Rumores ventilados na imprensa americana dão conta de que o nome de Holland era uma preferência da Sony. A Marvel tinha em Asa Butterfield, de “A invenção de Hugo Cabret”, o seu favorito. Não que Holland não tenha impressionado Kevin Feige, o todo-poderoso produtor da Marvel Studios e que supervisionou pessoalmente o processo de casting do herói aracnídeo.  Segundo fontes ouvidas pelo The Hollywood Reporter, Feige gostou da interação entre Holland, Robert Downey Jr. e Chris Evans nos testes. Vale lembrar que a primeira aparição desse novíssimo Homem-Aranha no universo Marvel será em “Capitão América: Guerra civil”, a ser lançado no próximo ano.

Watts teria sido uma escolha toda de Feige, que costuma apostar em diretores novatos e pouco experimentados – uma forma de assegurar maior controle criativo sobre os filmes. Foram apostas bem sucedidas dele Jon Favreau, no primeiro “Homem de ferro”, e James Gunn, em “Guardiões da Galáxia”. O nome de Watts teve de ser aprovado pelo novo presidente da divisão de cinema Sony, Tom Rothman. Esse típico toma lá dá cá é comum em pré-produções de blockbusters dessa magnitude, mas a Sony sabe que precisa dar mais autonomia à Marvel para evitar que o novo filme seja tão decepcionante como os dois mais recentes.

O fato de estar inserido no universo Marvel deve ajudar na aceitação do novo aracnídeo, mas um filme solo bacana e bem azeitado é crucial para que o investimento – e a parceria entre Marvel e Sony – vinguem.

A produção do filme, no entanto, deve ser cercada de especulações, atritos e coro por concessões. Circunstâncias comuns a qualquer relação, mas potencialmente desestabilizadora em uma envolvida em interesses milionários e objetivos mais inflacionados ainda.

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quarta-feira, 22 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 23:08

Vaza lista com os cinco atores cotados para viver o novo Homem-Aranha

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Nas próximas duas ou três semanas, Marvel e Sony devem decidir quem será o intérprete do novo Homem-Aranha no cinema. O anúncio oficial deve ocorrer pouco depois disso. Já se sabia que o objetivo era um ator jovem, uma vez que o novo Aranha/Peter Parker ainda estará no colégio. Pois bem, o site The Wrap obteve a lista dos cinco atores que estão cotados para o papel. Segundo as fontes do The Wrap, nenhum dos atores foi testado ou contatado. São descritos como “fortes concorrentes” ao papel. São eles: Asa Butterfield (“A invenção de Hugo Cabret”, Ender´s game – o jogo do exterminador”), Timothee Chalamet (“Interestelar”), Tom Holland (“O impossível”), Nat Wolf (“Cidades de papel” e “A culpa é das estrelas”) e Liam James (“2012” e “O verão da minha vida”).

Butterfield (18 anos) é o mais conhecido dos cinco e já constava das apostas preliminares de novos nomes para vestir o uniforme do Aranha. A seu favor, tem o fato de já ter estrelado blockbusters como protagonista.  Tom Holland (18 anos) já provou ser bom ator e os outros só tiveram pequenas participações em filmes e séries. Nat Wolf (20 anos) deve ganhar popularidade com o vindouro “Cidades de papel”, adaptado do mesmo John Green de “A culpa é das estrelas”.

Da esquerda para a direita: Liam James, Timothee Chalamet, Tom Holland, Asa Butterfield e Nat Wolf

Da esquerda para a direita: Liam James, Timothee Chalamet, Tom Holland, Asa Butterfield e Nat Wolf
(Foto: montagem/reprodução)

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 Análises, Notícias | 15:21

Homem-Aranha na Marvel sela acordo inédito em Hollywood. Mas e agora?

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Foto: montagem sobre divulgação

Foto: montagem sobre divulgação

 

Depois de muita boataria, a confirmação. O Homem-Aranha integrará o universo Marvel no cinema. Trata-se de um acordo sem precedentes na história de Hollywood este que abaliza a migração do herói aracnídeo para o universo cinematográfico da Marvel, que tal como nos quadrinhos, é todo coeso e interligado, outro feito ímpar no cinema.

O acordo que já vinha sendo costurado há alguns meses mantém o controle total do personagem com a Sony Pictures, que adquiriu os direitos em 1999 pela bagatela de U$ 7 milhões. Na prática, com a entrada de Kevin Feige, grande cérebro da Marvel, como grande produtor do novo filme do Aranha, o controle criativo fica com a Marvel, o que é boa notícia para os fãs e para a Sony que parecia perdida com os rumos do personagem. Amy Pascal, que renunciou à presidência do estúdio há poucos dias, será coprodutora junto com Feige. É uma forma de devolver prestigio a executiva que teve sua imagem bem arranhada durante o escândalo dos vazamentos de e-mails e documentos da Sony.

A primeira aparição do aracnídeo em um filme Marvel deve ser em “Capitão América: Guerra civil”. Na série de HQs que inspira o filme, o personagem tem papel central. O primeiro filme solo do herói fruto da parceria entre Sony e Marvel será lançado em 28 de julho de 2017, o que provocará alterações em todo o calendário de lançamentos da Marvel na janela entre 2017 e 2019. Filmes como “Thor: Ragnarok” deixa a data de 28 de julho e será lançado em 3 de novembro de 2017. “Pantera negra” vai para 6 de julho de 2018; “Capitã Marvel” vai para 2 de novembro de 2018; e “Inumanos” tem o lançamento transferido para 12 de julho de 2019. “Os vingadores: guerra do infinito partes 1 e 2 permanecem previstos para maio de 2018 e 2019, respectivamente. O Homem-Aranha deve dar as caras nesses dois filmes também.

Andrew Garfield, que foi a melhor coisa dessa reimaginação do Aranha, não deve voltar. Ele e Marc Webb, o diretor responsável pela nova trilogia que jamais se concretizará, não fizeram parte deste bombástico anúncio, o que indica que não fazem parte dos planos. O que faz sentido. Casa nova, vida nova.

A Marvel não deve investir em um novo filme de origem. Afinal, ninguém aguenta mais um filme de origem do Aranha. Os planos da Sony, que já articulava um quarto filme, sem Webb na direção, uma aventura solo do Venon e uma produção reunindo o sexteto sinistro devem ser definitivamente arquivados. Eram todos reflexos de como o estúdio não tinha a menor ideia de explorar sua principal mina de ouro. A franquia, que resultou em cinco filmes ao longo de 12 anos, é a principal do portfólio do estúdio. São quase U$  4 bilhões arrecadados mundialmente nas bilheterias.

O reboot irregular, frustrante para os fãs e decepcionante para os cofres do estúdio, acabou abrindo caminho para o acordo com a Marvel. Os detalhes deste acordo ainda são desconhecidos, mas é razoável supor que a Sony terá uma porcentagem do faturamento dos filmes da Marvel em que o Aranha aparecer. Já os lucros dos filmes solo do Aranha, a despeito do envolvimento da Marvel, devem  permanecer integralmente com a Sony. Mas aí voltamos à esfera da boataria.  Acordos sobre personagens fluindo de um universo para outro poderiam ser feitos eventualmente para filmes no futuro. O mundo de possibilidades que se abre é vultoso.  E a primeira pergunta é: quem será o novo Homem-Aranha? Façam suas apostas!

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 Curiosidades, Filmes, Notícias | 19:54

Estúdio desiste de lançar “A entrevista” nos cinemas dos EUA

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Um precedente perigoso contra a liberdade de expressão foi aberto nesta quarta-feira. O estúdio de cinema Sony, que tem sido vítima de cyber ataques em retaliação à produção do filme “A entrevista”, divulgou comunicado à imprensa informando que desistiu do lançamento comercial em cinemas do filme.

“A entrevista” mostra James Franco e Seth Rogen como emissários do governo americano para matar o ditador norte-coreano Kim Jong-Un.

A decisão da Sony é reflexo dos anúncios de diversas redes exibidoras americanas de que não exibiriam o filme em seus cinemas. “Em face da decisão majoritária de nossos exibidores em não mostrar o filme ‘A  entrevista’, decidimos abdicar do lançamento planejado para o dia 25 de dezembro. Respeitamos e entendemos a decisão de nossos parceiros que prezam pela segurança de seus empregados e clientes”, observa o comunicado do estúdio.

A decisão, por mais compreensível que seja, gera um precedente nefasto. A ação de um grupo anônimo interferir diretamente na liberdade de expressão de um grupo de artistas é preocupante. “A entrevista” é uma grande bobagem. Uma comédia histriônica somente possível em um país que goza de plena democracia.

Por outro lado, abre-se um precedente estimulante. A Sony sabe que tem um filme em mãos que provoca grande interesse do público. Se já havia uma audiência para o filme, ela se multiplicou com a polêmica dos dados vazados. O estúdio deve apostar em um lançamento on demand, ou seja, disponibilizar o filme por streaming na web e em combos da TV paga.

Ou seja, se o impacto da decisão executiva da Sony pode repercutir de forma negativa no âmbito da liberdade de expressão, pode precipitar uma revolução no sistema de distribuição de filmes que já se encontra em curso.

Leia também: Hackers ameaçam com terrorismo e Sony libera salas a não exibirem “A entrevista”

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