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quarta-feira, 27 de julho de 2016 Análises, Bastidores, Filmes | 20:33

“O Bom Gigante Amigo” fecha um ciclo e dá início a outro na carreira de Steven Spielberg

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eeeSteven Spielberg lançou “E.T – O Extraterrestre”, um de seus filmes mais famosos, no mesmo ano da primeira publicação de “O Bom Gigante Amigo”, de Roald Dahl. É coincidência, mas não deixa de provocar certo encantamento. Não é coincidência, porém, que o cineasta volte a trabalhar com a roteirista Melissa Mathison, com quem colaborou em “E.T”, justamente na adaptação da obra de Dahl para o cinema.

“O Bom Gigante Amigo” é, sob muitos aspectos, algo novo para Spielberg. É seu primeiro filme britânico, dos atores à ambientação, passando pelas locações e pelo tom. É, também, em 50 anos de carreira, seu primeiro filme para a Disney. Não obstante, é a primeira vez que Spielberg e seu diretor de fotografia habitual, Janusz Kaminski, aderem ao digital.

Leia mais: Coração de “O Bom Gigante Amigo”, Ruby Barnhill é nova descoberta de Spielberg

“O Bom Gigante Amigo” é a segunda adaptação da obra de Dahl a ganhar os cinemas pela Disney. A primeira foi “James e o Pêssego Gigante” em 1996. É um projeto que fala ao coração do homem por trás de sucessos como “Jurassic Park”, “Tubarão”, “O Resgate do Soldado Ryan” e “Guerra dos Mundos”.  Não à toa, Spielberg perseguiu o projeto por anos a fio com a sua Dreamworks, mas direitos autorais e licenças viabilizaram essa até então inédita colaboração entre o diretor de “Hook : A Volta do Capitão Gancho” e o estúdio de Mickey Mouse.

O filme debutou em Cannes e não causou nenhuma sensação. Tratando-se de Spielberg, a recepção na Riviera francesa foi até fria. A bilheteria seguiu o norte apontado pelo festival francês.  Nos EUA, onde estreou em 21 de junho, o filme fez pouco mais de US$ 50 milhões, o que o coloca como um dos poucos, e mais escandalosos, fracassos da carreira do cineasta. Para quem foi criança nos anos 80, essa estatística pouco importa. “O Bom Gigante Amigo” é um Steven Spielberg sem medo de ser feliz e, justamente por isso, oitentista até a alma.

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segunda-feira, 25 de julho de 2016 Atrizes, Bastidores | 16:49

Coração de “O Bom Gigante Amigo”, Ruby Barnhill é nova descoberta de Spielberg

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Steven Spielberg tem um olhar para revelar jovens talentos. Nem sempre acerta. Jeremy Irvine, de “Cavalo de Guerra”, não vingou. Mas gente como Robert Zemeckis, Drew Barrymore, Dakota Fanning, Djimon Hounsou e Christian Bale teve seus primeiros passos no cinema guiados pelo maior Midas que Hollywood já conheceu.

A bola da vez é Ruby Barnhill, uma inglesinha de 12 anos que encanta em “O Bom Gigante Amigo”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28).

Esta é literalmente a estreia de Barnhill no cinema. Ela já havia tido algumas participações em uma série inglesa, mas jamais pisado em um set de cinema. Um debute ás ordens de Steven Spielberg não é para qualquer uma. A própria Drew Barrymore, que tinha seis anos quando rodou “E.T – O Extraterrestre” (metade da idade de Barnhill), já tinha feito filmes anteriormente.

Pode-se dizer que Barnhill nasceu para o cinema em 16 de dezembro de 2014, o dia em que Steven Spielberg e Kathleen Kennedy se decidiram por escalar a atriz como a órfã Sophie do clássico de Roald Dahl. O salário de Barnhill foi de cerca de US$ 85 mil.

Ruby e Spielberg no último festival de Cannes (Foto: Léo Laumont)

Ruby e Spielberg no último festival de Cannes
(Foto: Léo Laumont)

Incrivelmente carismática e magnética, não é difícil para quem a assiste em “O Bom Gigante Amigo” entender porque naquele dia a busca de Spielberg e da produção do filme se encerrou.

Barnhill é a primeira protagonista feminina de Spielberg desde “A Cor Púrpura” (1988). Não é pouca coisa. A responsabilidade é diretamente proporcional ao tamanho dessa estatística e à confiança que a jovem atriz despertou no cineasta. Ao assistir “O Bom Gigante Amigo”, o espectador – reiterado da maestria de Spielberg – constata que o futuro de Barnhill no cinema é próspero.

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domingo, 25 de outubro de 2015 Críticas, Filmes | 14:52

Guerra fria em “Ponte dos Espiões” dá a Spielberg seu melhor filme em anos

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Foto: divulgação

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Sob muitos aspectos, “Ponte dos Espiões” (2015) é um filme tão único quanto especial na carreira de Steven Spielberg. O filme, que consagra a quarta colaboração de cineasta com o ator Tom Hanks (as outras foram “O Terminal”, “Prenda-me se For Capaz” e “O Resgate do Soldado Ryan”) e é o terceiro “sério” de Spielberg na sequência (“Cavalo de Guerra” em 2011 e “Lincoln” em 2012) – um fato raro em uma carreira que alterna produções de prestígio com blockbusters – , agrega o DNA do Spielberg dos blockbusters à solenidade do Spielberg das produções adultas.

Ambientado na guerra fria, o drama visivelmente influenciado por uma atmosfera de Frank Capra – responsável por filmes clássicos como “A mulher faz o homem”, “A felicidade não se compra” e “Aconteceu naquela noite” -, mostra um advogado do setor de seguros que se vê impelido a defender um homem acusado de ser espião da União Soviética. James Donovan sabe que por melhor que faça seu trabalho, o destino de Rudolph Abel (Mark Rylance) está traçado e que suas chances de obter um julgamento justo são para lá de remotas.

O primeiro ato de “Ponte dos Espiões”, portanto, se assevera como um elogio do direito como raramente se viu no cinema recente. Flertando novamente com outro tempo do cinema americano, Spielberg ensaia o seu “O Sol é para Todos”, mesmo sem adentrar o ritmo de drama de tribunal.

Mais adiante, e convém lembrar que o roteiro assinado pelos irmãos Coen e Matt Charman é inspirado em fatos reais, o drama se transforma completamente. A espionagem, que era uma sombra vultosa, mas uma sombra, passa a dominar a ação e “Ponte dos Espiões” assume sua vocação de drama político com a mesma inteligência até então apresentada, mas com muito mais sagacidade. É quando o texto dos Coen se permite ser mais complexo e bem-humorado. Um humor típico dos Coen que Tom Hanks, com timing perfeito, incorpora em meio ao clima de crescente tensão.

Depois que um piloto americano é capturado pelos soviéticos, a CIA escala Donovan para negociar uma troca pelo agora condenado espião soviético. Conforme a ação se transporta para a Berlim oriental, “Ponte dos Espiões” se transforma novamente e assume o ritmo de um thriller enervante, sem que haja qualquer cena de ação e sem deixar que as costuras políticas – a reboque da oratória afiada de Donovan – percam o protagonismo.

Spielberg enquadra Hanks: "Ponte dos Espiões" é o melhor fruto da parceria (Foto: divulgação)

Spielberg enquadra Hanks: “Ponte dos Espiões” é o melhor fruto da parceria
(Foto: divulgação)

Na verdade, “Lincoln” já era um filme em que Spielberg colocava a fala, e a política por trás dela, no centro da ação.  Só que “Ponte dos Espiões” é muito mais ambicioso no que apenas sugere em decorrência do que é mostrado.

Hanks, como o herói inquestionável e muito bem iluminado pela fotografia de Janusz Kaminski, personifica o James Stewart de Frank Capra, em outro paralelo eloquente alinhado por Spielberg. A do homem comum que ao recusar a rendição faz a diferença.

Sutil nas elucubrações e econômico na narrativa, Spielberg realiza um filme potente nas minúcias e atraente na temática. Se usa o passado para falar do presente, em que direitos individuais e constitucionais são descartados sem cerimônias pelo Estado, ele o faz com otimismo indisfarçável. Se atenta para o absurdo das guerras travadas nas sombras, e elas são em maior número hoje do que foram no momento em que o filme se passa, o faz com a inteligência de quem sabe que a menor das vitórias ainda é uma grande e dolorosa derrota para muitos.

É um equilíbrio raro na filmografia do cineasta e um Spielberg contingenciado como não se via desde “Minority Report – a nova lei” (2002) e “Munique” (2005). Mas sem deixar de ser Spielberg. Ao buscar abrigo em Capra e reverenciar um cinema americano menos cínico, sem fechar os olhos para o cinismo do mundo, Spielberg entrega o seu melhor filme em muito tempo.

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sexta-feira, 5 de junho de 2015 Filmes, Notícias | 20:37

“Bridge os spies”, novo filme de Steven Spielberg, ganha primeiro trailer

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Foto: divulgação

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A colaboração entre o cineasta Steven Spielberg e o o ator Tom Hanks, que no cinema compreende filmes como “O resgate do soldado Ryan (1998), “Prenda-me se for capaz” (2002) e “O terminal” (2004), ganha em “Bridge of spies”, que em tradução livre se chamaria “Ponte de espiões”, um exemplar mais tenso e intelectual.

O filme, baseado em fatos reais, se passa durante o período da Guerra Fria e apresenta a história de James Donovan (Hanks), advogado que foi enviado pela CIA para negociar uma troca de prisioneiros com a União Soviética: um espião comunista detido nos EUA por um piloto americano abatido e capturado na Europa. Mas antes é preciso convencer a Justiça americana da legitimidade da troca. O material promocional, que anuncia um thriller engenhoso com um pezinho no drama de tribunal, mostra toda a tensão envolvendo a participação do advogado na missão, desde ameaças à sua família até o perigo enfrentado em uma viagem à Berlim Oriental.

O filme tem estreia agendada para o dia 22 de outubro nos cinemas brasileiros. Não é a primeira vez que Spielberg adentra a seara da espionagem. “Munique” (2005) foi uma incursão bem sucedida. Com a escalada da tensão entre os governos Obama e Putin, o interesse pelo novo Spielberg só faz crescer.

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sexta-feira, 27 de março de 2015 Notícias | 20:40

A moda pegou e Paramount anuncia universo “Transformers” no cinema

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Cena de "Transformers: a era da extinção"  (Foto: divulgação)

Cena de “Transformers: a era da extinção”
(Foto: divulgação)

A Paramount está observando o que a Disney anda fazendo tanto com a Marvel, com seu universo coeso e consolidado no cinema, como com a LucasFilm, que já iniciou o processo de expansão de “Star Wars” com spin-offs da franquia principal. Olhando para o seu repertório, o estúdio viu em “Transformers”, franquia que já arrecadou quase U$ 4 bilhões nas bilheterias mundiais com seus quatro filmes, o melhor candidato para construir um universo no cinema.

Segundo noticiou o Deadline, o estúdio mobilizou Steven Spielberg (produtor executivo da franquia desde o primeiro filme), Akiva Goldsman (produtor e roteirista de filmes como “Uma mente brilhante” e “O código Da Vinci”) e Lorenzo di Bonaventura (produtor dos quatros filmes) para discutir com Michael Bay (diretor dos quatro filmes) alternativas para expandir o universo. Vale lembrar que em 2014, a franquia foi reiniciada com “Transformers: a era da extinção”, protagonizado por Mark Wahlberg, que cravou a maior bilheteria mundial do ano.

Leia também: Michael Bay manda mensagem subliminar no quarto “Transformers”

A ideia é que além desta série principal, cuja sequência também deve ser protagonizada por Wahlberg e dirigida por Bay, haja spin-offs com personagens como Optimus Prime, Bumblebee, entre outros.

É cedo para medir os efeitos da ideia, mas o time reunido para cultivá-la é dos melhores e a franquia, como mostram os explosivos números de bilheteria, tem potencial para render muitos filmes. Aguardemos cenas dos próximos capítulos!

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