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sábado, 19 de dezembro de 2015 Atores, Atrizes, Diretores, Listas | 16:11

Retrospectiva 2015: As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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No ano que o feminismo marcou Hollywood, as mulheres são maioria na lista do Cineclube entre as dez personalidades do ano no mundo do cinema. Nada a ver com a correção política. Elas foram notícia e estiveram presentes em alguns dos grandes filmes do ano. A lista a seguir faz uma síntese de quem brilhou em 2015 no cinema.

10 – Samuel L. Jackson

Foto: (reprodução/New York Times)

Foto: (reprodução/New York Times)

No ano em que voltou a protagonizar um filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, Samuel L. Jackson se divertiu pacas no cinema. Foi novamente Nick Fury em “Vingadores: A Era de Ultron” e tirou um sarro da onda de filmes de espiões em “Escola de Espiões”. No meio tempo, voltou a colaborar com Spike Lee no musical “Chi-Raq”. O melhor, porém, foi o vilão de língua presa de “Kingsman – Serviço Secreto”.

9 – Eddie Redmayne

Foto: Divulgação/Prada

Foto: Divulgação/Prada

O ator começou o ano ganhando o Oscar de melhor ator. Para onde ir depois disso? Ele assegurou o protagonismo de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prequela da franquia Harry Potter. Mas não foi só, Eddie Redmayne se despede de 2015 com indicações a prêmios por seu sensível trabalho em “A Garota Dinamarquesa” e mira no Oscar novamente. Nos vemos por aqui em 2016?

8 – Regina Casé

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

A atuação sensível e sutil da atriz em “Que Horas ela Volta?” lhe valeu o destaque nesta lista. Dona de um talento dramático tão robusto quanto inusitado, Casé foi a personalidade do cinema nacional mais comentada em 2015. Até mesmo de forma pejorativa, como no lamentável episódio em que os cineasta Claudio Assis chamou-a de gorda durante um debate sobre o filme em Pernambuco.

7 – Amy Schumer

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Ninguém aconteceu mais do que ela neste ano em Hollywood. A comediante de 34 anos, que já fazia sucesso na cena de stand up e na televisão americanas, debutou no cinema em grande estilo com “Descompensada”; a comédia agradou crítica e público e chegou ao Globo de Ouro. Não obstante, Schumer ainda estrelou um inesquecível ensaio inspirado em Star Wars para a revista GQ.

6 – Elizabeth Banks

Elizabeth Banks

Foto: divulgação

Ela esteve este ano no último filme da franquia “Jogos Vorazes” , em “Magic Mike XXL” e na série “Wet Hot American Summer”, mas o que garantiu sua posição nessa lista foi “A Escolha Perfeita 2”. Nenhum filme dirigido por uma mulher fez tanto dinheiro no ano. Banks desbancou o favoritíssimo “Mad Max: Estrada da Fúria” em seu fim de semana de estreia nas bilheterias americanas.

5 – Daisy Ridley

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

Você talvez ainda não a conheça. Nenhum problema. Ela só tem pequenas produções inglesas e participações em seriados britânicos no currículo. Mas… Em 2015 ela protagonizou nada mais, nada menos do que “Star Wars: O Despertar da Força”. O mundo de Reidley jamais será o mesmo. Afinal, agora ela tem a força a seu lado.

4 – Tom Hardy

Foto: reprodução/Esquire

Foto: reprodução/Esquire

Ele estrelou o melhor blockbuster de 2015, mas Tom Hardy foi todo versatilidade no ano. Além de assumir muito bem o Mad Max que imortalizou Mel Gibson no ecrã, Hardy investigou um serial killer nos anos de chumbo da União Soviética em “Crimes Ocultos” e surgiu em dose dupla no filme de gangster “Legend”. Não obstante, ainda deu vida ao antagonista de Leonardo DiCaprio no já badalado e cult “O Regresso”.

3 – Katherine Waterson

Foto: reprodução/W

Foto: reprodução/W

O ano começou com ela seduzindo Joaquin Phoenix e a nós todos em “Vício Inerente”. Estava ali uma mulher capaz de convencer o ex-namorado a investigar o sumiço do atual. Depois de aparecer “Queen of Earth”, “Steve Jobs” e “Dormindo com outras pessoas”, Waterson termina 2015 com a notícia de que será a protagonista da sequência de “Prometheus”, mais uma prequela de “Alien” assinada por Ridley Scott. Ela também estará em “Os Animais Fantásticos e Onde Habitam”. O mundo é sua ostra.

2 – Michael Fassbender

Foto: Reprodução/New Yorker

Foto: Reprodução/New Yorker

Fassbender assumiu o papel que ninguém queria assumir: Steve Jobs; e pode voltar ao Oscar pela ousadia de desaparecer na pele do controverso magnata criador da Apple. Mas Fassbender também estrelou uma violenta versão de “Macbeth”, de Shakespeare, e um western intimista, “Slow West”, elogiado em Sundance. Foi um ano movimentado para o alemão de ascendência irlandesa e 2016, com um novo X-men e a adaptação para cinema do game “Assassin´s Creed”, promete ser mais ainda.

1 – Alicia Vikander

Foto: Reprodução/New York Times

Foto: Reprodução/New York Times

A sueca caiu como um verdadeiro tsunami em Hollywood. Na verdade, ela já estava por lá em filmes como “O Quinto Poder” (2012) e “Anna Karenina” (2013), mas o pequeno indie “Ex-Machina: Instinto Artificial” mudou o jogo. As participações em “O Agente da U.N.C.L.E” e ‘Pegando Fogo” ajudaram a expandir o charme da atriz e a consagração deve vir com “A Garota Dinamarquesa”, em que ela ofusca o oscarizado Eddie Redmayne. 2015 é o ano Vikander no calendário de Hollywood.

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sábado, 6 de junho de 2015 Críticas, Filmes | 16:39

“Mad Max: Estrada da Fúria” se firma como maior obra-prima da ação em décadas

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Nos trailers de “Mad Max: Estrada da fúria” surgiam antes do nome do cineasta George Miller a alcunha “visionário”. Caso o leitor seja destes que ainda não tem familiaridade com a obra do diretor australiano, o porquê do uso do termo estará plenamente justificado quando os créditos do filme subirem. “Estrada da fúria” não só é o melhor filme da carreira do australiano, como é a grande obra-prima que o cinema de ação aguardava desde a década de 80, quando produções como “Mad Max: a caçada continua” (1981) e “Duro de matar” (1988) davam viço ao gênero. De lá para cá, com o advento dos efeitos especiais e heróis de HQs, o cinema de ação virou oura coisa. Mais pasteurizado, artificial e comportado. “Estrada da fúria”, com sua anarquia barulhenta, caótica e brilhantemente coreografada, devolve ao cinema de ação sua brutalidade, sua imprevisibilidade e, fundamentalmente, seu encanto.

Som, fúria e arrebatamento: o melhor filme de ação em anos (foto: divulgação)

Som, fúria e arrebatamento: o melhor filme de ação em anos
(foto: divulgação)

Som e fúria, em um balé apocalíptico no meio do deserto, norteiam uma história que poderia ser erroneamente sintetizada como uma grande e histriônica perseguição. Essa escandalosa e espetacular obra-prima é, no entanto, uma sinfonia do caos tão perfeita que é preciso louvar tanto a ousadia da Warner Brothers, de liberar U$ 200 milhões para a produção de um filme tão incomum e estranho, como o gênio de Miller que usa CGI o mínimo possível e faz ação de verdade com veículos assustadores e capotamentos espetaculosos.

A plasticidade de “Estrada da fúria” impressiona. Seja pelas paletas de cores amareladas ou pelos ângulos inusitados escolhidos por Miller. O gigantismo das alegorias, em muitos momentos o filme se assemelha a um desfile enlouquecido, arrebata. Somente em um filme tão brutal como “Mad Max” seria possível um sujeito tocando insanamente rock em uma guitarra do alto de uma alegoria enquanto percussionistas tribais “cantam” uma perseguição frenética pelo deserto.

Miller avança na mitologia do universo de “Mad Max” reaproveitando e expandindo ideias ensejadas na trilogia original, mas “Estrada da fúria” se sustenta sozinho. Depois de ser capturado, Max (Tom Hardy) vira uma bolsa de sangue para os war boys feridos da cidadela. A cidadela é controlada por Immortan Joe (Hugh Keays-Bryne, que já havia sido o vilão do primeiro filme). Ele promove uma caçada nervosa a Imperator Furiosa (Charlize Theron) que fugiu com suas parideiras. O war boy Nux (Nicholas Hoult) para participar da perseguição leva sua “bolsa de sangue” e daí em diante é prudente se preparar para os alucinantes desdobramentos da frenética narrativa.

Apesar do frenesi, “Estrada da fúria” traz mais em seu âmago. É, primordialmente, um filme de forte apelo feminista. Além da premissa de livrar mulheres da objetificação de um homem tirano, a personagem Furiosa reclama para si o protagonismo do filme. Determinada, inteligente, articulada e forte, Furiosa conquista o respeito de Max de um jeito que somente os homens estão permitidos a conquistar em westerns. “Estrada da fúria” subverte essa lógica ao afastar o romance da equação. Não obstante, trata-se, ainda, de um olhar algo raivoso sobre o impacto da religião e de como o suicídio pode ser usado a serviço do terror.

Western de vanguarda: Há muito mais do que alcançam os olhos em "Estrada da fúria" (Foto: divulgação)

Western de vanguarda: Há muito mais do que alcançam os olhos em “Estrada da fúria”
(Foto: divulgação)

Se há um porém em “Estada da fúria” é o saldo da inevitável comparação entre Tom Hardy e Mel Gibson. Talvez Hardy já saia perdendo porque seu Max compartilha importância na narrativa com Furiosa, mas fato é que em matéria de carisma Gibson sobra. Hardy convence na brutalidade de Max, especialmente no começo do filme, mas come poeira quando precisa aferir humanidade ao personagem.

É uma ressalva que não compromete em nada a grandiosidade da fita. Tampouco demove “Estrada da fúria” do topo da cadeia alimentar do cinema de ação contemporâneo. Visionário, George Miller faz o que parecia impossível e relega produções como “Vingadores” e “Velozes e furiosos”, grandes sensações da temporada, ao posto de meros recalques.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:19

Rússia proíbe lançamento de filme americano sobre crimes na União Soviética

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Cena de "Crimes ocultos", filme banido da Rússia na véspera de sua estreia no país (Foto: divulgação)

Cena de “Crimes ocultos”, filme banido da Rússia na véspera de sua estreia no país
(Foto: divulgação)

As tensões entre Rússia e EUA podem até ter esfriado nos últimos meses, mas elas ainda persistem. O ministro da Cultura russo, Vladimir Medinsky, anunciou o banimento de “Crimes ocultos” (Child 44, EUA  2015), que seria lançado nesta quinta-feira nos cinemas do país. De acordo com a agência de notícias AP, o ministério entende ser “inadmissível” lançar um filme com “distorções históricas” durante a preparação para as celebrações de maio, que marcam os 70 anos do triunfo sobre a Alemanha nazista. No fim do ano passado, a Rússia já tinha expressado solidariedade à Coreia do Norte por conta de todo imbróglio entre o país governado por Kim Jong-un e os EUA provocado pelo lançamento do filme “A entrevista”.

“Crimes ocultos” é um thriller sobre um policial soviético (Tom Hardy) que investiga uma série de assassinatos de crianças em 1953. O filme, dirigido pelo sueco Daniel Espinosa do ótimo “Protegendo o inimigo” (2012), é adaptado do livro de Tom Rob Smith, cujo nome é emprestado pelo título original do filme.

A produção está prevista para estrear nos cinemas brasileiros em 21 de maio. Confira o trailer legendado abaixo.

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