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domingo, 17 de agosto de 2014 Atores, Filmes, Listas | 17:00

As dez melhores atuações de Robin Williams

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Ao confeccionar essa lista em homenagem a este grande talento que partiu de maneira abrupta e, para quem não seguia sua carreira de perto, surpreendente, percebe-se o quão injustiçado Robin Williams fora como ator. Alvo da fúria de Arnaldo Jabor na sua inesquecível participação na transmissão da cerimônia do Oscar em 1998, que consagrou “Titanic” com onze Oscars e Robin Williams por um papel dramático, o ator traz à lista performances dramáticas de primeira categoria, outras inclinadas ao humor e algumas que combinam apuro cômico à envergadura dramática. Para quem não conhece sua filmografia, e para quem gosta de rememorá-la, clareia-se a percepção de que se tratava de um ator muito melhor do que os rótulos que lhe atribuíam em vida eram capazes de tangenciar.

10 – “Patch Adams – o amor é contagioso” (1998)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Depois de tentar o suicídio, Hunter Adams (Williams) tem uma epifania: resolve cursar medicina para ajudar as pessoas. Mas ele não fica só na medicina. Tempera-a com humor e carinho. Seus métodos naturalmente ganham admiradores e detratores. Williams impregna seu registro de um encantamento muito natural. Sua atuação trafega entre os tons dramático e cômico com desenvoltura. Um trabalho que se fosse feito por outro ator talvez recebesse mais destaque e louros.

9 – “Insônia” (2002)

Insônia - filme

Aqui na pele do primeiro vilão de sua carreira, Williams assombra pelo comedimento e pela capacidade de projetar um lado sombrio verdadeiramente assustador. O choque é maior para quem conhece apenas sua faceta cômica. Como um assassino que entra em um jogo de gato e rato com o policial vivido por Al Pacino, Williams apresenta, pela ousadia e robustez, um dos pontos altos de sua carreira.

8 – “Morra, Smoochy, Morra” (2002)

Smoochy

O ano de 2002 definitivamente foi o ano em que Williams impôs a si mesmo a necessidade de reinventar-se. Aqui ele faz um apresentador de um programa infantil demitido depois que seu nome foi envolvido em um escândalo midiático. Seu substituto é interpretado por Edward Norton. Enquanto se sente cada vez mais miserável, Williams volta sua ira contra seu substituto e revela um comportamento cada vez mais agressivo.

Williams nunca esteve tão maníaco-depressivo como nesta perola do humor negro dirigida por Danny DeVito. O ator convence como um homem que sucumbe à própria angustia e à egolatria.

7 – “A gaiola das loucas” (1996)

gaiola das loucas

Robin Williams faz o dono de uma boate de drag queens que vive com sua estrela, interpretada por Nathan Lane. Quando seu filho avisa que vai se casar e que o pai da noiva, um senador conservador, quer conhecer a família, uma grande confusão se arma. Williams reina na comédia física em um dos marcos do cinema queer e um dos primeiros neste compasso a atingir à família em grande escala.

6 – “Retratos de uma obsessão” (2002)

Retratos de uma obsessão

Williams vive o funcionário de uma loja de revelação de fotos em uma hora. Ele começa a desenvolver uma forte obsessão por uma família que costuma revelar suas fotografias na loja em questão. Neste soturno e surpreendente filme, Williams veste a carapuça como um sujeito que vai revelando-se mais perturbado do que intuímos à medida que a trama avança.

5 – “Uma babá quase perfeita” (1993)

Babá

Talvez este seja o filme mais famoso de Williams e seu personagem mais reconhecível. Não deixa de ser uma justa condição. Williams prova sua versatilidade cômica e talento para a improvisação neste filme em que precisa atuar travestido de mulher a maior parte do tempo. No entanto, é o sentimento que tateia como o pai que quer cercar-se da presença dos filhos que prevalece na bela composição do ator.

4 – “O pescador de ilusões” (1991)

O pescador de ilusões

Neste drama sobre infelizes coincidências da vida, Robin Williams faz um homem devastado por uma violenta tragédia que cedeu à mendicância e que vislumbra em uma improvável amizade com o personagem de Jeff Bridges a cura para a aflição que toma sua alma. Uma atuação que combina sutileza e energia com rara felicidade.

3 – “Bom dia, Vietnã” (1987)

Bom dia

Por este filme, Williams recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Como um DJ que traça como principal meta levar alegria aos soldados americanos servindo no Vietnã, Williams projeta na tela a imagem que se perpetuaria como sua. A de um homem afável, camarada, bem intencionado, atencioso e muito divertido. Uma performance cheia de predicados que foi justamente destacada pela nomeação ao Oscar.

2 – “Gênio indomável” (1997)

gênio

Como um terapeuta que consegue dar rumo à existência de um jovem e rebelde gênio, Williams volta a brilhar intensamente. Em um papel dramático construído sobre minúcias e com um tempo totalmente diferente de suas incursões dramáticas anteriores, o ator tem momentos sublimes. Principalmente nos diálogos inspirados com Matt Damon ofertados pelo roteiro escrito por este último em parceria com Ben Affleck. Pelo trabalho, e depois de três indicações, finalmente seria agraciado com o Oscar.

1 – “Sociedade dos poetas mortos” (1989)

Sociedade dos poetas

Outro célebre personagem de uma galeria insuspeitamente repleta do seu DNA. Como um professor de literatura que não se contenta em ensinar apenas literatura, ele cativa e inspira. Em muito porque sinaliza com sua atuação devotada que acredita piamente não só no personagem, mas em suas motivações.

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