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quarta-feira, 8 de junho de 2016 Críticas, Filmes | 10:15

Sequência de “Truque de Mestre” repete fórmulas e usa reviravoltas para ganhar o público

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Foto: Divulgação

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Uma das maiores surpresas de 2013 nos cinemas, “Truque de Mestre” era uma produção charmosa que estreitava a relação entre cinema e ilusionismo ao acompanhar quatro mágicos que faziam grandes números de ilusionismo com a proposta de desmascarar um empresário corrupto. Irregular, o filme flertava com a condescendência do público.  A boa bilheteria garantiu a sequência que chega agora aos cinemas. Sem Louis Leterrier na direção, assume John M. Chu com a consultoria do ilusionista David Copperfield, também creditado como coprodutor.

Copperfield, que já havia prestado consultoria para “O Grande Truque”, de Christopher Nolan, e “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese, chega com a responsabilidade de dinamizar e tornar mais verossímeis os números mágicos apresentados no longa-metragem. Não é, porém, o que acontece. “Truque de Mestre: O Segundo Ato” se incumbe de surpreender o público que curtiu o primeiro filme, mas repete passo a passo as fórmulas aplicadas no original. Cai, portanto, em contradição.

Assim como no primeiro filme, a escalada de surpresas no clímax afasta qualquer comprometimento com a lógica em nome do choque da verdade que sempre esteve em frente aos olhos, dos personagens e da audiência, e ninguém foi capaz de perceber. Trata-se de um recurso irritante para aqueles que apreciam um bom desenvolvimento narrativo. Para quem busca apenas surpreender-se na sala escura, “Truque de Mestre: O Segundo Ato”, talvez se prove até mesmo mais eficiente do que o original.

A ideia é levar tudo ao limite. Woody Harrelson, sob muitos aspectos o melhor do primeiro filme, surge aqui duplicado. Seu irmão gêmeo está a serviço do bilionário inglês que quer que a trupe comandada por Dylan (Mark Ruffalo) roube um cartão que lhe dará acesso a todo e qualquer computador no planeta. O cartão está em Macau, na China, e o bilionário em questão é interpretado por Daniel Radcliffe, o Harry Potter em pessoa, aqui mais zeloso da ciência do que da mágica, mas afeito a truques. Radcliffe é subaproveitado pelo filme, que se beneficia mais de seu nome no cartaz do que de seu bom timing cômico em cena.

Foto: Divulgação

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Como Isla Fisher não retornou para a sequência, Lizzy Caplan surge como a principal personagem feminina e ela aproveita bem a chance. De todo o elenco, que ainda conta com o retorno de Morgan Freeman, é a única que parece não estar no piloto automático.

“Truque de Mestre: O Segundo Ato” é um caso típico de como Hollywood não sabe lidar com seus sucessos. Um filme imperfeito, mas charmoso e relativamente original que fez algum barulho em 2013, agora ganha uma desnecessária sequência que deve fracassar e comprometer a memória que o público tem do original.

 

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