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sexta-feira, 17 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 19:32

“Velozes e furiosos 7” é o mais rápido filme a alcançar marca de U$ 1 bilhão nas bilheterias

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Cena de "Velozes e furiosos 7" (Foto: divulgação)

Cena de “Velozes e furiosos 7”
(Foto: divulgação)

Por essa nenhum vingador ou aluno de Hogwarts esperava. Depois do fim de semana acachapante de estreia no início do mês era imaginado que o sétimo filme da franquia se tornasse o primeiro da série a atingir a marca histórica do U$ 1 bilhão. Mas ninguém imaginava que essa marca seria alcançada tão rapidamente. O feito foi conquistado em 17 dias. Para efeito de comparação, “Avatar” (2009), “Os vingadores” (2012) e “Harry Potter e as relíquias da morte: parte II” levaram 19 dias para cruzar a fronteira do bilhão de dólares em arrecadação. Não obstante, a fita que marca a despedida definitiva do finado ator Paul Walker é a primeira do estúdio Universal a chegar ao clube do bilhão. É história em todas as frentes a que “Velozes e furiosos 7” está fazendo. Analistas da indústria estimam que o filme tenha gás para arrecadar algo em torno de U$1.5 bilhão no total.

Crítica: Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e furiosos 7”

 

“Nosso elenco, equipe, todos nós da Universal e da família ‘Velozes e furiosos’ merecemos reconhecimento por fazer de “Velozes e furiosos 7″ um sucesso tão grande e ansiamos por ver o filme continuar sua trajetória de sucesso”, disse ao The Hollywood Reporter  o presidente da distribuição doméstica da Universal, Nick Carpou.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 18:17

Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e furiosos 7”

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O ator Paul Walker em cena do filme  (Fotos: divulgação)

O ator Paul Walker em cena do filme
(Fotos: divulgação)

Quando os créditos de “Velozes e furiosos 7” (Furius 7, EUA 2015) sobem, uma cena inusitada se revela fora das telas. Muitos marmanjos são flagrados aos prantos. Lágrimas escorrem de olhos primeiramente atraídos para a série por carros tunados, homens marombados que não levam desaforo para casa e mulheres desfilando em trajes mínimos. A cena, provocada pela bela homenagem da produção ao finado Paul Walker, um tributo justo a um ator que subscreveu seu estrelato ao sucesso da série, sintetiza o que a franquia “Velozes e furiosos” significa hoje.

Franquia acidental, “Velozes e furiosos” a partir de seu quinto filme se reinventou como um filme de assalto e agora, à sombra do adeus de Walker, ensaia uma nova reinvenção bebendo da fonte de Sylvester Stallone e seus mercenários. Já o maior sucesso da franquia, “Velozes e furiosos 7” ostenta esse brilho particular da reinvenção e mesmo com suas cenas absurdas cada vez mais absurdas, cativa justamente pela combinação do tom cafona com que exalta valores familiares com a sustância das cenas de ação.

O sétimo filme, dirigido por James Wan (“Jogos mortais”, “Invocação do mal”), que traz para a franquia seu esmero narrativo que causou sensação no terror, coloca Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua “família” na mira de um mercenário inglês, vivido pelo sempre ótimo Jason Statham, que busca vingança pelos eventos passados no sexto filme. O vilão daquele filme, Luke Evans, era seu irmão mais novo. A ação, em virtude do orçamento inflado de U$ 190 milhões, volta para os EUA com uma parada em Abu Dhabi. Pelos remendos que foram sendo feitos ao longo da franquia improvisada, cenas dos capítulos anteriores são ensejadas e reimaginadas para que tudo faça sentido. E nomes como Lucas Black, protagonista do terceiro e esquecível volume da série, dão as caras novamente. Pela cronologia, esse filme se passa imediatamente após os eventos de “Desafio em Tóquio” (2006).

Com cenas de ação alucinantes, mas especial atenção aos dilemas dos personagens, em especial Letty (Michelle Rodriguez) e Brian (Paul Walker), Wan capitaliza em cima de tudo o que a franquia tem de melhor. Na primeira cena ele faz um elogio ao espírito dos dois primeiros filmes da série sem deixar de expor o estado das coisas entre Toretto e Letty.

Kurt Russell com ecos de Bruce Willis em “Os mercenários”, como o Sr. Ninguém, um mandachuva da CIA que faz uma proposta irrecusável para Toretto tomar a dianteira na caçada humana que o personagem de Statham promove contra ele e os seus. É justamente nesse confronto entre Vin Diesel e Jason Statham que “Velozes e furiosos 7” queima o óleo. O que deveria ser uma grande atração da fita, a oposição entre dois dos atores mais prestigiados do gênero no século XXI, acaba diminuindo o impacto que o personagem de Toretto costuma ter sobre a audiência.  Isso porque além de ser mais frequente e eficiente como astro de ação, Jason Statham tem mais carisma do que Vin Diesel e isso subliminarmente mina parte do encanto que Toretto sempre exerceu sobre a audiência. É um pormenor, mas ruidoso o suficiente para valer o registro.

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

“Velozes e furiosos 7”, pelo orçamento, pelo elenco numeroso e estrelado, pela linearidade com que enseja uma nova reinvenção na franquia, pode ser percebido como o melhor da série. Se o parâmetro for a megalomania, o sexto filme ainda parece mais ajustado ao conceito. Se for eficácia narrativa combinada com estrutura temática e visual, o primeiro filme ainda é imbatível. Mas como diz Roman, o alívio cômico ainda certeiro vivido por Tyrese Gibson, em dado momento do filme: “primeiro foi um tanque, depois um avião e agora enfrentamos uma nave espacial?!”. A autoparódia funciona como tudo mais no universo de “Velozes e furiosos” que deve seguir bem mesmo sem Paul Walker porque convenceu muitos marmanjos de que eles também são parte da família de Dominic Toretto.

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quinta-feira, 2 de abril de 2015 Análises, Bastidores, Filmes | 07:00

Franquia improvável, “Velozes e furiosos” chega ao sétimo filme esbanjando vitalidade

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Cena de "Velozes e furiosos 7" (Foto: divulgação)

Cena de “Velozes e furiosos 7”
(Fotos: divulgação)

Não é qualquer franquia que chega a seu sétimo filme. Mas não é só isso que torna “Velozes e furiosos”, cujo sétimo exemplar chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2), especial.  Acidental, a série que já rendeu mais de U$ 2 bilhões nas bilheterias do mundo todo se reinventou, mais de uma vez, no meio do caminho para se tornar a principal franquia do estúdio Universal. A empresa deve confirmar neste fim de semana uma nova sequência para o filme. Nos bastidores, Vin Diesel já teria um pré-contrato para mais três sequências – o que ratificaria “Velozes e furiosos” como uma das franquias mais longevas da história do cinema.

Tudo começou com um despretensioso filme de ação em 2001. Vin Diesel e Paul Walker eram completos desconhecidos. Tinham estrelados filmes como “O resgate do soldado Ryan” (1998), no caso de Diesel, e “A vida em preto e branco” (1998), no caso de Walker, mas ainda perseguiam um lugar ao sol em Hollywood.  Dirigido por Rob Cohen, do recente fiasco “O garoto da casa ao lado”, “Velozes e furiosos” é uma celebração dos chamado “buddy movies”. Uma releitura de “Caçadores de emoção”, que opunha Keanu Reeves e Patrick Swayze, um dos highlights da década de 90. Como bônus, a fita preenchia uma lacuna no cinema americano de então: era um bom filme sobre paixão e corridas de carros.

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

O sucesso inesperado, U$ 207 milhões nas bilheterias mundiais, atiçou o interesse do estúdio em uma sequência. Vin Diesel logo pulou fora por entender que não estava na possível franquia sua chance de vingar como astro de ação e foi fazer “Triplo X” (2002) com o mesmo Rob Cohen. Paul Walker topou e Tyrese Gibson foi escolhido para segurar a peteca deixada por Vin Diesel em “+ velozes +furiosos” (2003). A sequência fez mais dinheiro mundialmente, mas arrecadou menos nos EUA e fez a Universal repensar o modelo da franquia. A ação foi transposta para o Japão e um novo elenco, encabeçado por Lucas Black, assumiu. A ideia era fazer da franquia um conceito de filme de ação com a grife “Velozes e furiosos” a validá-lo. “Velozes e furiosos: desafio em Tóquio” (2006) foi o mais perto do fracasso que a franquia chegou passando longe dos U$ 200 milhões em arrecadação nas bilheterias internacionais. Uma cena pós-créditos imaginada como uma homenagem com a aparição de Vin Diesel, no entanto, daria novo oxigênio à série.

Abordado pela Universal e já sem grandes chances de ascender ao patamar que imaginava para si fora da franquia, Diesel topou voltar à série assumindo também o posto de produtor. Com ele, o retorno de Walker foi garantido. “Velozes e furiosos 4” foi lançado em abril de 2009 com o slogan “novo modelo, peças originais”. Não deu outra: o filme registrou o melhor faturamento da franquia até então com U$ 363 milhões em caixa.

O quarto filme resgatava a premissa do primeiro filme e tinha o charme de reunir Walker e Diesel novamente. Era preciso ir além no quinto filme e Diesel teve a ideia de reunir os principais nomes dos filmes anteriores e levar a ação para o excêntrico (na perspectiva americana) Rio de Janeiro. “Velozes e furiosos 5: operação Rio” (2011) apresentava a mais ousada e sagaz mudança de rota da série. O filme não era mais (só) sobre carros tunados e foras da lei, mas sim um “heist movie” (filmes de assalto), subgênero que tem “Onze homens e um segredo” entre seus expoentes. A estratégia deu certo e “Velozes e furiosos” ampliou seu público. A fita amealhou U$ 630 milhões nas bilheterias mundiais.

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

O quinto filme marcou a estreia de Dwayne “The Rock” Johnson na série. Um reforço pontual que ajudou a inflar o interesse pelo filme. Os produtores então perceberam que adições pontuais renovavam o charme da série e assim Luke Evans e Gina Carano, no sexto filme, e Jason Statham e Ronda Rousey, no sétimo, adentraram o universo da série.

“Velozes e furiosos 6” (2013), que levou a ação para Londres, faturou U$ 787 milhões internacionalmente confirmando o acerto das novas estratégias adotadas pelos produtores e, mais do que isso, a vitalidade da série.

O sétimo filme, que seria lançado no meio de 2014 e fora remanejado em virtude do falecimento de Walker, chega sob muitas expectativas e embalado pelo marketing de ser um tributo ao finado ator. Tudo indica que “Velozes e furiosos 7” vai superar a bilheteria do filme anterior e sedimentar a franquia, a despeito de seus muitos reveses, como um dos maiores cases de sucesso da Hollywood moderna.

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