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sexta-feira, 9 de setembro de 2016 Análises | 08:29

Verão americano de 2016 sugere ajuste de rota para estúdios de Hollywood

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Foi um verão atípico nas bilheterias dos cinemas. A grande temporada de blockbusters, como sempre, fez muito dinheiro, mas colocou pulga atrás das orelhas dos engravatados de Hollywood como nunca.

Montagem/divulgação

Montagem/divulgação

Foram 14 sequências lançadas nesta janela entre abril e o último fim de semana de agosto. Um recorde absoluto. A última vez que tantas sequências foram lançadas foi em 2003 e foram 13. Apenas quatro dessas sequências debutaram com uma bilheteria de estreia superior aos filmes anteriores. “Jason Bourne” (US$ 59,2 milhões), “Procurando Dory” (US$ 135 milhões), “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 179 milhões) e “Uma Noite de Crime 3” (US$ 36,2 milhões). A grande maioria das sequências fracassou. Filmes como “Alice Através do Espelho”, “As Tartarugas ninja: Fora das Sombras”, “Star Trek: Sem Froneiras”, “Independence Day: O Ressurgimento”, entre outras produções floparam enormemente.

+ Universal, Mad Max e Tom Cruise estão entre os vencedores do verão americano de 2015

Foi um verão de extremos. A Disney tem razões para comemorar já que os dois filmes com maiores bilheterias da temporada integram seu portfólio. Mas se “Guerra Civil” e “Procurando Dory” juntos beiram quase US$ 1 bilhão em faturamento nos EUA e ultrapassam US$ 2 bilhões no mundo, filmes como “O Bom Gigante Amigo”, “Alice Através do Espelho” e “Meu Amigo, o Dragão” foram fracassos que o estúdio teve que amargar. A respeito deste quadro, o jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho até brincou: “acho que a Disney faz esses filmes que sabe que vão fracassar só para pagar menos imposto”.

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De fato, “O Bom Gigante Amigo”, um gesto nostálgico do estúdio em parceria com Steven Spielberg parecia um produto descolado de seu espaço tempo, mas esse raciocínio, por exemplo, não pode se aplicar a uma produção como “Ben-hur”. Com um orçamento superior a US$ 100 milhões, o filme se consagrou como o maior fracasso da temporada e demonstrou aos estúdios que a aposta em astros de cinema ainda é necessária. Coincidência ou não, depois do flop do filme estrelado por Rodrigo Santoro, Tom Cruise passou a negociar um aumento de cachê com a mesma Paramount para o novo “Missão Impossível”, programado para 2017.

O caso de “Esquadrão Suicida”

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Fracasso ou sucesso? Ainda que o filme não consolide as expectativas financeiras projetadas pela Warner Bros, não dá para dizer que o filme de David Ayer é um fracasso. No último fim de semana ultrapassou a barreira dos US$ 300 milhões nos EUA. Globalmente, a fita já amealhou cerca de US$ 700 milhões. As críticas foram venenosas, para dizer o mínimo, mas o marketing, vitorioso.

Tocando o terror

Não foi o primeiro ano que vislumbrou o gênero terror como um dos principais vitoriosos do verão americano. Com três exemplares entre as 20 maiores arrecadações da janela de lançamento – e três exemplares baratos – o gênero volta a fazer bonito. Novamente a Warner  desponta nesse segmento. Além da sequência de “Invocação do Mal”, que arrecadou mais de US$ 100 milhões nas bilheterias, o estúdio viu o baratíssimo e eficiente “Quando as Luzes se Apagam” fazer bonito no Box Office. O gênero ainda emplacou os sucessos de “Uma Noite de Crime 3” e “O Homem nas Trevas”, que lidera a bilheteria dos EUA há duas semanas e está em estreia no Brasil.

A surpresa do ano

A comédia com pegada feminista “Perfeita é a mãe” foi a grande surpresa da temporada com arrecadação superior a US$ 100 milhões nas bilheterias americanas. Além do mais, junto com “A Vida Secreta dos Pets” e “Festa da Salsicha”, foram os únicos exemplares entre as vinte maiores bilheterias do verão que não são sequências, refilmagens ou adaptações.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Saldo final

A lição que fica é que Hollywood terá que pensar mais detidamente sobre a produção de sequências. A mensagem do público nas bilheterias é bem clara. Uma continuação de um blockbuster no cinema só com muito critério. Apenas a Disney e a Warner, apesar do pouco crescimento em relação a 2015, conseguiram lucrar com a temporada. Os ganhos da Universal e da Sony foram modestos. Já Paramount, Fox e Lionsgate amargaram prejuízos.

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terça-feira, 25 de agosto de 2015 Análises, Bastidores | 17:54

Universal, “Mad Max” e Tom Cruise estão entre os vencedores do verão americano de 2015

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Ainda faltam alguns fins de semana, mas indústria e analistas já fazem as contas do que deu certo e do que deu (muito) errado na principal janela de lançamentos hollywoodianos, o verão no hemisfério norte.

Ao estabelecer o recorde de faturamento em um ano faltando mais de cinco meses para o fim de 2015, a Universal – que atingiu o feito na esteira do espetacular sucesso de “Jurassic World” – se impôs como o mais cristalino sucesso do verão americano de 2015. Temporada que cinéfilos e críticos ansiavam por prometer ser lucrativa e inesquecível com diversos títulos promissores. Se foram poucas as surpresas e ocasionais as decepções, não houve nenhum arrebatamento na temporada além de “Mad Max: estrada da fúria”. Para todos os efeitos, o filme de George Miller é uma lição de como fazer uma superprodução, anabolizada na ação, com alto potencial de entretenimento e subtextos poderosos. De quebra, o filme forneceu a única personagem a emergir dessa safra de filmes para os anais da cultura pop – como mostrou a San Diego Comic-Com repleta de cosplays da Furiosa de Charlize Theron em julho.

Leia mais: Com “Jurassic World” e “50 tons de cinza”, Universal estabelece recorde de faturamento nas bilheterias

Leia mais: “Mad max: estrada da fúria” se firma como maior obra-prima da ação em décadas

O australiano George Miller leva um lero com Charlize Theron, sua Furiosa, no set de "Estrada da fúria"

O australiano George Miller leva um lero com Charlize Theron, sua Furiosa, no set de “Estrada da fúria”

Apesar do recorde de faturamento nas bilheterias, o verão de 2015 não apresentou grandes filmes. Excetuando-se “A estrada da fúria”, apenas “Divertida mente”, da Pixar, estaria apto a receber tal alcunha.  Não à toa, o filme registrou a maior bilheteria de estreia de um filme totalmente original; ou seja, sem ser sequência, remake ou adaptação de outra mídia. Por outro lado, o fracasso de “Tomorrowland – um lugar onda nada é impossível” reforça o discurso daqueles em Hollywood que defendem menos investimento em ideias originais e mais apoio ao que já foi testado e aprovado. Essa percepção está diretamente relacionada ao sucesso de franquias consagradas como “Os vingadores”, além das já citadas “Jurassic World” e “Mad Max”.  Mesmo assim, o quinto “O Exterminador do futuro” naufragou nas bilheterias americanas. O filme só não vai resultar em fracasso para a Paramount porque o filme está indo muito bem nas bilheterias chinesas. A China, inclusive, se firmou como um player ainda mais importante para os megalançamentos hollywoodianos do que já era até então. Vale lembrar que “Jurassic World” só se firmou como a maior bilheteria internacional de estreia – com mais de US$ 500 milhões arrecadados em um único fim de semana – porque a Universal o lançou simultaneamente com os EUA em mercados estratégicos como China, Rússia e Brasil.

Não obstante, ao apostar em um mix composto por comédias (“A escolha perfeita 2” e “Descompensada”), produtos bem consolidados junto ao público ( “Minions” e “Jurassic park”) e mesmo em produções descartadas sumariamente por outros estúdios (“Straight outta Compton”), a Universal não só espelha um caminho para os estúdios, como indica que não é preciso ter super-heróis no portfólio para fazer bonito nas bilheterias atuais.

Cena de "A escolha perfeita 2": o filme conseguiu uma das bilheterias mais surpreendentes da temporada e deixou para trás projetos muito mais comentados

Cena de “A escolha perfeita 2”: o filme conseguiu uma das bilheterias mais surpreendentes da temporada (quase US$ 300 milhões) e deixou para trás projetos muito mais comentados

Abaixo, o Cineclube lista os maiores vencedores e perdedores da temporada:

Vencedores

George Miller

Desconfiança, terrorismo e problemas de produção contribuíram para que se passassem 30 anos entre “Além da cúpula do trovão” e “Estrada da fúria”, mas ao entregar seu novo e alucinante “Mad Max”, Miller caiu de novo nas graças da Warner. Além de ter um quinto filme confirmado, ele está cotado para dirigir “O homem de aço 2”, um dos projetos mais delicados e importantes do estúdio.

 Tom Cruise

Em uma temporada marcada por heróis e marcas (John Green, Pixar, Marvel), Tom Cruise foi o único astro a levar público ao cinema cacifando-se em si mesmo. Não é pouca coisa. O quinto Missão impossível já caminha para ser o de maior bilheteria da série. Indicativo de que Cruise ainda tem muito fôlego no cinema. Especialmente no de ação.

Pixar

Depois de um hiato sem grandes filmes, “Toy story 3” (2010) foi o último digno de nota – e já era uma sequência – a Pixar faz as pazes com a crítica com ‘Divertida mente”. Um dos melhores do estúdio em todos os tempos.

Warner

Se não dominou a temporada como a Universal e não concentrou arrecadação como a Disney, a Warner merece o destaque por ter diversificado e quantificado. Foi o estúdio que mais lançou filmes na temporada (nove) e permitiu ousadias (o que é “Estrada da fúria”, afinal?), e acertou em produções de baixo e médio orçamento como “Terremoto  -a falha de San Andreas” e “O agente da U.N.C.L.E”.

Amy Schumer

Amy Schumer em um hilário ensaio temático de "Star Wars" para a GQ americana: a personalidade da temporada

Amy Schumer em um hilário ensaio temático de “Star Wars” para a GQ americana: a personalidade da temporada

Ela já era uma realidade na cena de comédia americana, mas com o filme “Descompensada”, a comediante – que também concorre ao Emmy deste ano com seu programa de humor – começou a internacionalização de seu nome.

Elizabeth Banks

Nenhum filme dirigido por mulher fez tanto dinheiro em uma temporada de verão como “A escolha perfeita 2”. Ponto para Banks que, logo em sua estreia na direção de longas-metragens, estabelece uma marca como essa.

Espionagem

Matthew Vaughn disse que queria correr com o lançamento de “Kingsman – serviço secreto” porque vinha uma enxurrada de sátiras de espionagem por aí e ele queria ser o primeiro. Acertou. A temporada teve produções como “O agente da U.N.C.L.E”, “Barely lethal”, “A espiã que sabia de menos”, “American ultra”, “Hitman: agente 47”. Isso para não falar do “oficial” “Missão impossível: nação secreta”. E James Bond ainda chega antes do fim de 2015.

Perdedores

Josh Trank

Ninguém sai tão mal desta temporada quanto o diretor John Trank. Seu “Quarteto fantástico” foi o filme mais execrado do ano. Além de engolir o fracasso de público, Trank ficou com fama de “errático” e se viu demitido de um derivado de Star Wars em meio a boatos de desentendimentos no set.

Sony

O estúdio conseguiu a proeza de ver todos os seus lançamentos para a temporada fracassarem nas bilheterias. Eram apenas três filmes, mas os três minguaram. “Pixels”, “Sob o mesmo céu” e ‘Ricki and the flash”.

Adam Sandler

Com “Pixels”, o ator conseguiu rebaixar ainda mais seu status junto à crítica e viu seu prestígio com o público americano implodir em desinteresse.

Arnold Schwarzenegger

Não deu: Schwarzenegger tentou, mas não conseguiu emplacar o novo "Exterminador" entre os sucessos da temporada (Fotos: divulgação/GQ)

Não deu: Schwarzenegger tentou, mas não conseguiu emplacar o novo “Exterminador” entre os sucessos da temporada
(Fotos: divulgação/GQ)

Ele voltou e investiu bastante na divulgação do quinto “O exterminador do futuro”, mas não conseguiu fazer com que o filme fosse um sucesso de bilheteria. Desde que deixou o gabinete de governador, Schwarzenegger ainda não conseguiu um sucesso de bilheteria para chamar se seu. A aposta da vez é “Conan”.

Fox

O estúdio parece funcionar em biênios. Se foi o que mais arrecadou no verão de 2014 e projeta um 2016 encorpado, em 2015 a pobreza dominou. Além do colossal erro com “Quarteto fantástico”, que gerou bastante buzz negativo para o estúdio, o “John Green” do ano, “Cidades de papel”, ficou bem abaixo das expectativas.

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sábado, 6 de junho de 2015 Bastidores, Curiosidades, Filmes | 19:32

Temporada de verão no cinema americano opõe comédias a super-heróis

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"Ted 2 " na capa da EW: paródia de Kim Kardashian

“Ted 2 ” na capa da EW: paródia de Kim Kardashian

Ninguém discute que os super-heróis dominam o cinema atual. A tendência não é exatamente nova e, se já dá sinais de desgaste, pode ser relativizada na temporada de verão de 2015 no cinema americano. Isso porque as comédias que serão lançadas entre junho e agosto prometem causar grande comoção.

As grandes sensações das últimas temporadas, as bilheterias surpreendentes, foram comédias. Em 2009, o hit foi “Se beber, não case!”, que colou no todo poderoso, e muito mais caro, “Transformers – a vingança dos derrotados”, faturou cerca de U$ 278 milhões nos EUA e quase U$ 500 milhões no mundo todo. Resultado? Virou uma inesperada franquia cujo terceiro e último filme foi lançado em 2013. No ínterim, “Ted” fez barulho em 2012 e só perdeu na temporada de blockbusters para os aguardadíssimos “O cavaleiro das trevas ressurge” e “Vingadores”. Internacionalmente, o filme estrelado pelo ursinho de pelúcia desbocado fez mais de U$ 500 milhões. A sequência de “Ted” é uma das comédias que prometem incomodar os filmes de super-heróis nessa temporada.

Em 2014, em plena Copa do mundo, que causou receio nos estúdios de haver desinteresse pelos lançamentos de cinema, uma comédia descompromissada estrelada por Seth Rogen e Zac Efron faturou quase U$ 300 milhões mundialmente. O filme em questão é “Vizinhos”.

A força emergente do gênero ficou consolidada com o lançamento de “A escolha perfeita 2” que se pagou integralmente no primeiro fim de semana e ainda ficou à frente do muito comentado “Mad Max: a estrada da fúria”. O filme, que ainda nem sequer estreou em muitos mercados, já faturou U$ 155 milhões nos EUA.  Estreia deste final de semana, “A espiã que sabia de menos” caminha para liderar as bilheterias nos EUA e já colhe bom boca a boca nas redes sociais brasileiras.

Nem tudo são flores: estrelado pelas belas Sofía Vergara e Reese Whiterspoon, "Belas e perseguidas" foi um flop inesperado

Nem tudo são flores: estrelado pelas belas Sofía Vergara e Reese Whiterspoon, “Belas e perseguidas” foi um flop inesperado

Com Bradley Cooper e Emma Stone e assinado pelo badalado Cameron Crowe, "Sob o mesmo céu" também decepcionou nos EUA. O filme chega ao Brasil em 11 de junho

Com Bradley Cooper e Emma Stone e assinado pelo badalado Cameron Crowe, “Sob o mesmo céu” também decepcionou nos EUA. O filme chega ao Brasil em 11 de junho
(Fotos: divulgação)

Além de “Ted 2” e “A escolha perfeita 2”, a Universal apresenta na temporada a nova comédia de Judd Apatow (“O virgem de 40 anos” e “Ligeiramente grávidos”), para todos os efeitos, um dos curadores dessa nova era das comédias. “Descompensada” traz a nova sensação do humor americano, Amy Schumer, como protagonista.

Liberado o trailer da comédia que promete ser a mais ultrajante e divertida de 2015

A Warner, que também não tem nenhum filme de herói em 2015, traz como um de seus potenciais hits o remake de “Férias frustradas” com Ed Helms, Christina Applegate e Chris Hemsworth.

Essa movimentação tem a ver com o crescente interesse do público, especialmente o americano, pelas comédias na temporada de verão.  “As pessoas não querem ter como opção apenas filmes de super-heróis”, disse à Variety a produtora de “A espiã que sabia de menos”, Jenno Topping. Apesar do boom das comédias, são os filmes evento – e aí incluem-se produções como “Terremoto”, “Jurassic World” e “O exterminador do futuro” – os verdadeiros chamarizes da temporada de blockbusters. Não há nenhum indício de arrefecimento na produção destes arrasa-quarteirões. O que se pode dizer, e 2015 deve comprovar, é que o riso vai tornar a carreira dessas megaproduções muito mais difícil.

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sexta-feira, 11 de julho de 2014 Análises, Bastidores | 22:00

Sinal amarelo aceso em Hollywood

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Angelina Jolie em "Malévola": uma das grandes sensações de uma temporada pouco vistosa

Angelina Jolie em “Malévola”: uma das grandes sensações de uma temporada pouco vistosa

Os meses que compõem o verão no hemisfério norte representam a temporada de ouro para os estúdios de cinema. Não à toa, eles programam para a janela entre maio e agosto seus principais lançamentos no ano. O congestionamento na temporada já dilatou esse concorrido calendário para os meses de abril e setembro.

Pois bem, em 2014 a arrecadação nas bilheterias americanas estão mais tímidas do que o projetado por analistas da indústria.  Já era esperada uma queda em relação a 2013, ano que registrou recorde de bilheteria, mas não se esperava uma queda na casa dos 20%, conforme alinhado pelo site Box Office Mojo, referência em matéria de bilheterias.

Até poucos dias, o filme mais visto nos EUA era uma produção lançada fora da temporada. “Uma aventura lego” com U$ 257 milhões foi ultrapassado por “Capitão América: o soldado invernal” que amealhou U$ 258 milhões. Apenas há duas semanas um filme conseguiu romper a barreira dos U$ 100 milhões no fim de semana de estreia. Este filme foi “Transformers: a era da extinção”.  Essa barreira, em outros anos, fora rompida por quatro ou cinco filmes.

Isso não é tudo. Em uma temporada de poucos fracassos retumbantes, mas sem nenhum grande hit, filmes como “Vizinhos” e “A culpa é das estrelas” chamam atenção. São os filmes mais bem sucedidos da temporada na medição que considera custo de produção e retorno financeiro. Eles ocupam, respectivamente, a sétima e a nona posições do ranking dos dez filmes mais vistos da temporada. Além de “A culpa é das estrelas”, outra produção protagonizada por uma mulher tem destaque na temporada. “Malévola” já faturou U$ 217 milhões nos EUA e pouco mais de U$ 600 milhões em todo o mundo. Trata-se de um dado curioso, já que a temporada raramente apresenta filmes com protagonistas femininas.

Cena de "Capitão América: o soldado invernal", o primeiro lançamento da temporada é o filme de maior bilheteria até o momento. Tendência verificada pelo quinto ano seguido

Cena de “Capitão América: o soldado invernal”, o primeiro lançamento da temporada é o filme de maior bilheteria
até o momento. Tendência verificada pelo quinto ano seguido

A vertiginosa queda no faturamento da temporada de blockbusters, no entanto, não deve repercutir gravemente no planejamento financeiro dos estúdios. Primeiro porque estes sabem que, nos tempos atuais, o grosso do faturamento vem de mercados internacionais como Brasil, China e Europa. Segundo porque o verão americano de 2015 promete ser um dos mais lucrativos da história. Filmes como “Star Wars: episódio VII”, “Os vingadores: a era de Ultron”, “Missão impossível 5”, um novo Exterminador do futuro e o 24º filme de 007  são superproduções que devem garantir o sono tranquilo dos executivos.

No entanto, os números de 2014 – que ainda tem filmes como “Planeta dos macacos: o confronto” e “Guardiões da galáxia” à espreita – sugerem que é preciso repensar o modelo vigente.

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