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sexta-feira, 20 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 23:38

Sem abrir mão da escatologia, “Vizinhos 2” abraça diversidade para divertir

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Todo mundo conhece aquela máxima de que não se mexe em time que está ganhando. Há quem discorde. Certamente não é o caso dos realizadores de “Vizinhos 2” (2016). A continuação do inesperado e acachapante sucesso do verão americano de 2014 traz de volta todos os elementos que funcionaram no primeiro filme. Da direção de Nicholas Stoller à reimaginação de gags e cenas que funcionaram maravilhosamente bem.

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Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) estão grávidos novamente. Não é só. Eles acabam de comprar uma nova casa e, depois de vencido o período calção de 30 dias (carência em que os compradores podem desfazer o negócio), vão se despedir da vizinhança de tantas memórias. Acontece que uma fraternidade muda-se para a casa ao lado e coloca o casal em alerta máximo. Dessa vez, a fraternidade é de meninas e Chloë Grace Moretz faz a presidente do grupo.

Para não dizer que não há qualquer vestígio de mudança em relação ao original, a sequência recepciona um discurso pró-diversidade. Além de um plot feminista, no contexto de que a fraternidade comandada por Moretz objetiva romper com o sexismo explícito das fraternidades masculinas, há um personagem do primeiro filme que sai do armário com gosto. Apesar da escatologia, “Vizinhos 2” se esforça para ser um filme fofo e família. Se o primeiro filme já tinha adornos familiares, este segundo assume essa faceta com mais disposição. O que não quer dizer tirar o pé da lama. Espere absorventes usados jogados pela janela. Um strip-tease regado a óleo de cozinha, crianças brincando com dildos, entre outras “ousadias”.

Zac Efron volta como o tapado Teddy Sanders e seu timing cômico nunca esteve melhor. O personagem responde pelos momentos genuinamente mais engraçados do filme e, ainda naquela pegada feminista, a objetificação do ator atinge escala hiperbólica.

Não é o caso de dizer que “Vizinhos 2” é algo a mais do que um bom besteirol americano. Mas trata-se de uma comédia honesta, algo cada vez mais raro, e realmente divertida se assistida no devido espírito.

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