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domingo, 31 de julho de 2016 Análises, Filmes | 07:00

Pressionado, “Esquadrão Suicida” detém o futuro da DC nos cinemas

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Esquadrão (4)Não é segredo nenhum que “Esquadrão Suicida” é um dos filmes mais aguardados do ano. Na semana do lançamento do filme nos cinemas de todo o mundo, parece válido dispensar um olhar sobre o que representa, afinal, a produção milionária da Warner Bros.

A ideia de se produzir um filme sobre o Esquadrão ronda os corredores do estúdio desde 2008, quando o Coringa de Heath Ledger impressionou o mundo em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Contudo, foi o cineasta David Ayer quem formalizou uma proposta para o estúdio e recebeu o sinal verde.

Ayer, que escreveu o excelente roteiro de “Dia de Treinamento” (2001), construiu uma carreira como cineasta com thrillers essencialmente urbanos como “Reis da Rua” (2008) e “Tempos de Violência” (2005). “Corações de Ferro” (2014), seu último filme antes de mergulhar de cabeça em “Esquadrão Suicida”, já sinalizava mais ambição. Mas é o filme baseado nos vilões da DC Comics que deve levar Ayer a outro patamar em Hollywood.

Leia mais: Foi difícil retratar sociopatia de minha personagem, diz Viola Davis sobre “Esquadrão Suicida”

A Warner, que não revela o orçamento do filme, também aposta alto na produção. Sob “Esquadrão Suicida” pairam as expectativas do estúdio de ter um verão lucrativo, já que “A Lenda de Tarzan” e “Invocação do Mal 2” vão bem, mas não vão maravilhosamente bem para competir com titãs como “Guerra Civil” e “Procurando Dory” e garantir alguma competitividade no ano. Há quem calcule que o filme – somado o extensivo gasto com o marketing – consumiu cerca de US$ 200 milhões do estúdio. É compreensível o investimento. A Warner não conseguiu obter os efeitos, financeiros e de prestígio, pretendidos com “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” e sabe que o universo DC no cinema depende do sucesso de “Esquadrão Suicida”. Mais: da percepção de sucesso! “Batman Vs Superman” faturou mais de US$ 870 milhões globalmente, mas foi percebido como um fracasso. Em parte devido às críticas pouco amistosas; em parte porque teve um orçamento parrudo e não beijou a marca do US$ 1 bilhão, que virou rotina para a concorrente Marvel.

O cineasta David Ayer orienta Will Smith no set

O cineasta David Ayer orienta Will Smith no set

“Esquadrão Suicida” é, portanto, o que pode dar liga ao universo DC no cinema ou forçar a Warner a uma nova reavaliação de curso. A apresentação do estúdio na Comic-Con, no último fim de semana, fez crer que o filme faz por merecer o otimismo que desperta.

Convém lembrar, porém, que a despeito de David Ayer dizer em entrevistas que “fez o filme que queria e com plena liberdade”, a produção passou por refilmagens. Segundo boatos circulados na imprensa de entretenimento dos EUA, para inserir mais humor. A sombra da Marvel, como se pode observar, ainda é muito grande e o recente trailer de “Liga da Justiça” atesta isso mais do que qualquer outra coisa.

Mas “Esquadrão Suicida” não é um game changer, como dizem os americanos, apenas para David Ayer, a Warner e para os heróis (ou vilões) da DC Comics. Will Smith, que quando gozava do status de maior astro de Hollywood no início da década passada dizia que jamais faria outro filme baseado em HQ (ele já havia estrelado MIB e suas sequências), vê em “Esquadrão Suicida” a principal válvula de sua reengenharia de carreira.

Mais do que reencontrar o sucesso, Smith precisa recuperar sua credibilidade como astro de cinema. Por isso, dividir a responsabilidade com Jared Leto e Margot Robbie é uma estratégia acertada. O bônus, no entanto, paga tanto quanto o risco e Smith corre menos risco por não ser a grande atração do filme.

O Coringa de Leto desperta grandes expectativas (Foto: divulgação)

O Coringa de Leto desperta grandes expectativas
(Foto: divulgação)

Outro ângulo a se considerar é o fator marketing. Nenhum lançamento hollywoodiano nos últimos cinco, seis anos, contou com uma campanha tão intensa e multifacetada. “Deadpool”, um dos hits de 2016, fez um bom marketing nas redes sociais, mas nada que se compare ao desse filme. David Ayer usou muito bem o Twitter para isso. “Esquadrão Suicida” foi o carro-chefe da Warner em suas duas últimas participações na Comic-Con e os trailers sãos os melhores que o cinema pode ofertar.

A espera pelo filme foi longa. Quase três anos desde que foi anunciado. O marketing alimentou uma expectativa absurda e bem sabemos que a expectativa pode ser a mãe da decepção. “Esquadrão Suicida” chega pressionado como nenhum outro filme em 2016. É um fator que pode ser decisivo para o bem ou para o mal.

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sábado, 23 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 17:32

Na guerra contra a Marvel, Warner e DC mostram os dentes na Comic-Con 2016

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Primeira foto promocional de "Liga da Justiça"

Primeira foto promocional de “Liga da Justiça”

Como muitos esperavam, “Capitão América: Guerra Civil” fez mais dinheiro do que “Batman VS Superman: A Origem da Justiça” no primeiro semestre deste ano. A Warner, que produz e distribui os filmes baseados nos personagens da DC Comics, espera que “Esquadrão Suicida”, que chega aos cinemas no início de agosto, recupere terreno e alcance o sucesso de público e crítica que os filmes da rival gozam. Além de um novo e suculento material deste filme, o estúdio apresentou na Comic-Con, que acontece em San Diego, o primeiro trailer de “Mulher Maravilha” e um material exclusivo montado para o evento de “Liga da Justiça”; os dois previstos para chegarem aos cinemas em 2017.

Crítica: “Batman vs Superman” não supera o hype e deixa transparecer improvisos

Crítica: Superlativo e humano, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo

 Confira o novo trailer de “Esquadrão Suicida” 

Os três trailers são de dar água na boca. “Mulher-Maravilha”, como se sabe, é o primeiro grande blockbuster de super-heróis estrelado por uma personagem feminina e o primeiro trailer do filme dirigido por Patty Jenkins não deixa esse elefante na sala passar incólume. A Warner larga na frente da Marvel em matéria de diversidade no universo dos super-heróis com um filme que promete corresponder às altas expectativas. A julgar, claro, pelo material promocional disponibilizado no evento.

Leia mais: Troca de diretoras em “Mulher-Maravilha” é mais uma rusga na disputa entre Marvel e Warner 

Já o teaser de “Liga da Justiça” mostra que Zack Snyder está atento às críticas. Em pouco mais de dois minutos de material, há mais humor do que em todos os filmes do diretor somados. A tensão entre Batman e Aquaman e a malandragem marota do Flash são os destaques desse mimo que o estúdio preparou para os fãs. Convém lembrar que as filmagens da produção começaram em abril último, na esteira da má recepção a “Batman VS Superman”.

Ben Affleck, que como toda a família DC compareceu ao painel da Warner neste sábado, falou sobre a pressão de dirigir o filme solo do “Batman”, que deve mesmo ser lançado apenas em 2019.

Confira o trailer de “Liga da Justiça”

Confira o trailer de ‘Mulher-Maravilha”

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 Análises, Notícias | 21:32

A Warner jogou pesado na Comic-Con 2015, mas convenceu?

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Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

A Marvel decidiu só levar a Comic-Con, tradicional feira de cultura pop realizada no último fim de semana nos EUA, novidades sobre suas produções para a TV. A escolha, estratégica, talvez tenha sido mais acertada do que parece. Isso porque a Warner se fez valer de uma estratégia tão agressiva na divulgação dos dois filmes do selo DC programados para 2016 que ofuscaria qualquer concorrência. De acordo com um ranking elaborado pela revista americana Entertainment Weekly em parceria com o Twitter e o Youtube, o filme “Batman vs Superman – a origem da Justiça” foi o mais comentado do evento no Twitter e teve seu trailer acessado mais de 21 milhões de vezes. A segunda posição ficou com o material exibido de “Star Wars: o despertar da força” e, em terceiro, o primeiro trailer da sexta temporada da série “The walking dead”.

Depois do trailer vazado de “Esquadrão suicida”, a Warner liberou a prévia na tarde desta segunda-feira. O material apresenta o grupo e a ideia formalizada por Amanda Waller, interpretada pela sempre divina Viola Davis, de confiar a um grupo de vilões uma tarefa de segurança nacional. O Batman de Ben Affleck aparece no trailer, que tem ritmo tão solene quanto o material de “A origem da Justiça”, assim como o Coringa de Jared Leto, que surge bem no finzinho para deixar a plateia salivando.

O material sabe explorar a expectativa que o público tem pela caracterização de Leto e isso é o principal fato a se comemorar em um trailer que não provoca tanta euforia. A razão para isto talvez seja o excesso de exposição ao qual o estúdio e o diretor David Ayer estão submetendo o filme.

Esquadrão 2 Esquadrão 5

Isso posto, tanto o trailer de “Esquadrão suicida” como o de “A origem da Justiça” acertam um ponto nevrálgico. Convencem! Há, justificadamente, todo um receio de como esses filmes vão ser percebidos por público e crítica. A Warner, exceção feita a alguns filmes do Batman, até hoje não acertou com os filmes baseados nas HQs da DC Comics. O estúdio decidiu criar um universo, mas indicou que seus filmes seriam pensados individualmente e que a prioridade seria abraçar a visão de grandes cineastas em detrimento da “Fórmula Marvel”. Se isso de fato se verificará, é preciso ir além desses dois filmes para medir, mas olhando aqui de 2015, é possível ser bastante otimista com o caminho escolhido pelo estúdio.  “Batman vs Superman – a origem da Justiça” estreia em março do próximo ano; enquanto que “Esquadrão suicida” chega em agosto.

Leia também: O mal (ainda) invisível que a Marvel fez ao cinema

Leia também: A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema. Mas e o espectador nessa história toda? 

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quinta-feira, 16 de abril de 2015 Análises, Bastidores | 07:00

Troca de diretoras em “Mulher-Maravilha” é mais uma rusga na disputa entre Marvel e Warner

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Patty Jenkins no set de "Monster- desejo assassino"  (Foto: divulgação)

Patty Jenkins no set de “Monster- desejo assassino”
(Foto: divulgação)

A escolha de Patty Jenkins para substituir Michelle MacLaren no comando do longa-metragem “Mulher-Maravilha” tem mais nuanças do que alcançam os olhos ou a informação de que a diretora já esteve envolvida com uma produção da Marvel, no caso “Thor – o mundo sombrio” (2013).

MacLaren, como se sabe, se retirou da produção que será protagonizada pela atriz israelense Gal Gadot e que tem estreia prevista para o dia 23 de junho de 2017, por ter diferenças criativas com a Warner. Quais diferenças são essas, como habitual nesse tipo de imbróglio, não houve esclarecimento à imprensa.

Além de ratificar, mais uma vez, que diretores com um visão artística mais sensível têm dificuldades de se ajustar às demandas de estúdios ansiosos pela grife representada por esses cineastas, mas resistentes ao compartilhamento do controle sobre suas franquias, a saída de MacLaren levantou as suspeitas de que a Warner poderia confiar a direção do filme a um homem. O que seria lido como um retrocesso no contexto em que Hollywood discute a escassez de ofertas e reconhecimento para cineastas mulheres. E aí entra o pulo do gato dessa história toda. Patty Jenkins, que fora substituída por Alan Taylor na direção de “Thor: o mundo sombrio”, substitui MacLaren no comando de “Mulher-Maravilha”.  Com a escolha, a Warner ratifica sua posição progressista na construção de seu universo cinematográfico de heróis (vale lembrar da escolha do ator Ezra Miller, bissexual assumido, para ser o Flash do cinema), e cutuca a Marvel frontalmente ao escolher para substituir uma diretora com quem teve “diferenças criativas” outra que teve diferenças criativas com a Marvel.

Não obstante, Marvel e Warner assediaram Angelina Jolie para dirigir seus filmes protagonizados por mulheres, no caso da Marvel, “Capitã Marvel”. Mesmo sem Jolie, nesse delicado jogo de xadrez pelo apreço da opinião pública, a Warner agiu rápido e conseguiu drenar a má publicidade que a saída de MacLaren pudesse gerar.

 

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Notícias | 21:27

Warner confirma elenco principal de “Esquadrão suicida” e garante expectativa alta pela produção

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Foto: montagem sobre reprodução

Foto: montagem sobre reprodução

A Warner sabia que precisava de um arrasa quarteirão para manter acesa a chama de sua rivalidade com a Marvel. “Esquadrão Suicida”, com lançamento previsto para o mesmo 2016 de “Batman v Superman” era este filme. Mas faltava sustância para um grupo de vilões que faz serviços para o governo americano em troca de perdão ou redução de suas penas. Muita gente na indústria dizia que este seria “o Guardiões da Galáxia” da Warner/DC. Não é bem por aí. Nesta terça-feira (4), o estúdio oficializou os nomes de Will Smith, como o Pistoleiro, Jared Leto, como o Coringa, Tom Hardy, como Rick Flag, Margot Robbie, como Arlequina, Jai Courtney, como Capitão Bumerangue e a modelo e atriz Cara Delevingne, como Enchantress.

A musculatura do elenco, repleta de grandes (e bons) nomes indica que a Warner quer fazer barulho – muito barulho – e não necessariamente seguir a mesma estratégia adotada pela rival Marvel com a produção discreta de “Guardiões da galáxia”. A internet entrou em polvorosa com o anúncio de que Leto, vencedor do Oscar de ator coadjuvante neste ano, herdará o papel icônico já defendido pelos geniais Heath Ledger e Jack Nicholson no cinema.

David Ayer, roteirista de “Dia de treinamento” (2001) e diretor do bastante elogiado “Corações de ferro” (2014), está à frente da produção que, para todos os efeitos, irá dar a largada no universo DC em sua nova versão mais coesa e uniforme no cinema. O planejamento, por ora, parece o mais acertado possível.

Leia também: A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema, mas e o espectador nessa história toda? 

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Análises | 15:58

A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema, mas e o espectador nessa história toda?

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A semana passada foi agitada para os fãs de quadrinhos, cinéfilos e para quem gosta de super-heróis. Primeiro foi a Marvel que anunciou que Robert Downey Jr., pelo valor de U$ 40 milhões, estará no elenco de “Capitão América 3” que introduzirá a saga “Guerra civil”, um dos grandes êxitos editoriais recentes da Marvel em seu universo cinematográfico. O plano, ambicioso e empolgante, é um passo além no conceito de universo cinematográfico, no qual a Marvel é precursora. A Warner, que detém os direitos sobre todos os personagens da rival da Marvel nos quadrinhos, a DC Comics, deu nome aos bois, ou melhor aos projetos, que pretende levar ao cinema até 2020. A coesão deste universo DC no cinema ainda não está exatamente clara, mas neste momento não é exatamente uma preocupação. O que importa é não perder a Marvel de vista. Por isso, a DC confirmou dez filmes para o período entre 2016 e 2020.

A Marvel também tem dez filmes confirmados, ainda que nem todos os projetos estejam devidamente nomeados, entre 2015 e 2019. O calendário com as estreias de ambos os estúdios pode ser conferido mais abaixo.

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Cena da sequência de “Os vingadores”, programada para 2015
(Fotos: divulgação)

Filmes programados pela Warner/DC

2016

“Batman v Superman: alvorecer da Justiça”

“Esquadrão suicida”

2017

“Mulher-Maravilha”

“Liga da Justiça”

2018

“The Flash”

“Aquaman”

2019

“Shazan”

“Liga da Justiça 2”

2020

“Ciborgue”

“Lanterna verde”

Filmes programados pela Disney/Marvel

2015

“Os Vingadores – a era de Ultron”

“Homem-Formiga”

2016

“Capitão América 3”

Filme desconhecido (provavelmente Dr. Estranho)

2017

Filme desconhecido

Filme desconhecido (provavelmente “Os guardiões da Galáxia 2”)

2018

Filme desconhecido (provavelmente Os Vingadores 3)

Filme desconhecido

2019

Filme desconhecido

Gal Gadot como a Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína a ter um filme  para chamar de seu

Gal Gadot como a Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína a ter um filme para chamar de seu

Se a Marvel ainda não confirmou todos os filmes que lançará até 2019, apenas que esses filmes serão lançados, a Warner já distribuiu sua janela de lançamentos e fez alguns anúncios interessantes. Um diz respeito sobre o reboot de “Lanterna verde”, justamente o último filme desta janela, programado para 2020. A ideia é fazer algo capaz de apagar a péssima impressão deixada pelo filme de 2011 protagonizado por Ryan Reynolds. Outro é de que em 2017 haverá um filme solo da Mulher-Maravilha e aí, configura-se uma vitória sobre a Marvel, que ensaia há anos um filme solo de uma heroína (um filme da Viúva negra, por exemplo, é constantemente aventado) e não avança na matéria. A personagem será introduzida no aguardado “Batman v Superman: alvorecer da Justiça”.

Outra nota relevante foi a escalação do ótimo ator Ezra Miller para viver o personagem Flash no cinema. Miller assumiu sua bissexualidade há dois anos e é no mínimo corajoso, em uma indústria ensimesmada com a reação do público, entregar um personagem de tamanha visibilidade a um ator que expõe sua orientação sexual sem cerimônias.

Jason Momoa, de "Game of Thrones" entra para o universo DC e será o protagonista de "Aquaman"

Jason Momoa, de “Game of Thrones” entra para o universo DC e será o protagonista de “Aquaman”

São miudezas que garantem ao duo Warner/DC uma visibilidade diferenciada na mídia especializada, ainda que não produza o mesmo grau de ansiedade que o anúncio da Marvel. Isso porque, afora a trilogia do cavaleiro das Trevas assinada por Christopher Nolan, a Warner ainda não conseguiu dar provas de que reúne condições de estabelecer um universo coeso no cinema com os personagens DC. A Marvel, por seu turno, já está bem experimentada na questão. Enquanto se prepara para lançar o que chama de “fase 3” no cinema, o estúdio ajusta um plano ainda mais ambicioso. Na “Guerra civil”, que deve repercutir por todos os filmes Marvel de 2016 até 2019, justamente esses ainda não especificados, o Tony Stark de Robert Downey Jr. aproxima-se perigosamente da carapuça de vilão e essa flexibilidade, ainda que bem digerida pelo leitor de HQ, ainda não foi experimentada pelo fã da Marvel proveniente do cinema. É uma aposta de um estúdio com um plano sólido para expandir sua influência multimidiática à medida que consolida o cinema como o eixo central desse plano.

É inegável, em certa perspectiva, que os filmes de super-heróis têm demonstrado certo esgotamento. No entanto, a guerra declarada nesta semana entre Warner/DC e Marvel deve revitalizar o filão que já se encontrava no piloto automático acionado por executivos pouco familiarizados com a mitologia desses personagens e interessados apenas nas bilheterias.

Sob essa perspectiva, mais do que a Marvel e a Warner/DC, ganham os fãs que poderão acompanhar de camarote alguns de seus sonhos de criança, e outros de marmanjo, ganhando vida na tela grande.

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