Publicidade

quarta-feira, 6 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 18:46

“Janis: Little Girl Blue” revela conflituosa Janis Joplin por trás do ícone do rock

Compartilhe: Twitter

Estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas paulistanos, o documentário “Janis: Little Girl Blue”. Com distribuição da Zeta Filmes, a produção chega Janischancelada por diversos festivais de cinema mundo afora como Veneza, Toronto e Londres. Além, é claro, do Festival do Rio, onde o filme foi uma das atrações em 2015.

A produção consumiu sete anos de Amy J. Berg, diretora e roteirista da produção. O filme aprofunda-se na breve carreira e na intimidade de Janis Joplin, por meio de imagens de arquivo – algumas das quais inéditas –, correspondências pessoais de Janis e entrevistas com ela e seus contemporâneos. Sua única passagem pelo Brasil também é mencionada no filme, que é acima de tudo repleto de trechos de performances ao vivo de suas canções mais icônicas, tanto em sua fase com a Big Brother & The Holding Company como de sua carreira solo.

“Janis: Little Girl Blue”, que empresta de uma das mais tristes canções de Janis seu título, evita conjecturas sobre o destino trágico da cantora, morta aos 27 anos vítima de uma overdose de heroína, mas expõe diversas interpretações a respeito do que poderia ter acontecido. Dessa forma, permite ao público construir sua própria narrativa – romântica ou cética – do que aconteceu com a primeira mulher a acontecer no rock.

Mas o crepúsculo de Janis Joplin, ainda que cinematograficamente cativante, não é o destaque do filme. Ele se ocupa de desnudar o ícone e revelar a mulher, cheia de inseguranças e dotada de um otimismo contrastante com seu mergulho cada vez mais definitivo no mundo das drogas.

“Janis: Little Girl Blue” é daqueles filmes que falam mais ao coração dos fãs, mas que tem muito a dizer a quem entrar no cinema por mero acaso.

Autor: Tags: , ,

3 comentários | Comentar

  1. 53 Carlos Roberto Almeida de Jesus 06/07/2016 21:00

    Janis Joplin foi uma artista maravilhosa. Sua vida e promissora carreira foi ceifada pelas drogas. Bons momentos de minha vida foram curtidos ao som dessa grande artista. Saudades…

    Responder
  2. 52 Redner 06/07/2016 20:52

    Como a mídia é injusta, gente de menor talento e expressão já teve sua vida nas telas, só agora Janis ganha este presente. Antes tarde do que nunca. Valeu, vamos todos assistir, tenho certeza que não haverá arrependimento.

    Responder
  3. 51 Artur Francisco 06/07/2016 19:19

    Janis sempre foi uma ferida aberta, quando se apresentava, doava-se ao máximo nas apresentações como ela mesmo dizia – “Fazia amor com 20, 30 mil pessoas e voltava sozinha para casa. Uma leitura que ajudaria a entender mais um pouco a Janis pessoa, “Enterrada viva” de Myra Friedman, mostra através de depoimentos e fatos da vida cotidiana da jovem Janis. O que se percebe através de filmes, livros e apresentações ao vivo, Janis só queria ser amada e notada, não por seu talento mas sim por ela mesmo, as drogas só afogavam e completavam essa carência. Foi uma vitima do showbiss, onde não teve amparo para se acostumar a fama.

    Responder
  1. ver todos os comentários
 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios