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sábado, 23 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 17:32

Na guerra contra a Marvel, Warner e DC mostram os dentes na Comic-Con 2016

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Primeira foto promocional de "Liga da Justiça"

Primeira foto promocional de “Liga da Justiça”

Como muitos esperavam, “Capitão América: Guerra Civil” fez mais dinheiro do que “Batman VS Superman: A Origem da Justiça” no primeiro semestre deste ano. A Warner, que produz e distribui os filmes baseados nos personagens da DC Comics, espera que “Esquadrão Suicida”, que chega aos cinemas no início de agosto, recupere terreno e alcance o sucesso de público e crítica que os filmes da rival gozam. Além de um novo e suculento material deste filme, o estúdio apresentou na Comic-Con, que acontece em San Diego, o primeiro trailer de “Mulher Maravilha” e um material exclusivo montado para o evento de “Liga da Justiça”; os dois previstos para chegarem aos cinemas em 2017.

Crítica: “Batman vs Superman” não supera o hype e deixa transparecer improvisos

Crítica: Superlativo e humano, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo

 Confira o novo trailer de “Esquadrão Suicida” 

Os três trailers são de dar água na boca. “Mulher-Maravilha”, como se sabe, é o primeiro grande blockbuster de super-heróis estrelado por uma personagem feminina e o primeiro trailer do filme dirigido por Patty Jenkins não deixa esse elefante na sala passar incólume. A Warner larga na frente da Marvel em matéria de diversidade no universo dos super-heróis com um filme que promete corresponder às altas expectativas. A julgar, claro, pelo material promocional disponibilizado no evento.

Leia mais: Troca de diretoras em “Mulher-Maravilha” é mais uma rusga na disputa entre Marvel e Warner 

Já o teaser de “Liga da Justiça” mostra que Zack Snyder está atento às críticas. Em pouco mais de dois minutos de material, há mais humor do que em todos os filmes do diretor somados. A tensão entre Batman e Aquaman e a malandragem marota do Flash são os destaques desse mimo que o estúdio preparou para os fãs. Convém lembrar que as filmagens da produção começaram em abril último, na esteira da má recepção a “Batman VS Superman”.

Ben Affleck, que como toda a família DC compareceu ao painel da Warner neste sábado, falou sobre a pressão de dirigir o filme solo do “Batman”, que deve mesmo ser lançado apenas em 2019.

Confira o trailer de “Liga da Justiça”

Confira o trailer de ‘Mulher-Maravilha”

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Fotografia | 06:00

Dez imagens da Comic-Con 2016

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A Comic-Con 2016 só acaba neste domingo (24), mas a festa geek já produziu grandes momentos para os fãs de cultura pop. O Cineclube selecionou dez imagens da edição de 2016 do evento que valem o registro histórico.

O público aguarda ansiosamente por um painel no evento (Foto: Fox/Divulgação)

O público aguarda ansiosamente por um painel no evento
(Foto: Fox/Divulgação)

Arlequina, que em breve toma o cinema de assalto com "Esquadrão Suicida", foi a campeã dos cosplays (Foto: Hollywood Reporter/reprodução)

Arlequina, que em breve toma o cinema de assalto com “Esquadrão Suicida”, foi a campeã dos cosplays
(Foto: Hollywood Reporter/reprodução)

Justin Timberlake, que esteve no evento para promover a animação "Trolls", tira aquela selfie com a equipe do filme (Foto: Fox/divulgação)

Justin Timberlake, que esteve no evento para promover a animação “Trolls”, tira aquela selfie com a equipe do     filme (Foto: Fox/divulgação)

 

Fãs de "Mr. Robot" usam a máscara característica da associação de hackers Fuck Society (Foto: reprodução/instagram)

Fãs de “Mr. Robot” usam a máscara característica da associação de hackers Fuck Society
(Foto: reprodução/instagram)

O Novo MacGyver em pessoal, Lucas Til, esboça sair na mão com George Eads antes do painel da série (Foto: Hollywood Reporter/reprodução)

O Novo MacGyver em pessoal, Lucas Til, esboça sair na mão com George Eads antes do painel da série
(Foto: Hollywood Reporter/reprodução)

O elenco de "Game of Thrones" compareceu a San Diego para que o público expressasse todo o seu amor por Hodor (Foto: reprodução/EW)

O elenco de “Game of Thrones” compareceu a San Diego para que o público expressasse todo o seu amor por       Hodor (Foto: reprodução/EW)

 

John Stamos e Emma Roberts, que compareceram à feira para promover a nova temporada de "Scream Queens", fazem caras e bocas (Foto: reprodução/Instagram)

John Stamos e Emma Roberts, que compareceram à feira para promover a nova temporada de “Scream Queens”, fazem caras e bocas
(Foto: reprodução/Instagram)

O papa do cinema de terror atual, James Wan, tira uma foto com o elenco de "Quando as Luzes se Apagam", que ele produz, nos corredores da Comic-Con (Foto: reprodução/Twitter)

O papa do cinema de terror atual, James Wan, tira uma foto com o elenco de “Quando as Luzes se Apagam”,              que ele produz, nos corredores da Comic-Con (Foto: reprodução/Twitter)

 

A Warner divulgou o primeiro cartaz de "Kong: Skull Island", prequela de "King Kong" (Foto: divulgação)

A Warner divulgou o primeiro cartaz de “Kong: Skull Island”, prequela de “King Kong”
(Foto: divulgação)

 

O elenco de "Star Trek: Sem Fronteiras" antes da exibição especial do filme no evento (Foto: Variey/reprodução)

O elenco de “Star Trek: Sem Fronteiras”, junto com o diretor Justin Lin e produtor J.J Abrams, antes da exibição especial do filme no evento
(Foto: Variey/reprodução)

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sexta-feira, 22 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 17:29

Comédia inspirada, “Florence: Quem é Essa Mulher?” une sátira e coração

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Foto: divulgação

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Stephen Frears é um cineasta especialmente interessado por personagens fora do lugar comum. Da rainha Elizabeth a Lance Armstrong, sua filmografia compreende obras que são verdadeiros estudos de personagens. Nesse contexto, “Florence: Quem é Essa Mulher?” é uma agradável surpresa.

Estrelado por Meryl Streep, o filme não é tão ambicioso quanto “A Rainha” (2006), ou excêntrico como “Sra. Henderson Apresenta” (2005), mas revestido de certo histrionismo busca revelar uma figura curiosa e surpreendentemente complexa.

Florence Foster Jenkins (Streep) é uma rica excêntrica que alimenta grande entusiasmo pela música. Durante a segunda grande guerra, virou uma espécie de patrocinadora e promotora da música em Nova York. Florence, no entanto, mantinha o desejo de ser uma cantora de ópera e se valeu de sua comodidade financeira para perseguir esse sonho.

O que torna a história peculiar é que Florence canta muito mal. Mas o que afere graciosidade e relevo dramático a “Florence: Quem é Essa Mulher?” são as minúcias do registro. Frears flagra uma Florence frágil, vulnerável e ingênua. Ela tem uma relação totalmente fora das convenções com St.Clair Bayfield (Hugh Grant), com quem é casada, e sofre os efeitos nefastos da sífilis desde os 18 anos. Florence é uma espécie de pária. Apesar de abastada e constante na alta sociedade nova-iorquina, ela só é lembrada por alguém que precisa de recursos e proventos. St.Clair, que mantém uma amante (Rebecca Ferguson) com o consentimento de Florence, é quem tenta proteger Florence dos abutres da alta sociedade. É ele, também, quem se esforça para que Florence emplaque uma carreira de cantora a despeito de sua total falta de talento.

A generosidade com que o filme trata seus personagens é realmente notável e o trabalho de Meryl Streep e Hugh Grant, especialmente deste último, ganham ainda mais importância nesse sentido.

Grant defende um personagem afetado e que tem tudo para despertar certa antipatia do público, mas o ator consegue grifar os bons predicados de St.Clair ressaltando que sua relação de lealdade com Florence é diferente, e muito mais rica, do que superficialmente somos capazes de acreditar.

“Florence: Quem é Essa Mulher?”, além de iluminar essa personagem tão incomum, tem o mérito de ser um pequeno culto à arte como celebração da vida e uma sátira inspirada à excentricidade de certas figuras da alta sociedade. Um Stephen Frears menor, mas não menos inspirado.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 19:09

Ryan Gosling e Russell Crowe mostram que são bons de comédia em “Dois Caras Legais”

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Ryan Gosling e Russell Crowe fazem dois detetives desastrados que tentam desbaratar um intrincado caso que envolve corrupção na indústria automobilística, pornografia, uma série de assassinatos e a ameaça à vida de uma adolescente (Margaret Qualley). “Dois Caras Legais” pertence àquela safra de comédias de ação que Hollywood tão bem produziu nos idos dos anos 80 e 90, cujo maior expoente é a série “Máquina Mortífera”.

Não é mera coincidência que o homem por trás de “Dois Caras Legais” seja o mesmo Shane Black que roteirizou toda a franquia. Cinismo e humor negro ditam a trama que apresenta um caso menos complexo do que aparenta, mas a maneira que ele vai sendo construído – com base nas deduções e descobertas do par de detetives acidentais – é que garante o encadeamento da ação.

Gosling dá vida a Holland March, viúvo e pai de uma menininha (Angourie Rice) que parece levar mais jeito para detetive do que ele. March tirou sua licença de detetive porque entendia que era um trabalho mais fácil do que muitos outros. Ou seja, é um cara que não apresenta lá muita obstinação. Crowe é Jackson Healy, um brucutu que se disponibiliza tanto para agiotagem como para “dar recados com seus punhos”.

Essa adolescente que parece despertar o interesse de gente barra pesada obriga a colaboração cheia de estranhamentos entre esses dois tipos.

“Dois Caras Legais”, tal qual “Beijos e Tiros” (2005), estreia de Black na direção, combina Los Angeles, crimes, uma pitada de cinema e muita comédia de erros. É um entretenimento redondo que se beneficia do excelente timing cômico de Gosling e Crowe. Para o tipo de cinema que Black vem praticando como roteirista e diretor, excetuando-se o terceiro “Homem de Ferro”, a afinidade dos protagonistas é parte essencial do sucesso da trama.

A inteligência do roteiro reside justamente em fornecer diálogos cortantes e espertos, bem como situações esdrúxulas o suficiente para que os atores brilhem e cativem o público.

Com um colorido vibrante e um desenvolvimento narrativo que sabe se fazer surpreendente, sem perder de vista o humor como elemento central, “Dois Caras Legais” é aquele tipo de filme que se assiste com um sorriso no rosto. É entretenimento com “e” maiúsculo.

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Diretores, Notícias | 06:00

Hector Babenco ganha retrospectiva na Cinemateca Brasileira e na TV paga

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Foto: divulgação

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A Cinemateca Brasileira preparou uma retrospectiva do grande cineasta Hector Babenco, morto na última semana. Nascido em Mar del Plata na Argentina, em 1946, Babenco mudou-se para o Brasil aos 19 anos e naturalizou-se brasileiro em 1977. Em 1975 lança seu primeiro longa-metragem, “O rei da noite”, com marcantes interpretações de Paulo José, Marília Pêra e Vic Militello.

Baseado num caso policial, “Lúcio Flávio, o passageiro da agonia” foi um grande sucesso de bilheteria e recebeu diversos prêmios em 1977. Seu filme seguinte é uma de suas obras-primas, “Pixote, a lei do mais fraco” (1980), presença constante em listas de maiores filmes da década de 1980. Na sequência, em 1985, “O Beijo da Mulher Aranha”, produção internacional falada em inglês, que recebeu o Oscar de melhor ator e o prêmio de interpretação masculina em Cannes para William Hurt e pelo qual Babenco foi indicado ao Oscar de melhor diretor.

Em 1987 dirige Jack Nicholson e Meryl Streep em “Ironweed”, e ambos são indicados ao Oscar pelos papéis. Ambientado na região amazônica e com atores brasileiros e estrangeiros, lança em 1990 “Brincando nos campos do Senhor”, uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos. Em 1998 lança “Coração Iluminado”, drama autobiográfico selecionado para o Festival de Cannes. Em seguida realizaria seu maior sucesso de bilheteria, “Carandiru” (2003), também exibido no Festival de Cannes. Em 2007 o diretor retorna a Buenos Aires para as filmagens de “O passado”, estrelado por Gael Garcia Bernal, no qual Babenco aparece como um projecionista de cinema.  Este ano lançou “Meu amigo hindu”, seu último longa, com Willem Dafoe.

Toda a programação, que pode ser conferida no site da Cinemateca, tem entrada franca.

Para quem não está em São Paulo, uma boa opção é acompanhar a retrospectiva pelo Canal Brasil. “O Beijo da Mulher Aranha” é o filme desta quinta-feira (21); “Carandiru” é será exibido nesta sexta-feira (22). Na próxima semana serão exibidos “Coração Iluminado”, “Pixote”, “Lúcio Flávio” e “Brincando nos Campos do Senhor”. As sessões começam sempre às 22h.

CINEMATECA BRASILEIRA
ENDEREÇO
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br

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quarta-feira, 20 de julho de 2016 Notícias | 22:10

Looke e Telecine selam parceria para disponibilizar filmes a não assinantes

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Dando sequência aos planos de expansão e consolidação da marca, o Looke, plataforma brasileira de streaming, inaugura uma parceria com o Telecine que deve agradar aos cinéfilos do País. A parceria permite à plataforma oferecer ao seu cliente conteúdo premium de estúdios como Disney, MGM, Fox e grandes sucessos do mercado independente em diversos devices, como TV conectada, computador, Xbox e nos dispositivos Android e iOS. Dentro do acervo do Telecine On no Looke já estão disponíveis animações como “Zootopia”, “Kung Fu Panda 3” e “A Era do Gelo 4”.

Todos os conteúdos do Telecine On serão disponibilizados através da modalidade aluguel – ou seja, o cliente não precisa ser assinante nem da Rede Telecine nem do Looke para ter acesso aos filmes. Basta apenas informar os dados de pagamento. O valor do aluguel varia de R$4,90 a R$9,90.

Outros grandes filmes que já estão no Looke graças à parceria com o Telecine On são “Deadpool”, “Creed – Nascido para Lutar” e o nacional “Até que a Sorte nos Separe 3”. Ainda na página exclusiva do Telecine On na plataforma, “Capitão América: Guerra Civil” estará disponível a partir de 31/08 e “X-Men Apocalipse” a partir de 9/09.

“Fizemos uma intensa negociação para fechar essa parceria e, assim, conseguir trazer para nossos clientes filmes de grandes produtoras como Disney, Fox e MGM, além de produções independentes. A parceria com o Telecine é mais um passo rumo a nossa meta, que é oferecer sempre o melhor conteúdo.”, comemora o diretor de Business Affairs do Looke, Luiz Guimarães.

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Filmes | 19:10

“Dois Caras Legais” promove muitos reencontros no cinema

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O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de "Dois Caras Legais" (Foto: divulgação)

O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de “Dois Caras Legais”
(Foto: divulgação)

Kim Basinger e Russell Crowe já contracenaram em uma Los Angeles do passado no obrigatório e oscarizado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997). Quase 20 anos depois, eles se reúnem uma vez mais em uma Los Angeles moribunda. Só que agora em “Dois Caras Legais”, um filme menos propenso a ganhar um Oscar, mas não menos obrigatório por causa disso.

Mas este não é o único reencontro que o filme que chega aos cinemas nesta quinta-feira (21) promove. Shane Black e o produtor Joel Silver também reeditam uma velha parceria. Silver, que pôs Black no mapa ao produzir o roteiro de “Máquina Mortífera”, também produziu a primeira incursão de Black como diretor, “Beijos e Tiros” em 2005. Em todos os casos, Los Angeles era o ponto em comum.

“Los Angeles nos anos 1970 era  uma cidade decadente, coberta  por  uma crosta de fumaça,  e a famosa  Hollywood Boulevard tinha se tornado uma fossa de  pornografia. Nesse cenário, você pega dois atrapalhados que tropeçam nos cadarços dos próprios  sapatos e acabam desbaratando essa conspiração gigante. Então, você tem uma conspiração, tem a decadência, e nosso desafio era saber quão inadequados esses dois caras poderiam ser para a cruzada que teriam que enfrentar”, diz Black em material divulgado à imprensa sobre o mote do filme .

“Eu acho que Shane tem uma voz cinematográfica única”, explica Silver. “Seus filmes não são comédias tradicionais; são filmes de ação com humor, o que lhes da uma estética diferente. Seus filmes são histórias sérias sobre caras durões, insensíveis. Há momentos cômicos ao longo do filme, mas as sequências de ação super elaboradas fazem com que o humor funcione ainda melhor.”

Black, sem deixar Los Angeles sair de vista, arremata: “O que foi interessante para mim é que algumas situações (no filme) não são muito diferentes das que ainda temos em Los Angeles. Havia corrupção, pânico em relação ao preço do combustível, medo da poluição… São  os  anos  1970, mas me pareceu um espelho maravilhoso para os problemas sociais que persistem ainda hoje”.

No vídeo abaixo, o cineasta fala um pouco mais sobre os dois personagens principais vividos por Russell Crowe e Ryan Gosling.

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terça-feira, 19 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 07:00

Carolina Dieckmann faz mulher vítima de estupro em “O Silêncio do Céu”

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(Foto: Pedro Luque)

(Foto: Pedro Luque)

Filmado no Uruguai e falado em espanhol, “O Silêncio do Céu” traz o ator argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) e a brasileira Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) como protagonistas. A trama tem como tema central um casal de classe média lidando com a violência doméstica e com um silêncio sombrio e perturbador que dão o tom do filme.

Após ser vítima de um estupro dentro de sua própria casa, Diana (Dieckmann) escolhe manter o trauma em segredo. Mario (Sbaraglia), seu marido, também tem algo a esconder. O silêncio que toma conta do casal ao longo dos dias se transforma, aos poucos, em uma peculiar forma de violência.

O roteiro é assinado por Lucía Puenzo (“XXY”), por Sergio Bizzio, autor do romance “Era el Cielo”, obra em que se baseia a história, e por Caetano Gotardo. O elenco conta ainda com o ator Chino Darín (“En Fuera de Juego”) e com as atrizes Mirella Pascual (“Whisky”) e Paula Cohen (da novela “I Love Paraisópolis”). “O projeto nasceu com o intuito de reunir talentos da América Latina. Partimos de uma obra argentina adaptada por grandes roteiristas também argentinos, dirigida por um brasileiro cuja obra é internacionalmente reconhecida, que é o Marco Dutra, e com um elenco diverso formado por argentinos, uruguaios e brasileiros. E filmar no Uruguai, com equipe local, consolidou a nossa proposta de aproximar as fronteiras latino-americanas”, explica o produtor Rodrigo Teixeira.

Marco Dutra dirigiu ao lado de Juliana Rojas “Trabalha Cansa” (2011), premiado em Cannes. Depois apresentou o terror “Quando Eu era Vivo” (2014).

Foto: Pedro Luque

Foto: Pedro Luque

“Gosto muito da ideia de trabalhar em terra estrangeira um tema que já havia abordado em São Paulo, que é minha cidade natal e onde realizei os meus filmes anteriores. Uma casa (e um corpo) de classe média, um ambiente de suposta segurança, vítima de uma ruptura logo na primeira cena”, explica Dutra. “No caso de ‘O Silêncio do Céu’, a violação é concreta, física, uma violação do próprio corpo. Como lidar com o que vem depois? É possível encarar com lucidez uma violência deste nível? E, acima de tudo, como não deixar o próprio silêncio amplificar e perpetuar esta violência?”.

O filme, produzido pela RT Features e distribuído pela Vitrine Filmes, tem estreia programada para os cinemas brasileiros no dia 22 de setembro.

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segunda-feira, 18 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 20:14

“Sete Homens e Um Destino” ganha novo trailer e data de estreia

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SeteCom estreia confirmada para o dia 22 de setembro nos cinemas brasileiros, a Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (18) o novo trailer da refilmagem de “Sete Homens e Um destino”. A nova versão do faroeste, com grande elenco, é encabeçada por Denzel Washington e Chris Pratt e dirigida por Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”).

O filme é uma refilmagem do clássico dos anos 60 assinado por John Sturges, que por sua vez já era uma refilmagem de “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa.

Além de Fuqua e Washington, Ethan Hawke é outro nome presente em “Dia de Treinamento” que dá o ar da graça neste filme.

Na dormente cidade de Rose Creek, sob o controle mortal de Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard), os cidadãos desesperados, liderados por Emma Cullen (Haley Bennett), contratam sete foras-da-lei, para protegê-los: Sam Chisolm (Denzel Washington), Josh Farraday (Chris Pratt), Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), Jack Horne (Vincent D’Onofrio), Billy Rocks (Byung-Hun Lee), Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e Red Harvest (Martin Sensmeier).  Enquanto eles preparam a cidade para o combate violento, esses sete mercenários descobrem que estão lutando por mais do que apenas dinheiro.

O primeiro trailer apresenta essas figuras de maneira curiosa e sugere que Sarsgaard pode roubar a cena. Confira.

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quinta-feira, 14 de julho de 2016 Filmes | 07:00

Polêmica com freiras grávidas durante a guerra move francês “Agnus Dei”

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Foto: divulgação

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Uma das principais estreias desta quinta-feira (14) é um filme francês que mostra freiras grávidas. A sinopse tentadora revela, mais uma vez, a ousadia da cineasta Anne Fontaine, reconhecida por filmes fortemente feministas e com boa dose de polêmicas como “Nathalie X”, em que uma mulher paga uma prostituta para seduzir seu marido; “Amor Sem Pecado”, em que duas mães vivem aventuras amorosas com os filhos uma da outra; “A Garota de Mônaco”, em que uma jovem garota se mostra uma habilidosa alpinista social; e “Gemma Bovery – A Vida Imita a Arte”, em que propõe uma releitura ambiciosa do clássico Madame Bovary.

Em “Agnus Dei”, filme que integrou o festival de Sundance em 2016 e fez parte da seleção do Varilux aqui no Brasil, acompanhamos Mathilde Beaulieu, interpretada por Lou De Laêge, uma jovem médica da Cruz Vermelha, na Polônia de 1945, encarregada de tratar sobreviventes franceses antes de serem repatriados. Ela é chamada para socorrer uma freira polonesa. Relutante no início, concorda em ir ao convento, onde trinta freiras beneditinas vivem afastadas do mundo exterior. Mathilde descobre que várias freiras, que engravidaram em circunstâncias dramáticas, estão a ponto de dar à luz. Aos poucos, surge entre a ateia e racionalista Mathilde e as freiras, ligadas às regras de sua vocação religiosa, relações complexas que aguçadas pelo perigo as tornarão cúmplices.

“Essa história  me  arrebatou.  Sem saber  bem  o  porquê,  eu  senti  que  tinha  uma  relação  muito pessoal com ela. A maternidade  e o questionamento da fé eram temas que eu tinha vontade de  explorar”, confessa a cineasta francesa. Fontaine revela no material divulgado à imprensa o desejo de “narrar aquilo que é indizível”. Para ela, o fato da Polônia ocultar essa verdade histórica corrobora com o fato de mulheres continuarem sendo vitimas de crimes dessa natureza em toda e qualquer guerra. “Esses  militares  (soviéticos) não julgavam estarem   cometendo   atos   repreensíveis:   aquilo tudo foi autorizado  pelos  seus  superiores  como  uma  recompensa  pelos  seus  esforços.  A  brutalidade que  eles demonstraram infelizmente ainda  acontece”.

A produção estreia em circuito limitado nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Maceió.

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