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quinta-feira, 20 de novembro de 2014 Notícias | 19:07

Sony desiste de fazer filme sobre Steve Jobs

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David Fincher desistiu. Leonardo DiCaprio tirou o time de campo. Christian Bale recuou. Agora foi a vez do próprio estúdio, a Sony, desistir do projeto de adaptar a biografia de Steve Jobs, assinada por Walter Isaacson, para o cinema.

Leia também: Por que está tão difícil fazer um (bom) filme sobre Steve Jobs?  

O estúdio não detalhou as razões que o motivaram a desistir do projeto, mas não é preciso ter bola de cristal para entender a desistência da Sony. Com dificuldade em assegurar um intérprete capaz de atrair interesse do público e com o filme estabelecendo a fama de “maldito” a Sony optou por aposentar a ideia de fazer um filme sobre Steve Jobs. O projeto, no entanto, pode ter sobrevida. Segundo o site Deadline, a Universal Pictures estaria interessada em adquirir os direitos da produção. Vale lembrar que o roteiro do filme é assinado por Aaron Sorkin (“A rede social”) e a direção está à cargo de Danny Boyle (“Quem quer ser um milionário?”). Se o projeto for recuperado pelo Universal não é certo se Boyle e Sorkin manterão suas posições. Fato é que a novela do “filme definitivo” sobre Steve Jobs ainda não tem data para acabar.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Análises | 15:58

A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema, mas e o espectador nessa história toda?

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A semana passada foi agitada para os fãs de quadrinhos, cinéfilos e para quem gosta de super-heróis. Primeiro foi a Marvel que anunciou que Robert Downey Jr., pelo valor de U$ 40 milhões, estará no elenco de “Capitão América 3” que introduzirá a saga “Guerra civil”, um dos grandes êxitos editoriais recentes da Marvel em seu universo cinematográfico. O plano, ambicioso e empolgante, é um passo além no conceito de universo cinematográfico, no qual a Marvel é precursora. A Warner, que detém os direitos sobre todos os personagens da rival da Marvel nos quadrinhos, a DC Comics, deu nome aos bois, ou melhor aos projetos, que pretende levar ao cinema até 2020. A coesão deste universo DC no cinema ainda não está exatamente clara, mas neste momento não é exatamente uma preocupação. O que importa é não perder a Marvel de vista. Por isso, a DC confirmou dez filmes para o período entre 2016 e 2020.

A Marvel também tem dez filmes confirmados, ainda que nem todos os projetos estejam devidamente nomeados, entre 2015 e 2019. O calendário com as estreias de ambos os estúdios pode ser conferido mais abaixo.

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Cena da sequência de “Os vingadores”, programada para 2015
(Fotos: divulgação)

Filmes programados pela Warner/DC

2016

“Batman v Superman: alvorecer da Justiça”

“Esquadrão suicida”

2017

“Mulher-Maravilha”

“Liga da Justiça”

2018

“The Flash”

“Aquaman”

2019

“Shazan”

“Liga da Justiça 2”

2020

“Ciborgue”

“Lanterna verde”

Filmes programados pela Disney/Marvel

2015

“Os Vingadores – a era de Ultron”

“Homem-Formiga”

2016

“Capitão América 3”

Filme desconhecido (provavelmente Dr. Estranho)

2017

Filme desconhecido

Filme desconhecido (provavelmente “Os guardiões da Galáxia 2”)

2018

Filme desconhecido (provavelmente Os Vingadores 3)

Filme desconhecido

2019

Filme desconhecido

Gal Gadot como a Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína a ter um filme  para chamar de seu

Gal Gadot como a Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína a ter um filme para chamar de seu

Se a Marvel ainda não confirmou todos os filmes que lançará até 2019, apenas que esses filmes serão lançados, a Warner já distribuiu sua janela de lançamentos e fez alguns anúncios interessantes. Um diz respeito sobre o reboot de “Lanterna verde”, justamente o último filme desta janela, programado para 2020. A ideia é fazer algo capaz de apagar a péssima impressão deixada pelo filme de 2011 protagonizado por Ryan Reynolds. Outro é de que em 2017 haverá um filme solo da Mulher-Maravilha e aí, configura-se uma vitória sobre a Marvel, que ensaia há anos um filme solo de uma heroína (um filme da Viúva negra, por exemplo, é constantemente aventado) e não avança na matéria. A personagem será introduzida no aguardado “Batman v Superman: alvorecer da Justiça”.

Outra nota relevante foi a escalação do ótimo ator Ezra Miller para viver o personagem Flash no cinema. Miller assumiu sua bissexualidade há dois anos e é no mínimo corajoso, em uma indústria ensimesmada com a reação do público, entregar um personagem de tamanha visibilidade a um ator que expõe sua orientação sexual sem cerimônias.

Jason Momoa, de "Game of Thrones" entra para o universo DC e será o protagonista de "Aquaman"

Jason Momoa, de “Game of Thrones” entra para o universo DC e será o protagonista de “Aquaman”

São miudezas que garantem ao duo Warner/DC uma visibilidade diferenciada na mídia especializada, ainda que não produza o mesmo grau de ansiedade que o anúncio da Marvel. Isso porque, afora a trilogia do cavaleiro das Trevas assinada por Christopher Nolan, a Warner ainda não conseguiu dar provas de que reúne condições de estabelecer um universo coeso no cinema com os personagens DC. A Marvel, por seu turno, já está bem experimentada na questão. Enquanto se prepara para lançar o que chama de “fase 3” no cinema, o estúdio ajusta um plano ainda mais ambicioso. Na “Guerra civil”, que deve repercutir por todos os filmes Marvel de 2016 até 2019, justamente esses ainda não especificados, o Tony Stark de Robert Downey Jr. aproxima-se perigosamente da carapuça de vilão e essa flexibilidade, ainda que bem digerida pelo leitor de HQ, ainda não foi experimentada pelo fã da Marvel proveniente do cinema. É uma aposta de um estúdio com um plano sólido para expandir sua influência multimidiática à medida que consolida o cinema como o eixo central desse plano.

É inegável, em certa perspectiva, que os filmes de super-heróis têm demonstrado certo esgotamento. No entanto, a guerra declarada nesta semana entre Warner/DC e Marvel deve revitalizar o filão que já se encontrava no piloto automático acionado por executivos pouco familiarizados com a mitologia desses personagens e interessados apenas nas bilheterias.

Sob essa perspectiva, mais do que a Marvel e a Warner/DC, ganham os fãs que poderão acompanhar de camarote alguns de seus sonhos de criança, e outros de marmanjo, ganhando vida na tela grande.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Análises, Bastidores | 21:44

Por que está tão difícil fazer um (bom) filme sobre Steve Jobs?

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Steve Jobs é o Monte Everest dos estúdios de cinema atualmente. Em 2013 houve alguma atenção para “Jobs”, filme independente dirigido por Joshua Michael Stern e estrelado por Ashton Kutcher, por este ter sido apenas o primeiro. Mas há outros quatro projetos sobre o polêmico gênio fundador da Apple em desenvolvimento. Mas trazer esses filmes à vida tem se provado muito mais complicado do que se poderia supor. Até mesmo pelo fato do primeiro filme sobre o gênio empreendedor ter sido malhado pela crítica.

Pôster feito por fãs para o filme que nunca vai existir...

Pôster feito por fãs para o filme que nunca vai existir…

Leonardo DiCaprio, que seria o Jobs do filme que Danny Boyle (“Quem quer ser um milionário?”) está desenvolvendo para a Sony, anunciou sua desistência do papel. A Sony, que de longe é o grande player dessa disputa para ver que tem a melhor cinebiografia de Jobs, havia reunido a equipe responsável pelo êxito de crítica, público e prêmios “A rede social” para produzir o filme. Aaron Sorkin é o responsável pelo roteiro e David Fincher dirigiria o filme. O cineasta, que tem filme novo na praça (“Garota exemplar”), tinha até apontado Christian Bale como sua escolha para interpretar Jobs, mas desistiu após divergências criativas com o estúdio. Boyle assumiu o projeto e Leonardo DiCaprio já estava apalavrado para assumir o protagonismo. Mas a ideia desandou.

DiCaprio desistiu do projeto para se dedicar a “The revenant”, novo filme de Alejandro González Iñárritu. Matt Damon e Ben Affleck são nomes ventilados para assumir o papel no projeto da Sony. Com a dificuldade do estúdio em articular seu filme, os outros seguem em banho-maria.

Steve Jobs é um personagem rico e complexo e um filme sobre sua vida gera buzz, mas é um exercício penoso de produção. Principalmente quando se há uma verdadeira corrida nos bastidores para enquadrar Jobs no melhor projeto possível.

Outro fator complicador para o filme que a Sony articula é o fato de que a perspectiva do filme é contrária à versão oficial do legado de Jobs. Tanto que o consultor de Aaron Sorkin na confecção do roteiro é Steve Wozniak, ex-sócio de Jobs e um dos ardorosos críticos aos métodos do empresário morto em 2011.

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