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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 Filmes, Listas | 21:34

Cinco filmes para assistir antes de “50 tons de cinza”

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É carnaval, mas um dos assuntos mais quentes do momento é a aguardadíssima adaptação cinematográfica do best-seller de E.L James. O filme entrou em cartaz nos cinemas nesta quinta-feira, mas vale a pena aproveitar o feriado prolongado – para quem não vai pular carnaval, é claro, e (re) ver esses cinco filmes antes de entrar no mundo de Christian Grey.

“9 e ½ semanas de amor” (EUA, 1986)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Quem já viu, sabe. Essa perola cult estrelada por Mickey Rourke no auge da beleza e Kim Basinger mais linda do que qualquer outra coisa no planeta é a grande referência de “50 tons de cinza” em sua encarnação cinematográfica. Para todos os efeitos, os parâmetros com que o filme será julgado foram estabelecidos pela fita oitentista assinada por Adrian Lyne. Não importa a ordem, a sensação depois de uma sessão de “50 tons de cinza” e “9 e ½ semanas de amor”  é de que você já terá visto esse filme antes.

 

“A bela da tarde” (França, Itália, Espanha, 1967)

A bela da tarde

Catherine Deneuve faz uma jovem rica, bonita e infeliz nesta obra-prima de Luis Buñuel. Insatisfeita no casamento, ela procura um bordel para que em todas as tardes possa travar experiências sexuais distintas e realizar seus desejos eróticos. À tarde ela busca o prazer que seu marido não lhe dá e à noite retorna à burocrata rotina do matrimônio.

 

“Parceiros da noite” (EUA, 1980)

Parceiros da noite

Al Pacino vive um policial que se infiltra na cena gay nova-iorquina para investigar uma série de assassinatos de homossexuais. O filme foi censurado à época de seu lançamento e teve cenas passadas em clube de sadomasoquismo cortadas. É do mesmo diretor de “O exorcista” e do ultraviolento “Killer Joe – matador de aluguel”.

 

“Secretária” (EUA, 2002)

Secretária

James Spader vive outro Grey, um advogado que contrata uma moça (Maggie Gyllenhaal) recém-saída de um manicômio para ser sua secretária. Aos poucos eles vão estabelecendo uma dinâmica de dominação e submissão que revela uma incomum história de amor. Muito mais agudo nas cenas de erotismo e sexual em sua elaborações do que “50 tons de cinza”.

 

“Clube do fetiche” (Inglaterra, 1998)

clube do fetiche

O parlamento inglês promove um cerco contra clubes de sexo e fetichismo de Londres. Um membro do parlamento envia um jovem para investigar de dentro os bastidores desses clubes e acaba por se deliciar com seus relatos picantes. O bom filme inglês é um petardo contra a hipocrisia de muitos conservadores e o embuste que se ergue quando o tema é sexo.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 Curiosidades, Listas | 19:11

21 inutilidades sobre Hollywood, seus filmes e estrelas que você não precisaria saber, mas não vai resistir à curiosidade

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1 – Os dementadores dos livros e filmes de “Harry Potter” são símbolos da depressão da autora J.K. Rowling

2 – “Toy Story” se chamaria “Toyz in the hood”

3 – George Lucas e Steven Spielberg são responsáveis por sete das dez maiores bilheterias da década de 80

4 – Brad Pitt se hospedou em um hospício durante um fim de semana para se preparar para seu papel em “12 macacos” (1995). Foi indicado ao Oscar pela atuação.

5 – Tobey Maguire quase ficou de fora de “Homem-aranha 3”. A Sony já tinha um pré-contrato com Jake Gyllenhaal para assumir o papel de Peter Parker. A remota semelhança entre os atores fez com que eles interpretassem irmãos em “Entre irmãos” (2009).

6- Rachel McAdams e Ryan Gosling nasceram no mesmo hospital na cidade de Ontario, no Canadá. Eles se envolveriam romanticamente durante as gravações de “Diário de uma paixão” (2004).

Cena de "Diário de uma paixão" (2004)

Cena de “Diário de uma paixão” (2004)

7 – Christopher Nolan disse que todos os filmes de sua trilogia do Batman têm um tema em particular. O primeiro seria sobre o medo. O segundo, sobre caos; e o terceiro, dor.

8 – Angelina Jolie já admitiu em uma entrevista, à época em que recebeu seu Oscar por “Garota interrompida” (1999) ter comido baratas e desejo sexual por seu irmão

9 – Johnny Depp jamais assiste aos filmes que estrela

10 –  O nome do meio de Richard Gere é Tiffany

11 – Daniel Craig, o James Bond em pessoa, tem medo de empunhar armas

12 – Bill Murray foi o primeiro ator a ter um dia dedicado só a ele no Festival Internacional de Cinema de Toronto. A honraria aconteceu em 2014

13 – O ator James Woods tem um Q.I de 180, maior do que Stephen Hawking (160) e Albert Einstein (160). Mas nunca ganhou um Oscar

14 – Tem algo da Starbucks em toda cena de “Clube da luta”

15 – O quinto filme da franquia Rambo terá o subtítulo “Last blood”. O primeiro teve o subtítulo “First blood”. Será que vai ser o último mesmo? Larga o osso, Sly!

craig

O 007 não gosta de armas…

16 – Tom Hiddleston, além do inglês, fala fluentemente alemão, espanhol e francês; e arranha o russo.

17 – “Frozen” foi baixado ilegalmente mais de 30 milhões de vezes em 2014. E nem mesmo foi o filme mais pirateado do ano. O troféu ficou com “O lobo de Wall Street”

18 – Emily Blunt recusou o papel de Mulher-gato em “Batman: o cavaleiro das trevas ressurge”

19 – Toda vez que John Travolta vai ao banheiro em “Pulp Fiction- tempo de violência” (1994) algo ruim acontece

20 – Chris Pratt costumava morar em uma van antes de vingar como ator

21 – O título russo de “O lado bom da vida” (2012) é “Meu namorado é um psicopata”.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 Bastidores, Listas | 12:50

Dez curiosidades sobre a lista dos indicados ao Oscar 2015

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1 – As acusações de racismo e misoginia estão à esquina. Não há nenhum negro entre os 20 indicados nas categorias de atuação. Assim como não há nenhuma mulher indicada nas categorias de direção e roteiro. Isso em um ano em que haviam concorrentes badaladas como Angelina Jolie (“Invencível”) e Ava Duvernay (“Selma”), entre diretores, e Gillian Flynn (“Garota exemplar”) entre as roteiristas

2 – Meryl Streep ampliou o próprio recorde e chegou a sua 19ª indicação ao Oscar pelo papel de bruxa má em “Caminhos da floresta”.  É também sua sexta indicação em oito anos. Assim como Bradley Cooper, ela também concorreu ao prêmio em 2014

Meryl Streep em "Caminhos da floresta": ampliando um recorde já considerado inalcançável

Meryl Streep em “Caminhos da floresta”: ampliando um recorde já considerado inalcançável

3 – A primeira vez que Robert Duvall, de 84 anos, foi indicado ao Oscar foi em 1973 por “O poderoso chefão”, trata-se da maior distância entre a primeira e a mais recente indicação entre todos os concorrentes do ano. Além disso, se Duvall vencer pelo papel de coadjuvante em “O juiz” se sagrará o ator mais velho a ganhar um Oscar competitivo, superando Christopher Plummer que venceu na mesma categoria aos 82 anos por “Toda forma de amor”

4 – Não há nenhum filme na disputa do chamado big Five, os cinco principais prêmios (filme, direção, atriz, ator e roteiro). A produção que chegou mais perto disso foi “A teoria de tudo”, mas o diretor James Marsh não emplacou entre os diretores

5- Nove dos 20 atores indicados estão concorrendo ao Oscar pela primeira vez. A categoria com mais debutantes é a de ator, com as estreias de Steve Carell, Michael Keaton, Benedict Cumberbatch e Eddie Redmayne. Trata-se, também, da única categoria em que nenhum concorrente é vencedor prévio do Oscar.

6- Morten Tyldum, de “O jogo da imitação” é o primeiro diretor norueguês indicado ao Oscar da categoria

7 – O compositor francês Alexandre Desplat concorre duplamente ao Oscar pelas composições das trilhas originais dos filmes “O jogo da imitação” e “O grande hotel Budapeste”. É o terceiro ano consecutivo em que concorre e vai ser difícil não ganhar desta vez.  Já foram seis indicações e nenhuma vitória

8 – Quatro dos concorrentes a melhor filme são histórias originais para cinema (“Birdman”, Boyhood” , “O Grande hotel Budapeste” e “Selma”)

9 – Laura Dern (“Livre”) não era indicada ao Oscar desde 1992, quando concorreu a melhor atriz por “As noites de Rose”. No ano passado, seu pai, Bruce Dern, que também não era indicado ao Oscar por quase 30 anos, concorreu ao prêmio por “Nebraska”

Laura Dern e seu pai, Bruce: o Oscar como assunto de família  (Fotos: divulgação e Getty)

Laura Dern e seu pai, Bruce: o Oscar como assunto de família
(Fotos: divulgação e Getty)

10 – Dos 20 atores indicados, seis não são americanos: Marion Cottilard (França), Rosamund Pike (Inglaterra), Felicity Jones (Inglaterra), Keira Knightley (Inglaterra), Eddie Redmayne (Inglaerra) e Benedict Cumberbatch (Inglaterra)

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 Filmes, Listas | 17:52

Quinze filmes obrigatórios para assistir em 2015

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A esta altura do campeonato, o leitor já deve ter esbarrado com um sem-número de previews para os filmes de 2015. É lógico que mal podemos esperar pelo novo Star Wars, para ver o que Ultron aprontará com os vingadores, para retornar ao parque dos dinossauros e ver se franquias como Exterminador do futuro e Mad Max ainda têm lenha para queimar. Mas a proposta deste breve e inusitado preview 2015 aqui do Cineclube é listar filmes, alguns já banhados em expectativas outros ainda abaixo do radar, que merecem sua atenção ao longo do ano. Tratam-se de filmes que prometem ir além do hype. Seja no diálogo com o público, no vigor narrativo ou na originalidade da proposta.

 

“The intern”, de Nancy Meyers

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: reprodução/splash news

Foto: reprodução/splash news

Trata-se do novo filme da diretora de “Simplesmente complicado” (2009) e “Alguém tem que ceder” (2003). Meyers faz filmes sobre relacionamentos maduros como poucas pessoas em Hollywood e agora se experimenta com essa trama em que um site de moda comandado por Anne Hathaway, de volta ao tema depois do sucesso “O diabo veste Prada”, contrata um estagiário na terceira idade, papel de Robert De Niro. É intrigante ver como o humor refinado de Meyers servirá a essa premissa de comédia rasgada.

 

“Rock the kasbah”, de Barry Levinson

Previsão de estreia: 1º semestre

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Depois de dois filmes com Al Pacino (“You don´t know Jack” e “O último ato”), Barry Levinson, diretor de perolas como “Bugsy” e “Mera coincidência”, recruta Bill Murray para protagonizar um filme sobre os descalabros da indústria musical. A trama se concentra na batalha pela representação da carreira de uma jovem prodígio afegã. O elenco ainda conta com Bruce Willis, Zooey Deschanel, Kate Hudson e Danny McBride.

 

“Trainwreck”, de Judd Apatow

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: reprodução/MTV

Foto: reprodução/MTV

Imagine um elenco tão heterodoxo como esse formado por Daniel Radcliffe, Brie Larson, Tilda Swinton, Marisa Tomei, Bill Hader, o jogador de basquete Lebron James e Ezra Miller. Trata-se da nova comédia do homem por trás da última grande fase da comédia americana e diretor de filmes como “O virgem de 40 anos” e “Ligeiramene grávidos”. Aqui, no entanto, Apatow não dirige roteiro de sua própria autoria. O texto é de Amy Schumer, que também integra o elenco do filme, apontada como o expoente da nova safra do humor americano.

 

“Crimson Peak”, de Guillermo Del Toro

Previsão de estreia: 16 de outubro

Foto/divulgação

Foto/divulgação

É o retorno do aclamado cineasta mexicano às suas raízes no gênero do terror. Com a promessa  de um visual tão delirante quanto impactante, o filme vai mostrar como uma tragédia familiar afeta uma escritora que está prestes a se casar. Teria seu marido contato com o sobrenatural? Seria a casa assombrada? Como se trata de um filme de Del Toro, o horror pode ser psicológico, mas as soluções visuais devem ser arrebatadoras.  O elenco matador tem nomes como Tom Hiddleston, Jessica Chastain e Mia Wasikowska.

“Velozes e furiosos 7”, de James Wan

Previsão de estreia: 2 de abril

Foto/divulgação

Foto/divulgação

Não se trata apenas de se despedir de Paul Walker, morto de maneira trágica em novembro de 2013, mas de um filme que reúne todos os ingredientes para ser o melhor da franquia. A começar por agregar o casca-grossa Jason Statham ao time que já conta com Vin Diesel e Dwyane “The Rock” Johnson. Segundo porque James Wan, diretor hábil na construção de narrativas (são dele o primeiro “Jogos mortais” e o recente hit “Invocação do mal”), debuta na série.

 

“Black Mass”, de Scott Cooper

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto/divulgação

Foto/divulgação

Johnny Depp, que vinha numa curva decadente na carreira, tem alguns projetos interessantes para serem lançados em 2015. Um deles é essa drama criminal inspirado em fatos reais em que faz um violento assassino que vira informante do FBI para desbaratar a máfia irlandesa em Boston. Kevin Bacon, Benedict Cumberbatch, Sienna Miller, Joel Edgerton, Juno Temple e Peter Sarsgaard completam o estrelado elenco. Não é nenhum exagero considerar o filme de Scott Cooper (“Coração louco”) uma das apostas para o Oscar 2016.

 

“Tomorrowland: um lugar onde nada é impossível”, de Brad Bird

Previsão de estreia: 28 de maio

Foto/divulgação

Foto/divulgação

O filme da Disney assinado pelo diretor de “Os incríveis” promete ser a produção mais original do ano. Uma jovem cheia de curiosidade pela ciência acha um objeto capaz de transportá-la para uma realidade paralela criada por um ex-garoto prodígio, hoje um homem desiludido. Com Hugh Laurie como vilão, George Clooney na receita  e roteiro de um dos criadores de “Lost”, espera-se um filme infalível.

“Mapas para as estrelas”, de David Cronenberg

Previsão de estreia: 26 de fevereiro

Foto/divulgação

Foto/divulgação

Este estava prometido para 2014, mas Cronenberg sempre vale a espera. Uma sátira poderosa e cheia de esquisitices de Hollywood, assinada pelo diretor de obras como “A mosca”, “Crash – estranhos prazeres” e “Senhores do crime”. Por que esse filme ainda não estreou mesmo? Espere gente surtada, sexo, metalinguagem, referências e autoparódia. E Robert Pattinson, a quem interessar possa, claro.

 

“Vício inerente”, de Paul Thomas Anderson

Previsão de estreia: 19 de favereiro

Foto/divulgação

Foto/divulgação

Um detetive maconheiro na Los Angeles dos anos 70 perambula pela cidade investigando o sequestro de um bilionário a pedido de uma ex-namorada. Joaquin Phoenix estrela e Paul Thomas Anderson dirige. Precisa dizer mais?

 

“Ted 2”, de Seth Macfarlane

Previsão de estreia: 9 de julho

foto/divulgação

foto/divulgação

Ainda não se sabe exatamente qual é o plot desta sequência. Mas quem se importa? “Ted” foi a última grande comédia americana. Radicalmente inteligente, altamente subversiva e ridiculamente engraçada, a fita de Seth Macfarlane foi o grande marco de 2012 no cinemão. A sequência ganha o reforço de Liam Neeson, Morgan Freeman e Amanda Seyfried. Não precisa repetir o feito do filme anterior, basta ser bom.

“Poltergeist”, de Gil Kenan

Previsão de estreia: 2º semestre

polterigist

Sam Raimi assume a posição de Steven Spielberg nessa reimaginação deste clássico do terror oitentista. Uma família é assombrada por espíritos. Mais não precisa falar. É ver como Raimi, que anda mais interessado do que nunca em revitalizar clássicos dos anos 80 para as novas gerações, vai tratar essa refilmagem. Desde já um dos guilty pleasures do ano.

“O agente da U.N.C.L.E”, de Guy Ritchie

Previsão de estreia: agosto

The man from uncle

Guy Ritchie retorna com essa estilosa adaptação de uma bem sucedida série de tv. Na trama, o improvável. A aliança entre CIA e KGB para impedir a expansão de uma organização criminosa que visa tomar o controle de armas nucleares. Os ingleses Henry Cavill, Hugh Grant, Jared Harris e até mesmo David Beckham estrelam.

St. James Place, de Steven Spielberg

Previsão de estreia: outubro

Foto: reprodução/Brooklynnews

Foto: reprodução/Brooklynnews

Steven Spielberg volta ao drama de espionagem, terreno em que se deu maravilhosamente bem com “Munique”, neste filme ainda provisoriamente intitulado “St. James Place”. Tom Hanks retoma a parceria com seu diretor de “O resgate do soldado Ryan” (1998) e “O terminal” (2004) como um advogado recrutado pela CIA para auxiliar no resgate de um piloto capturado por agentes soviéticos.

“That´s what I´m talking about”, de Richard Linklater

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O cineasta disse que este novo filme é uma “sequência espiritual” de “Jovens, loucos e rebeldes” (1993), seu primeiro longa-metragem, e parte de onde “Boyhood: da infância à juventude”, seu último e premiado filme, parou. Curioso? Nós também.

“MacBeth”, de justin Kurzel

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Baseada na clássica peça de Shakespeare, essa nova versão de MacBeth traz Michael Fassbender como o general golpista consumido pela culpa e Marion Cotillard como sua esposa. São credenciais mais do que satisfatórias para erigir o filme ao posto de um dos mais aguardados de 2015.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 Análises, Filmes, Listas | 11:43

Retrospectiva 2014 – Os vinte melhores filmes do ano

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Para encerrar 2014 aqui no Cineclube, nada mais justo do que relembrar e honrar as melhores produções do ano. Não foi um grande ano para o cinema. O que não quer dizer que não tenhamos tido ótimos filmes lançados no país. Eram elegíveis para essa lista todas as produções lançadas comercialmente no Brasil entre 1º de janeiro e 25 de dezembro. Além, é claro, de filmes lançados diretamente em DVD´s ou na televisão, outrora vista como mídia menos interessante.

Há, natural e compreensivelmente, uma presença preponderante de produções norte-americanas na lista. Mas há espaço para Brasil, Polônia, Argentina, Grécia, Romênia e outras cinematografias que deram o que falar em 2014. Muita coisa boa ficou de fora. A subjetividade de toda lista surge aqui combinada com a objetividade que todo crítico de cinema deve perseguir. O que não extingue o caráter pessoal  da análise, dada a natureza da atividade crítica em si.

Inside Llewyn Davis - versão

Direção: Joel e Ethan Coen

Lançamento original: 2013

País: EUA

Os Coen revisitam território familiar ao retratar a jornada (majoritariamente enfadonha) de Llewyn Davis, um aspirante a cantor na cena nova-iorquina que via emergir o folk (gênero musical que consagrou Bob Dylan)com toda a sua força. Davis é um dos muitos expelidos do sonho americano que frequentam a filmografia dos Coen, mas o filme é um tour de force por se esmerar em um fiapo de história e ofertar grandes insights sobre a existência.

Clube de Compras Dallas 11

Direção: Jean-Marc Vallée

Lançamento original: 2013

País: EUA

Esqueça, se for possível, as fantásticas e oscarizadas atuações de Matthew McConaughey e Jared Leto. Esse misto de filme-denúncia com história de sobrevivência tem um coração do tamanho de um elefante. Com um roteiro acima da média e atores em estado de graça, Vallée fez um doloroso e importante filme sobre o surgimento atroz da Aids na América e a maneira desumana com que a indústria farmacêutica abordou a questão.

O passado - versão final 11

Direção: Asghar Farhadi

Lançamento original: 2013

Países: França/Irã

Não era fácil superar “A separação”, poderoso filme vencedor de vários prêmios que colocou Asghar Farhadi no mapa da cinefilia. Se não o faz, Farhadi falha com louvor. “O passado” expande o olhar investigativo do diretor sobre as reminiscências de nossas relações amorosas. Existe ética no amor? O sobressalto do amor é capaz de sobrepujar diferenças culturais? O debate ensejado por essa riquíssima obra não se esgota ao fim da sessão.

O homem duplicado  - versão final 1

Direção:  Denis Villeneuve

Lançamento original: 2013

País: Canadá

Essa adaptação certeira de José Saramago versa sobre a singularidade do indivíduo à sombra da sociedade. A formulação e reconhecimento da identidade, portanto, forma a matéria prima do filme de Villeneuve. Um professor à beira da depressão descobre um sósia e resolve segui-lo para saber mais sobre a curiosa situação. O despojamento estético da obra, a gravidade da inflexão proposta e o rigor da mise-em-scène tornam “O homem duplicado” um dos filmes mais inteligentes e desafiadores do ano.

Ida - versão final 1

Direção: Pawel Pawlikowski

Lançamento original: 2014

País: Polônia

Filmado em um preto e branco hipnotizante, essa história singela de uma freira que descobre ser filha de judeus perseguidos e mortos durante o regime nazista, estabelece um painel histórico sobre a Polônia que agonizou durante boa parte do século XX. “Ida” é daqueles filmes obrigatórios não só para quem gosta de cinema, mas para que percebe na sétima arte uma válvula contínua de reflexão e história.

 Instinto materno - versão final

Direção: Calin Peter Netzer

Lançamento original: 2013

País: Romênia

Equacionar um conflito geracional e familiar a um conflito de classes em uma Europa em decadência exige um diretor de pulsos fortes. Netzer alinhava essa trama na qual uma mãe se ressente do afastamento nada sutil de seu filho, mas que não hesita em mover mundos e fundos quando ele enfrenta a possibilidade de ir para a cadeia por homicídio culposo. A fita romena é um poderoso estudo as contradições humanas e um retrato desolador do poder desestabilizador do dinheiro.

Ninfomaníaca - versão final 11

Direção:  Lars Von Trier

Lançamento original: 2013/2014

Países: Dinamarca/Alemanha/França/Inglaterra

São dois volumes, mas trata-se, na verdade, de apenas um filme e assim “Ninfomaníaca” surge em nossa lista. O filme de sexo explícito de Lars Von Trier é, em sua essência, um estudo libertino e imaginativo sobre nossas angústias existências, refletidas como bem lembraria Freud, no sexo. O cineasta dinamarquês perpassa diferentes fetiches e obsessões, começa trabalhando com arquétipos e por fim dá voz a sua heroína, Joe, parra arrematar o mais deserotizado filme a abordar o sexo que o cinema já viu. Von Trier, a despeito de muitos desapontamentos, não queria distrair a audiência tão interessada em suas digressões.

 Sob a pele - versão final

Direção: Jonathan Glazer

Lançamento original: 2013

País: Inglaterra

O filme é hermético? Sim. É uma experiência estética intrigante? Também. É bom? Demais! “Sob a pele” é o que se convém classificar como filme difícil. Mas a obra de Jonathan Glazer é das mais brilhantes de 2014 no que propõe sobre o homem – como espécie –  e o meio. Scarlett Johansson faz uma alienígena que atrai homens com sua aparência para matá-los, mas aos poucos vai se afeiçoando pelo que nos caracteriza humanos. Filme de muitas camadas, permite interpretações a contento. É para ser descoberto, apreciado e redescoberto.

 Praia do futuro (versão)

Direção: Karim Aïnouz

Lançamento original: 2014

Países: Brasil/Alemanha

Um filme sobre impulsividade. Sobre assumir os próprios desejos. Sobre renúncia. Sobre tesão. Sobre ser homem. E sobre amar outro homem. “Praia do futuro”, novíssima obra-prima em só menor de Karim Aïnouz, opõe a cosmopolita Berlim à ensolarada Fortaleza como versões conflitantes do protagonista Nonato, defendido com a habitual entrega por Wagner Moura. Um filme que dá orgulho de dizer que é brasileiro.

 Nebraska -  versão final

Direção: Alexander Payne

Lançamento original: 2013

País: EUA

Um road movie banal no recorte que faz do extraordinário. Ou seria o contrário? Alexander Payne borra a noção de extraordinário e banal ao contar a história de um homem que já dá os primeiros sinais de senilidade em uma viagem para resgatar um prêmio que não existe. No meio do caminho, as pazes com o passado e com seu filho. Um filme belíssimo que resiste ao tempo e cresce de tamanho à medida que nos afastamos dele. Uma das grandes joias do ano nos cinemas brasileiros.

 Era uma vez em NY - versão final 11

Direção: James Gray

Lançamento original: 2014

País: EUA

Vamos começar falando pelo plano que fecha o filme. É a coisa mais fascinante e narrativamente eloquente feita por um diretor em muitos anos. O fecho de “Era uma vez em Nova York” potencializa essa história de tragédia e amor em uma Nova York mais parasita do que receptiva aos estrangeiros que buscam o sonho americano. Polonesa chega aos EUA e se vê obrigada a se prostituir para conseguir liberar sua irmã tuberculosa que ficou detida ao desembarcar nos EUA. Os arremedos do destino podem ser cruelmente poéticos é o que sugere esse poderoso filme de James Gray.

 Relatos selvagens - versão final 11

Direção: Damián Szifron

Lançamento original: 2014

País: Argentina

Nenhum filme combinou as tarefas de entreter e ensejar reflexão com tamanha astúcia e eficácia como este exemplar argentino, a maior bilheteria da história do cinema hermano.

Em seis inspirados episódios, Szifron tece comentários fortes e espirituosos sobre nossa sociedade – tudo a partir do pouco civilizado desejo de vingança. Humor, violência, tensão e drama se fundem a um todo que faz todo o sentido.

 Mesmo se nada der certo - versão final 11

Direção: John Carney

Lançamento original: 2014

País: EUA

Pense no filme mais saboroso do ano. Se você não pensou em “Mesmo se nada der certo” quer dizer que você não viu o filme mais saboroso do ano. John Carney reedita, com mais inspiração e uma bela dose de Keira Knightley, Mark Ruffalo e Adam Levine, a fórmula que já havia aplicado em “Apenas uma vez”, faz uma crítica bem sacada dos rumos da indústria musical e conta uma história agridoce sobre corações partidos, amor à música e Nova Iorque. Não tem como não amar!

 Miss violence - versão final2

Direção: Alexandro Avranas

Lançamento original: 2013

País: Grécia

Aborto, incesto e outros tipos de abuso familiar compõem o painel desse poderoso e chocante drama grego. Multipremiada, a fita de Avranas faz um retrato triste e pálido de uma Grécia caída em desgraça. As ruínas da civilização se refletem em uma família que tenta manter a aparência altiva, mas a câmera insiste em insinuar que há algo de muito errado submerso naquela rotina familiar que abraçou com estranha tranquilidade o suicídio de uma menina em seu aniversário de 11 anos. Nada nos prepara para as verdades que emergirão desse olhar intrusivo que dispensamos a essa família.

 Trapaça - versão final

Direção:  David O. Russell

Lançamento original: 2013

País: EUA

Não há personagens como nos filmes de David O. Russell. Em “Trapaça”, ambientando nos anos 70, eles buscam a reinvenção como combustível para uma vida plena. Cafona, exagerado, colorido, musicado e cheio de diálogos espertos,“Trapaça” é irresistível. É um filme verdadeiro com seus personagens e correto com a plateia. O entretenimento desta, ou qualquer mensagem, não se sobrepõem à jornada dos personagens. É bom cruzar com um filme destes de vez em quando. E que personagens!

Boyhood - versão final 11

Direção: Richard Linklater

Lançamento original: 2014

País: EUA

2014 talvez seja lembrado como o ano de “Boyhood” e, se vingar, será um bom rótulo cinéfilo para o ano. A produção de Richard Linklater é corajosa, esteticamente inovadora, narrativamente cativante, mas acima de tudo, é cinema bruto. De raiz. Acompanhamos a vida de um menino por doze anos. Simples assim. Mas são doze anos mesmo… Realidade e ficção se embaralham nesse misto de vanguarda e nostalgia que Linklater forjou. Ensimesmados, agradecemos!

 K

Direção: Dan Gilroy

Lançamento original: 2014

País: EUA

Qual a relação entre a deturpação do sonho americano e o sensacionalismo midiático? Talvez não haja nenhuma, mas talvez haja. “O abutre” certamente flerta com a possibilidade ao mostrar a súbita ascensão de um homem sem grandes ambições como cinegrafista de tragédias nas noites de Los Angeles. Um aterrorizante Jake Gyllenhaal dá o tom de um dos filmes mais subversivos e pungentes da temporada.

Ela - versão final

Direção: Spike Jonze

Lançamento original: 2013

País: EUA

Pode o grande romance do ano ser entre um homem e um sistema operacional? Pode sim! Mas “Ela” é muito mais do que isso. É um olhar tenro para nossa necessidade de conexão. Um vaticínio sobre esses tempos de solidão e uma deliciosa crônica sobre amar, não necessariamente sobre o amor – ainda que a relação seja intrínseca. “Ela” é cult, pop, inteligente, anacrônico, hi-tech , ficção científica e romance. Esse hibridismo bem adornado por Spike Jonze amarga e adoça como tudo que é realmente bom na vida.

 Garota exemplar - versão final

Direção: David Fincher

Lançamento original: 2014

País: EUA

Uma tenaz análise do casamento e de seus e efeitos sobre o individuo e sobre o casal ao longo dos anos no mesmo compasso que é uma crítica virulenta à sociedade do espetáculo. Tudo em ritmo de thriller. David Fincher, com sua elegância habitual, entrega outro filme maiúsculo com turns e subplots sempre impactantes e cativantes. Ben Affleck nunca esteve melhor e Rosamund Pike, mais assustadora. “Garota exemplar” é um filme salutar em todos os seus arranjos e dividendos.

 O lobo de Wall Sreet - versão final

Direção:  Martin Scorsese

Lançamento original: 2013

País: EUA

Uma obra-prima moderna. É um neoclássico. Adjetivos à parte, essa crônica da ganância insolvente alinhada por Martin Scorsese a partir de um caso real saído da Wall Street dos anos 90 é puro cinema de imersão. Da fotografia convidativa à alucinada atuação de Leonardo DiCaprio, “O lobo de Wall Street” transborda na tela com sua incorreção política, seus inúmeros “fuck” e o olhar potente de um cineasta no auge de sua forma.

Fotos: montagem sobre imagens de divulgação

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sábado, 27 de dezembro de 2014 Filmes, Listas | 10:28

Retrospectiva 2014 – Os dez grandes personagens do ano no cinema

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10 – Lucy (Scarlett Johansson) no filme “Lucy”

personagens - Lucy

Uma jovem alienada que se transforma em mula (para transporte de drogas) e que vira uma heroína superpoderosa. Essa é Lucy, que vê a capacidade de uso do seu cérebro aumentar vertiginosamente após ingerir uma determinada substância no descolado e original filme de Luc Besson. Lucy é a principal porta-voz, nas bilheterias principalmente, de um movimento feminista que o cinema viu em 2014 com o sucesso de produções como “Malévola”, “Divergente” e “A culpa é das estrelas”.

9 – Woody Grant (Bruce Dern)  em “Nebraska”

personagens - woody

Você já se sentiu injustiçado pelo rumo que a sua vida tomou? É mais ou menos assim que Woody se sente, mas o personagem defendido com bravura por Bruce Dern rejeita assumir sua cota de responsabilidade na vida que agora se encontra no derradeiro ato. Passa por aí o desejo irrefreável de sacar um prêmio que não existe. Intragável de um jeito doce, Woody representa o fracasso que tentamos esconder embaixo do tapete.

8 –  Cornelia (Luminita Gheorghiu) em “Instinto materno”

personagens - Cornelia

Que mãe não faria tudo por seu filho? Nesse poderoso exemplar do cinema romeno, Cornelia personifica o paraíso e o inferno dessa constatação. Depois que seu filho se vê envolvido no atropelamento e morte de um menino pobre, Cornelia se engaja de corpo e alma para evitar que seu filho vá para a prisão. O desprendimento dessa mãe, que por vezes ultrapassa certos limites éticos, confere sentido à pergunta que todos veem como clichê.

7 – Gretta (Keira Knightley) em “Mesmo se nada der certo”

Personagens - Gretta

Depois de abandonada pelo namorado, enamorado com a fama conquistada como cantor, Gretta se vê só e triste pelas ruas de Nova York. Instigada por um produtor musical decadente que vê nela uma estrela adormecida, Gretta decide cantar as composições agridoces de um repertório muito pessoal. Iluminada pelo jeito dengoso de Keira Knightley, a personagem é a mais solar e vibrante da lista e, possivelmente, do cinema em 2014.

6 – Johanna Parry (Kristen Wiig) em “Amores inversos”

personagens - johanna

A apatia pode ser apenas aparente? Essa personagem melancólica e, ainda assim, extremamente cativante sugere que sim. Por trás de uma timidez e de uma ingenuidade acintosas, Johanna esconde uma fé no ser humano e um amor ao próximo que chocam por parecerem totalmente inadequados aos tempos em que vivemos. Aos poucos, ela vai mudando a vida daqueles com quem passa a conviver, especialmente o ex-presidiário traumatizado interpretado por Guy Pearce.

5 – Romina (Erica Rivas) em “Relatos selvagens”

personagens - Romina

Imagine descobrir no dia do seu casamento que aquele que agora é seu marido já estava te traindo e que ainda convidou o affair para a cerimônia? Esse horror se abate sobre Romina que reage como o turbilhão que se espera do sangue latino. Romina grita, dança, transa com o cozinheiro e faz muito, mas muito mais para exorcizar os fantasmas passados. Ah, se soltássemos mais vezes a Romina que existe em todos nós…

4 – Mason (Ellar Coltrane) em “Boyhood – da infância à juventude”

personagens  - Mason

Ver um personagem crescer no mesmo compasso que o ator que o interpreta foi uma experiência nova que 2014 proporcionou aos cinéfilos. Mason é um garoto como outro qualquer e podemos observar sua formação pelos olhos sempre carinhosos do cineasta Richard Linklater. Mas um garoto qualquer, como todos nós sabemos, vive momentos extraordinários.  Por mais comuns que eles sejam.

3 – Nick Dunne (Ben Affleck) em “Garota exemplar”

personagens  - Nick Dunne

A escolha óbvia seria listar Amy, a mulher de Nick que some no quinto aniversário de casamento deles. Mas se Amy vai se revelando fascinante com o tempo, Nick exala normalidade tremulante conforme o filme avança. No entanto seu aspecto banal é posto à prova à medida que a suspeita de que matou sua esposa vai se consolidando. Das escolhas que faz à representação de sua melhor versão, Nick é um enigma à altura de Amy. Ou vice-versa.

2 – Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) em “O lobo de Wall Street”

personagens  - jordan

Como um implacável lobo das finanças, Belfort é o único personagem da lista que tem ascendência na realidade. Carismático, profano, competitivo e extremamente perspicaz, Belfort faz o crime parecer algo menor do que de fato é. Essa malemolência o distingue como um tipo singular em nossa sociedade, que nos desperta misto de desprezo e admiração, e o torna necessário a Wall Street como o oxigênio é para nossa sobrevivência.

1 – Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) em “O abutre”

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Com um visual perturbador e uma atitude que, aos poucos, vai se revelando sociopata , Bloom é o personagem do ano pela urgência que nos aflige a investigá-lo dentro de nós mesmos e pelo horror que nos enseja quando finalmente o fazemos. Diferente de Belfort, que é real, Bloom é uma alegoria de nossa vergonha; e como tal é acachapante.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 Filmes, Fotografia, Listas | 05:00

Retrospectiva 2014 – Os 20 melhores pôsteres do ano

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Uma das coisas mais bacanas da cinefilia é admirar os cartazes promocionais dos filmes. São com eles que estúdios e produtores começam a flertar com o interesse do público. O Cineclube elaborou uma lista com os cartazes mais criativos, originais, belos, instigantes, provocantes e impactantes de 2014. Alguns filmes já foram exibidos no Brasil, outros ainda não foram lançados, mas devem chagar no começo do ano. Há, ainda, os mais artísticos, que ainda não têm lançamento comercial garantido no país. Mas os cartazes…! Bem, os cartazes são outra história.

"Foxcatcher: uma história que chocou o mundo"

“Foxcatcher: uma história que chocou o mundo”

O recorte da face de Steve Carell sobre a mansão em que uma tragédia histórica aconteceu dá o tom grave do cartaz e do filme

"Birdman"

“Birdman”

O cartaz asiático de “Birdman” exterioriza o conflito interno do personagem vivido por Michael Keaton

"Birdman"

“Birdman”

O homem-pássaro flutua pelas ruas de Nova York enquanto o restante do elenco surge em telões nesse belo pôster em preto e branco

"A entrevista"

“A entrevista”

Você talvez nunca assista ao filme mais polêmico do ano, mas Franco e Rogen também escandalizam no cartaz

"Mapa para estrelas"

“Mapa para estrelas”

As imagens entrelaçadas dos atores com o icônico letreiro de Hollywood é uma solução visual poderosa

"Sin City: a dama fatal"

“Sin City: a dama fatal”

Lady Gaga brilha no cartaz do filme e esse pano de prato…

"Boyhood - da infância à juventude"

“Boyhood – da infância à juventude”

Tal como o filme, o cartaz exala singeleza e funciona maravilhosamente bem ao fisgar nossa atenção

"Homens, mulheres e filhos"

“Homens, mulheres e filhos”

Brinque de achar Adam Sandler, Jennifer Garner e o restante do elenco do filme neste engenhoso e eloquente cartaz

"Mr. Turner"

“Mr. Turner”

O cartaz não esconde que a pintura, e o gênio por trás dela, são os protagonistas do filme

"Sniper americano"

“Sniper americano”

A tensão dramática de Bradley Cooper rima com o flanar da bandeira americana. Piegas, porém impactante…

"O mensageiro"

“O mensageiro”

Sutileza e assertividade se confundem em um pôster que diz muito sem dizer quase nada…

"O homem duplicado"

“O homem duplicado”

O cérebro é a grande armadilha na adaptação de Saramago e o cartaz brinca com essa percepção

"O homem duplo"

“O homem duplicado”

Jake Gyllenhaal não pode escapar dele mesmo e a simplicidade do cartaz vende essa ideia perfeitamente

"Vício inerente"

“Vício inerente”

O pôster evoca toda o clima noir psicodélico que norteia a trama do novo filme do diretor de “Sangue negro”

"Uma noite de crime 2"

“Uma noite de crime 2”

Armas alinham a bandeira americana no pôster teaser da sequência dessa fábula moral distópica

"Westlands"

“Westlands”

A comédia alemã fala de uma garota com compulsão por sexo e problemas de higiene. O cartaz não entrega, mas sugere com habilidade

"Sob a pele"

“Sob a pele”

O rosto de Scarlett Johansson submerge às estrelas no pôster da ficção científica mais perturbadora e fascinante do ano

"Teen lust"

“Teen lust”

Um rapaz tenta perder a virgindade antes que seus pais o sacrifiquem em um ritual satânico… o cartaz captura a piração do mote do filme

"Whiplash - em busca da perfeição"

“Whiplash – em busca da perfeição”

Da baqueta para o precipício, o pôster dessa sensação do cinema indie escancara o dilema do jovem músico constantemente desafiado por seu professor

"You´re not alone"

“You are not alone”

Uma mulher é perseguida por um sociopata em pleno quatro de julho americano… e o dia da independência ganha outra conotação

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Filmes, Listas, Notícias | 20:00

Os dez melhores filmes do ano pelo American Film Institute antecipa semana agitada da corrida pelo Oscar

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É uma semana agitada para quem curte e acompanha a temporada de premiações no cinema. Na próxima quarta-feira, o sindicato dos atores (SAG) anuncia seus indicados ao SAG 2015. Na quinta-feira, será a vez da Hollywood Foreign Press Association (HFPA), composta por jornalistas estrangeiros baseados em Hollywood, revelarem os indicados para o Globo de Ouro 2015. É uma semana, portanto, que dará forma à corrida pelo Oscar que já começou para valer com alguns prêmios da crítica que já são anunciados desde a semana passada.

Hoje foi a vez do American Film Institute (AFI), prestigiada organização de cinema que zela pela história da sétima arte nos EUA, destacar o seu TOP 10 do ano. Onze filmes entraram na lista. Isso mesmo. Onze. O que não quer necessariamente dizer que se trata de um ano dos mais concorridos, apenas que o AFI se comportou como o velho ditado sugere: com coração de mãe arranjou vaga até mesmo para o até aqui esnobado “Interestelar”, de Christopher Nolan.

Abaixo, você confere a lista dos dez melhores filmes de 2014 no crivo do AFI.

“Sniper americano”

“Whiplash – em busca da perfeição”

“Homem-Pássaro”

“Boyhood – da infância à juventude”

“Foxcatcher – uma história que chocou o mundo”

“O jogo da imitação”

“Interestelar”

“O abutre”

“Caminhos da floresta”

“Selma”

“Invencível”

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014 Curiosidades, Filmes, Fotografia, Listas | 05:00

Dez cartazes polêmicos censurados nos Estados Unidos

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Há um órgão nos EUA responsável pela classificação etária e o estabelecimento de outros padrões de conduta para produtores, distribuidores e exibidores de cinema. O nome dele é Motion Picture Association of America (MPAA). O instituto já foi objeto de muitas controvérsias no passado, mas ocasionalmente volta ao olho do furacão da opinião pública com decisões polêmicas como o recente banimento do pôster do filme “Sin City 2: a dama fatal”. A imagem, que sugeria os mamilos da atriz Eva Green, não recebeu qualquer tipo de veto em país ocidental nenhum, com exceção da terra de Obama. No Brasil, a imagem estampou cartazes nas ruas e contracapas de revistas. Este pôster é um dos dez destacados aqui e que foram censurados pelo MPAA. Alguns têm conotação sexual expressa, outros se esmeram na sugestão, há ainda os barrados pela violência ou pela nudez.

O famigerado pôster  de "Sin City 2" com Eva Green e os mamilos desnudos

O famigerado pôster de “Sin City 2” com Eva Green e os mamilos desnudos

Cartaz do terror trash "Teeth - a vagina dentada" com um raio-X que não faz ressalvas ao nome do filme

Cartaz do terror trash “Teeth – a vagina dentada” com um raio-X que não faz ressalvas ao nome do filme

O aclamado "Shame" não escapou da censura com esse cartaz em que o nome do filme é grafado com um efeito que sugere sêmen

O aclamado “Shame” não escapou da censura com esse cartaz em que o nome do filme é grafado com um efeito que sugere sêmen

Claro que a biografia do criador da revista "Hustler", "O povo contra Larry Flynt" não escaparia ilesa

Claro que a biografia do criador da revista “Hustler”, “O povo contra Larry Flynt”, não escaparia ilesa

"Regras da atração" é dos filmes mais polêmicos do início dos anos 2000 e esse pôster não nos deixa mentir

“Regras da atração” é dos filmes mais polêmicos do início dos anos 2000 e esse pôster não nos deixa mentir

A mais recente vítima do MPAA foi "O teorema zero", ficção hardcore de Terry Gilliam. Mas talvez não fosse para tanto...

A mais recente vítima do MPAA foi “O teorema zero”, ficção hardcore de Terry Gilliam. Mas talvez não fosse para tanto…

"Pagando bem, que mal tem?", sátira de Kevin Smith à indústria pornô foi outra vítima do MPAA

“Pagando bem, que mal tem?”, sátira de Kevin Smith à indústria pornô foi outra vítima do MPAA

Sai o sexo e entra a violência de "Jogos mortais 2"...

Sai o sexo e entra a violência de “Jogos mortais 2″…

Sacha Baron Cohen não poderia ficar fora dessa lista. Que tal o pôster de "Ali G indahouse: o filme"?

Sacha Baron Cohen não poderia ficar fora dessa lista. Que tal o pôster de “Ali G indahouse: o filme”?

A Sony teve que cobrir os seis de Rooney Mara no pôster de "Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres"

A Sony teve que cobrir os seios de Rooney Mara no pôster de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

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terça-feira, 14 de outubro de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 21:14

As grandes sequências de slow-motion da história do cinema

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Um punhado de gente que adora cinema e que adora fazer listas se reuniu para montar um canal para lá de divertido no YouTube, trata-se do CineFix. Para quem não conhece, os responsáveis pelo canal fazem versões caseiras de grandes sucessos do cinema, discutem tendências do cinema e elaboram listas bem azeitadas como essa em que são destacadas as mais reverenciáveis cenas de slow-motion da história da sétima arte. De “Matrix” a “Trovão tropical”, passando por “2001 – uma odisseia no espaço” e “Django livre”, os perfis e estratégias narrativas dos variados tipos de slow-motion são detalhados em uma lista que até estaria aberta a reclamações se seus idealizadores não mencionassem tantas sequências maravilhosas que não constam do TOP 10 oficial.

O vídeo, em inglês, pode ser conferido abaixo e vale a atenção do leitor cinéfilo. Logo depois, estão listados os dez filmes que integram o ranking do CineFix.


10 – “Matrix” (1999)

9 – “O juíz” (2013)

8 – “Watchmen” (2009)

7 – “Zumbilândia” (2009)

6 – “Cães de aluguel” (1992)

5 – “Fervura máxima” (1992)

4 – ” O iluminado” (1980)

3 – “Olympia” (1938)

2 – “Drive” (2011)

1 – “Guerra ao terror” (2009)

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