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domingo, 21 de setembro de 2014 Filmes, Listas | 17:44

Cinco filmes sobre campanhas eleitorais

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Estamos a duas semanas do primeiro turno das eleições e enquanto os brasileiros decidem os rumos do país, o cinema tem algo a dizer sobre as campanhas eleitorais. O senso comum nos ensina a duvidar. Mas entre a fé cega de muitos eleitores e o ceticismo de tantos outros, está uma máquina adornada de toda a potência publicitária que se pode imaginar e movida a interesses empresariais diversos. É sobre os bastidores de campanhas político-eleitorais que tratam os filmes desta lista, elaborada com a única ideia de prover ao espectador/leitor material para refletir e se divertir. Essencialmente nessa ordem.

 

“O candidato” (1972)

O candidato

Vencedor do Oscar de melhor roteiro original em 1973, este filme protagonizado por Robert Redford explicita o grau de influência do marketing em uma campanha eleitoral. O detalhe é que o filme foi realizado há quatro décadas e permanece atual.

O advogado esquerdista vivido por Redford é escolhido por um macaco velho de campanhas políticas, termo hoje atribuído aos marqueteiros, para concorrer ao Senado pelo Estado da Califórnia contra o republicano que já ocupa o posto há 18 anos. O filme mostra as engrenagens para transformar um protótipo de candidato ideal em um político real. Fascinante, o filme escancara o cinismo que pauta a política. Seja ela praticada nos EUA ou no Brasil.

 

“Tudo pelo poder” (2011)

Tudo pelo poder

Dirigido por George Clooney, esse poderoso drama acompanha as primárias do partido democrata – processo do sistema eleitoral americano que antecede a eleição presidencial e em que um conjunto de candidatos disputam a indicação do partido para a vaga de candidato à presidência. No filme, acompanhamos tudo a partir do ponto de vista do assessor interpretado por Ryan Gosling que realmente acredita que o candidato vivido por Clooney encarna a esperança e os ventos de mudança. Tudo muda quando um caso com uma estagiária da campanha vem à tona. O filme mostra o intenso jogo (geralmente sórdido) de bastidores entre as diferentes campanhas e o papel nada lisonjeiro da mídia nessa história toda.

“Segredos do poder” (1998)

TRAVOLTA THOMPSON

Se ao ver a foto acima você imediatamente pensou em Bill Clinton e Hillary Clinton , saiba que isso não foi acidental. Neste fantástico filme de Mike Nichols, a ideia é justamente aproximar realidade da ficção. John Travolta faz um popular governador de um estado sulista dos Estados Unidos, tal como Clinton, que tenta se eleger presidente. Durante a campanha, sua equipe precisa abafar alguns casos de assédio sexual e relações extraconjugais que surgem pelo caminho.

 

“Os candidatos” (2012)

Os candidatos

A comédia assinada por Jay Roach se assevera como uma crítica ao sistema de financiamento de campanhas eleitorais. Sem a força narrativa ou a convicção discursiva dos dois filmes anteriores, esta obra funciona como uma paródia esperta do “vale tudo eleitoral”. Dois industriais que sempre financiaram a campanha do candidato vivido por Will Ferrell ao congresso resolvem mudar seu apoio após um escândalo sexual. Entra em cena o tipo paspalho vivido por Zach Galifianakis (o Alan da trilogia “Se beber, não case”). O filme então acompanha as desventuras desses dois candidatos, passando pelas poses com os pobres e as trocas de farpas entre eles, na busca de votos.

 

“Virada no jogo” (2012)

Virada no jogo

Fotos: divulgação

Também dirigido por Jay Roach, esse filme feito para a HBO se concentra na campanha republicana de John McCain em 2008 à Casa Branca. McCain e seu staff se viram obrigados a responder à profunda coqueluche de carisma e mídia que era Barack Obama e acabaram colocando como vice-presidente na chapa a polêmica Sarah Palin – aqui vivida esplendorosamente por Julianne Moore. O que parecia uma ótima ideia, já que ela tinha potencial de capitalizar o voto feminino em fuga e garantir o apoio dos conservadores, se revelou um movimento catastrófico conforme mais se descobria a respeito de Palin.

Vigoroso, este filme que apresenta atuações de ótimo nível e um roteiro verdadeiramente primoroso, detalha os bastidores de uma campanha pressionada e esmiúça as alternativas que circunstâncias como essa favorecem.

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domingo, 14 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 10:00

Cinco atores que merecem atenção

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Eles ainda não são totalmente conhecidos do grande público, mas já estão fazendo sucesso em certos círculos da crítica e, mais importante ainda, fazendo bom cinema. Alguns devem estourar e fazer sucesso, ainda que temporário. Embora nenhum deles apresente a convencional estampa de galã, o que une esses cinco atores entre 20 e 32 anos é o talento e o faro para bons projetos.

Adam driver

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

Ele ganhou o prêmio de melhor ator pelo filme italiano “Hungry hearts” no último festival de Veneza há uma semana. Mas, talvez, você o conheça da série “Girls”, exibida no canal pago HBO. Driver não é bonito, convenhamos, mas há uma mística de macho moderno nele que não se consegue desviar. Talvez por isso ele esteja numa crescente irrefreável em Hollywood. O ator esteve nos últimos filmes dos irmãos Coen (“Inside Llweyn Davis – balada de um homem comum”) e de Steven Spielberg (“Lincoln) e está no próximo de Martin Scorsese (“Silence”). Mas é uma “bobeirinha” chamada “Star Wars” que recodificará seu status na Meca do cinema. Driver está no elenco do Episódio VII, que será dirigido por J.J Abrams, em papel ainda não especificado. Especula-se que ele será um dos vilões da trama.

Eddie Redmayne

Eddie Redmayne - GQ

Ele é o mais velho dessa lista e o que há mais tempo busca um lugar ao sol no cinema americano. Inglês, Redmayne tem “sangue azul” como dizem os plebeus, já que descende de uma família de nobres britânicos. Ele cantou na mais recente versão de “Os miseráveis” (2012), apaixonou-se por Marilyn Monroe em “Sete dias com Marilyn” (2011) e coadjuvou em filmes diversos como “A outra” (2008) e “Pecados inocentes” (2007). Mas é com “A teoria de tudo” (2014), em que dá vida ao físico Stephen Hawking, que Redmayne deve ganhar respeito e espaço para mostrar um talento verdadeiramente nobre.

Ezra Miller

Ezra Miller - instagram

Ele é dessa geração dos anos 90 que ajudou a fundar o conceito de hipster. Ezra Miller ainda vai fazer 22 anos, mas já provou ter talento inversamente proporcional à experiência de vida que carrega. A primeira vez que impressionou foi em “Bastidores de um casamento” (2011), apenas seu terceiro filme. Na fita, estrelada por um punhado de nomes famosos, é ele quem rouba a cena. Depois foi o Kevin do fascinante e perturbador “Precisamos falar sobre o Kevin”, sobre a complexa relação de desamor entre uma mãe e um filho que acaba responsável por uma chacina em uma escola. Por fim, Ezra Miller brilhou no sensível “As vantagens de ser invisível”, elevado à aura cult por uma juventude hipster como ele.  No fim do ano, Miller estará na mais nova adaptação de “Madame Bovary”, símbolo da literatura pré-feminista.

Ansel Elgort

Ansel Elgort - GQ

Se você esteve no planeta terra em 2014, é do sexo feminino e tem entre 10 e 16 anos, já sabe de quem estamos falando. O primeiro filme desse aspirante a galã de 20 anos foi o remake de “Carrie – a estranha”, lançado no ano passado.  Neste ano, “causou”, como dizem os jovens, com os lançamentos de “Divergente” e “A culpa é das estrelas”. Boa pinta, Elgort revela predicados que muitos astros trintões por aí não tem.  Tanto que Jason Reitman, diretor dos ótimos “Juno” (2008) e “Amor sem escalas” (2009), o chamou para seu novo filme, “Homens, mulheres e filhos” que será lançado no final do ano nos EUA e em janeiro de 2015 no Brasil.

Miles Teller

Miles Teller - instagram

Ele também está na franquia “Divergente” e será o Sr. Fantástico no reboot que a Fox está preparando para o “Quarteto fantástico”. Dessa lista, Teller é quem mais se experimentou (e convenceu) em gêneros variados. Da comédia “Namoro ou liberdade” (2014) ao drama “The spectacular now” (2013). Teller se adapta com muita facilidade às mais distintas propostas narrativas. Do solene e complexo “Reencontrando a felicidade” (2010) ao besteirol “Projeto X: uma festa fora de controle”. Esse ecletismo já começa a ser valorizado em Hollywood.

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domingo, 17 de agosto de 2014 Atores, Filmes, Listas | 17:00

As dez melhores atuações de Robin Williams

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Ao confeccionar essa lista em homenagem a este grande talento que partiu de maneira abrupta e, para quem não seguia sua carreira de perto, surpreendente, percebe-se o quão injustiçado Robin Williams fora como ator. Alvo da fúria de Arnaldo Jabor na sua inesquecível participação na transmissão da cerimônia do Oscar em 1998, que consagrou “Titanic” com onze Oscars e Robin Williams por um papel dramático, o ator traz à lista performances dramáticas de primeira categoria, outras inclinadas ao humor e algumas que combinam apuro cômico à envergadura dramática. Para quem não conhece sua filmografia, e para quem gosta de rememorá-la, clareia-se a percepção de que se tratava de um ator muito melhor do que os rótulos que lhe atribuíam em vida eram capazes de tangenciar.

10 – “Patch Adams – o amor é contagioso” (1998)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Depois de tentar o suicídio, Hunter Adams (Williams) tem uma epifania: resolve cursar medicina para ajudar as pessoas. Mas ele não fica só na medicina. Tempera-a com humor e carinho. Seus métodos naturalmente ganham admiradores e detratores. Williams impregna seu registro de um encantamento muito natural. Sua atuação trafega entre os tons dramático e cômico com desenvoltura. Um trabalho que se fosse feito por outro ator talvez recebesse mais destaque e louros.

9 – “Insônia” (2002)

Insônia - filme

Aqui na pele do primeiro vilão de sua carreira, Williams assombra pelo comedimento e pela capacidade de projetar um lado sombrio verdadeiramente assustador. O choque é maior para quem conhece apenas sua faceta cômica. Como um assassino que entra em um jogo de gato e rato com o policial vivido por Al Pacino, Williams apresenta, pela ousadia e robustez, um dos pontos altos de sua carreira.

8 – “Morra, Smoochy, Morra” (2002)

Smoochy

O ano de 2002 definitivamente foi o ano em que Williams impôs a si mesmo a necessidade de reinventar-se. Aqui ele faz um apresentador de um programa infantil demitido depois que seu nome foi envolvido em um escândalo midiático. Seu substituto é interpretado por Edward Norton. Enquanto se sente cada vez mais miserável, Williams volta sua ira contra seu substituto e revela um comportamento cada vez mais agressivo.

Williams nunca esteve tão maníaco-depressivo como nesta perola do humor negro dirigida por Danny DeVito. O ator convence como um homem que sucumbe à própria angustia e à egolatria.

7 – “A gaiola das loucas” (1996)

gaiola das loucas

Robin Williams faz o dono de uma boate de drag queens que vive com sua estrela, interpretada por Nathan Lane. Quando seu filho avisa que vai se casar e que o pai da noiva, um senador conservador, quer conhecer a família, uma grande confusão se arma. Williams reina na comédia física em um dos marcos do cinema queer e um dos primeiros neste compasso a atingir à família em grande escala.

6 – “Retratos de uma obsessão” (2002)

Retratos de uma obsessão

Williams vive o funcionário de uma loja de revelação de fotos em uma hora. Ele começa a desenvolver uma forte obsessão por uma família que costuma revelar suas fotografias na loja em questão. Neste soturno e surpreendente filme, Williams veste a carapuça como um sujeito que vai revelando-se mais perturbado do que intuímos à medida que a trama avança.

5 – “Uma babá quase perfeita” (1993)

Babá

Talvez este seja o filme mais famoso de Williams e seu personagem mais reconhecível. Não deixa de ser uma justa condição. Williams prova sua versatilidade cômica e talento para a improvisação neste filme em que precisa atuar travestido de mulher a maior parte do tempo. No entanto, é o sentimento que tateia como o pai que quer cercar-se da presença dos filhos que prevalece na bela composição do ator.

4 – “O pescador de ilusões” (1991)

O pescador de ilusões

Neste drama sobre infelizes coincidências da vida, Robin Williams faz um homem devastado por uma violenta tragédia que cedeu à mendicância e que vislumbra em uma improvável amizade com o personagem de Jeff Bridges a cura para a aflição que toma sua alma. Uma atuação que combina sutileza e energia com rara felicidade.

3 – “Bom dia, Vietnã” (1987)

Bom dia

Por este filme, Williams recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Como um DJ que traça como principal meta levar alegria aos soldados americanos servindo no Vietnã, Williams projeta na tela a imagem que se perpetuaria como sua. A de um homem afável, camarada, bem intencionado, atencioso e muito divertido. Uma performance cheia de predicados que foi justamente destacada pela nomeação ao Oscar.

2 – “Gênio indomável” (1997)

gênio

Como um terapeuta que consegue dar rumo à existência de um jovem e rebelde gênio, Williams volta a brilhar intensamente. Em um papel dramático construído sobre minúcias e com um tempo totalmente diferente de suas incursões dramáticas anteriores, o ator tem momentos sublimes. Principalmente nos diálogos inspirados com Matt Damon ofertados pelo roteiro escrito por este último em parceria com Ben Affleck. Pelo trabalho, e depois de três indicações, finalmente seria agraciado com o Oscar.

1 – “Sociedade dos poetas mortos” (1989)

Sociedade dos poetas

Outro célebre personagem de uma galeria insuspeitamente repleta do seu DNA. Como um professor de literatura que não se contenta em ensinar apenas literatura, ele cativa e inspira. Em muito porque sinaliza com sua atuação devotada que acredita piamente não só no personagem, mas em suas motivações.

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 22:35

A história de Hollywood em dez filmes

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O jornal inglês The Telegraph lançou um desafio inusitado. É possível contar a história de Hollywood em dez filmes? A ideia é agregar as produções que, não só influenciaram o modo de se fazer cinema dali em diante, mas que mimetizem o espírito da Meca do cinema em cada época.

Como em toda lista, há margem para discordâncias e interpretações diversas, mas a lista formulada pelo jornalista Robbie Colin paira acima das suspeitas mais superficiais. Eis ela:

 

Cena do filme "A conversação"

Cena do filme “A conversação”

“Uma semana”, de Buster Keaton (1920)

“Aconteceu naquela noite”, de Frank Capra (1934)

“No tempo das diligências”, de John Ford (1939)

“Fuga ao passado”, de Jacques Tourneur (1947)

“Sinfonia de Paris”, de Vicente Minneli (1951)

“À queima roupa”, de John Boorman (1967)

“A conversação”, de Francis Ford Coppola (1974)

“De volta para o futuro”, de Robert Zemeckis (1985)

“Pulp Fiction – tempo de violência”, de Quentin Tarantino (1994)

“Batman – o cavaleiro das trevas”, de Chistopher Nolan (2008)

 

O Cineclube, instigado por este exercício de cinefilia e história, elaborou a própria lista com o mesmo objetivo. Eis ela:

 

Cena de "A rede social"

Cena de “A rede social”

“O nascimento de uma nação”, de D.W. Griffith (1915)

“Tempos modernos”, de Charles Chaplin (1936)

“E o vento levou…”, de Victor Fleming (1939)

“Como era verde o meu vale”, de John Ford (1941)

“Sindicato de ladrões”, de Elia Kazan (1954)

“Amor sublime amor”, de Robert Wise e Jerome Robbins (1961)

“Tubarão”, de Steven Spielberg (1975)

“Taxi driver”, de Martin Scorsese (1976)

“Fargo”, de Joel e Ethan Coen (1996)

“A Rede social”, de David Fincher (2010)

 

Cena de "Sindicato de ladrões"

Cena de “Sindicato de ladrões”

Cena de "Taxi driver"

Cena de “Taxi driver” (Fotos: divulgação)

A lista se justifica nas inteirezas e nas sutilezas. “O nascimento de uma nação” aborda os eventos mais importantes da fomentação da América tudo pela ótica de duas famílias. É um dos filmes que moldaram a narrativa cinematográfica como a conhecemos. “Tempos modernos”, com sua ousada crônica da revolução industrial é um exemplo de como Hollywood sabe aproveitar talentos estrangeiros, no caso, Chaplin.

Já “E o vento levou” foi o primeiro épico hollywoodiano e, com valores atualizados pela inflação, um dos três filmes de maior bilheteria de todos os tempos.

Já “Como era verde o meu vale” é a opção mais fidedigna de narrativa hollywoodiana. O filme de John Ford prevaleceu no Oscar sobre “Cidadão Kane”, de Orson Welles, por muitos considerados um dos melhores filmes da história. A vitória deste épico familiar traduz muito da concepção de cinema em voga ainda hoje em Hollywood. “Sindicato de ladrões”, por seu turno, mostra o viés político do cinema hollywoodiano e sua veia liberal então efervescente.

“Amor sublime amor” é o triunfo do musical, esse gênero tão teatral que de quando em quando brilha no cinema. O filme é um dos maiores vencedores do Oscar e um grande sucesso de bilheteria. Além, é claro, de provar a versatilidade da shakespeariana história de Romeu e Julieta.

Steven Spielberg entra na lista com “Tubarão”, filme que inaugurou o que hoje chamamos de temporada de blockbusters (ou verão americano) e, literalmente, salvou Hollywood da bancarrota.  Os anos 70 tem dois filmes porque, depois dos anos 30, foram os mais importantes do cinema americano. Quando ele se revitalizou impulsionado por novos diretores criativos e inovadores. Martin Scorsese era um deles e “Taxi driver” um dos expoentes desse movimento.

Na lista do The Telegraph aparece “Pulp Fiction”. A opção por “Fargo” é uma provocação. O grande mérito oculto de Quentin Tarantino talvez tenha sido chamar atenção para o cinema dos Coen, hoje uma unanimidade, mas que antes de “Pulp Fiction” raramente eram notados por Hollywood. “Fargo” mudou este panorama.

“A rede social” não é apenas um filme sobre as circunstâncias da criação da maior rede social de nossos tempos. É um filme que se apresenta como síntese da linguagem de nossa era e, também, a melhor representação da chamada geração y que já começa a mandar e desmandar nos padrões de Hollywood também.

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quinta-feira, 26 de junho de 2014 Curiosidades, Listas | 07:00

Os 100 melhores filmes de todos os tempos por gente de Hollywood

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Todo mundo adora uma lista, inclusive gente de cinema. E listas sobre cinema são as mais prazerosas de se fazer e debater. Pois bem, todo mundo tem uma lista de melhores filmes de todos os tempos para chamar de sua. O The Hollywood Reporter, um dos veículos mais prestigiados e pontuais na cobertura do noticiário hollywoodiano, resolveu radicalizar. Fez uma extensa pesquisa com produtores, chefes de estúdios, vencedores do Oscar, atores, atrizes, diretores, compositores, fotógrafos e outros tantos profissionais ligados ao cinema americano para apurar quais, na média, compõem a lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos no jugo de Hollywood.

A grande sacada da lista é que ela não difere fundamentalmente daquelas que críticos de cinema vez ou outra disparam pelos confins da internet. “O poderoso chefão” (1972), de Francis Ford Coppola, lidera a lista. Filmes recentes como “Batman- o cavaleiro das trevas” (2008), “A origem” e “O segredo de Brokeback Mountain” (2005) dividem a cena com clássicos indiscutíveis como “Psicose” (1960), “Taxi driver” (1976) e “A malvada” (1952).

Marlon Brando em "O poderoso chefão": escolha óbvia, natural e consentida  (Foto: divulgação)

Marlon Brando em “O poderoso chefão”: escolha óbvia, natural e consentida (Foto: divulgação)

Confira abaixo o Top 10  e clique aqui para ver, em inglês, a lista completa:

1 – “O poderoso chefão” (1972)

2 – “ O mágico de Oz” (1939)

3 – Cidadão Kane (1941)

4 – “Um sonho de liberdade” (1994)

5 – “Pulp Fiction – tempo de violência” (1994)

6 – “Casablanca” (1942)

7 – “O poderoso chefão – parte II” (1974)

8 – “E.T – o extraterrestre” (1982)

9 – “2001 – uma odisseia no espaço” (1968)

10 – “A lista de Schindler” (1993)

 

Tim Robbins e Morgan Freeman em "Um sonho de liberdade": um dos preferidos do público, também agrada em Hollywood

Tim Robbins e Morgan Freeman em “Um sonho de liberdade”: um dos preferidos do público, também agrada em Hollywood

Cinco curiosidades sobre a lista

1 – Christopher Nolan é o diretor com menos filmes em sua filmografia com mais filmes na lista; três no total

2 – “Up – altas aventuras” (2009), “Wall – E” (2008) e “Toy Story” (1995) são os representantes da Pixar na lista

3 – Há apenas três filmes não falados em língua inglesa na lista. O francês “O fabuloso destino de Amelie Poulain” (60º), “O labirinto do Fauno” (96º) e “Os sete samurais” (100º)

4 – São quatorze filmes do gênero de ficção científica no ranking

5 – Steven Spielberg e Francis Ford Coppola são os únicos cineastas com dois filmes no TOP 10

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